{"id":3602,"date":"2020-10-23T05:12:51","date_gmt":"2020-10-23T05:12:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3602"},"modified":"2020-10-23T05:13:01","modified_gmt":"2020-10-23T05:13:01","slug":"evidencia-de-colisao-lateral-com-galaxia-ana-descoberta-na-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/23\/evidencia-de-colisao-lateral-com-galaxia-ana-descoberta-na-via-lactea\/","title":{"rendered":"Evid\u00eancia de colis\u00e3o lateral com gal\u00e1xia an\u00e3 descoberta na Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quase 3 mil milh\u00f5es de anos, uma gal\u00e1xia an\u00e3 mergulhou no centro da Via L\u00e1ctea e foi dilacerada pelas for\u00e7as gravitacionais da colis\u00e3o. Os astrof\u00edsicos anunciaram que a fus\u00e3o produziu uma s\u00e9rie de forma\u00e7\u00f5es estelares reveladoras, em forma de concha, na vizinhan\u00e7a da constela\u00e7\u00e3o de Virgem, as primeiras &#8220;estruturas de concha&#8221; a serem encontradas na Via L\u00e1ctea. A descoberta fornece mais evid\u00eancias do antigo evento e novas explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para outros fen\u00f3menos na Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos identificaram uma densidade invulgarmente alta de estrelas chamada Superdensidade de Virgem h\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas. Os levantamentos estelares revelaram que algumas destas estrelas est\u00e3o a mover-se na nossa dire\u00e7\u00e3o, enquanto outras est\u00e3o a afastar-se, o que tamb\u00e9m \u00e9 invulgar, pois um enxame de estrelas normalmente viaja em conjunto. Com base em dados emergentes, os astrof\u00edsicos do Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer propuseram em 2019 que a densidade excessiva era o resultado de uma fus\u00e3o radial, a vers\u00e3o estelar de uma colis\u00e3o entre dois carros na perpendicular.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/vKLYflJ.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vKLYflJ.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3603\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vKLYflJ.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vKLYflJ-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vKLYflJ-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption>Estrelas identificadas na investiga\u00e7\u00e3o formaram &#8220;estruturas em forma de concha&#8221; no rescaldo de uma fus\u00e3o radial que ocorreu h\u00e1 3 mil milh\u00f5es de anos.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando a &#8216;mont\u00e1mos&#8217;, foi um momento &#8216;aha&#8217;,&#8221; disse Heidi Jo Newberg, professora de f\u00edsica, f\u00edsica aplicada e astronomia e coautora do artigo publicado na revista The Astrophysical Journal sobre a descoberta. &#8220;Este grupo de estrelas tinha um monte de velocidades diferentes, o que era muito estranho. Mas agora que vemos o seu movimento como um todo, compreendemos porque \u00e9 que as velocidades s\u00e3o diferentes e porque est\u00e3o a mover-se da maneira que se movem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As rec\u00e9m-anunciadas estruturas em forma de concha s\u00e3o planos curvos de estrelas, como guarda-chuvas, deixados para tr\u00e1s quando a gal\u00e1xia an\u00e3 foi dilacerada, literalmente saltando para cima e para baixo atrav\u00e9s do centro da Gal\u00e1xia \u00e0 medida que era incorporada na Via L\u00e1ctea, um evento que os investigadores chamaram de &#8220;Fus\u00e3o Radial de Virgem&#8221;. De cada vez que as estrelas da gal\u00e1xia an\u00e3 passavam rapidamente pelo Centro Gal\u00e1ctico, diminu\u00edam de velocidade conforme eram puxadas pela gravidade da Via L\u00e1ctea at\u00e9 que paravam no ponto mais distante e, em seguida, viravam para chocar novamente contra o centro, criando outra estrutura em forma de concha. As simula\u00e7\u00f5es que correspondem aos dados observados podem ser usadas para calcular quantos ciclos a gal\u00e1xia an\u00e3 suportou e, portanto, quando a colis\u00e3o original ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo artigo identifica duas estruturas em forma de concha na Superdensidade de Virgem e duas na regi\u00e3o da Nuvem de H\u00e9rcules-\u00c1guia, com base em dados do SDSS (Sloan Digitized Sky Survey), do telesc\u00f3pio espacial Gaia da ESA e do telesc\u00f3pio LAMOST na China. A modelagem computacional das conchas e do movimento das estrelas indica que a gal\u00e1xia an\u00e3 passou pela primeira vez pelo Centro Gal\u00e1ctico da Via L\u00e1ctea h\u00e1 2,7 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Newberg \u00e9 especialista no halo da Via L\u00e1ctea, uma nuvem esf\u00e9rica de estrelas que rodeia os bra\u00e7os espirais do disco central. A maioria, sen\u00e3o todas, dessas estrelas parecem ser &#8220;imigrantes&#8221;, estrelas que se formaram noutras gal\u00e1xias mais pequenas que mais tarde foram puxadas para a Via L\u00e1ctea. \u00c0 medida que as gal\u00e1xias mais pequenas se aglutinam com a Via L\u00e1ctea, as suas estrelas s\u00e3o puxadas pelas chamadas &#8220;for\u00e7as de mar\u00e9&#8221;, o mesmo tipo de for\u00e7as diferenciais que fazem as mar\u00e9s na Terra, e eventualmente formam um longo cord\u00e3o de estrelas que se movem em un\u00edssono dentro do halo. Estas fus\u00f5es de mar\u00e9 s\u00e3o bastante comuns e formaram grande parte da investiga\u00e7\u00e3o de Newberg ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mais violentas &#8220;fus\u00f5es radiais&#8221; s\u00e3o consideradas bem menos comuns. Thomas Donlon II, estudante de Rensselaer e autor principal do artigo, disse que inicialmente n\u00e3o estavam \u00e0 procura de evid\u00eancias de tal evento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existem outras gal\u00e1xias, tipicamente gal\u00e1xias mais esf\u00e9ricas, que t\u00eam uma estrutura de concha muito pronunciada, de modo que sabemos que estas coisas acontecem, mas estud\u00e1mos a Via L\u00e1ctea e n\u00e3o vimos conchas gigantescas realmente \u00f3bvias,&#8221; disse Donlon, que foi tamb\u00e9m o autor principal de um artigo de 2019 que prop\u00f4s a Fus\u00e3o Radial de Virgem. \u00c0 medida que modelavam o movimento da Superdensidade de Virgem, come\u00e7aram a considerar uma fus\u00e3o radial. &#8220;E ent\u00e3o percebemos que \u00e9 o mesmo tipo de fus\u00e3o que provoca estas grandes conchas. S\u00f3 parece diferente porque, para come\u00e7ar, estamos dentro da Via L\u00e1ctea, de modo que temos uma perspetiva diferente, e esta tamb\u00e9m \u00e9 uma gal\u00e1xia de disco e n\u00e3o temos tantos exemplos de estruturas em forma de concha em gal\u00e1xias de disco.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O achado tem potenciais implica\u00e7\u00f5es para uma s\u00e9rie de outros fen\u00f3menos estelares, incluindo a Salsicha Gaia, uma forma\u00e7\u00e3o estelar que se pensa ter resultado da fus\u00e3o de uma gal\u00e1xia an\u00e3 h\u00e1 8-11 mil milh\u00f5es de anos. Trabalhos anteriores apoiaram a ideia de que a Fus\u00e3o Radial de Virgem e a Salsicha Gaia resultaram do mesmo evento; a estimativa da idade da Fus\u00e3o Radial de Virgem, muito mais jovem, significa que ou os dois s\u00e3o eventos diferentes ou que a Salsicha Gaia \u00e9 muito mais jovem e n\u00e3o pode ter provocado a cria\u00e7\u00e3o do disco espesso da Via L\u00e1ctea, como afirmado anteriormente. Um padr\u00e3o espiral rec\u00e9m-descoberto em dados de posi\u00e7\u00e3o e velocidade de estrelas pr\u00f3ximas do Sol, \u00e0s vezes chamado Caracol Gaia, e um evento proposto chamado Splash, tamb\u00e9m podem estar associados \u00e0 Fus\u00e3o Radial de Virgem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Existem muitos potenciais v\u00ednculos a esta descoberta,&#8221; disse Newberg. &#8220;A Fus\u00e3o Radial de Virgem abre a porta a uma maior compreens\u00e3o de outros fen\u00f3menos que vemos e n\u00e3o entendemos totalmente, e que podem muito bem ter sido afetados por algo que caiu atrav\u00e9s do meio da Gal\u00e1xia h\u00e1 menos de 3 mil milh\u00f5es de anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Simulation of the Virgo Radial Merger\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/asXp4-9ZnmU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.rpi.edu\/content\/2020\/10\/20\/evidence-broadside-collision-dwarf-galaxy-discovered-milky-way\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abb5f6\/meta\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.08764\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Salsicha Gaia:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_Sausage\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8T2EdRZ_iE4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simula\u00e7\u00e3o da Salsicha Gaia (Denis Erkal via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SDSS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.sdss.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sloan_Digital_Sky_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LAMOST:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lamost.org\/public\/?locale=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LAMOST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase 3 mil milh\u00f5es de anos, uma gal\u00e1xia an\u00e3 mergulhou no centro da Via L\u00e1ctea e foi dilacerada pelas for\u00e7as gravitacionais da colis\u00e3o. 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