{"id":3684,"date":"2020-11-20T06:18:39","date_gmt":"2020-11-20T06:18:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3684"},"modified":"2020-11-20T06:18:49","modified_gmt":"2020-11-20T06:18:49","slug":"lentes-gravitacionais-podem-ser-a-chave-para-melhores-estimativas-da-expansao-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/20\/lentes-gravitacionais-podem-ser-a-chave-para-melhores-estimativas-da-expansao-do-universo\/","title":{"rendered":"Lentes gravitacionais podem ser a chave para melhores estimativas da expans\u00e3o do Universo"},"content":{"rendered":"\n<p>O Universo est\u00e1 a expandir-se, mas os astrof\u00edsicos n\u00e3o t\u00eam a certeza de qu\u00e3o r\u00e1pida essa expans\u00e3o est\u00e1 a acontecer &#8211; n\u00e3o porque n\u00e3o existem respostas, mas porque as respostas que podem dar n\u00e3o concordam.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, Simon Birrer, p\u00f3s-doutorado da Universidade de Stanford e do Instituto Kavli para F\u00edsica de Part\u00edculas e Astrof\u00edsica do Laborat\u00f3rio Nacional do Acelerador SLAC pertencente ao Departamento de Energia dos EUA, e uma equipa internacional de investigadores t\u00eam uma nova resposta que pode, uma vez aprimorada com mais dados, ajudar a resolver o debate.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta nova resposta \u00e9 o resultado de revisitar um m\u00e9todo com d\u00e9cadas chamado cosmografia de atraso de tempo com novas suposi\u00e7\u00f5es e dados adicionais para derivar uma nova estimativa da constante de Hubble, uma medida da expans\u00e3o do Universo. Birrer e colegas publicaram os seus resultados na edi\u00e7\u00e3o de 20 de novembro da revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma continua\u00e7\u00e3o de um grande e bem-sucedido esfor\u00e7o de uma d\u00e9cada de uma enorme equipa, com uma redefini\u00e7\u00e3o em certos aspetos-chave da nossa an\u00e1lise,&#8221; disse Birrer, e o relembrar de que &#8220;devemos sempre reconsiderar as nossas suposi\u00e7\u00f5es. O nosso trabalho recente segue exatamente este esp\u00edrito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dist\u00e2ncia, velocidade e som<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os cosm\u00f3logos sabem h\u00e1 quase um s\u00e9culo que o cosmos est\u00e1 a expandir-se e, durante esse tempo, estabeleceram duas formas principais de medir essa expans\u00e3o. Um m\u00e9todo \u00e9 a escada de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas, uma s\u00e9rie de etapas que ajudam a estimar a dist\u00e2ncia at\u00e9 supernovas distantes. Ao examinar o espectro de luz destas supernovas, os cientistas podem calcular a rapidez com que se est\u00e3o a afastar de n\u00f3s e, em seguida, dividir pela dist\u00e2ncia para estimar a constante de Hubble. (A constante de Hubble \u00e9 geralmente medida em quil\u00f3metros por segundo por megaparsec, refletindo o facto de que o pr\u00f3prio espa\u00e7o est\u00e1 a crescer, de modo que objetos mais distantes se afastam de n\u00f3s mais depressa do que objetos mais pr\u00f3ximos.)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/byIBvlT.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"603\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/byIBvlT-1024x603.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3685\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/byIBvlT-1024x603.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/byIBvlT-300x177.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/byIBvlT-768x452.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/byIBvlT.jpg 1512w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Se tudo alinhar corretamente, a atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma gal\u00e1xia pode curvar a luz de um quasar distante em quatro imagens separadas. E se a luz que forma essas imagens tiver chegado at\u00e9 n\u00f3s por percursos de comprimentos ligeiramente diferentes, os investigadores podem medir os atrasos de tempo entre os percursos e inferir dist\u00e2ncias at\u00e9 \u00e0 gal\u00e1xia e ao quasar distante.<br>Cr\u00e9dito: Martin Millon\/Instituto Federal Su\u00ed\u00e7o de Tecnologia de Lausanne; Imagem do quasar e gal\u00e1xia: Telesc\u00f3pio Espacial Hubble\/NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os astrof\u00edsicos tamb\u00e9m podem estimar a constante a partir de ondula\u00e7\u00f5es na radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas, ou CMB (&#8220;cosmic microwave background radiation&#8221;). Estas ondula\u00e7\u00f5es resultam de ondas sonoras que viajam pelo plasma no in\u00edcio do Universo. Ao medir o tamanho das ondula\u00e7\u00f5es, podem inferir h\u00e1 quanto tempo e a que dist\u00e2ncia esta CMB que vemos hoje foi criada. Baseando-se numa teoria cosmol\u00f3gica bem estabelecida, os investigadores podem estimar a velocidade de expans\u00e3o do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ambas as abordagens t\u00eam desvantagens. Os m\u00e9todos de ondas sonoras dependem muito de como o som viajou no in\u00edcio do Universo, o que depende por sua vez da mistura particular de tipos de mat\u00e9ria na altura, de quanto tempo as ondas sonoras viajaram antes de deixar a sua marca na CMB e em suposi\u00e7\u00f5es sobre a expans\u00e3o do Universo desde aquela \u00e9poca. Entretanto, os m\u00e9todos de escada de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas encadeiam uma s\u00e9rie de estimativas, come\u00e7ando com estimativas de radar da dist\u00e2ncia ao Sol e estimativas de paralaxe da dist\u00e2ncia at\u00e9 estrelas pulsantes chamadas cefeidas. Isto introduz uma cadeia de calibra\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es, cada uma das quais necessita de ser precisa e sens\u00edvel o suficiente para garantir uma estimativa confi\u00e1vel da constante de Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma lente do passado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas existe uma maneira de medir dist\u00e2ncias mais diretamente, com base no que chamamos de lentes gravitacionais fortes. A gravidade curva o pr\u00f3prio espa\u00e7o-tempo e, com ele, o percurso que a luz faz atrav\u00e9s do cosmos. Um caso especial \u00e9 quando um objeto muito massivo, como uma gal\u00e1xia, curva a luz de um objeto muito distante de forma que a luz nos alcance por v\u00e1rios percursos diferentes, criando efetivamente v\u00e1rias imagens do mesmo objeto de fundo. Um exemplo particularmente bonito \u00e9 quando o objeto distante varia ao longo do tempo &#8211; por exemplo, como ocorre com buracos negros supermassivos que acretam mat\u00e9ria, conhecidos como quasares. Dado que a luz viaja por per\u00edodos de tempo ligeiramente diferentes ao longo de cada percurso em torno da gal\u00e1xia que atua como lente, o resultado s\u00e3o v\u00e1rias imagens ligeiramente fora de sincronia da mesma tremula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/Gj4UALK.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/Gj4UALK.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> (Topo) A atra\u00e7\u00e3o gravitacional de uma gal\u00e1xia massiva (objeto central) curva a luz de um quasar distante em quatro percursos, resultando em quatro imagens do mesmo quasar (A-D). Como cada percurso tem um comprimento ligeiramente diferente, a luz demora per\u00edodos diferentes de tempo para chegar at\u00e9 n\u00f3s, de modo que as imagens parecem piscar levemente fora de sincronia umas com as outras. (Baixo) Um gr\u00e1fico da magnitude, ou brilho, das quatro imagens do quasar ao longo tempo.<br>Cr\u00e9dito: M. Millon e F. Courbin\/Instituto Federal Su\u00ed\u00e7o de Tecnologia de Lausanne <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Este fen\u00f3meno \u00e9 mais do que apenas bonito. Na d\u00e9cada de 1960, os estudantes da teoria da gravidade de Einstein, relatividade geral, mostraram que podiam usar lentes gravitacionais fortes e a luz que curvam para medir mais diretamente as dist\u00e2ncias c\u00f3smicas &#8211; se pudessem medir o tempo relativo ao longo de cada caminho com precis\u00e3o suficiente e se soubessem como a mat\u00e9ria na gal\u00e1xia &#8220;lente&#8221; era distribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, disse Birrer, as medi\u00e7\u00f5es tornaram-se precisas o suficiente para levar este m\u00e9todo, cosmografia de atraso de tempo, da ideia \u00e0 realidade. Medi\u00e7\u00f5es sucessivas e um esfor\u00e7o dedicado pelas equipas H0LiCOW, COSMOGRAIL, STRIDES e SHARP, agora sob a al\u00e7ada conjunta da organiza\u00e7\u00e3o TDCOSMOS, culminaram numa medi\u00e7\u00e3o da constante de Hubble que ronda os 73 km\/s\/MPc com uma precis\u00e3o de 2%. Isto est\u00e1 de acordo com as estimativas feitas com o m\u00e9todo local de escada de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas, mas em tens\u00e3o com as medi\u00e7\u00f5es da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas sob as suposi\u00e7\u00f5es do modelo cosmol\u00f3gico padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Suposi\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o de massa gal\u00e1ctica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas Birrer n\u00e3o se sentia confort\u00e1vel com algo: os modelos da estrutura gal\u00e1ctica, nos quais os estudos anteriores se basearam, podem n\u00e3o ter sido precisos o suficiente para concluir que a constante de Hubble era diferente das estimativas baseadas na radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo. &#8220;Dirigi-me aos meus colegas e disse: &#8216;Quero realizar um estudo que n\u00e3o se baseie nessas premissas,'&#8221; disse Birrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu lugar, Birrer prop\u00f4s investigar uma gama de lentes gravitacionais adicionais para fazer uma estimativa mais baseada na observa\u00e7\u00e3o da massa e estrutura das gal\u00e1xias &#8220;lente&#8221; para substituir as suposi\u00e7\u00f5es anteriores. O novo percurso que Birrer e a equipa TDCOSMO estavam a tomar foi deliberadamente mantido cego &#8211; ou seja, toda a an\u00e1lise foi levada a cabo sem saber o resultado da constante de Hubble &#8211; para evitar vieses, um procedimento j\u00e1 estabelecido nas an\u00e1lises anteriores da equipa e parte integrante no caminho a seguir, explicou Birrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesta nova an\u00e1lise, com significativamente menos suposi\u00e7\u00f5es aplicadas \u00e0s sete gal\u00e1xias &#8220;lente&#8221; com atraso de tempo que a equipa analisou em estudos anteriores, os cientistas chegaram a um valor mais alto da constante de Hubble, cerca de 74 km\/s\/MPc, mas com uma maior incerteza &#8211; o suficiente para que o seu valor fosse consistente com as estimativas altas e baixas da constante de Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, quando Birrer e a TDCOSMO adicionaram 33 lentes adicionais com propriedades semelhantes &#8211; mas sem uma fonte vari\u00e1vel para trabalhar diretamente a cosmografia de atraso de tempo &#8211; usadas para estimar a estrutura gal\u00e1ctica, a estimativa da constante de Hubble caiu para cerca de 67 quil\u00f3metros por segundo por megaparsec, com 5% de incerteza, em boa concord\u00e2ncia com as estimativas das ondas sonoras como as da CMB, mas tamb\u00e9m estatisticamente consistente com as determina\u00e7\u00f5es anteriores, dadas as incertezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta mudan\u00e7a substancial n\u00e3o significa que o debate sobre o valor da constante de Hubble acabou &#8211; longe disso, exclama Birrer. Por um lado, o seu m\u00e9todo introduz uma nova incerteza na estimativa associada \u00e0s 33 lentes adicionadas na an\u00e1lise, e a TDCOSMO precisar\u00e1 de mais dados para confirmar os seus resultados, embora estes dados possam n\u00e3o demorar muito a chegar. Birrer: &#8220;Embora a nossa nova an\u00e1lise n\u00e3o invalide estatisticamente as suposi\u00e7\u00f5es do perfil de massa do nosso trabalho anterior, demonstra a import\u00e2ncia de se compreender a distribui\u00e7\u00e3o da massa dentro das gal\u00e1xias,&#8221; real\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos a recolher agora os dados que nos permitir\u00e3o recuperar a maior parte da precis\u00e3o que alcan\u00e7\u00e1mos anteriormente com base em suposi\u00e7\u00f5es mais s\u00f3lidas. Olhando mais adiante, tamb\u00e9m teremos imagens de bastantes mais gal\u00e1xias &#8220;lente&#8221; com o LSST (Legacy Survey of Space and Time) do Observat\u00f3rio Vera Rubin para melhorar as nossas estimativas. A nossa an\u00e1lise atual \u00e9 apenas a primeira etapa e abre o caminho para a utiliza\u00e7\u00e3o destes pr\u00f3ximos conjuntos de dados para fornecer uma conclus\u00e3o definitiva sobre o problema remanescente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nota do CCVAlg &#8211; Astronomia:<\/strong>&nbsp;o f\u00edsico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.universiteitleiden.nl\/en\/news\/2020\/11\/universe-expansion-speed-measured-in-bending-starlight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">David Harvey da Universidade de Leiden<\/a>&nbsp;realizou um estudo bastante id\u00eantico, no que respeita \u00e0 determina\u00e7\u00e3o da constante de Hubble usando lentes gravitacionais,&nbsp;<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article-abstract\/498\/2\/2871\/5894941?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicado recentemente na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www6.slac.stanford.edu\/news\/2020-11-16-gravitational-lenses-could-hold-key-better-estimates-expansion-universe.aspx\" target=\"_blank\">\/\/ Laborat\u00f3rio Nacional do Acelerador SLAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202038861\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2007.02941\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Strong_gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lente gravitacional forte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TDCOSMO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.tdcosmo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.vro.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.lsst.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LSST (p\u00e1gina principal)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Universo est\u00e1 a expandir-se, mas os astrof\u00edsicos n\u00e3o t\u00eam a certeza de qu\u00e3o r\u00e1pida essa expans\u00e3o est\u00e1 a acontecer &#8211; n\u00e3o porque n\u00e3o existem respostas, mas porque as respostas que podem dar n\u00e3o concordam. 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