{"id":3649,"date":"2020-11-06T06:27:04","date_gmt":"2020-11-06T06:27:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3649"},"modified":"2020-11-06T06:27:06","modified_gmt":"2020-11-06T06:27:06","slug":"avaliando-a-habitabilidade-dos-planetas-em-torno-de-anas-vermelhas-velhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/06\/avaliando-a-habitabilidade-dos-planetas-em-torno-de-anas-vermelhas-velhas\/","title":{"rendered":"Avaliando a habitabilidade dos planetas em torno de an\u00e3s vermelhas velhas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas que orbitam perto das estrelas mais abundantes e duradouras da nossa Via L\u00e1ctea podem ser menos hospitaleiros para a vida do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo usando o Observat\u00f3rio de raios-X Chandra e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA examinou a an\u00e3 vermelha chamada Estrela de Barnard, que tem mais ou menos 10 mil milh\u00f5es de anos, mais do dobro da idade atual do Sol. As an\u00e3s vermelhas s\u00e3o muito mais frias e menos massivas do que o Sol, e espera-se que vivam muito mais tempo porque n\u00e3o consomem o seu combust\u00edvel t\u00e3o depressa. A Estrela de Barnard \u00e9 uma das estrelas mais pr\u00f3ximas, a uma dist\u00e2ncia de apenas 6 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As an\u00e3s vermelhas jovens, com idades inferiores a alguns milhares de milh\u00f5es de anos, s\u00e3o conhecidas como fortes fontes de radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica, incluindo rajadas de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e raios-X. No entanto, os cientistas sabem menos sobre quanta radia\u00e7\u00e3o prejudicial as an\u00e3s vermelhas emitem mais tarde nas suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2020\/barnards\/barnards_lg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"525\" height=\"372\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/barnards_525.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3650\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/barnards_525.jpg 525w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/barnards_525-300x213.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da Estrela de Barnard e na inser\u00e7\u00e3o est\u00e1 a curva de raios-X.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/Universidade do Colorado\/K. France et al.; ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; NASA\/CXC\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas observa\u00e7\u00f5es conclu\u00edram que aproximadamente 25% do tempo, a Estrela de Barnard liberta proemin\u00eancias escaldantes, que podem danificar a atmosfera dos planetas que orbitam perto. Embora o seu \u00fanico planeta conhecido n\u00e3o tenha temperaturas habit\u00e1veis, este estudo acrescenta evid\u00eancias de que as an\u00e3s vermelhas podem apresentar s\u00e9rios desafios para a vida nos seus planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As an\u00e3s vermelhas s\u00e3o os tipos mais comuns de estrelas, e os seus tamanhos pequenos tornam-nas favor\u00e1veis para o estudo de planetas em \u00f3rbita. Os astr\u00f3nomos est\u00e3o interessados em entender quais s\u00e3o as perspetivas de planetas habit\u00e1veis em torno das an\u00e3s vermelhas,&#8221; disse Kevin France, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA, que liderou o estudo. &#8220;A Estrela de Barnard \u00e9 um \u00f3timo estudo de caso para aprender o que acontece em particular com as an\u00e3s vermelhas mais velhas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es da Estrela de Barnard com o Hubble, realizadas em mar\u00e7o de 2019 pela equipa de investiga\u00e7\u00e3o, revelaram duas proemin\u00eancias ultravioletas altamente energ\u00e9ticas, e as observa\u00e7\u00f5es do Chandra em junho de 2019 revelaram uma em raios-X. Ambas as observa\u00e7\u00f5es duraram cerca de 7 horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Caso estes instant\u00e2neos sejam representativos de qu\u00e3o ativa \u00e9 a Estrela de Barnard, ent\u00e3o est\u00e1 a emitir uma grande quantidade de radia\u00e7\u00e3o prejudicial,&#8221; disse o coautor Girish Duvvuri, tamb\u00e9m da Universidade do Colorado. &#8220;Esta quantidade de atividade \u00e9 surpreendente para uma an\u00e3 vermelha velha.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa ent\u00e3o estudou o que estes resultados significam para planetas rochosos que orbitam na zona habit\u00e1vel &#8211; a zona onde a \u00e1gua l\u00edquida pode existir \u00e0 superf\u00edcie de um planeta &#8211; de uma an\u00e3 vermelha como a Estrela de Barnard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer atmosfera formada no in\u00edcio da hist\u00f3ria de um planeta na zona habit\u00e1vel provavelmente sofreu eros\u00e3o devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica da estrela durante a sua juventude vol\u00e1til. Mais tarde, no entanto, as atmosferas dos planetas podem regenerar-se \u00e0 medida que a estrela se torna menos ativa com a idade. Este processo de regenera\u00e7\u00e3o pode ocorrer por gases libertados por impactos de material s\u00f3lido ou gases libertados por processos vulc\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2020\/barnards\/barnards_graphs.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/photo\/2020\/barnards\/barnards_graphs_500.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Curvas de luz, no ultravioleta e em raios-X, da Estrela de Barnard.<br>Cr\u00e9dito: raios-X &#8211; NASA\/CXC\/Universidade do Colorado\/K. France et al.; curva de luz UV &#8211; NASA\/STScI <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a investida de proemin\u00eancias poderosas como as aqui relatadas, ocorrendo repetidamente ao longo de centenas de milh\u00f5es de anos, pode erodir qualquer atmosfera regenerada em planetas rochosos na zona habit\u00e1vel. Isto reduziria a hip\u00f3tese destes mundos suportarem vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido a estas descobertas surpreendentes de proemin\u00eancias, a equipa considerou outras possibilidades de vida em planetas que orbitam an\u00e3s vermelhas velhas como a Estrela de Barnard. Embora os planetas na zona habit\u00e1vel tradicional possam n\u00e3o ser capazes de manter a sua atmosfera devido ao clima estelar, os astr\u00f3nomos podem estender as suas buscas por planetas a dist\u00e2ncias maiores da estrela hospedeira, onde as doses de radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica s\u00e3o mais baixas. A estas dist\u00e2ncias maiores, \u00e9 poss\u00edvel que o efeito estufa de gases que n\u00e3o o di\u00f3xido de carbono, como o hidrog\u00e9nio, permita a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 dif\u00edcil dizer qual \u00e9 a probabilidade de qualquer planeta, em qualquer sistema, ser habit\u00e1vel hoje ou no futuro,&#8221; disse Allison Youngblood da Universidade do Colorado. &#8220;A nossa investiga\u00e7\u00e3o mostra um fator importante que precisa ser levado em conta na quest\u00e3o complicada da habitabilidade planet\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar s\u00e3o conhecidos como exoplanetas. At\u00e9 agora foram confirmados mais de 4000 exoplanetas, e muitos orbitam an\u00e3s vermelhas. Entender o que torna os planetas habit\u00e1veis \u00e9 do interesse dos cientistas no campo da astrobiologia, que estuda a origem da vida na Terra e onde pode existir no Sistema Solar e al\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 atualmente a estudar a radia\u00e7\u00e3o altamente energ\u00e9tica de muitas outras an\u00e3s vermelhas para determinar se a Estrela de Barnard \u00e9 t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pode acontecer que a maioria das an\u00e3s vermelhas seja hostil \u00e0 vida,&#8221; disse o coautor Tommi Koskinen, da Universidade do Arizona em Tucson. &#8220;Nesse caso, a conclus\u00e3o pode ser que planetas em torno de estrelas mais massivas, como o nosso pr\u00f3prio Sol, podem ser o local ideal para procurar mundos habitados com a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Estrela de Barnard tem 16% da massa do Sol e o seu planeta conhecido tem um massa tr\u00eas vezes a da Terra, orbitando a uma dist\u00e2ncia mais ou menos equivalente \u00e0 separa\u00e7\u00e3o Merc\u00fario-Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo que descreve estes resultados foi publicado dia 30 de outubro de 2020 na revista The Astronomical Journal e est\u00e1 dispon\u00edvel online.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Quick Look: Assessing The Habitability of Planets Around Old Red Dwarfs\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pGlpmByIPas?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/20_releases\/press_103020.html\" target=\"_blank\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/chandra\/images\/assessing-the-habitability-of-planets-around-old-red-dwarfs.html\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.01259\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela de Barnard:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Barnard's_Star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.solstation.com\/stars\/barnards.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SolStation<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Barnard%27s_Star_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrela de Barnard b (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os planetas que orbitam perto das estrelas mais abundantes e duradouras da nossa Via L\u00e1ctea podem ser menos hospitaleiros para a vida do que se pensava. 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