{"id":3591,"date":"2020-10-16T05:35:03","date_gmt":"2020-10-16T05:35:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3591"},"modified":"2020-10-16T05:35:11","modified_gmt":"2020-10-16T05:35:11","slug":"os-picos-montanhosos-de-plutao-feitos-de-metano-sao-o-inverso-do-processo-ca-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/16\/os-picos-montanhosos-de-plutao-feitos-de-metano-sao-o-inverso-do-processo-ca-na-terra\/","title":{"rendered":"Os picos montanhosos de Plut\u00e3o, feitos de metano, s\u00e3o o inverso do processo c\u00e1 na Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> As montanhas descobertas em Plut\u00e3o durante o &#8220;flyby&#8221; da nave New Horizons pelo planeta an\u00e3o em 2015 est\u00e3o cobertas por um manto de metano gelado, criando dep\u00f3sitos brilhantes impressionantemente parecidos aos das cadeias de montanhas cobertas de neve encontradas na Terra. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pluto_methane_mountains_07_0.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oReXJyi.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3592\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oReXJyi.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oReXJyi-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/oReXJyi-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Plut\u00e3o, visto a partir de dados obtidos pela sonda New Horizons em 2015, quando passou pelo planeta an\u00e3o, e uma amplia\u00e7\u00e3o da cadeia montanhosa Pigafetta Montes. A coloriza\u00e7\u00e3o \u00e0 direita indica as concentra\u00e7\u00f5es do metano gelado, com as concentra\u00e7\u00f5es mais altas a eleva\u00e7\u00f5es mais altas a vermelho, diminuindo encosta abaixo at\u00e9 \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es mais baixas a azul.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JHUAPL\/SwRI e Centro de Pesquisa Ames\/Daniel Rutter<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova investiga\u00e7\u00e3o conduzida por uma equipa internacional de cientistas, incluindo investigadores do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia, analisou dados da atmosfera e da superf\u00edcie de Plut\u00e3o obtidos pela New Horizons, usando simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas do clima do planeta an\u00e3o a fim de revelar que estes picos gelados s\u00e3o formados por meio de um processo totalmente diferente do da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 particularmente not\u00e1vel ver que duas paisagens muito semelhantes na Terra e em Plut\u00e3o podem ser formadas por dois processos muito diferentes,&#8221; disse Tanguy Bertrand, investigador p\u00f3s-doutorado em Ames e autor principal do artigo cient\u00edfico que descreve estes resultados, publicado na revista Nature Communications. &#8220;Embora teoricamente objetos como a lua de Neptuno, Trit\u00e3o, possam ter um processo semelhante, nenhum outro lugar no nosso Sistema Solar tem montanhas cobertas de gelo como estas al\u00e9m da Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No nosso planeta, as temperaturas atmosf\u00e9ricas diminuem com a altitude, principalmente devido ao arrefecimento induzido pela expans\u00e3o do ar em movimentos ascendentes. A atmosfera fria, por sua vez, arrefece as temperaturas \u00e0 superf\u00edcie. Quando um vento h\u00famido se aproxima de uma montanha na Terra, o seu vapor de \u00e1gua arrefece e condensa-se, formando nuvens e, em seguida, a neve vista no topo das montanhas. Mas em Plut\u00e3o acontece o oposto. A atmosfera do planeta an\u00e3o na verdade fica mais quente \u00e0 medida que a altitude aumenta, porque o g\u00e1s metano que est\u00e1 mais concentrado a maior altitude absorve radia\u00e7\u00e3o solar. No entanto, a atmosfera \u00e9 demasiado fina para impactar as temperaturas da superf\u00edcie, que permanecem constantes. E, ao contr\u00e1rio dos ventos ascendentes da Terra, em Plut\u00e3o dominam os ventos que viajam pelas encostas das montanhas abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para entender como \u00e9 que a mesma paisagem pode ser produzida com diferentes materiais e sob diferentes condi\u00e7\u00f5es, os investigadores desenvolveram um modelo 3D do clima de Plut\u00e3o no Laborat\u00f3rio de Meteorologia de Paris, Fran\u00e7a, simulando a atmosfera e a superf\u00edcie ao longo do tempo. Eles descobriram que a atmosfera de Plut\u00e3o tem mais metano gasoso a altitudes mais altas e mais quentes, permitindo que este g\u00e1s sature, condense e congele diretamente nos picos das montanhas, sem forma\u00e7\u00e3o de nuvens. A altitudes mais baixas, n\u00e3o h\u00e1 geada de metano porque existe menos metano gasoso, tornando imposs\u00edvel a condensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este processo n\u00e3o s\u00f3 cria os picos gelados das montanhas de Plut\u00e3o, como tamb\u00e9m caracter\u00edsticas parecidas nas orlas das crateras. O misterioso terreno laminado que pode ser encontrado na regi\u00e3o Tartarus Dorsa, ao redor do equador de Plut\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 explicado por este ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Plut\u00e3o \u00e9 realmente um dos melhores laborat\u00f3rios naturais que temos para explorar os processos f\u00edsicos e din\u00e2micos envolvidos quando compostos que regularmente fazem a transi\u00e7\u00e3o entre os estados s\u00f3lido e gasoso interagem com uma superf\u00edcie planet\u00e1ria,&#8221; disse Bertrand. &#8220;O &#8216;flyby&#8217; da New Horizons revelou surpreendentes paisagens glaciais com as quais continuamos a aprender.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/ames\/pluto-ice-caps\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-18845-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/pluto-mountains-methane-snowcaps-form-reverse.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/10\/201013134310.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/how-frosty-ice-forms-on-plutos-mountains\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-10-mountains-pluto-snowcapped-earth.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/The_mountains_of_Pluto_are_snowcapped_but_not_for_the_same_reasons_as_on_Earth_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/pluto-snow-caps-methane-05232\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/10\/13\/world\/pluto-snowy-mountains-methane-frost-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Plut\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atmosphere_of_Pluto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Atmosfera de Plut\u00e3o (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>New Horizons:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pluto.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/main\/#.VIWgrdWsV8E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/new.horizons1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/nasanewhorizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_Horizons\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As montanhas descobertas em Plut\u00e3o durante o &#8220;flyby&#8221; da nave New Horizons pelo planeta an\u00e3o em 2015 est\u00e3o cobertas por um manto de metano gelado, criando dep\u00f3sitos brilhantes impressionantemente parecidos aos das cadeias de montanhas cobertas de neve encontradas na Terra. 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