{"id":3703,"date":"2020-11-27T06:23:25","date_gmt":"2020-11-27T06:23:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3703"},"modified":"2020-11-27T06:23:34","modified_gmt":"2020-11-27T06:23:34","slug":"hubble-avista-possivel-jogo-de-sombras-do-disco-em-torno-de-um-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/27\/hubble-avista-possivel-jogo-de-sombras-do-disco-em-torno-de-um-buraco-negro\/","title":{"rendered":"Hubble avista poss\u00edvel &#8220;jogo de sombras&#8221; do disco em torno de um buraco negro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas das vistas mais deslumbrantes do nosso c\u00e9u ocorrem ao p\u00f4r-do-Sol, quando a luz do Sol penetra nas nuvens, criando uma mistura de raios brilhantes e escuros formados pelas sombras das nuvens e pelos feixes de luz dispersos pela atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos que estudam a gal\u00e1xia pr\u00f3xima IC 5063 est\u00e3o fascinados por um efeito semelhante em imagens obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA. Neste caso, uma cole\u00e7\u00e3o de estreitos raios brilhantes e sombras escuras pode ser vista a irradiar do centro extremamente brilhante da gal\u00e1xia ativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos, liderada por Peter Maksym do Centro Harvard &amp; Smithsonian para Astrof\u00edsica, em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts, rastreou os raios de volta ao n\u00facleo da gal\u00e1xia, a localiza\u00e7\u00e3o de um buraco negro supermassivo e ativo. Um buraco negro \u00e9 uma regi\u00e3o densa e compacta do espa\u00e7o que engole luz e mat\u00e9ria sob a for\u00e7a esmagadora da gravidade. O objeto monstruoso alimenta-se freneticamente de material em queda, produzindo um poderoso jato de luz oriundo do g\u00e1s superaquecido na sua vizinhan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/32392\/STScI-H-p2058a-f-1541x1389.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"888\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/AamT5ZX.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3704\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/AamT5ZX.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/AamT5ZX-300x270.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/AamT5ZX-768x692.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, mostra o cora\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia vizinha ativa IC 5063 e revela uma mistura de raios brilhantes e sombras escuras oriundos do n\u00facleo escaldante, o lar de um buraco negro supermassivo. Os astr\u00f3nomos sugerem que um anel de material poeirento em redor do buraco negro pode estar a provocar a sua sombra no espa\u00e7o. De acordo com o seu cen\u00e1rio, este jogo de luzes e smobras pode ocorrer quando a luz irradiada pelo buraco negro monstruoso atinge o anel de poeira, que est\u00e1 enterrado nas profundezas do n\u00facleo. A luz atravessa lacunas no anel, criando os raios brilhantes em forma de cone. No entanto, manchas mais escuras no disco bloqueiam parte da luz, provocando sombras escuras e longas por toda a gal\u00e1xia. Este fen\u00f3meno \u00e9 parecido \u00e0 luz solar que atravessa as nossas nuvens terrestres ao p\u00f4r-do-Sol, criando uma mistura de raios brilhante e sombras escuras formadas por feixes de luz espalhados pela atmosfera. No entanto, os raios brilhantes e as sombras escuras de IC 5063 ocorrem a uma escala muito maior, atingindo pelo menos 36.000 anos-luz. IC 5063 fica a 156 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. As observa\u00e7\u00f5es foram obtidas nos dia 7 de mar\u00e7o e 25 de novembro de 2019 pelos instrumentos WFC3 (Wide Field Camera 3) e ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e W.P. Maksym (CfA)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora os investigadores tenham desenvolvido v\u00e1rias teorias plaus\u00edveis para o show de luzes, a ideia mais intrigante sugere que um anel interno em forma de tubo, ou toro, composto por material empoeirado em torno do buraco negro, est\u00e1 a lan\u00e7ar a sua sombra no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o cen\u00e1rio proposto por Maksym, o disco de poeira em torno do buraco negro n\u00e3o bloqueia toda a luz. As lacunas no disco permitem que a luz irradie, criando raios brilhantes em forma de cone semelhantes a dedos de luz \u00e0s vezes vistos ao p\u00f4r-do-Sol. No entanto, os raios em IC 5063 est\u00e3o a ocorrer a uma escala muito maior, atingindo pelo menos 36.000 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte da luz atinge manchas densas no anel, provocando a sombra do anel no espa\u00e7o. Estas sombras aparecem como formas escuras de dedos intercaladas com raios brilhantes. Estes feixes e sombras s\u00e3o vis\u00edveis porque o buraco negro e o seu anel est\u00e3o inclinados para o lado em rela\u00e7\u00e3o ao plano da gal\u00e1xia. Este alinhamento permite que os feixes de luz se estendam para l\u00e1 da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta intera\u00e7\u00e3o de luz e sombra fornece uma vis\u00e3o \u00fanica da distribui\u00e7\u00e3o do material que rodeia o buraco negro. Em algumas \u00e1reas, o material pode assemelhar-se a nuvens dispersas. Se esta interpreta\u00e7\u00e3o estiver correta, as observa\u00e7\u00f5es podem fornecer uma sonda indireta da estrutura mosqueada do disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou mais animado com a ideia da sombra do toro porque \u00e9 um efeito muito giro que acho que n\u00e3o vimos antes em imagens, embora tenha sido teorizado,&#8221; disse Maksym. &#8220;Cientificamente, est\u00e1 a mostrar-nos algo que \u00e9 dif\u00edcil &#8211; geralmente imposs\u00edvel &#8211; de ver diretamente. Sabemos que este fen\u00f3meno deve acontecer, mas, neste caso, podemos ver os efeitos por toda a gal\u00e1xia. O saber mais sobre a geometria do toro ter\u00e1 implica\u00e7\u00f5es para qualquer um que esteja a tentar entender o comportamento dos buracos negros supermassivos e dos seus ambientes. \u00c0 medida que uma gal\u00e1xia evoluiu, \u00e9 moldada pelo seu buraco negro central.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo do toro \u00e9 importante porque canaliza material para o buraco negro. Se a interpreta\u00e7\u00e3o da &#8220;sombra&#8221; estiver correta, os raios escuros fornecem evid\u00eancias diretas de que o disco em IC 5063 pode ser muito fino, o que explica porque \u00e9 que a luz est\u00e1 a irradiar por toda a estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es de buracos negros semelhantes, pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA, detetaram raios-X irradiados das aberturas no toro, tornando a estrutura uma esp\u00e9cie de queijo su\u00ed\u00e7o. Os buracos podem ser provocados pela press\u00e3o aplicada no disco por for\u00e7as internas, causando a sua deforma\u00e7\u00e3o, disse Maksym. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel que a distor\u00e7\u00e3o crie lacunas grandes o suficiente para que parte da luz consiga brilhar para fora e, conforme o toro gira, feixes de luz podem varrer a gal\u00e1xia como a luz de um farol num nevoeiro,&#8221; acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/32394\/STScI-H-p2058b-f-1541x1389.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/0DcUt4k.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A mesma imagem, anotada, que ajuda a identificar as sombras em forma do cone que penetram atrav\u00e9s do toro de material de poeira em torno do buraco negro da gal\u00e1xia IC 5063.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e W.P. Maksym (CfA) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ci\u00eancia cidad\u00e3 fortuita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora esta gal\u00e1xia seja estudada pelos astr\u00f3nomos h\u00e1 d\u00e9cadas, foi necess\u00e1ria uma n\u00e3o-cientista para fazer a surpreendente descoberta. Judy Schmidt, artista e astr\u00f3noma amadora de Modesto, Calif\u00f3rnia, descobriu as sombras escuras quando reprocessou as exposi\u00e7\u00f5es do Hubble em dezembro de 2019. Schmidt rotineiramente vasculha o arquivo do Hubble em busca de observa\u00e7\u00f5es interessantes que possa transformar em belas imagens. Ela partilha essas imagens no seu Twitter para os seus muitos seguidores, que incluem astr\u00f3nomos como Maksyim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Schmidt selecionou as observa\u00e7\u00f5es Hubble de IC 5063 do arquivo porque est\u00e1 interessada em gal\u00e1xias que t\u00eam n\u00facleos ativos. As sombras em forma de cone n\u00e3o eram aparentes nas exposi\u00e7\u00f5es originais, de modo que ficou surpreendida ao v\u00ea-las na sua imagem reprocessada. &#8220;Eu n\u00e3o tinha ideia de que estavam l\u00e1 e, mesmo depois de a processar, continuei a perguntar-me se estava realmente a ver o que pensava que estava a ver,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela imediatamente publicou a imagem na sua conta do Twitter. &#8220;Era algo que eu nunca tinha visto antes, e mesmo que eu tivesse fortes suspeitas de que eram raios de sombra ou &#8216;raios crepusculares&#8217;, como Peter os apelidou, \u00e9 f\u00e1cil deixar a imagina\u00e7\u00e3o e o pensamento ansioso correrem soltos,&#8221; explicou. &#8220;Achei que se estivesse errada, algu\u00e9m me corrigiria rapidamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem gerou uma animada discuss\u00e3o no Twitter entre os seus astr\u00f3nomos seguidores, incluindo Maksym, que debateu a origem dos raios. Maksym j\u00e1 tinha analisado imagens Hubble dos jatos produzidos pelo buraco negro da gal\u00e1xia. De modo que assumiu a lideran\u00e7a no estudo dos raios e na reda\u00e7\u00e3o de um artigo cient\u00edfico. O seu estudo \u00e9 baseado em observa\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo feitas pelos instrumentos WFC3 (Wide Field Camera 3) e ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble em mar\u00e7o e novembro de 2019. A luz vermelha e no infravermelho pr\u00f3ximo perfura a gal\u00e1xia empoeirada para revelar os detalhes que podem estar envoltos em poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem a vis\u00e3o detalhada do Hubble. A gal\u00e1xia tamb\u00e9m est\u00e1 relativamente perto, a apenas 156 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. &#8220;Imagens mais antigas obtidas por telesc\u00f3pios terrestres talvez mostrassem ind\u00edcios deste tipo, mas a pr\u00f3pria gal\u00e1xia \u00e9 uma tal &#8216;bagun\u00e7a&#8217; que nunca imaginar\u00edamos que era isto que estava a acontecer sem o Hubble,&#8221; explicou Maksym. &#8220;O Hubble tem imagens n\u00edtidas, \u00e9 sens\u00edvel a coisas t\u00e9nues e tem um campo de vis\u00e3o grande o suficiente para visualizar a gal\u00e1xia inteira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maksym espera continuar o seu estudo da gal\u00e1xia para determinar se o seu cen\u00e1rio est\u00e1 correto. &#8220;Queremos continuar a investigar e ser\u00e1 \u00f3timo se outros cientistas tentarem testar tamb\u00e9m as nossas conclus\u00f5es, com novas observa\u00e7\u00f5es e modelos,&#8221; disse. &#8220;Este \u00e9 um projeto que implora por novos dados porque levanta mais perguntas do que respostas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados da equipa foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/black-holes-dust-ring-may-be-casting-shadows-from-heart-of-a-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-58\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/2020-30\" target=\"_blank\">\/\/ Centro Harvard &amp; Smithsonian para Astrof\u00edsica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abb9b6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.10153\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/148891\/hubble-sees-dark-shadows-that-could-be-cast-by-a-supermassive-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/shadows-in-space\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/black-holes-dust-ring-may-be-casting-shadows-from-heart-of-a-galaxy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-11-strange-rays-crowdsourced-social-media.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.livescience.com\/black-hole-shadow-beams-captured-hubble.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Live Science<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IC 5063:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=IC+5063\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas das vistas mais deslumbrantes do nosso c\u00e9u ocorrem ao p\u00f4r-do-Sol, quando a luz do Sol penetra nas nuvens, criando uma mistura de raios brilhantes e escuros formados pelas sombras das nuvens e pelos feixes de luz dispersos pela atmosfera. 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