{"id":3677,"date":"2020-11-17T06:19:54","date_gmt":"2020-11-17T06:19:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3677"},"modified":"2020-11-17T06:20:05","modified_gmt":"2020-11-17T06:20:05","slug":"nuvem-que-deu-origem-ao-sistema-solar-colapsou-em-menos-de-200-000-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/17\/nuvem-que-deu-origem-ao-sistema-solar-colapsou-em-menos-de-200-000-anos\/","title":{"rendered":"Nuvem que deu origem ao Sistema Solar colapsou em menos de 200.000 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muito tempo &#8211; cerca de 4,5 mil milh\u00f5es de anos &#8211; o nosso Sol e Sistema Solar formaram-se no curto espa\u00e7o de tempo de 200.000 anos. Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de um grupo de cientistas do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Livermore ap\u00f3s observarem is\u00f3topos do elemento molibd\u00e9nio encontrados em meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material que comp\u00f5e o Sol e o resto do Sistema Solar veio do colapso de uma grande nuvem de g\u00e1s e poeira h\u00e1 cerca de 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Ao observarem outros sistemas estelares que se formaram de forma semelhante ao nosso, os astr\u00f3nomos estimam que provavelmente s\u00e3o necess\u00e1rios cerca de 1-2 milh\u00f5es de anos para o colapso de uma nuvem e a igni\u00e7\u00e3o de uma estrela, mas este \u00e9 o primeiro estudo que pode fornecer n\u00fameros para o nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.llnl.gov\/file-download\/download\/public\/51911\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"744\" height=\"425\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6GJoJsn.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3678\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6GJoJsn.jpg 744w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6GJoJsn-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da poeira e do g\u00e1s em torno de um sistema planet\u00e1rio rec\u00e9m-formado.\nCr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Anteriormente, o per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o era realmente conhecido para o nosso Sistema Solar,&#8221; disse o cosmoqu\u00edmico Greg Brennecka, autor principal do artigo publicado na revista Science. &#8220;Este trabalho mostra que este colapso, que levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar, aconteceu muito depressa, em menos de 200.000 anos. Se escalarmos tudo isto para a expetativa de uma vida humana, a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar seria comparada a uma gravidez que dura cerca de 12 horas em vez de nove meses. Este foi um processo r\u00e1pido.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os s\u00f3lidos mais antigos do sistema Solar s\u00e3o as inclus\u00f5es ricas em c\u00e1lcio e alum\u00ednio (CAIs, em ingl\u00eas &#8220;calcium-aluminum\u2013rich inclusions&#8221;), e estas amostras fornecem um registo direto da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Estas inclus\u00f5es de tamanho microm\u00e9trico a centim\u00e9trico nos meteoritos formaram-se num ambiente de alta temperatura (mais de 1300 Kelvin), provavelmente perto do jovem Sol. Foram ent\u00e3o transportadas para a regi\u00e3o onde os meteoritos condritos carbon\u00e1ceos (e os seus corpos parentes) se formaram, onde podem ser encontrados hoje. A maioria das CAIs foram formadas h\u00e1 4,567 mil milh\u00f5es de anos, durante um per\u00edodo de aproximadamente 40.000 a 200.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aqui que entra a equipa do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Livermore. A equipa internacional mediu as composi\u00e7\u00f5es isot\u00f3picas e tra\u00e7os de uma variedade de CAIS obtidas de meteoritos condritos carbon\u00e1ceos, incluindo o meteorito Allende, o maior condrito carbon\u00e1ceo encontrado na Terra. Como descobriram que as composi\u00e7\u00f5es isot\u00f3picas distintas de molibd\u00e9nio (Mo) cobrem toda a gama de material que se formou no disco protoplanet\u00e1rio em vez de apenas uma pequena faixa, estas inclus\u00f5es devem ter sido formadas dentro do intervalo de tempo do colapso da nuvem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que o per\u00edodo de tempo observado de acre\u00e7\u00e3o estelar (1-2 milh\u00f5es de anos) \u00e9 muito mais longo do que o tempo que as CAIs levaram para se formar, a equipa foi capaz de identificar qual a fase astron\u00f3mica da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar registada pela forma\u00e7\u00e3o das CAIs e, finalmente, qu\u00e3o depressa o material que comp\u00f5e o Sistema Solar se acretou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.llnl.gov\/news\/solar-system-formed-less-200000-years\" target=\"_blank\">\/\/ Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Livermore (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/370\/6518\/837\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema Solar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_System\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Carbonaceous_chondrite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Condritos carbon\u00e1ceos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Allende_meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteorito Allende (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Inclus\u00f5es ricas em c\u00e1lcio e alum\u00ednio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Calcium%E2%80%93aluminium-rich_inclusion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Molibd\u00e9nio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Molybdenum\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo &#8211; cerca de 4,5 mil milh\u00f5es de anos &#8211; o nosso Sol e Sistema Solar formaram-se no curto espa\u00e7o de tempo de 200.000 anos. Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de um grupo de cientistas do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Livermore ap\u00f3s observarem is\u00f3topos do elemento molibd\u00e9nio encontrados em meteoritos. O material que comp\u00f5e o &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[956,205,955,413],"class_list":["post-3677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","tag-cais","tag-meteorito","tag-molibdenio","tag-sistema-solar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3677"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3679,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3677\/revisions\/3679"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}