{"id":3658,"date":"2020-11-10T06:19:33","date_gmt":"2020-11-10T06:19:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3658"},"modified":"2020-11-10T06:19:43","modified_gmt":"2020-11-10T06:19:43","slug":"analise-de-meteorito-marciano-revela-evidencias-de-agua-ha-44-mil-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/10\/analise-de-meteorito-marciano-revela-evidencias-de-agua-ha-44-mil-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise de meteorito marciano revela evid\u00eancias de \u00e1gua h\u00e1 4,4 mil milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um meteorito que teve origem em Marte h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos revela detalhes de antigos eventos de impacto no Planeta Vermelho. Certos minerais da crosta marciana no meteorito s\u00e3o oxidados, sugerindo a presen\u00e7a de \u00e1gua durante o impacto que criou o meteorito. A descoberta ajuda a preencher algumas lacunas no conhecimento sobre o papel da \u00e1gua na forma\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ci\u00eancia planet\u00e1ria, h\u00e1 muito que se discute a origem da \u00e1gua na Terra, em Marte e noutros corpos grandes como a Lua. Uma hip\u00f3tese diz que veio de asteroides e cometas, p\u00f3s-forma\u00e7\u00e3o. Mas alguns investigadores planet\u00e1rios dizem que a \u00e1gua pode ser apenas uma das muitas subst\u00e2ncias que ocorrem naturalmente durante a forma\u00e7\u00e3o dos planetas. Uma nova an\u00e1lise de um antigo meteorito marciano acrescenta suporte a esta segunda hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.sci.esa.int\/documents\/34878\/35534\/1567219014831-Mars_OSIRIS-NAC_red-green-blue.jpg\/25dc2e7a-26e7-834b-d4a7-310c6d43fbe5?version=1.0&amp;t=1567219015145\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"625\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lQheOLF.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3659\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lQheOLF.jpg 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lQheOLF-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/lQheOLF-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Imagem de Marte, a cores reais, usando exposi\u00e7\u00f5es obtidas no dia 24 de fevereiro de 2007 durante a passagem da sonda Rosetta pelo planeta. A Rosetta estava a 240.000 km.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/MPS para a Equipa OSIRIS, MPS\/UPD\/LAM\/IAA\/RSSD\/INTA\/UPM\/DASP\/IDA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, um par de meteoritos escuros foi descoberto no Deserto do Saara. Foram apelidados de NWA 7034 e NWA 7533, onde NWA significa &#8220;North West Africa&#8221; e o n\u00famero \u00e9 a ordem em que os meteoritos s\u00e3o oficialmente aprovados pela Sociedade Meteor\u00edtica, uma organiza\u00e7\u00e3o internacional de ci\u00eancia planet\u00e1ria. As an\u00e1lises mostraram que estes meteoritos s\u00e3o novos tipos de meteoritos marcianos e misturas de diferentes fragmentos rochosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os fragmentos formaram-se em Marte h\u00e1 4,4 mil milh\u00f5es de anos, tornando-os os meteoritos marcianos mais antigos conhecidos. Rochas como estas s\u00e3o raras e podem custar at\u00e9 10.000 d\u00f3lares por grama. Mas, recentemente, 50 gramas do meteorito NWA 7533 foram obtidas para an\u00e1lise por uma equipa internacional da qual o professor Takashi Mikouchi da Universidade de T\u00f3quio participava. O projeto foi liderado pelo ent\u00e3o estudante Zhengbin Deng da Universidade de Paris e atualmente professor assistente da Universidade de Copenhaga. Esta investiga\u00e7\u00e3o foi uma colabora\u00e7\u00e3o da Universidade de Paris, da Universidade Lorraine, da Universidade de Copenhaga, da Universidade da Bretanha Ocidental e da Universidade de T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu estudo minerais em meteoritos marcianos para entender como Marte se formou e como a sua crosta e manto evolu\u00edram. Esta \u00e9 a primeira vez que investiguei este meteorito em particular, apelidado &#8216;Black Beauty&#8217; devido \u00e0 sua cor escura,&#8221; disse Mikouchi. &#8220;As nossas amostras de NWA 7533 foram submetidas a quatro tipos diferentes de an\u00e1lises espectrosc\u00f3picas, formas de detetar impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas. Os resultados levaram a nossa equipa a tirar algumas conclus\u00f5es excitantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/RiCE5H9.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/RiCE5H9.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> &#8220;Black Beauty&#8221;. O meteorito marciano NWA 7533 vale mais do que o seu peso em ouro.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Copenhaga\/Deng et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 bem conhecido dos cientistas planet\u00e1rios que existe \u00e1gua em Marte h\u00e1 pelo menos 3,7 mil milh\u00f5es de anos. Mas, a partir da sua composi\u00e7\u00e3o mineral do meteorito, Mikouchi e a sua equipa deduziram que provavelmente a \u00e1gua j\u00e1 estava presente muito antes, h\u00e1 mais ou menos 4,4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os clastos \u00edgneos, ou rocha fragmentada, no meteorito s\u00e3o formados por magma e s\u00e3o regularmente provocados por impactos e oxida\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Mikouchi. &#8220;Esta oxida\u00e7\u00e3o pode ter ocorrido na presen\u00e7a de \u00e1gua acima ou na crosta marciana, h\u00e1 4,4 mil milh\u00f5es de anos, durante um impacto que derreteu parte da crosta. A nossa an\u00e1lise tamb\u00e9m sugere que um tal impacto teria libertado muito hidrog\u00e9nio, o que teria contribu\u00eddo para o aquecimento planet\u00e1rio numa \u00e9poca em que Marte j\u00e1 tinha uma isolante e espessa atmosfera de di\u00f3xido de carbono.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a \u00e1gua realmente j\u00e1 estava presente em Marte antes do que se pensava, isso sugere que a \u00e1gua \u00e9 possivelmente um subproduto natural de algum processo no in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Esta descoberta pode ajudar os investigadores a responder \u00e0 quest\u00e3o de onde vem a \u00e1gua, o que por sua vez pode impactar as teorias sobre as origens da vida e a explora\u00e7\u00e3o da vida para l\u00e1 da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.u-tokyo.ac.jp\/focus\/en\/press\/z0508_00141.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de T\u00f3quio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/u-paris.fr\/une-meteorite-devoile-un-climat-chaud-sur-mars-il-y-a-44-milliards-dannees\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Paris (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ku.dk\/all_news\/2020\/11\/researchers-present-wild-theory-water-may-be-naturally-occurring-on-all-rocky-planets\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Copenhaga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/doi.org\/10.1126\/sciadv.abc4941\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NWA 7034:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.lpi.usra.edu\/meteor\/metbull.php?code=54831\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Lunar e Planet\u00e1rio<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Northwest_Africa_7034\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.meteoritestudies.com\/protected_NWA7034.HTM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteorite Studies<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NWA 7533:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.lpi.usra.edu\/meteor\/metbull.php?code=56550\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Lunar e Planet\u00e1rio<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.meteoritestudies.com\/protected_NWA7034.HTM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteorite Studies<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SNC_Meteorites\" target=\"_blank\">Meteoritos marcianos (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Geology_of_Mars\" target=\"_blank\">Geologia de Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um meteorito que teve origem em Marte h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos revela detalhes de antigos eventos de impacto no Planeta Vermelho. 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