{"id":3712,"date":"2020-12-01T06:33:54","date_gmt":"2020-12-01T06:33:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3712"},"modified":"2020-12-01T06:34:03","modified_gmt":"2020-12-01T06:34:03","slug":"novos-dados-do-hubble-explicam-materia-escura-em-falta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/12\/01\/novos-dados-do-hubble-explicam-materia-escura-em-falta\/","title":{"rendered":"Novos dados do Hubble explicam mat\u00e9ria escura em falta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA fornecem mais evid\u00eancias para a interrup\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s na gal\u00e1xia NGC 1052-DF4. Este resultado explica uma descoberta anterior de que esta gal\u00e1xia est\u00e1 a perder a maior parte da sua mat\u00e9ria escura. Ao estudar a luz da gal\u00e1xia e a distribui\u00e7\u00e3o dos enxames globulares, os astr\u00f3nomos conclu\u00edram que as for\u00e7as da gravidade da gal\u00e1xia vizinha NGC 1035 retiraram a mat\u00e9ria escura de NGC 1052-DF4 e agora est\u00e3o a destruir a gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2018, uma equipa internacional de investigadores usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA e v\u00e1rios outros observat\u00f3rios descobriram, pela primeira vez, uma gal\u00e1xia na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica desprovida da maior parte da sua mat\u00e9ria escura. Esta descoberta da gal\u00e1xia NGC 1052-DF2 foi uma surpresa para os astr\u00f3nomos, pois entende-se que a mat\u00e9ria escura \u00e9 constituinte chave dos modelos atuais de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica. Na verdade, sem a presen\u00e7a da mat\u00e9ria escura, o g\u00e1s primordial n\u00e3o teria for\u00e7a gravitacional suficiente para come\u00e7ar a entrar em colapso e formar novas gal\u00e1xias. Um ano depois, foi descoberta outra gal\u00e1xia sem mat\u00e9ria escura, NGC 1052-DF4, o que gerou intensos debates entre os astr\u00f3nomos sobre a natureza destes objetos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic1806b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"552\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/BxK4DP5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3713\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/BxK4DP5.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/BxK4DP5-300x237.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra o c\u00e9u em torno das gal\u00e1xias ultradifusas NGC 1052-DF4 e NGC 1052-DF2. Foi criada a partir de exposi\u00e7\u00f5es que fazem parte do DSS2 (Digitized Sky Survey 2). NGC 1052-DF2 \u00e9 praticamente invis\u00edvel nesta imagem.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Hubble, NASA, DSS2; Reconhecimento: Davide de Martin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, novos dados do Hubble foram usados para explicar a raz\u00e3o por tr\u00e1s da falta de mat\u00e9ria escura em NGC 1052-DF4, que reside a 45 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Mireia Montes, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia, liderou uma equipa internacional de astr\u00f3nomos para estudar a gal\u00e1xia usando imagens \u00f3ticas profundas. Eles descobriram que a falta de mat\u00e9ria escura pode ser explicada pelos efeitos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s. As for\u00e7as da gravidade da vizinha gal\u00e1xia massiva NGC 1035 est\u00e3o a dilacerar NGC 1052-DF4. Durante este processo, a mat\u00e9ria escura \u00e9 removida, enquanto as estrelas sentem os efeitos da intera\u00e7\u00e3o com outra gal\u00e1xia num est\u00e1gio posterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, esta forma de remo\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura permaneceu escondida dos astr\u00f3nomos, pois s\u00f3 pode ser observada usando imagens extremamente profundas que podem revelar caracter\u00edsticas extremamente t\u00e9nues. &#8220;Us\u00e1mos o Hubble de duas maneiras para descobrir que NGC 1052-DF4 est\u00e1 a passar por uma intera\u00e7\u00e3o,&#8221; explicou Montes. &#8220;Isto inclui o estudo da luz da gal\u00e1xia e a distribui\u00e7\u00e3o dos enxames globulares da gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as \u00e0 alta resolu\u00e7\u00e3o do Hubble, os astr\u00f3nomos puderam identificar a popula\u00e7\u00e3o de enxames globulares da gal\u00e1xia. O GTC (Gran Telescopio Canarias) de 10,4 metros e o telesc\u00f3pio IAC80, tamb\u00e9m nas Can\u00e1rias, Espanha, foram usados para complementar as observa\u00e7\u00f5es do Hubble, estudando ainda mais os dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o basta passar muito tempo a observar o objeto, \u00e9 vital um tratamento cuidadoso dos dados,&#8221; explicou o membro da equipa Ra\u00fal Infante-Sainz do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias, na Espanha. &#8220;Portanto, era importante que us\u00e1ssemos n\u00e3o apenas um telesc\u00f3pio\/instrumento, mas v\u00e1rios (tanto no solo quanto no espa\u00e7o) para realizar esta investiga\u00e7\u00e3o. Com a alta resolu\u00e7\u00e3o do Hubble, podemos identificar os enxames globulares, e ent\u00e3o com a fotometria do GTC obtemos as propriedades f\u00edsicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic2019b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/OL2fRVj.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem apresenta a regi\u00e3o em torno da gal\u00e1xia NGC 1052-DF4, obtida pelo telesc\u00f3pio IAC80 no Observat\u00f3rio Teide em Tenerife. A figura real\u00e7a as gal\u00e1xias principais no campo de vis\u00e3o, incluindo NGC 1052-DF4 (centro da imagem) e a sua vizinha NGC 1035 (centro esquerda).<br>Cr\u00e9dito: M. Montes et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que os enxames globulares sejam formados nos epis\u00f3dios de intensa forma\u00e7\u00e3o estelar que d\u00e3o forma \u00e0s gal\u00e1xias. Os seus tamanhos compactos e a luminosidade tornam-nos facilmente observ\u00e1veis e, portanto, s\u00e3o bons rastreadores das propriedades da sua gal\u00e1xia hospedeira. Desta forma, ao estudar e caracterizar a distribui\u00e7\u00e3o espacial dos enxames em NGC 1052-DF4, os astr\u00f3nomos podem desenvolver uma vis\u00e3o do estado atual da pr\u00f3pria gal\u00e1xia. O alinhamento destes enxames globulares sugere que est\u00e3o a ser &#8220;despojados&#8221; da sua gal\u00e1xia hospedeira, e isso apoia a conclus\u00e3o de que est\u00e1 a ocorrer perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estudar a luz da gal\u00e1xia, os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m encontraram evid\u00eancias de caudas de mar\u00e9, que s\u00e3o formadas por material que se afasta de NGC 1052-DF4 &#8211; isto apoia ainda mais a conclus\u00e3o de que \u00e9 um evento de perturba\u00e7\u00e3o. An\u00e1lises adicionais conclu\u00edram que as partes centrais da gal\u00e1xia permanecem intocadas e apenas +\/- 7% da massa estelar da gal\u00e1xia est\u00e1 hospedada nestas caudas de mar\u00e9. Isto significa que a mat\u00e9ria escura, que est\u00e1 menos concentrada do que as estrelas, foi previamente e preferencialmente removida da gal\u00e1xia, e agora o componente estelar externo est\u00e1 a come\u00e7ar a ser removido tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este resultado \u00e9 um bom indicador de que, enquanto a mat\u00e9ria escura da gal\u00e1xia se evaporou do sistema, as estrelas s\u00f3 agora come\u00e7am a sofrer o mecanismo de perturba\u00e7\u00e3o,&#8221; explicou o membro da equipa Ignacio Trujillo do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias, Espanha. &#8220;Com o tempo, NGC 1052-DF4 ser\u00e1 canibalizada pelo grande sistema em torno de NGC 1035, com pelo menos algumas das suas estrelas flutuando livremente no espa\u00e7o profundo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de evid\u00eancias que apoiam o mecanismo de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s como a explica\u00e7\u00e3o para a falta de mat\u00e9ria escura na gal\u00e1xia n\u00e3o s\u00f3 resolveu um enigma astron\u00f3mico, como tamb\u00e9m trouxe um suspiro de al\u00edvio aos astr\u00f3nomos. Sem ele, os cientistas teriam que rever a nossa compreens\u00e3o das leis da gravidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta descoberta reconcilia o conhecimento existente de como as gal\u00e1xias se formam e evoluem com o modelo cosmol\u00f3gico mais favor\u00e1vel,&#8221; acrescentou Montes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/news\/heic2019\/\" target=\"_blank\">\/\/ Hubble\/ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/new-hubble-data-explains-missing-dark-matter\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iac.es\/es\/divulgacion\/noticias\/descubierto-el-mecanismo-que-elimina-la-materia-oscura-de-las-galaxias\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/newsroom.unsw.edu.au\/news\/science-tech\/case-missing-dark-matter-new-suspect-found-galactic-mystery\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Nova Gales do Sul (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abc340\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/galaxy-dark-matter-lite-50534\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-11-case-dark-galactic-mystery.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/brucedorminey\/2020\/11\/28\/nasas-hubble-spots-galaxy-being-stripped-of-dark-matter\/?sh=1c24d66d3ce8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grupo gal\u00e1ctico NGC 1052:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_1052\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia NGC 1035:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=NGC%201035\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames globulares:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/spider.seds.org\/spider\/MWGC\/mwgc.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Globular_cluster\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GTC (Gran Telescopio Canarias):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gtc.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gran_Telescopio_Canarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA fornecem mais evid\u00eancias para a interrup\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s na gal\u00e1xia NGC 1052-DF4. 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