{"id":3652,"date":"2020-11-10T06:13:28","date_gmt":"2020-11-10T06:13:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3652"},"modified":"2020-11-10T06:13:38","modified_gmt":"2020-11-10T06:13:38","slug":"vendo-materia-escura-sob-uma-nova-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/10\/vendo-materia-escura-sob-uma-nova-luz\/","title":{"rendered":"&#8220;Vendo&#8221; mat\u00e9ria escura sob uma nova luz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pequena equipa de astr\u00f3nomos da Universidade de Tecnologia de Swinburne encontrou uma nova maneira de &#8220;ver&#8221; os elusivos halos de mat\u00e9ria escura que rodeiam as gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso Universo est\u00e1 repleto de muitos milhares de milh\u00f5es de gal\u00e1xias. Aos nossos olhos &#8211; e em telesc\u00f3pios \u00f3ticos &#8211; estas gal\u00e1xias aparecem como cole\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es ou at\u00e9 bili\u00f5es de estrelas. No entanto, esta \u00e9 apenas a ponta do iceberg.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos grandes puzzles da cosmologia \u00e9 que os nossos telesc\u00f3pios veem apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o da massa total que existe no Universo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/2020-10\/Dark%20Matter%20Galaxy%2003.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"840\" height=\"504\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RrN1CHS.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3653\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RrN1CHS.jpg 840w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RrN1CHS-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/RrN1CHS-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma gal\u00e1xia rodeada por distor\u00e7\u00f5es gravitacionais devido \u00e0 mat\u00e9ria escura. As gal\u00e1xias vivem em concentra\u00e7\u00f5es maiores de mat\u00e9ria escura invis\u00edvel (a roxo nesta imagem), no entanto os efeitos da mat\u00e9ria escura podem ser vistos atrav\u00e9s da distor\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias de fundo.<br>Cr\u00e9dito: Swinburne Astronomy Productions &#8211; James Josephides<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A maioria &#8211; cerca de 85% &#8211; da massa do Universo \u00e9 efetivamente invis\u00edvel,&#8221; diz o candidato a doutoramento Pol Gurri, de Swinburne, que liderou a nova investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Ao contr\u00e1rio da mat\u00e9ria comum, esta mat\u00e9ria escura n\u00e3o produz, absorve ou reflete luz: apenas interage com o resto do Universo por meio da gravidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, como \u00e9 que podemos medir o que n\u00e3o podemos ver? A chave \u00e9 medir o efeito da gravidade que a mat\u00e9ria escura produz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 como olhar para uma bandeira para tentar determinar o vento. N\u00e3o podemos ver o vento, mas o movimento da bandeira mostra qu\u00e3o forte o vento est\u00e1 a soprar,&#8221; explica Gurri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o foca-se num efeito chamado lente gravitacional fraca, que \u00e9 uma caracter\u00edstica da teoria da relatividade geral de Einstein.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A mat\u00e9ria escura distorce levemente a imagem de qualquer coisa por tr\u00e1s dela,&#8221; diz o professor associado Edward Taylor, que tamb\u00e9m esteve envolvido na investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 um pouco como olhar para uma mesa atrav\u00e9s da base de um copo de vinho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/xO2Yn7r.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/xO2Yn7r.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Telesc\u00f3pio ANU de 2,3 metros.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Nacional Australiana <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Swinburne utilizou o Telesc\u00f3pio ANU de 2,3 metros, localizado perto de Coonabarabran, Austr\u00e1lia, para mapear como as gal\u00e1xias com lentes gravitacionais est\u00e3o a girar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tendo em conta que sabemos como as estrelas e o g\u00e1s devem mover-se dentro das gal\u00e1xias, sabemos mais ou menos o aspeto desta gal\u00e1xia,&#8221; diz Gurri. &#8220;Medindo o qu\u00e3o distorcidas s\u00e3o as imagens reais da gal\u00e1xia, ent\u00e3o podemos descobrir quanta mat\u00e9ria escura seria necess\u00e1ria para explicar o que vemos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova investiga\u00e7\u00e3o mostra como esta informa\u00e7\u00e3o de velocidade permite uma medi\u00e7\u00e3o muito mais precisa do efeito de lente do que seria poss\u00edvel usando apenas a forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com a nossa nova maneira de ver a mat\u00e9ria escura, esperamos obter uma imagem mais clara de onde est\u00e1 a mat\u00e9ria escura e que papel ela desempenha no modo como as gal\u00e1xias se formam,&#8221; acrescenta Gurri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As lentes gravitacionais fracas j\u00e1 s\u00e3o uma das formas mais bem-sucedidas de mapear o conte\u00fado de mat\u00e9ria escura do Universo, com grandes investimentos globais de tempo e recursos. O Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA e o Telesc\u00f3pio Espacial Euclid da ESA (ambos com lan\u00e7amento previsto para 2022) foram projetados, em parte, para fazer tipos semelhantes de medi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mostr\u00e1mos que podemos fazer uma contribui\u00e7\u00e3o real para estes esfor\u00e7os globais, mesmo com um telesc\u00f3pio relativamente pequeno constru\u00eddo na d\u00e9cada de 1980, apenas pensando no problema de uma maneira diferente&#8221;, diz o professor Taylor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.swinburne.edu.au\/news\/2020\/11\/seeing-dark-matter-in-a-new-light\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Tecnologia de Swinburne (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/seeing-dark-matter-new-light\" target=\"_blank\">\/\/ Royal Astronomical Society (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/advance-article-abstract\/doi\/10.1093\/mnras\/staa2893\/5909978?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Weak_gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lente gravitacional fraca (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio ANU de 2,3 metros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rsaa.anu.edu.au\/observatories\/telescopes\/anu-23m-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Nacional Australiana<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Siding_Spring_2.3_m_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pequena equipa de astr\u00f3nomos da Universidade de Tecnologia de Swinburne encontrou uma nova maneira de &#8220;ver&#8221; os elusivos halos de mat\u00e9ria escura que rodeiam as gal\u00e1xias. 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