{"id":3687,"date":"2020-11-20T06:22:27","date_gmt":"2020-11-20T06:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3687"},"modified":"2020-11-20T06:22:37","modified_gmt":"2020-11-20T06:22:37","slug":"resolvido-misterio-cosmico-com-16-anos-revelando-elo-perdido-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/20\/resolvido-misterio-cosmico-com-16-anos-revelando-elo-perdido-estelar\/","title":{"rendered":"Resolvido mist\u00e9rio c\u00f3smico com 16 anos, revelando elo perdido estelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Nebulosa do Anel Azul, que deixou os cientistas perplexos durante mais de uma d\u00e9cada, parece ser o exemplo mais jovem conhecido de duas estrelas que se fundiram numa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2004, os cientistas do GALEX (Galaxy Evolution Explorer) da NASA avistaram um objeto diferente de qualquer outro que j\u00e1 haviam visto na nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea: uma grande e t\u00e9nue bolha de g\u00e1s com uma estrela no centro (estrela esta que tem o nome TYC 2597-735-1). Nas imagens do GALEX, a bolha parecia azul &#8211; embora na verdade n\u00e3o emita luz vis\u00edvel ao olho humano &#8211; e observa\u00e7\u00f5es subsequentes revelaram uma estrutura anular espessa no seu interior. Portanto, a equipa apelidou-o de Nebulosa do Anel Azul. Nos 16 anos seguintes, estudaram o objeto com v\u00e1rios telesc\u00f3pios terrestres e espaciais, mas quanto mais aprendiam, mais misterioso parecia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/boMJWiS.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/boMJWiS-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3688\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/boMJWiS-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/boMJWiS-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/boMJWiS-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/boMJWiS.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A Nebulosa do Anel Azul consiste de dois cones gasosos em expans\u00e3o, expelidos para o espa\u00e7o por uma fus\u00e3o estelar. \u00c0 medida que o g\u00e1s arrefece, forma mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio que colidem com part\u00edculas no espa\u00e7o interestelar, fazendo com que irradiam luz ultravioleta distante. Invis\u00edvel ao olho humano, \u00e9 aqui mostrada a azul.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/M. Seibert (Instituto Carnegie para Ci\u00eancia)\/K. Hoadley (Caltech)\/Equipa GALEX<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo publicado online no dia 18 de novembro na revista Nature pode ter desvendado o caso. Aplicando modelos te\u00f3ricos de ponta \u00e0 grande quantidade de dados recolhidos deste objeto, os autores postulam que a nebulosa &#8211; uma nuvem de g\u00e1s no espa\u00e7o &#8211; \u00e9 provavelmente composta por fragmentos de duas estrelas que colidiram e se fundiram numa \u00fanica estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora se pense que a fus\u00e3o de sistemas estelares seja bastante comum, s\u00e3o quase imposs\u00edveis de estudar imediatamente depois da forma\u00e7\u00e3o, porque est\u00e3o obscurecidos pelos detritos que a colis\u00e3o produz. Assim que estes detritos desaparecem &#8211; pelo menos centenas de milhares de anos mais tarde &#8211; s\u00e3o dif\u00edceis de identificar porque se assemelham a estrelas n\u00e3o fundidas. A Nebulosa do Anel Azul parece ser o elo perdido: os astr\u00f3nomos est\u00e3o a ver o sistema estelar apenas alguns milhares de anos ap\u00f3s a fus\u00e3o, quando as evid\u00eancias da uni\u00e3o ainda s\u00e3o abundantes. Parece ser o primeiro exemplo conhecido de um sistema estelar fundido neste est\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Operado entre 2003 e 2013 e gerido pelo JPL da NASA em Pasadena, no sul da Calif\u00f3rnia, o GALEX foi projetado para ajudar a estudar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o estelar na maior parte do Universo, fazendo um censo das popula\u00e7\u00f5es de estrelas jovens noutras gal\u00e1xias. Para tal, a miss\u00e3o observou a luz ultravioleta pr\u00f3xima (comprimentos de onda ligeiramente mais curtos do que a luz vis\u00edvel) e ultravioleta distante. A maioria dos objetos vistos pelo GALEX irradiava no ultravioleta pr\u00f3ximo (representado como amarelo nas imagens do GALEX) e no ultravioleta (representado como azul), mas a Nebulosa do Anel Azul destacou-se porque s\u00f3 emitia radia\u00e7\u00e3o UV distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho do objeto era semelhante ao de um remanescente de supernova, que se forma quando uma estrela massiva fica sem combust\u00edvel e explode, ou uma nebulosa planet\u00e1ria, os remanescentes inchados de uma estrela do tamanho do nosso Sol. Mas a Nebulosa do Anel Azul tinha uma estrela viva no seu centro. Al\u00e9m do mais, os remanescentes de supernova e as nebulosas planet\u00e1rias irradiam em v\u00e1rios comprimentos de onda fora da gama UV, enquanto outras investiga\u00e7\u00f5es mostraram que a Nebulosa do Anel Azul n\u00e3o o faz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planeta fantasma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2006, a equipa do GALEX observou a nebulosa com o telesc\u00f3pio Hale de 200 polegadas (5,1 metros), situado no Observat\u00f3rio Palomar em San Diego, Calif\u00f3rnia, e depois com os telesc\u00f3pios ainda mais poderosos de 10 metros do Observat\u00f3rio W. M. Keck no Hawaii. Descobriram evid\u00eancias de uma onda de choque na nebulosa, sugerindo que o g\u00e1s que comp\u00f5e a Nebulosa do Anel Azul foi de facto expelido por algum tipo de evento violento em torno da estrela central. Os dados do Keck tamb\u00e9m sugeriram que a estrela estava a puxar uma grande quantidade de material para a sua superf\u00edcie. Mas de onde vinha este material?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante muito tempo pens\u00e1mos que talvez existisse um planeta com v\u00e1rias vezes a massa de J\u00fapiter a ser dilacerado pela estrela e que estivesse a libertar todo este g\u00e1s para fora do sistema,&#8221; disse Mark Seibert, astrof\u00edsico do Instituto Carnegie para Ci\u00eancia e membro da equipa do GALEX no Caltech, que gere o JPL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a equipa queria mais dados. Em 2012, usando o primeiro levantamento de todo o c\u00e9u do WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, um telesc\u00f3pio espacial que estudou o c\u00e9u no infravermelho, a equipa do GALEX identificou um disco de poeira em \u00edntima \u00f3rbita da estrela (o WISE foi reativado em 2013 como a miss\u00e3o de ca\u00e7a aos asteroides NEOWISE). Os dados de arquivo de tr\u00eas outros observat\u00f3rios infravermelhos, incluindo o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA, tamb\u00e9m avistaram o disco. A descoberta n\u00e3o descartou a possibilidade de um planeta em \u00f3rbita da estrela, mas eventualmente a equipa mostrou que o disco e o material expelido para o espa\u00e7o vinham de algo maior do que at\u00e9 mesmo um planeta gigante. Ent\u00e3o, em 2017, o instrumento HPF (Habitable Zone Planet Finder) acoplado ao Telesc\u00f3pio Hobby-Eberley no estado norte-americano do Texas confirmou que n\u00e3o havia nenhum objeto compacto orbitando a estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de uma d\u00e9cada depois de descobrir a Nebulosa do Anel Azul, a equipa havia reunido dados do sistema com quatro telesc\u00f3pios espaciais, quatro telesc\u00f3pios terrestres, observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da estrela datando at\u00e9 1895 (a fim de procurar mudan\u00e7as no seu brilho ao longo do tempo) e com a ajuda de cientistas cidad\u00e3os por meio da AAVSO (American Association of Variable Star Observers). Mas uma explica\u00e7\u00e3o para o que havia formado a nebulosa ainda os escapava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Investiga\u00e7\u00e3o estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Keri Hoadley come\u00e7ou a trabalhar com a equipa cient\u00edfica do GALEX em 2017, &#8220;o grupo como que tinha atingido uma barreira&#8221; com a Nebulosa do Anel Azul, disse. Mas Hoadley, astrof\u00edsica do Caltech, ficou fascinada com o objeto e com as suas caracter\u00edsticas bizarras e aceitou o desafio de tentar resolver o mist\u00e9rio. Parecia prov\u00e1vel que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o viria de mais observa\u00e7\u00f5es do sistema, mas de teorias de ponta que poderiam dar sentido aos dados existentes. Assim, Chris Martin, investigador principal do GALEX no Caltech, pediu ajuda a Brian Metzger da Universidade de Columbia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como astrof\u00edsico te\u00f3rico, Metzger faz modelos matem\u00e1ticos e computacionais de fen\u00f3menos astrof\u00edsicos, que podem ser usados para prever o aspeto e comportamento destes fen\u00f3menos. Ele \u00e9 especialista em fus\u00f5es c\u00f3smicas &#8211; colis\u00f5es entre uma variedade de objetos, sejam eles planetas e estrelas ou dois buracos negros. Com Metzger a bordo e Hoadley conduzindo o trabalho, as coisas progrediram rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o era s\u00f3 que Brian pudesse explicar os dados que est\u00e1vamos a ver; ele estava essencialmente a prever o que observ\u00e1mos antes de o observar,&#8221; disse Hoadley. &#8220;Ele dizia, &#8216;Se isto \u00e9 uma fus\u00e3o estelar, ent\u00e3o dever\u00edamos ver X,&#8217; e ent\u00e3o &#8216;Sim! Vemos isso!'&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa concluiu que a nebulosa era o produto de uma fus\u00e3o estelar relativamente recente que provavelmente ocorreu entre uma estrela semelhante ao nosso Sol e outra estrela com apenas um-d\u00e9cimo desse tamanho (ou cerca de 100 vezes a massa de J\u00fapiter). Perto do fim da sua vida, a estrela parecida com o Sol come\u00e7ou a inchar, &#8220;rastejando&#8221; para mais perto da sua companheira. Eventualmente, a estrela mais pequena espiralou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 companheira maior. Ao longo do caminho, a estrela maior rasgou a estrela mais pequena, envolvendo-se num anel de detritos antes de a engolir por inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este foi o evento violento que levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da Nebulosa do Anel Azul. A fus\u00e3o lan\u00e7ou uma nuvem de detritos quentes para o espa\u00e7o que foi dividida em dois pelo disco de g\u00e1s. Isto criou duas nuvens de detritos em forma de cone, as suas bases afastando-se da estrela em dire\u00e7\u00f5es opostas e ficando mais largas \u00e0 medida que viajam para longe. A base de um cone est\u00e1 vindo quase diretamente na dire\u00e7\u00e3o da Terra e o outro quase na dire\u00e7\u00e3o oposta. S\u00e3o demasiado fracos para serem vistos sozinhos, mas a \u00e1rea onde os cones se sobrep\u00f5em (a partir do posto de vista da Terra) forma o anel azul central que o GALEX observou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/caltechsites-prod.s3.amazonaws.com\/root\/images\/Blue-Ring-Solid-600p4-128c100d.max-1400x800.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/caltechsites-prod.s3.amazonaws.com\/root\/images\/Blue-Ring-Solid-600p4-128c100d.max-1400x800.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta anima\u00e7\u00e3o mostra a geometria da Nebulosa do Anel Azul, que se pensa ser o produto da fus\u00e3o de duas estrelas numa \u00fanica estrela. A colis\u00e3o dos corpos ejetou uma nuvem de detritos quentes para o espa\u00e7o. Um disco de g\u00e1s em \u00f3rbita da estrela maior cortou a nuvem ao meio, criando dois cones que se afastam da estrela em dire\u00e7\u00f5es opostas. A base de um cone move-se quase na dire\u00e7\u00e3o da Terra, enquanto o outro se move quase na dire\u00e7\u00e3o oposta. Algumas pessoas observam uma ilus\u00e3o de \u00f3tica nesta anima\u00e7\u00e3o, na qual os cones transparentes parecem afastar-se um do outro e depois aproximando-se, quando na realidade os cones est\u00e3o fixos e a anima\u00e7\u00e3o mostra o aspeto da nebulosa se pud\u00e9ssemos viajar em seu redor.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/R. Hurt (IPAC) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passaram-se mil\u00e9nios. A nuvem de detritos em expans\u00e3o arrefeceu e formou mol\u00e9culas e poeira, incluindo mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio que colidiram com o meio interestelar, a cole\u00e7\u00e3o esparsa de \u00e1tomos e part\u00edculas energ\u00e9ticas que preenchem o espa\u00e7o entre as estrelas. As colis\u00f5es excitaram as mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio, fazendo-as irradiar num comprimento de onda espec\u00edfico de luz ultravioleta distante. Com o tempo, o brilho tornou-se forte o suficiente para o GALEX o observar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fus\u00f5es estelares podem ocorrer uma vez a cada 10 anos na nossa Via L\u00e1ctea, o que significa que \u00e9 poss\u00edvel que uma popula\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel de estrelas que vemos no c\u00e9u j\u00e1 tenham sido, de facto, duas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vemos muitos sistemas bin\u00e1rios que poder\u00e3o um dia fundir-se, e pensamos que identific\u00e1mos estrelas que talvez se fundiram h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Mas n\u00e3o temos quase dados nenhuns sobre o que acontece no meio,&#8221; disse Metzger. &#8220;Achamos que provavelmente existem muitos vest\u00edgios jovens de fus\u00f5es estelares na nossa Gal\u00e1xia, e a Nebulosa do Anel Azul pode mostrar-nos o seu aspeto para que possamos identificar mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora esta seja provavelmente a conclus\u00e3o de um mist\u00e9rio com 16 anos, tamb\u00e9m pode ser o in\u00edcio de um novo cap\u00edtulo no estudo das fus\u00f5es estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel que o GALEX tenha conseguido encontrar este objeto realmente t\u00e9nue que n\u00e3o est\u00e1vamos \u00e0 procura, mas que acabou por ser algo realmente interessante para os astr\u00f3nomos,&#8221; disse Seibert. &#8220;Isto apenas reitera que quando olhamos para o Universo num novo comprimento de onda ou de uma nova maneira, podemos encontrar coisas que nunca imagin\u00e1mos encontrar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Geometry of the Blue Ring Nebula (Animation)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WY8J8hFHhiw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/16-year-old-cosmic-mystery-solved-revealing-stellar-missing-link\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/news.php?feature=7788\" target=\"_blank\">\/\/ JPL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/career.caltech.edu\/news\/merging-stars-produce-glowing-blue-ring-nebula\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.columbia.edu\/news\/scientists-decipher-blue-ring-nebulas-hidden-past\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Columbia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.psu.edu\/news\/Monson11-2020\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.princeton.edu\/news\/2020\/11\/18\/mysterious-blue-ring-nebula-scientists-see-fate-binary-stars\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Princeton (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-020-2893-5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/11\/astronomers-say-they-ve-solved-mystery-blue-ring-nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/the-case-of-the-blue-ring-nebula\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/16-year-mystery-blue-ring-nebula-solved\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/its-blue-but-its-not-actually-a-ring\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-11-mysterious-blue-nebula-scientists-fate.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/11\/201118141643.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/16-year-old-stellar-mystery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2020\/11\/when-stars-collide-solving-the-16-year-mystery-of-the-blue-ring-nebula\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ars Technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.gizmodo.com.au\/2020\/11\/mystery-of-glowing-cosmic-eye-finally-solved\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/11\/18\/world\/blue-ring-nebula-star-merger-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colis\u00f5es estelares:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_collision\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GALEX:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.galex.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GALEX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WISE:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/neo.jpl.nasa.gov\/stats\/wise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NEOWISE (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/wise.ssl.berkeley.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">U. Berkeley<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio McDonald:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mcdonaldobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/McDonald_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Nebulosa do Anel Azul, que deixou os cientistas perplexos durante mais de uma d\u00e9cada, parece ser o exemplo mais jovem conhecido de duas estrelas que se fundiram numa. Em 2004, os cientistas do GALEX (Galaxy Evolution Explorer) da NASA avistaram um objeto diferente de qualquer outro que j\u00e1 haviam visto na nossa Gal\u00e1xia, a &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[962,963,960,468,513,529,961,232],"class_list":["post-3687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-colisoes-estelares","tag-galex","tag-nebulosa-do-anel-azul","tag-observatorio-mcdonald","tag-observatorio-palomar","tag-observatorio-w-m-keck","tag-tyc-2597-735-1","tag-wise"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3687"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3687\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3689,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3687\/revisions\/3689"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}