{"id":3668,"date":"2020-11-13T06:49:16","date_gmt":"2020-11-13T06:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3668"},"modified":"2020-11-13T06:49:26","modified_gmt":"2020-11-13T06:49:26","slug":"os-elementos-radioativos-podem-ser-cruciais-para-a-habitabilidade-dos-planetas-rochosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/13\/os-elementos-radioativos-podem-ser-cruciais-para-a-habitabilidade-dos-planetas-rochosos\/","title":{"rendered":"Os elementos radioativos podem ser cruciais para a habitabilidade dos planetas rochosos"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo um novo estudo por uma equipa interdisciplinar de cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz, a quantidade de elementos radioativos incorporados num planeta rochoso enquanto este se forma pode ser um fator crucial na determina\u00e7\u00e3o da sua futura habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o aquecimento interno derivado do decaimento radioativo dos elementos pesados t\u00f3rio e ur\u00e2nio alimenta as placas tect\u00f3nicas e pode ser necess\u00e1rio para o planeta gerar um campo magn\u00e9tico. O campo magn\u00e9tico da Terra protege o planeta dos ventos solares e dos raios c\u00f3smicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A convec\u00e7\u00e3o no n\u00facleo met\u00e1lico l\u00edquido da Terra cria um d\u00ednamo interno (o &#8220;geod\u00ednamo&#8221;) que produz o campo magn\u00e9tico do planeta. O suprimento de elementos radioativos da Terra fornece aquecimento interno mais do que suficiente para gerar um geod\u00ednamo persistente, de acordo com Francis Nimmo, professor de Ci\u00eancias da Terra e Planet\u00e1rias da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz e autor principal de um artigo sobre as novas descobertas, publicado no passado dia 10 de novembro na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que percebemos foi que diferentes planetas acumulam diferentes quantidades destes elementos radioativos que, em \u00faltima an\u00e1lise, alimentam a atividade geol\u00f3gica e o campo magn\u00e9tico,&#8221; explicou Nimmo. &#8220;De modo que peg\u00e1mos num modelo da Terra e ajust\u00e1mos a quantidade de produ\u00e7\u00e3o interna de calor radiog\u00e9nico para cima e para baixo para ver o que acontecia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O que descobriram \u00e9 que se o aquecimento radiog\u00e9nico for maior do que o da Terra, o planeta n\u00e3o pode sustentar permanentemente um d\u00ednamo, como a Terra o faz. Isto ocorre porque a maior parte do t\u00f3rio e do ur\u00e2nio v\u00e3o para o manto, e o calor em excesso no manto atua como um isolante, evitando que o n\u00facleo derretido perca calor r\u00e1pido o suficiente para gerar os movimentos convectivos que produzem o campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um aquecimento interno radiog\u00e9nico mais alto, o planeta tamb\u00e9m tem muito mais atividade vulc\u00e2nica, o que pode produzir eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa frequentes. Por outro lado, muito pouco calor radioativo resulta no cessar do vulcanismo e num planeta geologicamente &#8220;morto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apenas mudando esta \u00fanica vari\u00e1vel, passamos por estes v\u00e1rios cen\u00e1rios, de geologicamente morto, a parecido com a Terra, a extremamente vulc\u00e2nico sem d\u00ednamo,&#8221; disse Nimmo, acrescentando que estes achados justificam estudos mais detalhados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora que vemos as implica\u00e7\u00f5es importantes de variar a quantidade de aquecimento radiog\u00e9nico, o modelo simplificado que us\u00e1mos deve ser verificado por c\u00e1lculos mais detalhados,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/p1-tt.byteimg.com\/origin\/pgc-image\/584b3ac2aa7b4dd7a3f5ecf5bd77e0a0.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"675\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/HnXK2ba.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3669\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/HnXK2ba.jpg 450w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/HnXK2ba-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption>Estas ilustra\u00e7\u00f5es mostram tr\u00eas vers\u00f5es de um planeta rochoso com quantidades diferentes de aquecimento interno devido a elementos radioativos. O planeta do meio \u00e9 parecido com a Terra, com placas tect\u00f3nicas e um d\u00ednamo interno que cria um campo magn\u00e9tico. O planeta de cima, com mais aquecimento radiog\u00e9nico, tem vulcanismo extremo mas n\u00e3o tem d\u00ednamo ou campo magn\u00e9tico. O planeta de baixo, com menos aquecimento radiog\u00e9nico, est\u00e1 geologicamente &#8220;morto&#8221;, sem vulcanismo.<br>Cr\u00e9dito: Melissa Weiss<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Habitabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um d\u00ednamo planet\u00e1rio est\u00e1 vinculado \u00e0 habitabilidade de v\u00e1rias maneiras, de acordo com Natalie Batalha, professora de astronomia e astrof\u00edsica cuja Iniciativa de Astrobiologia na mesma universidade gerou a colabora\u00e7\u00e3o interdisciplinar que deu origem a este artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muito que se especula que o aquecimento interno impulsiona as placas tect\u00f3nicas, que criam um ciclo de carbono e uma atividade geol\u00f3gica como o vulcanismo, o que produz uma atmosfera,&#8221; explicou Batalha. &#8220;E a capacidade de reter uma atmosfera est\u00e1 relacionada com o campo magn\u00e9tico, que tamb\u00e9m \u00e9 impulsionado pelo aquecimento interno.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O coautor Joel Primack, professor em\u00e9rito de f\u00edsica, explicou que os ventos estelares, fluxos r\u00e1pidos de material ejetado das estrelas, podem corroer continuamente a atmosfera de um planeta se este n\u00e3o tiver um campo magn\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A aus\u00eancia de um campo magn\u00e9tico \u00e9 aparentemente parte da raz\u00e3o, juntamente com a sua gravidade mais baixa, porque Marte tem uma atmosfera muito fina,&#8221; disse. &#8220;Costumava ter uma atmosfera mais espessa, e durante algum tempo teve \u00e1gua \u00e0 superf\u00edcie. Sem a prote\u00e7\u00e3o de um campo magn\u00e9tico, passa muito mais radia\u00e7\u00e3o e a superf\u00edcie do planeta tamb\u00e9m se torna menos habit\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Primack observou que os elementos pesados cruciais para o aquecimento radiog\u00e9nico s\u00e3o produzidos durante a fus\u00e3o de estrelas de neutr\u00f5es, que s\u00e3o eventos extremamente raros. A forma\u00e7\u00e3o destes elementos, chamados elementos do processo R, durante as fus\u00f5es de estrelas de neutr\u00f5es, tem sido o foco da investiga\u00e7\u00e3o do coautor Enrico Ramirez-Ruiz, professor de astronomia e astrof\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esperar\u00edamos uma variabilidade consider\u00e1vel nas quantidades destes elementos incorporados em estrelas e planetas, porque depende de qu\u00e3o pr\u00f3xima a mat\u00e9ria que os formou estava de onde estes eventos raros tiveram lugar na Gal\u00e1xia,&#8221; disse Primack.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos podem usar a espectroscopia para medir a abund\u00e2ncia de diferentes elementos nas estrelas, e espera-se que as composi\u00e7\u00f5es dos planetas sejam semelhantes \u00e0s das estrelas que orbitam. O elemento raro eur\u00f3pio, que \u00e9 facilmente observado nos espectros estelares, \u00e9 criado pelo mesmo processo que produz os elementos radioativos de vida mais longa, t\u00f3rio e ur\u00e2nio, de modo que o eur\u00f3pio pode ser usado como rastreador para estudar a variabilidade desses elementos nas estrelas e planetas da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gama natural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos obtiveram medi\u00e7\u00f5es de eur\u00f3pio para muitas estrelas na nossa vizinhan\u00e7a gal\u00e1ctica. Nimmo foi capaz de usar essas medi\u00e7\u00f5es para estabelecer uma gama natural de dados para os seus modelos de aquecimento radiog\u00e9nico. A composi\u00e7\u00e3o do Sol est\u00e1 no meio dessa faixa. Segundo Primack, muitas estrelas t\u00eam metade do eur\u00f3pio do Sol em compara\u00e7\u00e3o com o magn\u00e9sio, e muitas estrelas t\u00eam at\u00e9 duas vezes mais do que o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia e variabilidade do aquecimento radiog\u00e9nico abre muitas novas quest\u00f5es para os astrobi\u00f3logos, disse Batalha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma hist\u00f3ria complexa, porque ambos os extremos t\u00eam implica\u00e7\u00f5es para a habitabilidade. Precisamos do aquecimento radiog\u00e9nico para sustentar as placas tect\u00f3nicas, mas n\u00e3o tanto ao ponto de desligar o d\u00ednamo magn\u00e9tico,&#8221; explicou. &#8220;Em \u00faltima an\u00e1lise, estamos \u00e0 procura das &#8216;moradias&#8217; mais prov\u00e1veis da vida. As abund\u00e2ncias de ur\u00e2nio e t\u00f3rio parecem ser fatores-chave, possivelmente at\u00e9 outra dimens\u00e3o para definir um planeta na zona habit\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Usando medi\u00e7\u00f5es de eur\u00f3pio das suas estrelas para identificar sistemas planet\u00e1rios com diferentes quantidades de elementos radiog\u00e9nicos, os astr\u00f3nomos podem come\u00e7ar a procurar diferen\u00e7as entre os planetas desses sistemas, disse Nimmo, especialmente depois do lan\u00e7amento do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. &#8220;O JWST ser\u00e1 uma ferramenta poderosa para a caracteriza\u00e7\u00e3o das atmosferas exoplanet\u00e1rias,&#8221; salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Nimmo, Primack e Ramirez-Ruiz, os coautores do estudo incluem Sandra Faber, professora em\u00e9rita de astronomia e astrof\u00edsica, e o p\u00f3s-doutorado Mohammadtaher Safarzadeh.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2020\/11\/planet-dynamos.html\" target=\"_blank\">\/\/ UC Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abc251\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Geologia dos planetas terrestres do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Geology_of_solar_terrestrial_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Radiogenic_nuclide#Radiogenic_heating\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aquecimento radiog\u00e9nico (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Structure_of_Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura da Terra (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vulcanismo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Volcanism\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Placas tect\u00f3nicas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Plate_tectonics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decaimento radioativo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Radioactive_decay\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campo magn\u00e9tico:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Earth's_magnetic_field#Magnetosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Campo magn\u00e9tico da Terra (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/webbtelescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um novo estudo por uma 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