{"id":3783,"date":"2020-12-29T06:26:08","date_gmt":"2020-12-29T06:26:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3783"},"modified":"2020-12-29T06:26:09","modified_gmt":"2020-12-29T06:26:09","slug":"potencialmente-detetado-pela-primeira-vez-o-nascimento-de-um-magnetar-devido-a-uma-colisao-colossal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/29\/potencialmente-detetado-pela-primeira-vez-o-nascimento-de-um-magnetar-devido-a-uma-colisao-colossal\/","title":{"rendered":"Potencialmente detetado pela primeira vez o nascimento de um magnetar devido a uma colis\u00e3o colossal"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 muito tempo, no Universo distante, uma enorme explos\u00e3o de raios-gama libertou mais energia em meio segundo do que o Sol ir\u00e1 produzir durante a sua vida inteira de 10 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de examinar o surto incrivelmente brilhante no vis\u00edvel, em raios-X, no infravermelho pr\u00f3ximo e no r\u00e1dio, uma equipa astrof\u00edsica da Universidade Northwestern pensa ter, potencialmente, detetado o nascimento de um magnetar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores pensam que o magnetar foi formado pela fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es, o que nunca tinha sido observado antes. A fus\u00e3o resultou numa quilonova brilhante &#8211; a mais brilhante j\u00e1 vista &#8211; cuja luz finalmente atingiu a Terra no dia 22 de maio de 2020. A radia\u00e7\u00e3o veio ao in\u00edcio como um surto de raios-gama, a que se d\u00e1 o nome de explos\u00e3o curta de raios-gama.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/nNpxlQb.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/nNpxlQb.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a sequ\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o de um magnetar alimentado por uma quilonova, cujo brilho m\u00e1ximo atinge at\u00e9 10.000 vezes o de uma nova cl\u00e1ssica. 1) as duas estrelas de neutr\u00f5es em \u00f3rbita espiralam cada vez mais perto uma da outra. 2) Colidem e fundem-se, despoletando uma explos\u00e3o que liberta mais energia em meio segundo do que o Sol vai produzir durante toda a sua vida de 10 mil milh\u00f5es de anos. 3) A fus\u00e3o forma uma estrela de neutr\u00f5es ainda mais massiva chamada magnetar, que tem um campo magn\u00e9tico extraordinariamente poderoso. 4) O magnetar deposita energia no material ejetado, atingindo um brilho inesperadamente alto no infravermelho.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e D. Player (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando duas estrelas de neutr\u00f5es se fundem, o resultado previsto mais comum \u00e9 que formem uma estrela de neutr\u00f5es que colapsa num buraco negro em milissegundos ou menos,&#8221; disse Wen-fai Fong, da Universidade Northwestern, que liderou o estudo. &#8220;O nosso trabalho mostra que \u00e9 poss\u00edvel que, para esta explos\u00e3o curta de raios-gama em particular, o objeto massivo tenha sobrevivido. Em vez de colapsar para um buraco negro, tornou-se num magnetar: uma estrela de neutr\u00f5es que gira rapidamente que tem grandes campos magn\u00e9ticos, despejando energia para o seu ambiente circundante e criando o brilho muito forte que vemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>Fong \u00e9 professora assistente de f\u00edsica e astronomia do Col\u00e9gio de Artes e Ci\u00eancias da Universidade Northwestern e membro do CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics). A investiga\u00e7\u00e3o envolveu dois alunos, tr\u00eas licenciados e tr\u00eas p\u00f3s-doutorandos do laborat\u00f3rio de Fong.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ocorr\u00eancia de um novo fen\u00f3meno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois da radia\u00e7\u00e3o ter sido detetada pela primeira vez pelo Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA, os cientistas rapidamente recrutaram outros telesc\u00f3pios &#8211; incluindo o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, o VLA (Very Large Array), o Observat\u00f3rio W. M. Keck e a rede do Observat\u00f3rio Las Cumbres &#8211; para estudar o rescaldo da explos\u00e3o e a sua gal\u00e1xia hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa de Fong percebeu rapidamente que algo n\u00e3o batia certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com as observa\u00e7\u00f5es de raios-X e no r\u00e1dio, a emiss\u00e3o no infravermelho pr\u00f3ximo detetada com o Hubble era demasiado brilhante. Na verdade, era 10 vezes mais brilhante do que o previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0 medida que os dados chegavam, come\u00e7\u00e1mos a formar uma imagem do mecanismo que produzia a radia\u00e7\u00e3o que observ\u00e1vamos,&#8221; disse Tanmoy Laskar da Universidade de Bath, no Reino Unido. &#8220;Assim que obtivemos as observa\u00e7\u00f5es do Hubble, tivemos que mudar completamente o nosso processo de pensamento, porque a informa\u00e7\u00e3o que o Hubble acrescentou fizeram-nos perceber que t\u00ednhamos que descartar o nosso pensamento convencional e que um novo fen\u00f3meno estava a acontecer. De modo que tivemos que descobrir o que isso significava para a f\u00edsica por tr\u00e1s destas explos\u00f5es extremamente energ\u00e9ticas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Monstro magn\u00e9tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fong e a sua equipa discutiram v\u00e1rias possibilidades para explicar o brilho invulgar &#8211; conhecido como explos\u00e3o curta de raios-gama &#8211; que o Hubble observou. Os investigadores pensam que as explos\u00f5es curtas s\u00e3o provocadas pela fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es, objetos extremamente densos com mais ou menos a massa do Sol comprimida no volume de uma grande cidade. Embora a maioria das explos\u00f5es curtas de raios-gama provavelmente resultem num buraco negro, as duas estrelas de neutr\u00f5es que se fundiram neste caso podem ter-se combinado para formar um magnetar, uma estrela de neutr\u00f5es supermassiva com um campo magn\u00e9tico muito poderoso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Basicamente temos estas linhas de campo magn\u00e9tico ancoradas na estrela que est\u00e3o a girar cerca de 1000 vezes por segundo, e isto produz um vento magnetizado,&#8221; explicou Laskar. &#8220;Estas linhas de campo girat\u00f3rias extraem a energia rotacional da estrela de neutr\u00f5es formada na fus\u00e3o e depositam essa energia no material ejetado pela explos\u00e3o, fazendo com que o material brilhe ainda mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabemos que os magnetares existem porque vemo-los na nossa Gal\u00e1xia,&#8221; acrescentou Fong. &#8220;Achamos que a maioria \u00e9 formada na morte explosiva de estrelas massivas, deixando para tr\u00e1s estas estrelas de neutr\u00f5es altamente magnetizadas. &#8220;No entanto, \u00e9 poss\u00edvel que uma pequena fra\u00e7\u00e3o se forme em fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es. Nunca vimos evid\u00eancias disso antes, muito menos no infravermelho, o que torna esta descoberta especial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"609\" height=\"609\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GdjSosA.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3784\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GdjSosA.png 609w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GdjSosA-300x300.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/GdjSosA-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><figcaption>Esta imagem mostra o brilho de uma quilonova provocada pela fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es. A quilonova, cujo brilho m\u00e1ximo atinge at\u00e9 10.000 vezes o de uma nova cl\u00e1ssica, aparece como um ponto brilhante (indicado pela seta) para cima e para a esquerda do n\u00facleo da gal\u00e1xia hospedeira. Pensa-se que a fus\u00e3o das estrelas de neutr\u00f5es produziu um magnetar, que tem um campo magn\u00e9tico extremamente poderoso. A energia desse magnetar iluminou ainda mais o material ejetado pela explos\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, W. Fong (Universidade Northwestern) e T. Laskar (Universidade de Bath, Reino Unido)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Quilonova estranhamente brilhante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pensa-se que as quilonovas, que s\u00e3o normalmente 1000 vezes mais brilhantes do que uma nova cl\u00e1ssica, acompanhem explos\u00f5es curtas de raios-gama. Exclusivas \u00e0 fus\u00e3o de dois objetos compactos, as quilonovas brilham do decaimento radioativo dos elementos pesados ejetados durante a fus\u00e3o, produzindo elementos altamente cobi\u00e7ados como ouro e ur\u00e2nio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00f3 temos at\u00e9 \u00e0 data uma quilonova confirmada e bem estudada,&#8221; disse Jillian Rastinejad, coautora do artigo e estudante graduada do laborat\u00f3rio de Fong. &#8220;Portanto, \u00e9 especialmente estimulante encontrar mais uma potencial quilonova que parece t\u00e3o diferente. Esta descoberta deu-nos a oportunidade de explorar a diversidade de quilonovas e dos seus objetos remanescentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o brilho inesperado visto pelo Hubble tenha vindo de um magnetar que depositou a energia no material da quilonova, ent\u00e3o, dentro de alguns anos, o material ejetado da explos\u00e3o produzir\u00e1 radia\u00e7\u00e3o que aparece em comprimentos de onda do r\u00e1dio. As observa\u00e7\u00f5es posteriores no r\u00e1dio podem, em \u00faltima an\u00e1lise, provar que se tratava de um magnetar, levando a uma explica\u00e7\u00e3o da origem de tais objetos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora que temos uma candidata muito brilhante a quilonova,&#8221; disse Rastinejad, &#8220;estou ansiosa pelas novas surpresas que as explos\u00f5es curtas de raios-gama e que as fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es nos reservam no futuro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Birth of a magnetar from neutron star merger\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LDaUa1f3tDo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2020\/11\/birth-of-magnetar-from-colossal-collision-potentially-spotted-for-first-time\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-48\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2008.08593\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Unexplained_brightness_from_colossal_explosion_999.html\" target=\"_blank\">Space Daily<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-11-neutron-star-merger-results-magnetar.html\" target=\"_blank\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Magnetar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/astronomyonline.org\/Stars\/Pulsars.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AstronomyOnline.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quilonova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kilonova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Explos\u00e3o curta de raios-gama:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma-ray_burst#Short_gamma-ray_bursts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Las Cumbres:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lco.global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Las_Cumbres_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo, no Universo distante, uma enorme explos\u00e3o de raios-gama libertou mais energia em meio segundo do que o Sol ir\u00e1 produzir durante a sua vida inteira de 10 mil milh\u00f5es de anos. 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