{"id":3597,"date":"2020-10-20T05:30:27","date_gmt":"2020-10-20T05:30:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3597"},"modified":"2020-10-20T05:30:36","modified_gmt":"2020-10-20T05:30:36","slug":"dois-planetas-em-torno-de-uma-ana-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/20\/dois-planetas-em-torno-de-uma-ana-vermelha\/","title":{"rendered":"Dois planetas em torno de uma an\u00e3 vermelha"},"content":{"rendered":"\n<p>O Observat\u00f3rio &#8220;SAINT-EX&#8221;, liderado por cientistas do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) da Universidade de Berna e da Universidade de Genebra, detetou dois exoplanetas orbitando a estrela TOI-1266. O telesc\u00f3pio situado no M\u00e9xico, portanto, demonstra a sua alta precis\u00e3o e d\u00e1 um passo importante na busca por mundos potencialmente habit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s vermelhas s\u00e3o o tipo mais frio de estrelas. Como tal, potencialmente permitem a exist\u00eancia de \u00e1gua l\u00edquida em planetas bem pr\u00f3ximos. Na busca por mundos habit\u00e1veis para l\u00e1 das fronteiras do nosso Sistema Solar, esta \u00e9 uma grande vantagem: a dist\u00e2ncia entre um exoplaneta e a sua estrela \u00e9 um fator crucial para a sua dete\u00e7\u00e3o. Quanto mais pr\u00f3ximos estiverem os dois astros um do outro, maior ser\u00e1 a chance de os astr\u00f3nomos detetarem o planeta da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas estas estrelas s\u00e3o bastante pequenas e emitem pouca luz em compara\u00e7\u00e3o com a maioria das outras estrelas, como o nosso Sol,&#8221; explica Brice-Olivier Demory, autor principal do estudo e professor de astrof\u00edsica na Universidade de Berna. Estes fatores tornam dif\u00edcil a observa\u00e7\u00e3o detalhada. Sem os instrumentos adequados, quaisquer planetas em \u00f3rbita podem permanecer facilmente por detetar &#8211; especialmente planetas terrestres, como a Terra, que s\u00e3o comparativamente pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um telesc\u00f3pio dedicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um instrumento, com o qual \u00e9 poss\u00edvel estudar an\u00e3s vermelhas e os seus planetas atentamente, \u00e9 o telesc\u00f3pio SAINT-EX (Search And characterIsatioN of Transiting EXoplanets), localizado no M\u00e9xico, co-operado pelo NCCR PlanetS. O projeto tem este nome em homenagem a Antoine de Saint-Exup\u00e9ry (Saint-Ex), o famoso escritor, poeta e aviador.<\/p>\n\n\n\n<p>O Observat\u00f3rio SAINT-EX \u00e9 uma instala\u00e7\u00e3o totalmente rob\u00f3tica que alberga um telesc\u00f3pio de 1 metro. Est\u00e1 equipado com instrumenta\u00e7\u00e3o especificamente adequada para permitir a dete\u00e7\u00e3o de alta precis\u00e3o de pequenos planetas em \u00f3rbita de estrelas frias. Agora, esta especializa\u00e7\u00e3o compensou: no in\u00edcio deste ano, o telesc\u00f3pio foi capaz de detetar dois exoplanetas em \u00f3rbita da estrela TOI-1266, localizada a cerca de 120 anos-luz da Terra. A investiga\u00e7\u00e3o, publicada recentemente na revista Astronomy &amp; Astrophysics, fornece uma primeira impress\u00e3o das suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.unibe.ch\/unibe\/portal\/content\/e796\/e803\/e59463\/e805\/e911258\/e913259\/e1006248\/media_service1006272\/e1006275\/03_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EXTeleskop_SAINT_EX_UNAM_E_Cadena_ger.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.unibe.ch\/unibe\/portal\/content\/e796\/e803\/e59463\/e805\/e911258\/e913259\/e1006248\/media_service1006272\/e1006275\/03_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EXTeleskop_SAINT_EX_UNAM_E_Cadena_ger.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O telesc\u00f3pio SAINT-EX.<br>Cr\u00e9dito: Instituto de Astronomia, UNAM\/E. Cadena <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Um par peculiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com os planetas do nosso Sistema Solar, TOI-1266 b e c est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximos da sua estrela &#8211; demoram apenas 11 e 19 dias, respetivamente, a completar uma \u00f3rbita. No entanto, dado que a sua estrela hospedeira \u00e9 muito mais fria que o Sol, as suas temperaturas n\u00e3o s\u00e3o muito extremas: o planeta exterior tem aproximadamente a temperatura de V\u00e9nus (embora esteja 7 vezes mais perto da sua estrela do que V\u00e9nus do Sol). Os dois planetas t\u00eam densidade semelhante, possivelmente correspondendo a uma composi\u00e7\u00e3o metade material rochoso e met\u00e1lico e a outra metade \u00e1gua. Isto torna-os quase metade rochosos como a Terra ou V\u00e9nus, mas tamb\u00e9m muito mais rochosos que \u00darano ou Neptuno.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tamanho, os planetas diferem claramente um do outro. O planeta mais interior, TOI-1266b, mede um pouco menos de 2,5 vezes o di\u00e2metro da Terra. Isto classifica-o como o que se chama de &#8220;sub-Neptuno&#8221;. O planeta exterior, TOI-1266c, tem apenas 1,5 vezes o tamanho do nosso planeta. Portanto, pertence \u00e0 categoria de &#8220;super-Terras&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.unibe.ch\/unibe\/portal\/content\/e796\/e803\/e59463\/e805\/e911258\/e913259\/e1006248\/media_service1006272\/e1006273\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis_ger.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"637\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis-1024x637.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3598\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis-1024x637.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis-300x187.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis-768x477.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/01_20201015_MedienmitteilungUniBE_SAINT_EX_GroessenvergleichPlaneten_UNAM_Juan_Carlos_Yustis.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O tamanho do sistema TOI-1266 em compara\u00e7\u00e3o com o Sistema Solar interior a uma escala de 1 UA, a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol. As dist\u00e2ncias orbitais dos dois exoplanetas descobertos em torno de TOI-1266, que tem metade do tamanho do Sol, s\u00e3o inferiores \u00e0 dist\u00e2ncia orbital de Merc\u00fario. TOI-1266b, o planeta mais pr\u00f3ximo da estrela a uma dist\u00e2ncia de 0,07 UA, tem um di\u00e2metro 2,37 vezes o da Terra e portanto considerado um sub-Neptuno. TOI-1266c, a 0,01 UA da estrela, tem 1,56 vezes o di\u00e2metro da Terra e \u00e9 considerado uma super-Terra. Para cada sistema planet\u00e1rio, o di\u00e2metro da estrela e as dist\u00e2ncias orbitais dos seus planetas s\u00e3o mostrados \u00e0 escala. O di\u00e2metro relativo de todos os planetas de ambos os sistemas est\u00e3o \u00e0 escala, sendo TOI-1266v o maior planeta e Merc\u00fario o planeta mais pequeno. A amplia\u00e7\u00e3o no sistema TOI-1266, na parte de baixo da imagem e salientado pela cor azul clara, mostra que a irradia\u00e7\u00e3o estelar recebida por TOI-1266c \u00e9 21% maior do que a irradia\u00e7\u00e3o solar recebida por V\u00e9nus na parte superior da imagem.<br>Cr\u00e9dito: Instituto de Astronomia, UNAM\/Juan Carlos Yustis<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Isto coloca os dois planetas na orla do chamado vale-raio, como explica Brice-Olivier Demory: &#8220;Os planetas entre o raio de TOI-1266 b e c s\u00e3o bastante raros, provavelmente devido ao efeito da forte irradia\u00e7\u00e3o da estrela, que pode corroer as suas atmosferas.&#8221; Yilen G\u00f3mez Maqueo Chew, Coordenadora do Projeto SAINT-EX e investigadora da Universidade Nacional Aut\u00f3noma do M\u00e9xico, acrescenta: &#8220;Ser capaz de estudar dois tipos diferentes de planetas no mesmo sistema \u00e9 uma grande oportunidade para melhor entender como estes planetas de tamanhos diferentes surgiram.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bom &#8220;timing&#8221; e ajuda da embaixada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ter esta oportunidade, especialmente este ano, \u00e9 tudo menos um dado adquirido. Os cientistas tiveram a sorte de poder concluir as suas observa\u00e7\u00f5es pouco antes do confinamento de COVID-19 no M\u00e9xico. Logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino das observa\u00e7\u00f5es, o observat\u00f3rio teve que ser fechado devido \u00e0s consequ\u00eancias da pandemia. Isto n\u00e3o mudou at\u00e9 agora. Os cientistas esperam retomar as opera\u00e7\u00f5es do SAINT-EX nos pr\u00f3ximos meses e ter como alvo a pr\u00f3xima an\u00e3 vermelha e os seus potenciais planetas. &#8220;Al\u00e9m disso, a Embaixada Mexicana em Berna foi de grande ajuda para facilitar as discuss\u00f5es com o governo mexicano e dar apoio cont\u00ednuo ao projeto&#8221;, diz Demory.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.unibe.ch\/news\/media_news\/media_relations_e\/media_releases\/2020\/media_releases_2020\/two_planets_around_a_red_dwarf\/index_eng.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Berna (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1051\/0004-6361\/202038616\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.04317\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/astrobiology.com\/2020\/06\/a-mini-neptune-and-a-venus-zone-planet-in-the-radius-valley-orbiting-the-nearby-m2-dwarf-toi-1266-va.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astrobiology web<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/10\/201016112852.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-10-planets-orbiting-red-dwarf.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TOI-1266:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/TOI-1266\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPAC\/Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/openexoplanetcatalogue.com\/planet\/TOI-1266%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanetkyoto.org\/exohtml\/TOI-1266.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EXOKyoto<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7755\/toi-1266-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TOI-1266b (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-1266_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TOI-1266b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7756\/toi-1266-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TOI-1266c (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-1266_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TOI-1266c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio SAINT-EX:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.saintex.unibe.ch\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Berna<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Observat\u00f3rio &#8220;SAINT-EX&#8221;, liderado por cientistas do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) da Universidade de Berna e da Universidade de Genebra, detetou dois exoplanetas orbitando a estrela TOI-1266. O telesc\u00f3pio situado no M\u00e9xico, portanto, demonstra a sua alta precis\u00e3o e d\u00e1 um passo importante na busca por mundos potencialmente habit\u00e1veis. As &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[374,147,938,935,936,937],"class_list":["post-3597","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-anas-vermelhas","tag-exoplaneta","tag-telescopio-saint-ex","tag-toi-1266","tag-toi-1266b","tag-toi-1266c"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3597"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3599,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3597\/revisions\/3599"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}