{"id":3786,"date":"2020-12-29T06:28:18","date_gmt":"2020-12-29T06:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3786"},"modified":"2020-12-29T06:28:20","modified_gmt":"2020-12-29T06:28:20","slug":"equipa-encontra-evidencias-meteoriticas-para-um-asteroide-anteriormente-desconhecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/29\/equipa-encontra-evidencias-meteoriticas-para-um-asteroide-anteriormente-desconhecido\/","title":{"rendered":"Equipa encontra evid\u00eancias meteor\u00edticas para um asteroide anteriormente desconhecido"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de cientistas liderada pelo SwRI (Southwest Research Institute) identificou um novo asteroide, pai de meteoritos, estudando um pequeno fragmento de um meteorito que chegou \u00e0 Terra h\u00e1 mais de uma d\u00fazia de anos. A composi\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o do meteorito Almahata Sitta (AhS) indica que o seu corpo parente era um asteroide com aproximadamente o tamanho de Ceres, o maior objeto na cintura de asteroides principal, e formado na presen\u00e7a de \u00e1gua sob temperaturas e press\u00f5es interm\u00e9dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os meteoritos condritos carbon\u00e1ceos registam a atividade geol\u00f3gica durante os primeiros est\u00e1gios do Sistema Solar e fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre as hist\u00f3rias dos seus corpos originais,&#8221; disse a Dra. Vicky Hamilton, autora principal de um artigo publicado na revista Nature Astronomy que descreve a investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Alguns destes meteoritos s\u00e3o dominados por minerais que fornecem evid\u00eancias de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua em baixas temperaturas e press\u00f5es. A composi\u00e7\u00e3o de outros meteoritos aponta para o aquecimento na aus\u00eancia de \u00e1gua. As evid\u00eancias de metamorfismo na presen\u00e7a de \u00e1gua em condi\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias t\u00eam permanecido virtualmente ausentes, at\u00e9 agora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/LebJbFD.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"578\" height=\"408\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LebJbFD.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3787\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LebJbFD.jpg 578w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/LebJbFD-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/a><figcaption>Cientistas do SwRI estudaram a composi\u00e7\u00e3o de uma pequena amostra de um meteor\u00f3ide para determinar que provavelmente teve origem num asteroide previamente desconhecido. Esta micrografia a cores falsas da amostra mostra os inesperados cristais de anf\u00edbolas identificados a laranja.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/USRA\/LPI<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os asteroides &#8211; e os meteoros e meteoritos que \u00e0s vezes surgem deles &#8211; s\u00e3o remanescentes da forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar h\u00e1 4,6 mil milh\u00f5es de anos. A maioria reside na cintura principal de asteroides entre as \u00f3rbitas de Marte e J\u00fapiter, mas as colis\u00f5es e outros eventos fragmentaram-nos e ejetaram os detritos para o Sistema Solar interior. Em 2008, um asteroide com 80 toneladas e 4,1 metros de di\u00e2metro entrou na atmosfera da Terra, explodindo em cerca de 600 meteoritos por cima do Sud\u00e3o. Isto marcou a primeira vez que os cientistas previram um impacto de um asteroide antes da entrada e permitiu a recupera\u00e7\u00e3o de 10,5 kg de amostras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Recebemos uma amostra de 50 miligramas do AhS para estudo,&#8221; disse Hamilton. &#8220;Mont\u00e1mos e polimos o min\u00fasculo fragmento e us\u00e1mos um microsc\u00f3pio infravermelho para examinar a sua composi\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise espectral identificou uma gama de minerais hidratados, em particular anf\u00edbolas, que aponta para temperaturas e press\u00f5es interm\u00e9dias e um per\u00edodo prolongado de altera\u00e7\u00e3o aquosa num asteroide parental de pelo menos 640 km e at\u00e9 1770 km em di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As anf\u00edbolas s\u00e3o raras nos meteoritos condritos carbon\u00e1ceos, apenas tendo sido identificadas tra\u00e7os no meteorito Allende. &#8220;AhS \u00e9 uma fonte fortuita de informa\u00e7\u00e3o sobre os primeiros materiais do Sistema Solar que n\u00e3o est\u00e3o representados pelos meteoritos condritos carbon\u00e1ceos nas nossas cole\u00e7\u00f5es,&#8221; disse Hamilton.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A espectroscopia orbital dos asteroides Ryugu e Bennu, visitados pelas miss\u00f5es Hayabusa2 do Jap\u00e3o e OSIRIS-REx da NASA, respetivamente, \u00e9 consistente com meteoritos condritos carbon\u00e1ceos alterados por \u00e1gua e sugere que ambos os asteroides diferem da maioria dos meteoritos conhecidos em termos do seu estado de hidrata\u00e7\u00e3o e das evid\u00eancias de processos hidrotermais a larga escala e baixa temperatura. Estas miss\u00f5es recolheram amostras das superf\u00edcies dos asteroides para envio \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se as composi\u00e7\u00f5es das amostras Hayabusa2 e OSIRIS-REx diferirem do que temos nas nossas cole\u00e7\u00f5es de meteoritos, isso pode significar que as suas propriedades f\u00edsicas fazem com que deixem de sobreviver aos processos de eje\u00e7\u00e3o, tr\u00e2nsito e entrada pela atmosfera da Terra, pelo menos no seu contexto geol\u00f3gico original,&#8221; disse Hamilton, que tamb\u00e9m faz parte da equipa cient\u00edfica da OSIRIS-REx. &#8220;No entanto, pensamos que existem mais materiais condritos carbon\u00e1ceos no Sistema Solar do que os representados nas nossas cole\u00e7\u00f5es de meteoritos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.swri.org\/press-release\/mineralogy-composition-asteroid-carbonaceous-chondrite-meteorite-almahata-sitta\" target=\"_blank\">\/\/ SwRI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-01274-z\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Almahata Sitta (2008 TC3):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.minorplanetcenter.net\/db_search\/show_object?object_id=2008+TC3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Planetas Menores da UAI<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=3430291#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2008_TC3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de cientistas liderada pelo SwRI (Southwest Research Institute) identificou um novo asteroide, pai de meteoritos, estudando um pequeno fragmento de um meteorito que chegou \u00e0 Terra h\u00e1 mais de uma d\u00fazia de anos. 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