{"id":3746,"date":"2020-12-11T06:31:03","date_gmt":"2020-12-11T06:31:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3746"},"modified":"2020-12-11T06:31:13","modified_gmt":"2020-12-11T06:31:13","slug":"o-mau-tempo-espacial-pode-impossibilitar-vida-em-proxima-centauri-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/11\/o-mau-tempo-espacial-pode-impossibilitar-vida-em-proxima-centauri-b\/","title":{"rendered":"O &#8220;mau tempo&#8221; espacial pode impossibilitar vida em Proxima Centauri b"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Se olhar para o c\u00e9u do hemisf\u00e9rio sul poder\u00e1 ver as estrelas &#8220;guia&#8221; que apontam para a constela\u00e7\u00e3o do Cruzeiro do Sul. Uma destas guias \u00e9 Alpha Centauri, que \u00e9 na verdade um par de estrelas parecidas com o Sol que est\u00e3o demasiado pr\u00f3ximas uma da outra para serem distingu\u00edveis \u00e0 vista desarmada. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/1si7Gzw.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"1005\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1si7Gzw.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3747\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1si7Gzw.jpg 754w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1si7Gzw-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><\/a><figcaption>Cinco das 36 antenas do ASKAP com uma vista da Via L\u00e1ctea. O Cruzeiro do Sul e as estrelas guia s\u00e3o vis\u00edveis logo acima da antena central da imagem.<br>Cr\u00e9dito: CSIRO\/Alex Cherney<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema Alpha Centauri tamb\u00e9m tem um terceiro membro estelar: Proxima Centauri, que orbita as duas estrelas centrais num percurso muito largo. Esta \u00e9 a vizinha mais pr\u00f3xima do Sol, a uma dist\u00e2ncia de apenas 4,2 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel que um dos planetas de Proxima Centauri seja adequado para a vida. No entanto, recentemente foi detetada em Proxima Centauri a assinatura de um clima espacial violento, o que implica que um planeta em \u00f3rbita pode ser atingido por perigosas part\u00edculas e campos magn\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A nossa vizinha n\u00e3o \u00e9 como o Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso Sol \u00e9 uma estrela an\u00e3 amarela relativamente vulgar, hospedando o \u00fanico planeta com vida conhecido no Universo: a nossa Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Proxima Centauri \u00e9 muito diferente. \u00c9 uma estrela an\u00e3 vermelha, com um apenas 15% do di\u00e2metro do Sol, e uma temperatura \u00e0 superf\u00edcie de 3000 K, muito mais fria do que os 6000 K do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que Proxima Centauri \u00e9 relativamente fria, a sua zona habit\u00e1vel &#8211; onde a temperatura \u00e9 ideal para a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida \u00e0 superf\u00edcie de um planeta rochoso &#8211; corresponde a cerca de 1\/20 da dist\u00e2ncia Terra-Sol. Existe um grande interesse em planetas na zona habit\u00e1vel de uma estrela porque a \u00e1gua l\u00edquida \u00e9 necess\u00e1ria para a vida como a conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabemos que Proxima Centauri tem pelo menos dois planetas: Proxima Centauri b, uma &#8220;super-Terra&#8221; rochosa localizada no meio da zona habit\u00e1vel, e Proxima Centauri c, um &#8220;sub-Neptuno&#8221; localizado mais longe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante anos, os astr\u00f3nomos suspeitaram que planetas como Proxima Centauri b pudessem ser um lugar perigoso para a vida porque est\u00e3o demasiado perto das suas estrelas hospedeiras. Muitas an\u00e3s vermelhas produzem erup\u00e7\u00f5es frequentes e poderosas &#8211; surtos intensos de radia\u00e7\u00e3o que viajam para o espa\u00e7o. Caso planetas como Proxima Centauri b n\u00e3o tenham caracter\u00edsticas protetoras, como uma densa atmosfera ou um forte campo magn\u00e9tico, s\u00e3o expostos a n\u00edveis perigosos de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas como \u00e9 o clima em torno destas estrelas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O &#8220;clima espacial&#8221; das an\u00e3s vermelhas \u00e9 outro fator importante para determinar o qu\u00e3o hospitaleiras s\u00e3o para a vida. Embora as proemin\u00eancias envolvam intensas explos\u00f5es de luz, os eventos do clima espacial significam que o campo magn\u00e9tico e as part\u00edculas carregadas da estrela podem interagir diretamente com os planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os eventos mais energ\u00e9ticos do clima espacial s\u00e3o conhecidos como eje\u00e7\u00f5es de massa coronal (ou EMCs). Estas erup\u00e7\u00f5es massivas escapam da atmosfera de uma estrela e viajam pelo espa\u00e7o a milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se as condi\u00e7\u00f5es do clima espacial forem suficientemente extremas, a atmosfera planet\u00e1ria pode ser destru\u00edda e o seu campo magn\u00e9tico empurrado para tr\u00e1s, deixando a superf\u00edcie exposta a uma mortal radia\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a d\u00e9cada de 1970 que s\u00e3o detetadas EMCs em torno do Sol, mas a dete\u00e7\u00e3o de eventos do clima espacial em torno de estrelas distantes \u00e9 muito mais dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/zf4md1g.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/zf4md1g.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Uma sequ\u00eancia de poderosas eje\u00e7\u00f5es de massa coronal do Sol, observadas pela SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da ESA\/NASA. O Sol est\u00e1 localizado por tr\u00e1s do c\u00edrculo central.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/SOHO <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para atualiza\u00e7\u00f5es sobre o clima, sintonize o r\u00e1dio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As EMCs do Sol produzem surtos caracter\u00edsticos de ru\u00eddo no r\u00e1dio, como rajadas do &#8220;tipo II&#8221; e &#8220;tipo IV&#8221;. Ao detetarmos assinaturas semelhantes noutras estrelas, podemos identificar indiretamente EMCs estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio de 2019, uma equipa da Universidade de Sydney apontou os seus telesc\u00f3pios a Proxima Centauri durante 11 noites. Usaram o novo radiotelesc\u00f3pio ASKAP (Australian Square Kilometre Array Pathfinder) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), bem como o Telesc\u00f3pio Zadko, o Telesc\u00f3pio ANU de 2,3 metros e o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu objetivo era detetar a assinatura de uma EMC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na noite de 2 de maio de 2019, observaram uma grande proemin\u00eancia \u00f3tica com uma produ\u00e7\u00e3o total de energia estimada em 16 quadrili\u00f5es de joules. No Sol, erup\u00e7\u00f5es assim t\u00e3o grandes ocorrem apenas uma vez a cada 10 ou 20 anos. Mas em Proxima Centauri, ocorrem a cada poucas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o ASKAP, os cientistas observaram uma sequ\u00eancia espetacular de intensos surtos de r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com os detalhes surpreendentes revelados com o ASKAP, puderam ver que haviam detetado at\u00e9 agora o melhor exemplo de uma explos\u00e3o parecida \u00e0 do tipo solar IV, noutra estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta rajada de ondas r\u00e1dio indica que o clima espacial em torno de Proxima Centauri \u00e9 bastante violento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/hHaZcIE.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/hHaZcIE.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Dados \u00f3ticos e no r\u00e1dio obtidos na noite de 2 de maio de 2019. O painel do topo mostra o &#8220;espectro din\u00e2mico&#8221; do ASKAP, que mostra como a intensidade varia com a frequ\u00eancia de r\u00e1dio e com o tempo. O painel de baixo mostra dados de telesc\u00f3pios \u00f3ticos, revelando uma poderosa explos\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o. Quando combinados, a ocorr\u00eancia de poderosos surtos r\u00e1dio associados a atividades de proemin\u00eancias torna-se clara.<br>Cr\u00e9dito: Andrew Zic\/Universidade de Sydney\/CSIRO <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Uma s\u00f3 andorinha n\u00e3o faz o ver\u00e3o&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1859, os astr\u00f3nomos brit\u00e2nicos Richard Carrington e Richard Hodgson fizeram as primeiras observa\u00e7\u00f5es de uma proemin\u00eancia solar, que foi seguida por uma enorme tempestade espacial chamada &#8220;Evento Carrington&#8221;. Sabemos agora que a tempestade foi provocada por uma grande eje\u00e7\u00e3o de massa coronal que atingiu a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carrington notou a coincid\u00eancia entre estes eventos extraordin\u00e1rios, mas foi cauteloso ao fazer qualquer liga\u00e7\u00e3o entre eles, famosamente afirmando que &#8220;uma s\u00f3 andorinha n\u00e3o faz o ver\u00e3o&#8221;. Os investigadores encontram-se agora numa situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 de Carrington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observaram uma assinatura de um surto de r\u00e1dio que implica uma EMC de Proxima Centauri. Mas para confirmar a rela\u00e7\u00e3o destes surtos estelares de r\u00e1dio com as EMCs, precisam de obter informa\u00e7\u00f5es noutros comprimentos de onda. Assim que o puderem fazer, saberemos exatamente qu\u00e3o perigoso \u00e9 viver ao lado de uma estrela como Proxima Centauri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/sifa.sydney.edu.au\/bad-space-weather-may-make-life-impossible-near-proxima-centauri\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Sydney (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abca90\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.04642\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/astrobiology.com\/2020\/12\/a-flare-type-iv-burst-event-from-proxima-centauri-and-implications-for-space-weather.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">astrobiology web<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-first-weather-reports-from-proxima-centauri-are-not-promising-for-life\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-12-space-weather-discovery-habitable-planets.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/12\/201209094323.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.gizmodo.com.au\/2020\/12\/bad-space-weather-may-make-life-impossible-near-proxima-centauri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Alpha Centauri:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Alpha_Centauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proxima Centauri:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proxima_Centauri\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Clima espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Space_weather\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (EMC):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Coronal_mass_ejection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proxima b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/proxima_cen_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Proxima_Centauri_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proxima c:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/proxima_centauri_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASKAP:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.atnf.csiro.au\/projects\/askap\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ATNF<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.csiro.au\/en\/Research\/Facilities\/ATNF\/ASKAP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CSIRO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Australian_Square_Kilometre_Array_Pathfinder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Zadko:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.zt.ems.uwa.edu.au\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade da Austr\u00e1lia Ocidental<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zadko_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio ANU de 2,3 metros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rsaa.anu.edu.au\/observatories\/telescopes\/anu-23m-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Nacional Australiana<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Siding_Spring_2.3_m_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se olhar para o c\u00e9u do hemisf\u00e9rio sul poder\u00e1 ver as estrelas &#8220;guia&#8221; 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