{"id":3789,"date":"2021-01-01T06:21:55","date_gmt":"2021-01-01T06:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3789"},"modified":"2021-01-01T06:21:56","modified_gmt":"2021-01-01T06:21:56","slug":"como-as-galaxias-proximas-formam-as-suas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/01\/como-as-galaxias-proximas-formam-as-suas-estrelas\/","title":{"rendered":"Como as gal\u00e1xias pr\u00f3ximas formam as suas estrelas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modo como as estrelas se formam nas gal\u00e1xias permanece uma grande quest\u00e3o em aberto na astrof\u00edsica. Um novo estudo da Universidade de Zurique lan\u00e7a nova luz sobre este t\u00f3pico com a ajuda de uma rean\u00e1lise baseada em dados de medi\u00e7\u00f5es de observacionais. Descobriu-se que a atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas t\u00edpicas \u00e9 proporcional \u00e0 quantidade de g\u00e1s presente nestas gal\u00e1xias. Isto aponta para o suprimento de g\u00e1s a dist\u00e2ncias c\u00f3smicas como o principal impulsionador da forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.media.uzh.ch\/dam\/jcr:374d115d-8fe8-4964-a390-7fdcdff98b8e\/fig1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/fig1_hauptbild-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3790\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/fig1_hauptbild-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/fig1_hauptbild-300x168.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/fig1_hauptbild-768x431.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/fig1_hauptbild.jpg 1448w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A imagem mostra uma visualiza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s dentro e em torno de uma gal\u00e1xia parecida com a Via L\u00e1ctea (centro) no Universo atual como previsto por uma simula\u00e7\u00e3o computacional feita pelo autor. O denso hidrog\u00e9nio at\u00f3mico e molecular tipicamente forma um grande disco, visto aqui a azul-roxo no centro da imagem. As estrelas (branco) formam-se no disco. Forma\u00e7\u00e3o estelar adicional pode ter lugar em gal\u00e1xias sat\u00e9lite, vstas aqui em cima e para a direita e em baixo e para a esquerda. G\u00e1s quente e pouco denso (tons verde e vermelho) pode ser encontrado a grandes dist\u00e2ncias, perto da fronteira do halo de mat\u00e9ria escura que rodeia a gal\u00e1xia principal (c\u00edrculo branco na imagem maior). A imagem tamb\u00e9m mostra um grande n\u00famero de estruturas de mat\u00e9ria escura (p\u00farpura), a maioria das quais est\u00e3o desprovidas de g\u00e1s e estrelas.<br>Cr\u00e9dito: Robert Feldmann<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas nascem em nuvens densas de hidrog\u00e9nio molecular que permeia o espa\u00e7o interestelar da maioria das gal\u00e1xias. Embora a f\u00edsica da forma\u00e7\u00e3o estelar seja complexa, nos \u00faltimos anos houve um progresso substancial no sentido de compreender como as estrelas se formam num ambiente gal\u00e1ctico. O que em \u00faltima an\u00e1lise determina o n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o estelar nas gal\u00e1xias, no entanto, permanece uma quest\u00e3o em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em princ\u00edpio, dois factores principais influenciam a atividade da forma\u00e7\u00e3o das estrelas: a quantidade de g\u00e1s molecular que est\u00e1 presente nas gal\u00e1xias e o tempo que o reservat\u00f3rio de g\u00e1s demora para se esgotar ao converter-se em estrelas. Embora a massa de g\u00e1s das gal\u00e1xias seja regulada por uma competi\u00e7\u00e3o entre fluxos internos de g\u00e1s, fluxos externos de g\u00e1s e o consumo de g\u00e1s, a f\u00edsica da convers\u00e3o g\u00e1s-estrela atualmente n\u00e3o \u00e9 bem compreendida. Tendo em conta o seu papel potencialmente cr\u00edtico, muitos esfor\u00e7os t\u00eam sido empreendidos para determinar observacionalmente a escala de tempo do esgotamento de g\u00e1s. No entanto, estes esfor\u00e7os resultaram em descobertas contradit\u00f3rias, em parte devido ao desafio em medir as massas de g\u00e1s de forma confi\u00e1vel, dados os limites de dete\u00e7\u00e3o atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A t\u00edpica forma\u00e7\u00e3o estelar est\u00e1 ligada ao reservat\u00f3rio geral de g\u00e1s<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente estudo do Instituto para Ci\u00eancia Computacional da Universidade de Zurique usa um novo m\u00e9todo estat\u00edstico baseado em modelagem Bayesiana para contabilizar adequadamente as gal\u00e1xias com quantidades n\u00e3o detetadas de hidrog\u00e9nio molecular ou at\u00f3mico para minimizar o vi\u00e9s observacional. Esta nova an\u00e1lise revela que, em t\u00edpicas gal\u00e1xias formadoras de estrelas, o hidrog\u00e9nio molecular e o hidrog\u00e9nio at\u00f3mico s\u00e3o convertidos em estrelas em escalas de tempo aproximadamente constantes de 1 e 10 mil milh\u00f5es de anos, respetivamente. No entanto, as gal\u00e1xias extremamente ativas (gal\u00e1xias &#8220;starburst&#8221;, com forma\u00e7\u00e3o estelar intensa) t\u00eam escalas de tempo de esgotamento de g\u00e1s muito mais curtas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas sugerem que a forma\u00e7\u00e3o estelar est\u00e1, de facto, diretamente ligada ao reservat\u00f3rio geral de g\u00e1s e, portanto, \u00e9 definida pela taxa na qual o g\u00e1s entra ou sai de uma gal\u00e1xia,&#8221; diz Robert Feldmann, professor do centro para Astrof\u00edsica Te\u00f3rica e Cosmologia. Em contraste, a forma\u00e7\u00e3o estelar muito mais intensa das gal\u00e1xias &#8220;starburst&#8221; provavelmente tem uma origem f\u00edsica diferente, como intera\u00e7\u00f5es gal\u00e1cticas ou instabilidades em discos gal\u00e1cticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias distantes ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta an\u00e1lise \u00e9 baseada em dados observacionais de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas. Observa\u00e7\u00f5es com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/Submillimeter Array), com o SKA (Square Kilometer Array) e com outros observat\u00f3rios prometem sondar o conte\u00fado de g\u00e1s de um grande n\u00famero de gal\u00e1xias ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica. Ser\u00e1 fundamental continuar o desenvolvimento de m\u00e9todos estat\u00edsticos e da ci\u00eancia de dados para extrair com precis\u00e3o o conte\u00fado f\u00edsico destas novas observa\u00e7\u00f5es e para descobrir completamente os mist\u00e9rios da forma\u00e7\u00e3o estelar nas gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.media.uzh.ch\/en\/Press-Releases\/2020\/A-star-is-born.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Zurique (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/rdcu.be\/cbNUP\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Communications Physics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia &#8220;starburst&#8221; (com forma\u00e7\u00e3o estelar explosiva):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Starbust_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modo como as estrelas se formam nas gal\u00e1xias permanece uma grande quest\u00e3o em aberto na astrof\u00edsica. Um novo estudo da Universidade de Zurique lan\u00e7a nova luz sobre este t\u00f3pico com a ajuda de uma rean\u00e1lise baseada em dados de medi\u00e7\u00f5es de observacionais. Descobriu-se que a atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas t\u00edpicas \u00e9 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3790,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60],"tags":[332,110],"class_list":["post-3789","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","tag-formacao-estelar","tag-galaxias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3789"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3789\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3791,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3789\/revisions\/3791"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3790"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}