{"id":3706,"date":"2020-11-27T06:25:47","date_gmt":"2020-11-27T06:25:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3706"},"modified":"2020-11-27T06:25:57","modified_gmt":"2020-11-27T06:25:57","slug":"uma-explosao-do-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/27\/uma-explosao-do-passado\/","title":{"rendered":"Uma explos\u00e3o do passado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos usando o instrumento GNIRS acoplado ao telesc\u00f3pio Gemini Norte descobriu que CK Vulpeculae, vista pela primeira vez como uma nova estrela brilhante em 1670, est\u00e1 aproximadamente cinco vezes mais distante do que se pensava anteriormente. Isto torna a explos\u00e3o de CK Vulpeculae em 1670 muito mais energ\u00e9tica do que o estimado anteriormente e coloca-a numa classe misteriosa de objetos que s\u00e3o demasiado brilhantes para serem membros do tipo bem conhecido de explos\u00f5es denominadas novas, mas demasiado fracas para serem supernovas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2029a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"700\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/noirlab2029a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3707\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/noirlab2029a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/noirlab2029a-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/noirlab2029a-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>A enigm\u00e1tica nebulosa CK Vulpeculae. A equipa de astr\u00f3nomos mediu as velocidades e mudan\u00e7as nas posi\u00e7\u00f5es de dois pequenos arcos avermelhados a cerca de 1\/4 do topo e da parte inferior para ajudar a determinar que a nebulosa est\u00e1 a expandir-se cinco vezes mais depressa do que se pensava anteriormente.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Gemini\/NOIRLab\/NSF\/AURA; processamento: Travis Rector (Universidade do Alaska em Anchorage), Jen Miller (Observat\u00f3rio Gemini\/NOIRLab da NSF), Mahdi Zamani &amp; Davide de Martin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 350 anos, o monge franc\u00eas Anthelme Voituret viu uma nova estrela reluzente brilhar na constela\u00e7\u00e3o de Raposa (ou Vulpecula). Nos meses seguintes, a estrela tornou-se quase t\u00e3o brilhante quanto a Estrela Polar e foi monitorizada por alguns dos principais astr\u00f3nomos da altura antes de desvanecer ap\u00f3s um ano (os astr\u00f3nomos do s\u00e9culo XVII que observaram esta nova e brilhante estrela CK Vulpeculae incluem o astr\u00f3nomo polaco Johannes Hevelius e o astr\u00f3nomo franco-italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro das luas de Saturno. Ap\u00f3s desaparecer em 1671 houveram v\u00e1rias tentativas infrut\u00edferas, ao longo dos s\u00e9culos, de a observar novamente, algumas por astr\u00f3nomos famosos como Halley, Pickering e Humason).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova estrela eventualmente ganhou o nome de CK Vulpeculae e foi considerada por muito tempo o primeiro exemplo documentado de uma nova &#8211; um evento astron\u00f3mico fugaz decorrente de uma explos\u00e3o num sistema bin\u00e1rio pr\u00f3ximo no qual um membro \u00e9 uma an\u00e3 branca, o remanescente de uma estrela semelhante ao Sol. No entanto, uma s\u00e9rie de resultados recentes colocou a classifica\u00e7\u00e3o de longa data de CK Vulpeculae como uma nova em d\u00favida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2015, uma equipa de astr\u00f3nomos sugeriu que o aparecimento de CK Vulpeculae em 1670 foi o resultado de duas estrelas normais passando por uma colis\u00e3o catacl\u00edsmica. Pouco mais de tr\u00eas anos depois, os mesmos astr\u00f3nomos propuseram ainda que uma das estrelas era na verdade uma estrela gigante vermelha inchada, ap\u00f3s a descoberta de um is\u00f3topo radioativo de alum\u00ednio nas imedia\u00e7\u00f5es do local da explos\u00e3o de 1670. Para complicar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, um outro grupo de astr\u00f3nomos prop\u00f4s uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente. No seu artigo, tamb\u00e9m publicado em 2018, sugeriram que o brilho repentino em 1670 foi o resultado da fus\u00e3o entre uma an\u00e3 castanha &#8211; uma estrela falhada demasiado pequena para brilha atrav\u00e9s da fus\u00e3o termonuclear que alimenta o Sol &#8211; e uma an\u00e3 branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, a acrescentar ao mist\u00e9rio em andamento em torno de CK Vulpeculae, novas observa\u00e7\u00f5es do Observat\u00f3rio Gemini, um Programa do NOIRLab da NSF, revela que este objeto astron\u00f3mico enigm\u00e1tico est\u00e1 muito mais longe e expeliu g\u00e1s a velocidades muito mais altas do que relatado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta equipa, liderada por Dipankar Banerjee do Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o F\u00edsica Ahmedabad, na \u00cdndia, Tom Geballe do Observat\u00f3rio Gemini e por Nye Evans da Universidade Keele no Reino Unido, planeou inicialmente usar o instrumento GNIRS (Gemini Near-Infrared Spectrograph) no Gemini Norte em Maunakea, Hawaii, para confirmar a dete\u00e7\u00e3o de 2018 de alum\u00ednio radioativo no cora\u00e7\u00e3o de VK Vulpeculae. Depois de perceberem que esta dete\u00e7\u00e3o infravermelha seria muito mais dif\u00edcil do que originalmente pensavam, os astr\u00f3nomos improvisaram e obtiveram observa\u00e7\u00f5es infravermelhas de toda a extens\u00e3o de CK Vulpeculae, incluindo os dois fragmentos de nebulosidade nas suas fronteiras mais externas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A chave para a nossa descoberta foram as medi\u00e7\u00f5es GNIRS obtidas nas orlas externas da nebulosa,&#8221; elaborou Geballe. &#8220;A assinatura dos \u00e1tomos de ferro desviados para o vermelho e para o azul a\u00ed detetados mostra que a nebulosa est\u00e1 a expandir-se muito mais depressa do que as observa\u00e7\u00f5es anteriores sugeriam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como o tom de uma sirene de uma ambul\u00e2ncia muda dependendo se o ve\u00edculo se move na nossa dire\u00e7\u00e3o ou se afasta, os objetos astron\u00f3micos mudam de cor dependendo se est\u00e3o a mover-se na dire\u00e7\u00e3o do observador ou afastando-se do observador. Os objetos que se afastam da Terra ficam mais vermelhos (o chamado desvio para o vermelho) e os objetos que se aproximam ficam mais azuis (o chamado desvio para o azul).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal e astr\u00f3nomo Banerjee explica: &#8220;N\u00e3o suspeit\u00e1vamos que era isso que \u00edamos encontrar. Foi emocionante quando descobrimos algum g\u00e1s a viajar a uma velocidade inesperadamente alta de aproximadamente 7 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora. Isto sugeriu uma hist\u00f3ria diferente para CK Vulpeculae do que havia sido teorizado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2029c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/thumb700x\/noirlab2029c.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem de campo amplo mostra o c\u00e9u em torno da localiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3rica explos\u00e3o estelar CK Vulpeculae. Os remanescentes da explos\u00e3o s\u00e3o apenas muito tenuamente vis\u00edveis no centro da imagem.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/DSS 2; Reconhecimento &#8211; Davide De Martin <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao medir a velocidade de expans\u00e3o da nebulosa e quanto as nuvens mais externas se moveram durante os \u00faltimos dez anos, e contabilizando a inclina\u00e7\u00e3o da nebulosa no c\u00e9u noturno, que havia sido estimada anteriormente por outros, a equipa determinou que CK Vulpeculae fica a aproximadamente 10.000 anos-luz de dist\u00e2ncia do Sol &#8211; cerca de cinco vezes mais distante do que se pensava anteriormente. Isto quer dizer que a explos\u00e3o de 1670 foi muito mais brilhante, libertando cerca de 25 vezes mais energia do que o estimado anteriormente (o brilho de um objeto \u00e9 inversamente proporcional ao quadrado da dist\u00e2ncia de um observador. No caso de CK Vulpeculae, se a explos\u00e3o ocorreu cinco vezes mais longe, dever\u00e1 ser 5^2 = 25 vezes mais brilhante). Esta estimativa muito maior da quantidade de energia libertada significa que qualquer evento que provocou o s\u00fabito aparecimento de CK Vulpeculae em 1670 foi muito mais violento do que uma simples nova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em termos de energia libertada, a nossa descoberta coloca CK Vulpeculae aproximadamente a meio caminho entre uma nova e uma supernova,&#8221; comentou Evans. &#8220;\u00c9 um dos poucos objetos deste tipo na Via L\u00e1ctea e a causa &#8211; ou causas &#8211; das explos\u00f5es nesta classe interm\u00e9dia de objetos permanece desconhecida. Acho que todos n\u00f3s sabemos o que CK Vulpeculae n\u00e3o \u00e9, mas ningu\u00e9m sabe o que \u00e9.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A apar\u00eancia visual da nebulosa CK Vulpeculae e as altas velocidades observadas pela equipa podem ajudar os astr\u00f3nomos a reconhecer rel\u00edquias de eventos semelhantes &#8211; na nossa Via L\u00e1ctea ou noutras gal\u00e1xias &#8211; que ocorreram no passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 dif\u00edcil nesta altura fornecer uma explica\u00e7\u00e3o definitiva ou convincente para a origem da explos\u00e3o de CK Vulpeculae em 1670,&#8221; concluiu Banerjee. &#8220;Mesmo 350 anos ap\u00f3s a descoberta de Voituret, a natureza da explos\u00e3o permanece um mist\u00e9rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"CosmoView Episode 14: Blast from the Past\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KnTiT8ofViE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.gemini.edu\/pr\/blast-past\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio Gemini (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2029\/\" target=\"_blank\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/asunow.asu.edu\/20201123-blast-past-observatory-discovery-helps-unravel-astronomical-mystery\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2011.02939\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/249796.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/we-just-discovered-that-a-1670-star-explosion-was-way-more-powerful-than-we-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-11-gemini-north-enable-breakthrough-centuries-old.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/11\/201124122933.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CK Vulpeculae:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/CK_Vulpeculae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos usando o instrumento GNIRS acoplado ao telesc\u00f3pio Gemini Norte descobriu que CK Vulpeculae, vista pela primeira vez como uma nova estrela brilhante em 1670, est\u00e1 aproximadamente cinco vezes mais distante do que se pensava anteriormente. 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