{"id":3627,"date":"2020-10-30T06:42:02","date_gmt":"2020-10-30T06:42:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3627"},"modified":"2020-10-30T06:42:13","modified_gmt":"2020-10-30T06:42:13","slug":"novo-levantamento-descobre-que-um-unico-surto-de-formacao-estelar-criou-o-bojo-central-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/30\/novo-levantamento-descobre-que-um-unico-surto-de-formacao-estelar-criou-o-bojo-central-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Novo levantamento descobre que um \u00fanico surto de forma\u00e7\u00e3o estelar criou o bojo central da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p> A nossa Via L\u00e1ctea tem um bojo central situado no meio de um extenso disco de estrelas. Embora esta seja uma caracter\u00edstica comum entre as in\u00fameras gal\u00e1xias espirais, os astr\u00f3nomos passaram d\u00e9cadas a tentar descobrir como e quando \u00e9 que a protuber\u00e2ncia central da Via L\u00e1ctea podia ter sido formada. Ser\u00e1 que as estrelas dentro da protuber\u00e2ncia nasceram no in\u00edcio da hist\u00f3ria da nossa Gal\u00e1xia, h\u00e1 10 a 12 mil milh\u00f5es de anos? Ou ser\u00e1 que o bojo cresceu ao longo do tempo por meio de v\u00e1rios epis\u00f3dios de forma\u00e7\u00e3o estelar?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/publicationjpg\/noirlab2027a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"358\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/noirlab2027a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3628\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/noirlab2027a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/noirlab2027a-300x153.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta composi\u00e7\u00e3o mostra uma sec\u00e7\u00e3o do Bojo Gal\u00e1ctico, com 250 milh\u00f5es de estrelas, obtida pelo BDBS (Blanco DECam Bulge Survey). Este excerto com 4&#215;2 graus pode ser explorado na totalidade de 50.000&#215;25.000 pixeis nesta vers\u00e3o ampli\u00e1vel. Na imagem, poeira e g\u00e1s interestelar parecem agir como um &#8220;filtro&#8221; vermelho em frente das estrelas de fundo, dispersando a luz azul. Tendo em conta que estamos rodeados por poeira e g\u00e1s na Via L\u00e1ctea, este efeito de dispers\u00e3o \u00e9 importante para muitas partes da astronomia e \u00e9 conhecido como &#8220;avermelhamento&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/DOE\/NSF\/AURA; Reconhecimento &#8211; Processamento de Imagem: W. Clarkson (UM-Dearborn), C. Johnson (STScI) e M. Rich (UCLA), Travis Rector (Universidade do Alaska em Anchorage), Mahdi Zamani &amp; Davide de Martin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alguns estudos encontraram evid\u00eancias de pelo menos dois surtos de forma\u00e7\u00e3o estelar, levando a popula\u00e7\u00f5es estelares com at\u00e9 10 mil milh\u00f5es de anos ou t\u00e3o jovens quanto 3 mil milh\u00f5es de anos. Agora, um novo levantamento compreensivo de milh\u00f5es de estrelas descobriu que a maioria das estrelas nos 1000 anos-luz centrais da Via L\u00e1ctea foram formadas quando esta se alimentou vorazmente de g\u00e1s em queda h\u00e1 mais de 10 mil milh\u00f5es de anos. Este processo pode ter sido desencadeado pela simples acre\u00e7\u00e3o de material primordial, ou algo mais dram\u00e1tico como a fus\u00e3o com outra gal\u00e1xia jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitas outras gal\u00e1xias espirais parecem-se com a Via L\u00e1ctea e t\u00eam protuber\u00e2ncias semelhantes, de modo que se pudermos entender como a Via L\u00e1ctea formou o seu bojo, teremos uma boa ideia de como as outras gal\u00e1xias tamb\u00e9m o fizeram,&#8221; disse o coinvestigador principal Christian Johnson, do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este levantamento d\u00e1-nos uma vis\u00e3o geral do bojo de uma forma que muitos levantamentos anteriores n\u00e3o conseguiram fazer,&#8221; acrescentou a coautora Caty Pilachowski, da Universidade do Indiana em Bloomington, EUA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Zooming to the Center of the Milky Way\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VNu9mDTrHCU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Parecendo mais jovem do que a sua idade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar a esta conclus\u00e3o, a equipa estudou as composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas das estrelas. Tal como muitas estrelas de Hollywood, as estrelas no Bojo Gal\u00e1ctico parecem ter passado por um &#8220;tratamento de Botox&#8221; c\u00f3smico &#8211; parecem mais jovens do que realmente s\u00e3o. Isto porque cont\u00eam aproximadamente a mesma quantidade de elementos pesados (elementos mais pesados do que hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio) que o Sol &#8211; o que os astr\u00f3nomos chamam de metais. Isto \u00e9 surpreendente porque os metais levam tempo para se acumular. S\u00e3o formados por gera\u00e7\u00f5es anteriores de estrelas, expelidos por ventos estelares ou supernovas, e depois incorporados nas gera\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2027b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/thumb700x\/noirlab2027b.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem de uma regi\u00e3o perto do centro da Via L\u00e1ctea cobre 0,5 por 0,25 graus no c\u00e9u (uma \u00e1rea com aproximadamente o dobro do di\u00e2metro da Lua Cheia) e cont\u00e9m mais de 180.000 estrelas. A imagem captura uma por\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia com mais ou menos 220 por 110 anos-luz. Foi obtida pela DECam (Dark Energy Camera) acoplada ao Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco de 4 metros situado no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo no Chile, um programa do NOIRLab da NSF.<br>Atrav\u00e9s do estudo do brilho destas estrelas, em diferentes comprimentos de onda, os astr\u00f3nomos foram capazes de determinar o seu conte\u00fado met\u00e1lico, que est\u00e1 relacionado com a sua hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/DOE\/NSF\/AURA\/STScI, W. Clarkson (UM-Dearborn), C. Johnson (STScI) e M. Rich (UCLA) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O nosso Sol, com 4,5 mil milh\u00f5es de anos, \u00e9 relativamente jovem, de modo que faz sentido que esteja repleto de metais. Em contraste, a maioria das estrelas antigas da nossa Gal\u00e1xia carecem de elementos pesados. E ainda assim as estrelas do bojo s\u00e3o enriquecidas com metais, apesar da sua idade avan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aconteceu algo diferente no bojo. A\u00ed, os metais acumularam-se muito, muito depressa, possivelmente nos primeiros 500 milh\u00f5es de anos da sua exist\u00eancia,&#8221; disse o coinvestigador principal Michael Rich da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa usou o brilho medido de estrelas em diferentes comprimentos de onda, particularmente no ultravioleta, para determinar o seu conte\u00fado de metal. Espera-se que estrelas formadas a diferentes alturas tenham metalicidades diferentes, em m\u00e9dia. Em vez disso, descobriram que as estrelas at\u00e9 1000 anos-luz do Centro Gal\u00e1ctico exigiam uma distribui\u00e7\u00e3o de metais agrupados em torno de uma \u00fanica m\u00e9dia. Se as estrelas fossem estudantes e as metalicidades fossem notas, as estrelas do bojo receberiam uma m\u00e9dia de &#8220;10&#8221;, em vez de um grupo de estudantes com &#8220;15&#8221; ou &#8220;5&#8221;. Isto sugere que estas estrelas se formaram numa breve tempestade de nascimento estelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2027c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/thumb700x\/noirlab2027c.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta imagem mostra uma imagem de campo largo do centro da Via L\u00e1ctea com uma amplia\u00e7\u00e3o obtida pela DECam acoplada ao Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco de 4 metros situado no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo no Chile, um programa do NOIRLab a NSF. A imagem da DECAm cobre cerca de 4&#215;2 graus (uma \u00e1rea com mais ou menos 8 vezes o di\u00e2metro da Lua Cheia).<br>Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/DOE\/NSF\/AURA\/STScI, W. Clarkson (UM-Dearborn), C. Johnson (STScI) e M. Rich (UCLA)\/E.Slawik <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Imagens grandes, dados grandes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A equipa examinou uma parte do c\u00e9u que cobre mais de 200 graus quadrados &#8211; uma \u00e1rea aproximadamente equivalente a 1000 Luas Cheias. Usaram a DECam (Dark Energy Camera) acoplada ao Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco de 4 metros situado no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo no Chile, um programa do NOIRLab da NSF. Esta c\u00e2mara de campo amplo \u00e9 capaz de capturar 3 graus quadrados do c\u00e9u numa \u00fanica exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa recolheu mais de 450.000 fotografias individuais que lhes permitiram determinar com precis\u00e3o as composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de milh\u00f5es de estrelas. Uma subamostra de 70.000 estrelas foi analisada para este estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso levantamento \u00e9 \u00fanico porque fomos capazes de estudar uma sec\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do bojo em comprimentos de onda do ultravioleta, passando pelo vis\u00edvel, ao infravermelho pr\u00f3ximo. Isto permite-nos obter uma compreens\u00e3o clara de quais s\u00e3o os v\u00e1rios componentes do bojo e de como encaixam juntos,&#8221; disse Johnson.<\/p>\n\n\n\n<p>A riqueza de dados recolhidos por esta investiga\u00e7\u00e3o ir\u00e1 alimentar pesquisas cient\u00edficas adicionais. Por exemplos, os investigadores est\u00e3o a estudar a possibilidade de medir dist\u00e2ncias estelares para fazer um mapa 3D mais preciso do bojo. Tamb\u00e9m planeiam procurar correla\u00e7\u00f5es entre as suas medi\u00e7\u00f5es da metalicidade e as \u00f3rbitas estelares. Essa investiga\u00e7\u00e3o pode localizar &#8220;bandos&#8221; de estrelas com \u00f3rbitas semelhantes, que podem ser os restos de gal\u00e1xias an\u00e3s perturbadas, ou identificar sinais de acre\u00e7\u00e3o como estrelas que orbitam no sentido oposto \u00e0 da rota\u00e7\u00e3o da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"CosmoView Episode 12: Astronomers are Bulging with Data\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iEdLVQxZYPw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o do bojo da Via L\u00e1ctea \u00e9 \u00fanica ou comum na evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica? Para responder a esta pergunta, os astr\u00f3nomos ter\u00e3o que olhar para a montagem gal\u00e1ctica no Universo distante e jovem &#8211; uma tarefa para a qual o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA foi especificamente projetado. &#8220;Com o Webb, teremos lugar de destaque para observar a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias como a nossa Via L\u00e1ctea,&#8221; disse Rich.<\/p>\n\n\n\n<p>O BDBS (Blanco DECam Bulge Survey) tem o nome de Victor e Betty Blanco. Victor Blanco foi o primeiro Diretor do Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo; ele e Betty Blanco tamb\u00e9m foram pioneiros no estudo do Bojo Gal\u00e1ctico e das Nuvens de Magalh\u00e3es usando o telesc\u00f3pio de 4 metros do observat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados est\u00e3o relatados em dois artigos cient\u00edficos aceites para publica\u00e7\u00e3o na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2027f.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/media\/archives\/images\/thumb700x\/noirlab2027f.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> A DECam (Dark Energy Camera) est\u00e1 acoplada ao Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco de 4 metros situado no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo no Chile. A constru\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio come\u00e7ou em 1969 com o fabrico do espelho e a montagem final em 1974. Na altura, era o terceiro maior telesc\u00f3pio do mundo, atr\u00e1s do Telesc\u00f3pio Hale de 200 polegadas no Observat\u00f3rio Palomar e do BTA-6 no sul da R\u00fassia, e o maior do hemisf\u00e9rio sul (um t\u00edtulo que manteve durante 22 anos). Renomeado em 1995 em honra ao V\u00edctor M. Blanco, astr\u00f3nomo porto-riquenho e antigo diretor do observat\u00f3rio.<br>Cr\u00e9dito: DOE\/LBNL\/DECam\/R. Hahn\/CTIO\/NOIRLab\/NSF\/AURA <br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2020\/news-2020-56\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2027\/\" target=\"_blank\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/umdearborn.edu\/news\/all-news\/articles\/how-research-project-milky-ways-center-will-help-unlock-universes-secrets\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Michigan-Dearborn (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/single-burst-star-formation-created-milky-ways-central-bulge\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/499\/2\/2340\/5893795\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2008.09255\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/499\/2\/2357\/5900983\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2008.09257\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/10\/201027192401.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/bulging-with-a-galaxys-data\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/a-single-burst-of-star-formation-created-the-milky-ways-central-bulge.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-10-survey-star-formation-milky-central.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center\" target=\"_blank\">Centro Gal\u00e1ctico (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ctio.noao.edu\/noao\/node\/9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOAO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/V%C3%ADctor_M._Blanco_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ctio.noao.edu\/noao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOAO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cerro_Tololo_Inter-American_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nossa Via L\u00e1ctea tem um bojo central situado no meio de um extenso disco de estrelas. Embora esta seja uma caracter\u00edstica comum entre as in\u00fameras gal\u00e1xias espirais, os astr\u00f3nomos passaram d\u00e9cadas a tentar descobrir como e quando \u00e9 que a protuber\u00e2ncia central da Via L\u00e1ctea podia ter sido formada. 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