{"id":3777,"date":"2020-12-25T06:32:03","date_gmt":"2020-12-25T06:32:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3777"},"modified":"2020-12-25T06:32:05","modified_gmt":"2020-12-25T06:32:05","slug":"a-melhor-regiao-para-a-vida-em-marte-era-bem-abaixo-da-superficie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/25\/a-melhor-regiao-para-a-vida-em-marte-era-bem-abaixo-da-superficie\/","title":{"rendered":"A melhor regi\u00e3o para a vida em Marte era bem abaixo da superf\u00edcie"},"content":{"rendered":"\n<p>A regi\u00e3o mais habit\u00e1vel para a vida em Marte teria sido at\u00e9 v\u00e1rios quil\u00f3metros abaixo da sua superf\u00edcie, provavelmente devido ao derretimento subsuperficial de espessas camadas de gelo alimentadas pelo calor geot\u00e9rmico, concluiu um estudo liderado pela Universidade de Rutgers.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, publicado na revista Science Advances, pode ajudar a resolver o que \u00e9 conhecido como paradoxo do Sol fraco e jovem &#8211; uma quest\u00e3o-chave pertinente na ci\u00eancia de Marte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.rutgers.edu\/sites\/default\/files\/2020-11\/Mars%20ViewI_altered.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"473\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Mars-ViewI_altered.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3778\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Mars-ViewI_altered.png 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Mars-ViewI_altered-300x164.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Mars-ViewI_altered-768x420.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><\/a><figcaption>Uma imagem a cores falsas, verticalmente exagerada, de um canal escavado por \u00e1gua em Marte chamado Dao Vallis.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/FU Berlin; Renderiza\u00e7\u00e3o 3D e cor por Lujendra Ojha<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Mesmo que gases de efeito de estufa, como di\u00f3xido de carbono e vapor de \u00e1gua, sejam &#8216;bombeados&#8217; para a atmosfera marciana primitiva em simula\u00e7\u00f5es de computador, os modelos clim\u00e1ticos ainda lutam para sustentar um Marte quente e h\u00famido a longo prazo,&#8221; disse o autor Lujendra Ojha, professor assistente do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias da Escola de Artes e Ci\u00eancias da Universidade de Rutgers &#8211; New Brunsiwck. &#8220;Eu e os meus coautores propomos que o paradoxo do Sol fraco e jovem pode ser reconciliado, pelo menos em parte, caso Marte tenha tido alto calor geot\u00e9rmico no seu passado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso Sol \u00e9 um enorme reator de fus\u00e3o nuclear que gera energia pela fus\u00e3o do hidrog\u00e9nio em h\u00e9lio. Com o tempo, o Sol aumentou gradualmente de brilho e aqueceu a superf\u00edcie dos planetas no nosso Sistema Solar. H\u00e1 cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos, o Sol era muito mais fraco, de modo que o clima primitivo de Marte devia ser ainda mais gelado. No entanto, a superf\u00edcie de Marte tem muitos indicadores geol\u00f3gicos, como antigos leitos de rios, e indicadores qu\u00edmicos, como minerais relacionados com a \u00e1gua, que sugerem que o Planeta Vermelho teve \u00e1gua l\u00edquida abundante h\u00e1 4,1-3,7 mil milh\u00f5es de anos (a era Noachian). Esta aparente contradi\u00e7\u00e3o entre o registo geol\u00f3gico e os modelos clim\u00e1ticos \u00e9 o paradoxo do Sol fraco e jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em planetas rochosos como Marte, a Terra, V\u00e9nus e Merc\u00fario, elementos produtores de calor como ur\u00e2nio, t\u00f3rio e pot\u00e1ssio geram calor por meio de decaimento radioativo. Nesse cen\u00e1rio, a \u00e1gua l\u00edquida pode ser gerada atrav\u00e9s do derretimento no fundo de espessas camadas de gelo, mesmo quando o Sol era mais fraco do que agora. Na Terra, por exemplo, o calor geot\u00e9rmico forma lagos substanciais em \u00e1reas do manto gelado da Ant\u00e1rtica Ocidental, Gronel\u00e2ndia e \u00c1rtico Canadiano. \u00c9 prov\u00e1vel que um derretimento semelhante possa ajudar a explicar a presen\u00e7a de \u00e1gua l\u00edquida no frio e gelado Marte h\u00e1 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas examinaram v\u00e1rios conjuntos de dados de Marte para ver se o aquecimento via calor geot\u00e9rmico teria sido poss\u00edvel na era Noachian. Eles mostraram que as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o derretimento subterr\u00e2neo seriam omnipresentes no antigo marte. Mesmo se Marte tivesse um clima quente e h\u00famido h\u00e1 4 mil milh\u00f5es de anos, com a perda do campo magn\u00e9tico, a diminui\u00e7\u00e3o da espessura atmosf\u00e9rica e a subsequente queda nas temperaturas globais ao longo do tempo, a \u00e1gua l\u00edquida pode ter permanecido est\u00e1vel apenas a grandes profundidades. Portanto a vida, se \u00e9 que alguma vez existiu em Marte, pode ter seguido a \u00e1gua l\u00edquida at\u00e9 profundidades progressivamente maiores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A estas profundidades, a vida pode ter sido sustentada por atividade hidrotermal (aquecimento) e por rea\u00e7\u00f5es rocha-\u00e1gua,&#8221; disse Ojha. &#8220;Portanto, a subsuperf\u00edcie pode representar o ambiente habit\u00e1vel de vida mais longa em Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ojha, o m\u00f3dulo InSight da NASA pousou em 2018 e pode permitir que os cientistas avaliam melhor o papel do calor geot\u00e9rmico na habitabilidade de Marte durante a era Noachian.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.rutgers.edu\/news\/best-region-life-mars-was-far-below-surface\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Rutgers (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/6\/49\/eabb1669\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-heat-underground-habitable-hotspots-groundwater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-best-place-for-life-on-mars-was-far-below-the-surface-study-finds\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2261454-heat-inside-mars-may-have-melted-ice-and-made-watery-habitats-for-life\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.popsci.com\/story\/space\/mars-subglacial-lakes-water-life\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Popular Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-12-region-life-mars-surface.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/12\/02\/world\/mars-subsurface-habitability-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Noachian\" target=\"_blank\">Era Noachian (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>InSight:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/insight.jpl.nasa.gov\/home.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/insight\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasainsight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/InSight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o mais habit\u00e1vel para a vida em Marte teria sido at\u00e9 v\u00e1rios quil\u00f3metros abaixo da sua superf\u00edcie, provavelmente devido ao derretimento subsuperficial de espessas camadas de gelo alimentadas pelo calor geot\u00e9rmico, concluiu um estudo liderado pela Universidade de Rutgers. 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