{"id":3763,"date":"2020-12-18T06:19:40","date_gmt":"2020-12-18T06:19:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3763"},"modified":"2020-12-18T06:19:52","modified_gmt":"2020-12-18T06:19:52","slug":"galaxia-mais-distante-ajuda-a-elucidar-o-universo-primordial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/18\/galaxia-mais-distante-ajuda-a-elucidar-o-universo-primordial\/","title":{"rendered":"Gal\u00e1xia mais distante ajuda a elucidar o Universo primordial"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo trabalho de uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, incluindo Gregory Walth de Carnegie, melhora a nossa compreens\u00e3o do objeto astrof\u00edsico mais distante conhecido &#8211; GN-z11, uma gal\u00e1xia a 13,4 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formada 400 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, determinou-se anteriormente, gra\u00e7as a dados de telesc\u00f3pios espaciais, que GN-z11 \u00e9 o objeto mais distante alguma vez descoberto. Em dois artigos publicados recentemente na revista Nature Astronomy, uma equipa liderada por Linhua Jiang do Instituto Kavli para Astronomia e Astrof\u00edsica da Universidade de Pequim obteve espectros no infravermelho pr\u00f3ximo usando telesc\u00f3pios terrestres que confirmaram a dist\u00e2ncia da gal\u00e1xia. Tamb\u00e9m avistaram um &#8220;flash&#8221; ultravioleta associado a uma explos\u00e3o de raios-gama da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suas descobertas v\u00e3o melhorar a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de estrelas e gal\u00e1xias no in\u00edcio do Universo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"413\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/yARgEwB.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3764\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/yARgEwB.jpg 550w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/yARgEwB-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><figcaption>Impress\u00e3o de artista do objeto astrof\u00edsico mais distante conhecido &#8211; GN-z11, uma gal\u00e1xia a 13,4 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra &#8211; ilustrado com uma explos\u00e3o de raios-gama avistada pelos astr\u00f3nomos que permitiram a compreens\u00e3o deste fen\u00f3meno no Universo primordial.\nCr\u00e9dito: Jingchuan Yu<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Big Bang deu in\u00edcio ao Universo como uma sopa quente e turva de part\u00edculas extremamente energ\u00e9ticas que se expandia rapidamente. Ap\u00f3s cerca de 400.000 anos, estas part\u00edculas arrefeceram e coalesceram em g\u00e1s hidrog\u00e9nio neutro, dando in\u00edcio a uma era das trevas c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas zonas de g\u00e1s eram mais densas do que outras e, eventualmente, o seu material colapsou para dentro, formando os primeiros aglomerados estruturais no Universo. A energia libertada por estrelas e gal\u00e1xias antigas fez com que o hidrog\u00e9nio neutro espalhado por todo o Universo ficasse excitado e perdesse um eletr\u00e3o &#8211; um processo chamado ioniza\u00e7\u00e3o. Como os fot\u00f5es podiam viajar livremente atrav\u00e9s deste g\u00e1s ionizado, o Universo voltou a ficar luminoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este per\u00edodo de reioniza\u00e7\u00e3o c\u00f3smica durou v\u00e1rias centenas de milh\u00f5es de anos e representa uma das transi\u00e7\u00f5es de fase mais importantes da hist\u00f3ria do Universo. Um dos principais objetivos cient\u00edficos dos telesc\u00f3pios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, incluindo o GMT (Giant Magellan Telescope) em constru\u00e7\u00e3o no Observat\u00f3rio de Las Campanas, \u00e9 compreender esta \u00e9poca e detetar a luz destes primeiros objetos. No entanto, \u00e9 muito dif\u00edcil para os telesc\u00f3pios existentes detetar espectros de gal\u00e1xias t\u00e3o distantes, o que torna esta descoberta t\u00e3o emocionante.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/xKzSk88.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Impress\u00e3o de artista do objeto astrof\u00edsico mais distante conhecido &#8211; GN-z11, uma gal\u00e1xia a 13,4 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra &#8211; ilustrado com uma explos\u00e3o de raios-gama avistada pelos astr\u00f3nomos que permitiram a compreens\u00e3o deste fen\u00f3meno no Universo primordial.<br>Cr\u00e9dito: Jingchuan Yu<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Obtendo observa\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas profundas de GN-z11 usando o telesc\u00f3pio Keck I em Mauna Kea, Hawaii, a equipa foi capaz de confirmar a sua dist\u00e2ncia de 13,4 mil milh\u00f5es de anos-luz. No entanto, a an\u00e1lise da radia\u00e7\u00e3o proveniente de GN-z11 indicou uma abund\u00e2ncia de elementos mais pesados do que o hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio na composi\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia. Isto indica que n\u00e3o \u00e9 uma das gal\u00e1xias originais, que foram formadas a partir de um Universo pristino e frio e que n\u00e3o tem a cornuc\u00f3pia de elementos sintetizados por gera\u00e7\u00f5es anteriores de estrelas e semeados na mat\u00e9ria-prima circundante quando explodiram como supernovas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es do Keck tamb\u00e9m revelaram uma explos\u00e3o brilhante de luz que durou menos de tr\u00eas minutos. A an\u00e1lise detalhada revelou que este flash foi produzido por uma explos\u00e3o de raios-gama (GRB) em GN-z11. N\u00e3o se sabia anteriormente que estes fen\u00f3menos j\u00e1 existiam apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quanto mais aprendemos sobre os primeiros objetos do Universo, melhor podemos entender como a estrutura do nosso cosmos foi moldada,&#8221; disse Walth.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/carnegiescience.edu\/news\/most-distant-galaxy-helps-elucidate-early-universe\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Carnegie para Ci\u00eancia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/kiaa.pku.edu.cn\/info\/1031\/7391.htm\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Kavli para Astronomia e Astrof\u00edsica da Universidade de Pequim (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/keckobservatory.org\/farthest-galaxy\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio W. M. Keck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/subarutelescope.org\/en\/results\/2020\/12\/14\/2920.html\" target=\"_blank\">\/\/ Telesc\u00f3pio Subaru (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.u-tokyo.ac.jp\/focus\/en\/press\/z0508_00153.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de T\u00f3quio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-01275-y\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.06936\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-01266-z\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature Astronomy)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.06937\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/astronomers-find-most-distant-gamma-ray-burst-yet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/12\/201215104322.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2020-12\/cifs-mgh121620.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2262665-we-may-have-seen-a-huge-explosion-in-the-oldest-galaxy-in-the-universe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GN-z11:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GN-z11\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GRB:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/swift.sonoma.edu\/about_swift\/grbs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GMT (Giant Magellan Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.gmto.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Giant_Magellan_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo trabalho de uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, incluindo Gregory Walth de Carnegie, melhora a nossa compreens\u00e3o do objeto astrof\u00edsico mais distante conhecido &#8211; GN-z11, uma gal\u00e1xia a 13,4 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra. 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