{"id":3600,"date":"2020-10-20T05:36:11","date_gmt":"2020-10-20T05:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3600"},"modified":"2020-10-20T05:36:37","modified_gmt":"2020-10-20T05:36:37","slug":"dez-curiosidades-sobre-bennu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/20\/dez-curiosidades-sobre-bennu\/","title":{"rendered":"Dez curiosidades sobre Bennu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira miss\u00e3o da NASA a enviar uma amostra de um asteroide antigo chegou ao seu alvo, o asteroide Bennu, no dia 3 de dezembro de 2018. Esta miss\u00e3o, OSIRIS-REX (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer), \u00e9 uma viagem de sete anos que terminar\u00e1 com a entrega \u00e0 Terra de pelo menos 60 gramas e possivelmente at\u00e9 quase 2 kg de amostras. Promete ser a maior quantidade de material extraterrestre trazido do espa\u00e7o desde a era Apollo. O anivers\u00e1rio dos 20 anos da descoberta do asteroide foi em setembro de 2019 &#8211; e os cientistas t\u00eam recolhido dados desde ent\u00e3o. Aqui fica o que j\u00e1 se sabe (e o que esperamos descobrir) sobre este remanescente imaculado dos primeiros dias do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. \u00c9 muito, muito escuro&#8230;<\/strong><br>Bennu est\u00e1 classificado como um asteroide do tipo B, o que significa que cont\u00e9m uma grande quantidade de carbono em e juntamente com os seus v\u00e1rios minerais. O conte\u00fado de carbono de Bennu cria uma superf\u00edcie no asteroide que reflete cerca de 4% da luz que o atinge &#8211; e isso n\u00e3o \u00e9 muito. Em contraste, o planeta mais brilhante do Sistema Solar, V\u00e9nus, reflete cerca de 65% da luz solar incidente, e a Terra reflete cerca de 30%. Bennu \u00e9 um asteroide carbon\u00e1ceo que n\u00e3o sofreu uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica de composi\u00e7\u00e3o, o que significa que por baixo e \u00e0 sua superf\u00edcie mais escura que o breu, encontram-se subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e rochas aquando do nascimento do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/bennuasteroid.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"931\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/bennuasteroid.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3487\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/bennuasteroid.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/bennuasteroid-300x284.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/bennuasteroid-768x726.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Este mosaico do asteroide Bennu \u00e9 composto por 12 imagens da Polycam recolhidas no dia 2 de dezembro de 2018 pela sonda OSIRIS-REx a 24 km.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. &#8230; e muito, muito antigo.<\/strong><br>Bennu tem permanecido (principalmente) imperturbado durante milhares de milh\u00f5es de anos. N\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 convenientemente perto e \u00e9 convenientemente carbon\u00e1ceo, como tamb\u00e9m \u00e9 t\u00e3o primitivo que os cientistas calculam que se formou nos primeiros 10 milh\u00f5es de anos da hist\u00f3ria do nosso Sistema Solar &#8211; h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Gra\u00e7as ao efeito de Yarkovsky &#8211; o leve empurr\u00e3o criado quando o asteroide absorve luz solar e reemite essa energia como calor &#8211; e a outros pux\u00f5es gravitacionais de outros corpos celestes, tem vindo a aproximar-se cada vez mais da Terra a partir do seu prov\u00e1vel local de nascimento: a cintura principal de asteroides entre Marte e J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Bennu \u00e9 um asteroide &#8220;pilha de entulho&#8221; &#8211; mas n\u00e3o se deixe enganar pelo nome.<\/strong><br>Bennu \u00e9 lixo espacial ou um tesouro cient\u00edfico? Embora &#8220;pilha de entulho&#8221; pare\u00e7a um insulto, na verdade \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o astron\u00f3mica real. Asteroides tipo &#8220;pilha de entulho&#8221; como Bennu s\u00e3o corpos celestes feitos de muitos peda\u00e7os de detritos rochosos que a gravidade comprimiu juntos. Este tipo de detritos \u00e9 produzido quando um impacto quebra um corpo muito maior (para Bennu, um asteroide parente com cerca de 100 km de di\u00e2metro). Bennu, por outro lado, \u00e9 quase t\u00e3o alto quanto o Empire State Building. Provavelmente, foram precisas apenas algumas semanas para que estes fragmentos de destro\u00e7os espaciais se aglutinassem na pilha de entulho que perfaz Bennu. Bennu est\u00e1 cheio de buracos internos, com 20 a 40% do seu volume sendo espa\u00e7o vazio. O asteroide na verdade est\u00e1 em perigo de se fragmentar, se come\u00e7ar a girar demasiado depressa ou a interagir demasiado perto com um corpo planet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Os asteroides podem conter pistas sobre a origem de toda a vida na Terra&#8230;<\/strong><br>Bennu \u00e9 um artefacto primordial preservado no v\u00e1cuo do espa\u00e7o, orbitando entre planetas e luas e asteroides e cometas. Por ser t\u00e3o antigo, Bennu pode ser feito de material contendo mol\u00e9culas que estavam presentes quando a vida se formou na Terra. Todas as formas de vida na Terra s\u00e3o baseadas em carbono ligado a oxig\u00e9nio, hidrog\u00e9nio, azoto e a outros elementos. No entanto, o material org\u00e2nico como o tipo que os cientistas esperam encontrar numa amostra de Bennu nem sempre vem necessariamente da biologia. Permitiria, no entanto, mais investiga\u00e7\u00e3o por parte dos cientistas para descobrir o papel que os asteroides ricos em material org\u00e2nico tiveram na catalisa\u00e7\u00e3o da vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. &#8230; mas tamb\u00e9m platina e ouro!<\/strong><br>Joias extraterrestres devem ser impressionantes, e \u00e9 prov\u00e1vel que Bennu seja rico em platina e ouro em compara\u00e7\u00e3o com a crosta m\u00e9dia da Terra. Embora a maioria n\u00e3o seja feita quase inteiramente de metal s\u00f3lido (mas o asteroide 16 Psyche pode ser!), muitos asteroides cont\u00eam elementos que podem ser usados industrialmente em lugar dos recursos finitos da Terra. Estudar atentamente este asteroide dar\u00e1 respostas \u00e0s perguntas sobre se a minera\u00e7\u00e3o de asteroides durante a explora\u00e7\u00e3o e viagens pelo espa\u00e7o profundo \u00e9 vi\u00e1vel. Embora os metais raros atraiam mais aten\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua \u00e9 provavelmente o recurso mais importante de Bennu. A \u00e1gua (dois \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio ligados a um \u00e1tomo de oxig\u00e9nio) pode ser usada para beber ou separada nos seus componentes para obter ar respir\u00e1vel e combust\u00edvel para foguet\u00f5es. Dado o alto custo de transportar material para o espa\u00e7o, se os astronautas conseguirem extrair \u00e1gua de um asteroide para suporte de vida e combust\u00edvel, o cosmos fica mais perto do que nunca de ser acess\u00edvel aos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6. A luz do Sol pode alterar toda a trajet\u00f3ria do asteroide.<\/strong><br>A gravidade n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator envolvido no destino de Bennu. O lado de Bennu voltado para o Sol \u00e9 aquecido pela luz solar, mas um dia em Bennu dura apenas 4 horas e 17,8 minutos, de modo que a parte da superf\u00edcie voltada para o Sol muda constantemente. Conforme Bennu continua a girar, expele este calor, o que d\u00e1 ao asteroide um pequeno empurr\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao Sol que corresponde a aproximadamente 0,29 km por ano, mudando a sua \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>7. H\u00e1 uma pequena chance de Bennu colidir com a Terra no final do pr\u00f3ximo s\u00e9culo.<\/strong><br>A equipa do projeto LINEAR (Lincoln Near-Earth Asteroid Research), financiado pela NASA, descobriu Bennu em 1999. O Gabinete de Coordena\u00e7\u00e3o de Defesa Planet\u00e1ria da NASA continua a rastrear objetos pr\u00f3ximos da Terra, especialmente aqueles como Bennu, que chegar\u00e3o a cerca de 7,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da \u00f3rbita da Terra e est\u00e3o classificados como objetos potencialmente perigosos. Entre os anos 2175 e 2199, a chance de Bennu impactar a Terra \u00e9 de apenas 1 em 2700, mas os cientistas ainda n\u00e3o querem virar as costas ao asteroide. Bennu voa pelo Sistema Solar num percurso que os cientistas previram com confian\u00e7a, mas ir\u00e3o refinar as suas previs\u00f5es com a medi\u00e7\u00e3o do Efeito de Yarkovsky pela OSIRIS-REx e com observa\u00e7\u00f5es futuras pelos astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>8. Recolher amostras de Bennu ser\u00e1 mais dif\u00edcil do que se pensava.<\/strong><br>As primeiras observa\u00e7\u00f5es terrestres do asteroide sugeriram que tinha uma superf\u00edcie lisa com reg\u00f3lito (a camada superior de material solto, n\u00e3o consolidado) composto de part\u00edculas com menos de 2 cm &#8211; no m\u00e1ximo. \u00c0 medida que a nave OSIRIS-REx obtinha imagens com cada vez mais alta resolu\u00e7\u00e3o, tornou-se evidente que recolher amostras de Bennu seria muito mais perigoso do que se pensava anteriormente: novas imagens da superf\u00edcie de Bennu mostram que est\u00e1 principalmente coberta por pedregulhos massivos, n\u00e3o pequenas rochas. A OSIRIS-REx foi constru\u00edda para ser navegada at\u00e9 uma \u00e1rea em Bennu com quase 2000 metros quadrados, aproximadamente o tamanho de um parque de estacionamento para 100 carros. Agora, dever\u00e1 manobrar-se para um local seguro \u00e0 superf\u00edcie rochosa de Bennu dentro de uma \u00e1rea restrita a menos de 100 metros quadrados, uma \u00e1rea com cerca de cinco lugares de estacionamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/YqOo4Bd.gif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/YqOo4Bd.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Capturada no dia 11 de agosto de 2020 durante o segundo ensaio do evento de recolha de amostras da miss\u00e3o OSIRIS-REx, esta s\u00e9rie de imagens mostra o campo de vis\u00e3o do SamCam \u00e0 medida que a sonda se aproxima da superf\u00edcie de Bennu. O ensaio levou a nave pelas tr\u00eas primeiras manobras da sequ\u00eancia de recolha de amostras at\u00e9 um ponto aproximadamente 40 metros acima da superf\u00edcie, ap\u00f3s o qual a nave espacial realizou uma queima de combust\u00edvel que a afastou novamente.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>9. Bennu tem o nome de uma antiga divindade eg\u00edpcia.<\/strong><br>Foi um menino de nove anos, do estado norte-americano da Carolina do Norte, que deu o nome Bennu ao asteroide, quando ganhou em 2013 a competi\u00e7\u00e3o &#8220;Name that Asteroid!&#8221;, uma colabora\u00e7\u00e3o entre a miss\u00e3o, a Sociedade Planet\u00e1ria e o levantamento de asteroides LINEAR que descobriu Bennu. Michael Puzio venceu o concurso, sugerindo que o bra\u00e7o TAGASM (Touch-and-Go Sample Mechanism) e os pain\u00e9is solares da sonda assemelhavam-se ao pesco\u00e7o e \u00e0s asas nas ilustra\u00e7\u00f5es de Bennu, que os antigos eg\u00edpcios costumavam ilsutrar como uma gar\u00e7a-cinzenta. Bennu \u00e9 a antiga divindade eg\u00edpcia ligada ao Sol, cria\u00e7\u00e3o e renascimento &#8211; Puzio tamb\u00e9m observou que Bennu \u00e9 o s\u00edmbolo vivo de Os\u00edris. O mito de Bennu adequa-se ao pr\u00f3prio asteroide, visto que se trata de um objeto primitivo que remonta \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Os temas da origem e do renascimento fazem parte da hist\u00f3ria deste asteroide. Os p\u00e1ssaros e as criaturas semelhantes a p\u00e1ssaros tamb\u00e9m simbolizam o renascimento, a cria\u00e7\u00e3o e as origens em v\u00e1rios mitos antigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>10. Bennu ainda surpreende!<\/strong><br>A c\u00e2mara de navega\u00e7\u00e3o da nave espacial observou que Bennu estava a expelir fluxos de part\u00edculas um par de vezes por semana. Aparentemente, Bennu n\u00e3o \u00e9 apenas um raro asteroide ativo (at\u00e9 \u00e0 data s\u00f3 foram identificados um punhado deles), mas possivelmente com Ceres, explorado pela miss\u00e3o Dawn da NASA, um dos primeiros do seu tipo que a humanidade observou com uma espa\u00e7onave. Mais recentemente, a equipa da miss\u00e3o descobriu que a luz do Sol pode quebrar rochas em Bennu, e que h\u00e1 peda\u00e7os de outro asteroide espalhados pela sua superf\u00edcie. Mais pe\u00e7as v\u00e3o continuar a ser adicionados ao quebra-cabe\u00e7as c\u00f3smico de Bennu conforme a miss\u00e3o avan\u00e7a, e cada uma foca mais e mais a hist\u00f3ria evolutiva do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/3_lauretta_bennu_particle_jets_0.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/nBxfnxf.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem do asteroide Bennu mostra part\u00edculas expelidas da sua superf\u00edcie no dia 19 de janeiro de 2019. Foi criada combinando duas imagens obtidas pela sonda OSIRIS-REx da NASA. Tamb\u00e9m foram aplicadas outras t\u00e9cnicas de processamento de imagem, como corte e ajustamento do briho e contraste de cada imagem.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona\/Lockheed Martin <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/bennu-top-ten\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=101955;orb=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira miss\u00e3o da NASA a enviar uma amostra de um asteroide antigo chegou ao seu alvo, o asteroide Bennu, no dia 3 de dezembro de 2018. 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