{"id":3737,"date":"2020-12-08T06:55:29","date_gmt":"2020-12-08T06:55:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3737"},"modified":"2020-12-08T06:55:40","modified_gmt":"2020-12-08T06:55:40","slug":"os-novos-dados-do-gaia-levam-nos-ao-anticentro-da-via-lactea-e-mais-alem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/08\/os-novos-dados-do-gaia-levam-nos-ao-anticentro-da-via-lactea-e-mais-alem\/","title":{"rendered":"Os novos dados do Gaia levam-nos ao Anticentro da Via L\u00e1ctea e mais al\u00e9m"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/gaia_s_stellar_motion_for_the_next_400_thousand_years\/22358009-1-eng-GB\/Gaia_s_stellar_motion_for_the_next_400_thousand_years.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/gaia_s_stellar_motion_for_the_next_400_thousand_years\/22358008-1-eng-GB\/Gaia_s_stellar_motion_for_the_next_400_thousand_years_pillars.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> As estrelas est\u00e3o em constante movimento. Para o olho humano, este movimento &#8211; conhecido como movimento pr\u00f3prio &#8211; \u00e9 impercept\u00edvel, mas o Gaia mede-o com cada vez mais precis\u00e3o. Os tra\u00e7os nesta imagem mostram como 40.000 estrelas, todas localizadas at\u00e9 100 parsecs (326 anos-luz) do Sistema Solar, se v\u00e3o mover pelo c\u00e9u nos pr\u00f3ximos 400.000 anos. Estes movimentos pr\u00f3prios foram divulgados como parte do EDR3 do Gaia. S\u00e3o duas vezes mais precisos do que os movimentos divulgados no anterior DR2 do Gaia. O aumento de precis\u00e3o \u00e9 porque o Gaia mediu agora as estrelas mais vezes e ao longo de um maior per\u00edodo de tempo. Isto representa um grande avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao cat\u00e1logo anterior do Gaia.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC; Reconhecimento: A. Brown, S. Jordan, T. Roegiers, X. Luri, E. Masana, T. Prusti e A. Moitinho <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento das estrelas na periferia da nossa Gal\u00e1xia indica mudan\u00e7as significativas na hist\u00f3ria da Via L\u00e1ctea. Este e outros resultados igualmente fascinantes v\u00eam de um conjunto de documentos que demonstram a qualidade do EDR3 (Early Third Data Release) do Gaia da ESA, que foi tornado p\u00fablico a semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos do DPAC (Data Processing and Analysis Consortium) do Gaia viram a evid\u00eancia do passado da Via L\u00e1ctea ao olhar para as estrelas na dire\u00e7\u00e3o do &#8220;anticentro&#8221; da gal\u00e1xia. Isto \u00e9 exatamente na dire\u00e7\u00e3o oposta no c\u00e9u do Centro da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados no anticentro v\u00eam de um dos quatro &#8220;documentos de demonstra\u00e7\u00e3o&#8221; lan\u00e7ados juntamente com os dados do Gaia. Os outros utilizam dados do Gaia para fornecer uma grande extens\u00e3o ao censo de estrelas pr\u00f3ximas, derivar a forma da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno do Centro Gal\u00e1ctico e sondar estruturas em duas gal\u00e1xias pr\u00f3ximas \u00e0 Via L\u00e1ctea. Os documentos est\u00e3o projetados para destacar as melhorias e a qualidade dos dados rec\u00e9m-publicados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/gaia_s_early_data_release_3_in_numbers\/22359163-1-eng-GB\/Gaia_s_Early_Data_Release_3_in_numbers.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/gaia_s_early_data_release_3_in_numbers\/22359163-1-eng-GB\/Gaia_s_Early_Data_Release_3_in_numbers_article.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O EDR3 do Gaia foi tornado p\u00fablico no dia 3 de dezembro de 2020. Cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre mais de 1,8 mil milh\u00f5es de fontes medidas pela nave Gaia. Isto representa um aumento de mais de 100 milh\u00f5es de fontes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 anterior divulga\u00e7\u00e3o de dados (DR2 do Gaia), que foi tornada p\u00fablica em abril de 2018. O EDR3 do Gaia tamb\u00e9m cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a cor de 1,5 mil milh\u00f5es de fontes, um aumento de mais ou menos 200 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao DR2. Al\u00e9m de incluir mais fontes, a exatid\u00e3o e precis\u00e3o geral das medi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foi melhorada.<br>Cr\u00e9dito: ESA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que h\u00e1 de novo no EDR3?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O EDR3 do Gaia cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre mais de 1,8 mil milh\u00f5es de fontes, detetadas pela aeronave Gaia. Isto representa um aumento de mais de 100 milh\u00f5es de fontes em rela\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7amento de dados anterior (DR2 do Gaia), que foi tornado p\u00fablico em abril de 2018. O EDR3 do Gaia tamb\u00e9m cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es de cores para cerca de 1,5 mil milh\u00f5es de fontes, um aumento de cerca de 200 milh\u00f5es de fontes em rela\u00e7\u00e3o ao DR2 do Gaia. Al\u00e9m de incluir mais fontes, a exatid\u00e3o e a precis\u00e3o geral das medi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m melhoraram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os novos dados do Gaia prometem ser um tesouro para os astr\u00f3nomos&#8221;, disse Jos de Bruijne, Vice-Cientista do projeto Gaia da ESA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gaia\u2019s stellar motion for the next 1.6 million years\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hNGC8qDEntM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para o Anticentro Gal\u00e1ctico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos dados do Gaia permitiram aos astr\u00f3nomos rastrear as v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de estrelas mais velhas e mais jovens em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 borda da nossa Gal\u00e1xia &#8211; o Anticentro Gal\u00e1ctico. Modelos de computador previram que o disco da Via L\u00e1ctea crescer\u00e1 com o tempo, \u00e0 medida que novas estrelas nascem. Os novos dados permitem-nos ver as rel\u00edquias do antigo disco com 10 mil milh\u00f5es de anos e, assim, determinar a sua menor extens\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o tamanho atual do disco da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos dados destas regi\u00f5es externas tamb\u00e9m refor\u00e7am a evid\u00eancia de outro grande evento no passado mais recente da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mostram que nas regi\u00f5es externas do disco h\u00e1 um componente de estrelas que se move lentamente acima do plano da nossa Gal\u00e1xia e se dirige para baixo em dire\u00e7\u00e3o ao plano, e um componente de estrelas que se move rapidamente abaixo do plano que se move para cima. Este padr\u00e3o extraordin\u00e1rio n\u00e3o havia sido previsto antes. Pode ser o resultado da quase colis\u00e3o entre a Via L\u00e1ctea e a gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio que ocorreu no passado mais recente da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/the_colour_of_the_sky_from_gaia_s_early_data_release_3\/22358049-1-eng-GB\/The_colour_of_the_sky_from_Gaia_s_Early_Data_Release_3.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/the_colour_of_the_sky_from_gaia_s_early_data_release_3\/22358049-1-eng-GB\/The_colour_of_the_sky_from_Gaia_s_Early_Data_Release_3_article.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Este mapa foi criado a partir dos dados de mais de 1,8 mil milh\u00f5es de estrelas. Mostra o brilho total e a cor de estrelas observadas pelo sat\u00e9lite Gaia da ESA como parte do EDR3.<br>As regi\u00f5es mais brilhantes representam concentra\u00e7\u00f5es mais densas de estrelas brilhantes, enquanto as regi\u00f5es mais escuras correspondem a zonas do c\u00e9u onde s\u00e3o observadas menos estrelas e mais t\u00e9nues. A cor da imagem foi obtida atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o da quantidade total de luz com a quantidade de luz azul e vermelha registada pelo Gaia em cada zona do c\u00e9u.<br>A brilhante estrutura horizontal que domina a imagem \u00e9 o plano da nossa Gal\u00e1xia. \u00c9 na realidade um disco achatado visto de lado que cont\u00e9m a maior parte das estrelas da Via L\u00e1ctea. No meio da imagem, o Centro Gal\u00e1ctico aparece brilhante e repleto de estrelas.<br>As regi\u00f5es escuras no plano Gal\u00e1ctico correspondem a nuvens de g\u00e1s e poeira interestelar no plano da frente, que absorvem a luz de estrelas mais distantes. Muitas destas nuvens escondem ber\u00e7\u00e1rios estelares onde est\u00e3o a nascer novas gera\u00e7\u00f5es de estrelas.<br>Salpicados pela imagem tamb\u00e9m est\u00e3o muito enxames abertos e globulares, bem como gal\u00e1xias inteiras para l\u00e1 da nossa. Os dois objetos brilhantes em baixo e \u00e0 direita s\u00e3o a Grande e a Pequena Nuvens de Magalh\u00e3es, duas gal\u00e1xias an\u00e3s que orbitam a Via L\u00e1ctea.<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/the_colour_of_the_sky_from_gaia_s_early_data_release_3\/22358050-1-eng-GB\/The_colour_of_the_sky_from_Gaia_s_Early_Data_Release_3.png\" target=\"_blank\">Clique aqui<\/a>&nbsp;para ver uma vers\u00e3o desta imagem em muito mais alta resolu\u00e7\u00e3o.<br>Uma imagem complementar que mostra o mapa de densidade do Gaia est\u00e1&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2020\/12\/The_density_of_stars_from_Gaia_s_Early_Data_Release_32\" target=\"_blank\">aqui dispon\u00edvel<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC. Reconhecimento: A. Moitinho <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio cont\u00e9m algumas dezenas de milh\u00f5es de estrelas e est\u00e1 atualmente em processo de canibaliza\u00e7\u00e3o pela Via L\u00e1ctea. A sua \u00faltima passagem pr\u00f3xima \u00e0 nossa Gal\u00e1xia n\u00e3o foi um impacto direto, mas isso teria sido o suficiente para que a sua gravidade perturbasse algumas estrelas na nossa Gal\u00e1xia como uma pedra a cair na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudar o DR2 do Gaia, os membros do DPAC j\u00e1 haviam encontrado uma ondula\u00e7\u00e3o subtil no movimento de milh\u00f5es de estrelas que sugeria os efeitos do encontro com Sagit\u00e1rio em algum momento entre 300 e 900 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Agora, com o EDR3 do Gaia, descobriram mais evid\u00eancias que apontam para os seus fortes efeitos no disco de estrelas da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os padr\u00f5es de movimento nas estrelas do disco s\u00e3o diferentes do que costum\u00e1vamos pensar,&#8221; diz Teresa Antoja, da Universidade de Barcelona, Espanha, que trabalhou nessa an\u00e1lise com colegas do DPAC. Embora o papel da gal\u00e1xia an\u00e3 Sagit\u00e1rio ainda seja debatido em alguns setores, Teresa diz: &#8220;Ela poderia ser uma boa candidata para todos esses dist\u00farbios, como mostram algumas simula\u00e7\u00f5es de outros autores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Orbits of the nearby stars around the galaxy\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z6xdKs9KlCQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Medi\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita do Sistema Solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria da Gal\u00e1xia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico resultado dos documentos de demonstra\u00e7\u00e3o do EDR3 do Gaia. Os membros do DPAC, em toda a Europa, realizaram outro trabalho para demonstrar a extrema fidelidade dos dados e o potencial \u00fanico para descobertas cient\u00edficas ilimitadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num artigo, o Gaia permitiu aos cientistas medir a acelera\u00e7\u00e3o do Sistema Solar em rela\u00e7\u00e3o ao resto do universo. Usando os movimentos observados de gal\u00e1xias extremamente distantes, a velocidade do Sistema Solar foi medida com uma mudan\u00e7a de 0,23 nm\/s a cada segundo. Por causa dessa pequena acelera\u00e7\u00e3o, a trajet\u00f3ria do Sistema Solar \u00e9 desviada pelo di\u00e2metro de um \u00e1tomo a cada segundo e, num ano, isso soma cerca de 115 km. A acelera\u00e7\u00e3o medida pelo Gaia mostra uma boa concord\u00e2ncia com as expetativas te\u00f3ricas e fornece a primeira medi\u00e7\u00e3o da curvatura da \u00f3rbita do Sistema Solar em torno da Gal\u00e1xia na hist\u00f3ria da astronomia \u00f3tica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Measuring the acceleration of the Solar System with Gaia\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v5u7BSHw37I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um novo censo estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O EDR3 do Gaia tamb\u00e9m permitiu a obten\u00e7\u00e3o de um novo censo de estrelas na vizinhan\u00e7a solar. O Cat\u00e1logo de estrelas pr\u00f3ximas do Gaia cont\u00e9m 331.312 objetos, que se estima serem 92% das estrelas at\u00e9 100 parsecs (326 anos-luz) do sol. O censo anterior da vizinhan\u00e7a solar, denominado Cat\u00e1logo Gliese de estrelas pr\u00f3ximas, foi realizado em 1957. Este possu\u00eda apenas 915 objetos inicialmente, mas foi atualizado em 1991 para 3803 objetos celestes. Tamb\u00e9m foi limitado a uma dist\u00e2ncia de 82 anos-luz: o censo do Gaia chega quatro vezes mais longe e cont\u00e9m 100 vezes mais estrelas. Tamb\u00e9m fornece medi\u00e7\u00f5es da localiza\u00e7\u00e3o, movimento e brilho que s\u00e3o ordens de magnitude mais precisas do que os dados antigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Al\u00e9m da Via L\u00e1ctea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um quarto artigo de demonstra\u00e7\u00e3o analisou as Nuvens de Magalh\u00e3es: duas gal\u00e1xias que orbitam a Via L\u00e1ctea. Tendo medido o movimento das estrelas da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es com maior precis\u00e3o do que antes, o EDR3 do Gaia mostra claramente que a Gal\u00e1xia tem uma estrutura espiral. Os dados tamb\u00e9m determinam um fluxo de estrelas que est\u00e1 a ser puxado para fora da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, e indica estruturas anteriormente invis\u00edveis nos arredores de ambas as gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/bridge_of_stars\/22359286-1-eng-GB\/Bridge_of_stars.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/12\/bridge_of_stars\/22359286-1-eng-GB\/Bridge_of_stars_pillars.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> <br>Os dados do EDR3 do Gaia mostram como as estrelas est\u00e3o a ser puxadas da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, e a dirigir-se para a adjacente Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, formando uma &#8220;ponte&#8221; estelar pelo espa\u00e7o.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC. Reconhecimento: S. Jordan, T. Sagrist\u00e0, X. Luri et al. (2020).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados produzidos pelos muitos cientistas e engenheiros do DPAC do Gaia tornaram-se p\u00fablicos \u00e0s 12:00 (CET) de 3 de dezembro para que todos possam aceder e aprender. Este \u00e9 o primeiro de um lan\u00e7amento em duas partes; o DR3 (Data Release 3) completo est\u00e1 planeado para 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O EDR3 do Gaia \u00e9 o resultado de um grande esfor\u00e7o de todos os envolvidos na miss\u00e3o Gaia. \u00c9 um conjunto de dados extraordinariamente rico, e estou ansioso pelas muitas descobertas que os astr\u00f3nomos de todo o mundo far\u00e3o com este recurso,&#8221; disse Timo Prusti, Cientista do projeto Gaia da ESA. &#8220;E ainda n\u00e3o termin\u00e1mos; mais dados excelentes vir\u00e3o \u00e0 medida que o Gaia continua a fazer medi\u00e7\u00f5es a partir de \u00f3rbita.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Exploring Gaia&#039;s 2020 data release\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bfbes8K6IZM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Gaia\/Gaia_s_new_data_takes_us_to_the_Milky_Way_s_anticentre_and_beyond\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/edr3-stories\" target=\"_blank\">\/\/ Gaia\/ESA (v\u00e1rias &#8220;hist\u00f3rias&#8221; do EDR3)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.dlr.de\/content\/en\/articles\/news\/2020\/04\/20201203_gaia_satellite_mission_maps_the_milky_way.html\" target=\"_blank\">\/\/ DLR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/news\/gaia-most-accurate-data-ever-nearly-two-billion-stars\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.mpia.de\/5556738\/2020_12_GaiaDR3_E\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Astronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.02061\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de demonstra\u00e7\u00e3o #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.01771\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de demonstra\u00e7\u00e3o #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/documents\/29201\/5015079\/GalacticAnticentre_UnderReview.pdf\/2545c938-323c-6c8f-4f39-67e912bbb021?t=1606986102985\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de demonstra\u00e7\u00e3o #3 (PDF)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.02036\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico de demonstra\u00e7\u00e3o #4 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2020-12\/uoh-gst120320.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/gaia-makes-most-accurate-3d-map-of-the-milky-way-yet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/gaia-stellar-mapping-data-release-edr3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/deep-inside-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/astronomers-have-mapped-stars-to-the-anticentre-of-the-milky-way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-12-gaia-accurate-billion-stars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/12\/201203133906.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/gaia-space-telescope-measured-the-acceleration-of-the-solar-system.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Ref<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centro Gal\u00e1ctico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Anticentro Gal\u00e1ctico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_anticenter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvens de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grande Nuvem de Magalh\u00e3es (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estrelas est\u00e3o em constante movimento. Para o olho humano, este movimento &#8211; conhecido como movimento pr\u00f3prio &#8211; \u00e9 impercept\u00edvel, mas o Gaia mede-o com cada vez mais precis\u00e3o. Os tra\u00e7os nesta imagem mostram como 40.000 estrelas, todas localizadas at\u00e9 100 parsecs (326 anos-luz) do Sistema Solar, se v\u00e3o mover pelo c\u00e9u nos pr\u00f3ximos 400.000 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3304,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,60,9,16,1,59],"tags":[980,181,311,304,624,413,180],"class_list":["post-3737","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-galaxias","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","category-via-lactea","tag-anticentro-galactico","tag-centro-galactico","tag-gaia","tag-grande-nuvem-de-magalhaes","tag-pequena-nuvem-de-magalhaes","tag-sistema-solar","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3737"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3737\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3739,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3737\/revisions\/3739"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}