{"id":3633,"date":"2020-11-03T06:34:36","date_gmt":"2020-11-03T06:34:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3633"},"modified":"2020-11-03T06:34:49","modified_gmt":"2020-11-03T06:34:49","slug":"descoberto-na-via-lactea-um-planeta-fugitivo-do-tamanho-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/11\/03\/descoberto-na-via-lactea-um-planeta-fugitivo-do-tamanho-da-terra\/","title":{"rendered":"Descoberto na Via L\u00e1ctea um planeta &#8220;fugitivo&#8221; do tamanho da Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecemos mais de 4000 exoplanetas. Embora muitos n\u00e3o se assemelhem aos do nosso Sistema Solar, t\u00eam uma coisa em comum &#8211; todos orbitam uma estrela. No entanto, as teorias de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria preveem a exist\u00eancia de planetas &#8220;fugitivos&#8221;, n\u00e3o ligados gravitacionalmente a qualquer estrela. De facto, h\u00e1 alguns anos, astr\u00f3nomos polacos da equipa OGLE do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico da Universidade de Vars\u00f3via forneceram a primeira evid\u00eancia de tais planetas na Via L\u00e1ctea. Escrevendo na revista The Astrophysical Journal Letters, os astr\u00f3nomos do OGLE anunciaram a descoberta do mais pequeno planeta interestelar descoberto at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os exoplanetas raramente podem ser observados diretamente. Normalmente, os astr\u00f3nomos encontram planetas usando observa\u00e7\u00f5es da luz da estrela que hospeda o planeta. Por exemplo, se um planeta passa em frente do disco da estrela-m\u00e3e, ent\u00e3o o brilho observado da estrela cai periodicamente, provocando os chamados tr\u00e2nsitos. Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m podem medir o movimento da estrela provocado pelo planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas &#8220;fugitivos&#8221; n\u00e3o emitem virtualmente nenhuma radia\u00e7\u00e3o e &#8211; por defini\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o orbitam nenhuma estrela hospedeira, portanto n\u00e3o podem ser descobertos usando m\u00e9todos tradicionais de dete\u00e7\u00e3o astrof\u00edsica. No entanto, podem ser avistados usando um fen\u00f3meno astrof\u00edsico chamado microlente gravitacional. A microlente resulta da teoria da relatividade geral de Einstein &#8211; um objeto massivo (a lente) pode dobrar a luz de um objeto brilhante de fundo (a fonte). A gravidade da lente atua como uma grande lupa que curva e amplia a luz de estrelas distantes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/eGaMj9X.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"300\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eGaMj9X.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3634\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eGaMj9X.jpg 540w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/eGaMj9X-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um evento de microlente gravitacional por um planeta &#8220;fugitivo&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: Jan Skowron\/Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico da Universidade de Vars\u00f3via<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se um objeto massivo &#8211; uma estrela ou um planeta &#8211; passa entre um observador terrestre e uma estrela distante, a sua gravidade pode desviar e focar a luz da fonte. O observador medir\u00e1 um breve aumento de brilho da estrela fonte,&#8221; explica o Dr. Przemek Mr\u00f3z, p\u00f3s-doutorado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia) e autor principal do estudo. &#8220;As chances de observar microlentes s\u00e3o extremamente reduzidas porque tr\u00eas objetos &#8211; a fonte, a lente e o observador &#8211; t\u00eam que estar quase perfeitamente alinhados. Se observ\u00e1ssemos apenas uma estrela fonte, ter\u00edamos que esperar quase um milh\u00e3o de anos para ver a fonte como microlente,&#8221; acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que os levantamentos modernos em busca de eventos de microlentes gravitacionais est\u00e3o a monitorizar centenas de milh\u00f5es de estrelas no centro da Via L\u00e1ctea, onde as hip\u00f3teses de microlentes s\u00e3o as mais altas. O levantamento OGLE &#8211; liderado por astr\u00f3nomos da Universidade de Vars\u00f3via &#8211; est\u00e1 a levar a cabo uma destas experi\u00eancias. O OGLE \u00e9 um dos maiores e mais longos levantamentos do c\u00e9u, come\u00e7ou opera\u00e7\u00f5es h\u00e1 mais de 28 anos. Atualmente, os astr\u00f3nomos do OGLE est\u00e3o a usar o Telesc\u00f3pio de Vars\u00f3via de 1,3 metros localizado no Observat\u00f3rio de Las Campanas, Chile. Cada noite limpa, apontam o seu telesc\u00f3pio para as regi\u00f5es centrais da Gal\u00e1xia e observam centenas de milh\u00f5es de estrelas, \u00e0 procura daquelas que mudam de brilho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A microlente gravitacional n\u00e3o depende do brilho da lente, de modo que permite o estudo de objetos t\u00e9nues ou escuros como planetas. A dura\u00e7\u00e3o dos eventos de microlente depende da massa do objeto que atua como lente &#8211; quanto menos massiva for a lente, mais curto ser\u00e1 o evento de microlente. A maioria dos eventos observados, que normalmente duram v\u00e1rios dias, s\u00e3o provocados por estrelas. Os eventos de microlente atribu\u00eddos a planetas &#8220;fugitivos&#8221; t\u00eam dura\u00e7\u00f5es de apenas algumas horas. Ao medir a dura\u00e7\u00e3o de um evento de microlente (e a forma da sua curva de luz), podemos estimar a massa do objeto de lente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Simulated visualization of a gravitational lensing by a free-floating planet in the Galaxy\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3e9uc81a8Xs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas anunciaram a descoberta do mais curto evento de microlente gravitacional alguma vez encontrado, chamado OGLE-2016-BLG-1928, que durou apenas 42 minutos. &#8220;Quando vimos este evento pela primeira vez, ficou claro que deve ter sido provocado por um objeto extremamente pequeno&#8221;, disse o Dr. Rados\u0142aw Poleski do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico da Universidade de Vars\u00f3via, coautor do estudo. De facto, os modelos do evento indicam que a lente deve ter sido menos massiva do que a Terra, era provavelmente um objeto com a massa de Marte. Al\u00e9m disso, a lente provavelmente era um planeta interestelar. &#8220;Se a lente estivesse a orbitar uma estrela, detetar\u00edamos a sua presen\u00e7a na curva de luz do evento,&#8221; acrescenta o Dr. Poleski. &#8220;Podemos descartar o planeta tendo uma estrela at\u00e9 cerca de 8 UA &#8211; 1 UA, Unidade Astron\u00f3mica, \u00e9 a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos do OGLE forneceram h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s a primeira evid\u00eancia de uma grande popula\u00e7\u00e3o de planetas &#8220;fugitivos&#8221; na Via L\u00e1ctea. No entanto, o planeta rec\u00e9m-detetado \u00e9 o mais pequeno j\u00e1 encontrado desta categoria. &#8220;A nossa descoberta demonstra que os planetas &#8216;fugitivos&#8217; de baixa massa podem ser detetados e caracterizados usando telesc\u00f3pios terrestres,&#8221; diz o professor Andrzej Udalski, investigador principal do projeto OGLE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos suspeitam que os planetas interestelares na verdade se formaram em discos protoplanet\u00e1rios em torno de estrelas (como planetas &#8220;comuns&#8221;) e foram expelidos dos seus sistemas planet\u00e1rios originais ap\u00f3s intera\u00e7\u00f5es gravitacionais com outros corpos, por exemplo, com outros planetas no sistema. As teorias da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria preveem que os planetas expulsos devem ser tipicamente mais pequenos que a Terra. Assim, o estudo de planetas &#8220;fugitivos&#8221; permite-nos compreender o passado turbulento de sistemas planet\u00e1rios jovens, como o nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A busca por planetas interestelares \u00e9 um dos grandes impulsionadores cient\u00edficos do Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman, que est\u00e1 a ser constru\u00eddo pela NASA. O observat\u00f3rio tem lan\u00e7amento previsto para meados da d\u00e9cada de 2020.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Changes of brightness during a gravitational lensing event caused by a free-floating planet\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/91oScHaTHWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 brevidade do evento, foram necess\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es adicionais recolhidas pelo KMTNet (Korea Microlensing Telescope Network) a fim de caracterizar o evento. O KMTNet opera uma rede de tr\u00eas telesc\u00f3pios &#8211; no Chile, Austr\u00e1lia e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta seria imposs\u00edvel sem observa\u00e7\u00f5es de longo prazo realizadas pelo levantamento OGLE. Um dos primeiros objetivos do OGLE foi pesquisar e estudar mat\u00e9ria escura usando a t\u00e9cnica de microlente gravitacional. Os estudos atuais cobrem uma grande variedade de t\u00f3picos &#8211; procura de exoplanetas, o estudo da estrutura e evolu\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea e gal\u00e1xias vizinhas, estudos de estrelas vari\u00e1veis, quasares, transientes e corpos do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.uw.edu.pl\/an-earth-sized-rogue-planet-discovered-in-the-milky-way\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Vars\u00f3via (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abbfad\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.12377\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/148097\/a-rogue-earth-mass-planet-has-been-discovered-freely-floating-in-the-milky-way-without-a-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/rogue-rocky-planet-found-adrift-in-the-milky-way\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Scientific American<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-10-earth-sized-rogue-planet-milky.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/um-planeta-do-tamanho-da-terra-vagueia-livremente-sem-estrela-351534\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Microlentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OGLE-2016-BLG-1928:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/ogle-2016-blg-1928\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planetas interestelares (ou &#8220;fugitivos&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rogue_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OGLE:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ogle.astrouw.edu.pl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OGLE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>KMTNet:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/kmtnet.kasi.re.kr\/kmtnet-eng\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/roman.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nancy_Grace_Roman_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecemos mais de 4000 exoplanetas. 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