{"id":3588,"date":"2020-10-16T05:33:19","date_gmt":"2020-10-16T05:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3588"},"modified":"2020-10-16T05:33:29","modified_gmt":"2020-10-16T05:33:29","slug":"planetas-parecidos-com-a-terra-costumam-ter-guarda-costas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/16\/planetas-parecidos-com-a-terra-costumam-ter-guarda-costas\/","title":{"rendered":"Planetas parecidos com a Terra costumam ter &#8220;guarda-costas&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Um grupo internacional de astr\u00f3nomos, liderado por Martin Schlecker do Instituto Max Planck para Astronomia, descobriu que o arranjo de planetas rochosos, gasosos e gelados nos sistemas planet\u00e1rios aparentemente n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio e depende apenas de algumas condi\u00e7\u00f5es iniciais. O estudo, a ser publicado na revista cient\u00edfica Astronomy &amp; Astrophysics, \u00e9 baseado numa nova simula\u00e7\u00e3o que acompanha a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios ao longo de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos. Os sistemas planet\u00e1rios em torno de estrelas parecidas com o Sol, que produzem nas suas regi\u00f5es interiores super-Terras com baixo teor de \u00e1gua e g\u00e1s, formam-se muitas vezes com um planeta compar\u00e1vel ao nosso J\u00fapiter numa \u00f3rbita exterior. Estes planetas ajudam a manter objetos potencialmente perigosos longe das regi\u00f5es internas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3589\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-2.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-2-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Impress\u00e3o art\u00edstica de um sistema planet\u00e1rio com duas super-Terras e um J\u00fapiter em \u00f3rbita de uma estrela parecida com o Sol. As simula\u00e7\u00f5es mostram que os discos protoplanet\u00e1rios massivos, al\u00e9m de super-Terras com pequenas quantidades de gelo e g\u00e1s, frequentemente formam um J\u00fapiter frio nas regi\u00f5es exteriores dos sistemas planet\u00e1rios.<br>Cr\u00e9dito: Departamento gr\u00e1fico do Instituto Max Planck para Astronomia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas suspeitam que o planeta J\u00fapiter desempenhou um papel importante no desenvolvimento da vida na Terra, porque a sua gravidade frequentemente desvia asteroides e cometas potencialmente perigosos das suas \u00f3rbitas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 zona dos planetas rochosos de tal forma que reduz o n\u00famero de colis\u00f5es catastr\u00f3ficas. Esta circunst\u00e2ncia, portanto, levanta repetidamente a quest\u00e3o de saber se tal combina\u00e7\u00e3o de planetas \u00e9 bastante aleat\u00f3ria, ou se \u00e9 um resultado comum da forma\u00e7\u00e3o de sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Super-Terras secas e J\u00fapiteres frios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha, da Universidade de Berna e da Universidade do Arizona encontraram fortes evid\u00eancias de que os planetas rochosos semelhantes \u00e0 Terra ocorrem visivelmente com frequ\u00eancia em conjunto com um planeta semelhante a J\u00fapiter que est\u00e1 numa \u00f3rbita mais larga. &#8220;Chamamos a estes gigantes gasosos J\u00fapiteres frios. Crescem longe da estrela central, onde a \u00e1gua existe sob a forma de gelo,&#8221; explica Martin Schlecker, estudante de doutoramento no Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, que liderou o estudo. Os planetas semelhantes \u00e0 Terra estudados s\u00e3o os chamados super-Terras secas, isto \u00e9, planetas rochosos maiores e mais massivos do que a Terra, que t\u00eam apenas uma fina atmosfera e quase nenhuma \u00e1gua ou gelo. Povoam o interior, ou seja, a zona temperada dos sistemas planet\u00e1rios e s\u00e3o muito parecidos com a Terra, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do seu tamanho. &#8220;Al\u00e9m disso, a Terra, apesar dos enormes oceanos e das regi\u00f5es polares, tem uma fra\u00e7\u00e3o de volume de \u00e1gua de apenas 0,12% do total, sendo um planeta seco&#8221;, destaca Schlecker.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrar um J\u00fapiter frio juntamente com uma super-Terra rica em gelo na regi\u00e3o interior \u00e9, portanto, quase imposs\u00edvel. Al\u00e9m disso, inv\u00f3lucros extensos e densos de g\u00e1s s\u00e3o encontrados principalmente em super-Terras massivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Simula\u00e7\u00f5es fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre processos que s\u00e3o dif\u00edceis de medir<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas conclus\u00f5es s\u00e3o baseadas numa avalia\u00e7\u00e3o estat\u00edstica de novas simula\u00e7\u00f5es de 1000 sistemas planet\u00e1rios que est\u00e3o a evoluir num disco protoplanet\u00e1rio em torno de uma estrela semelhante ao Sol. Estas simula\u00e7\u00f5es s\u00e3o a mais recente conquista de uma colabora\u00e7\u00e3o de longa data entre a Universidade de Berna e o Instituto Max Planck para Astronomia com o objetivo de estudar as origens dos planetas segundo uma perspetiva te\u00f3rica. Partindo de condi\u00e7\u00f5es iniciais aleat\u00f3rias, por exemplo as massas de g\u00e1s e mat\u00e9ria s\u00f3lida, o tamanho do disco e as posi\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas-semente de novos planetas, os cientistas acompanharam o ciclo de vida destes sistemas ao longo de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos. &#8220;Durante as simula\u00e7\u00f5es, os embri\u00f5es planet\u00e1rios recolheram material, cresceram para planetas, mudaram as suas \u00f3rbitas, colidiram ou foram ejetados do sistema,&#8221; descreve Christoph Mordasini, da Universidade de Berna e coautor do artigo cient\u00edfico, acerca dos processos simulados. Os sistemas planet\u00e1rios simulados eventualmente tinham planetas de diferentes tamanhos, massas e composi\u00e7\u00f5es em diferentes \u00f3rbitas em torno da estrela central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hubert Klahr, chefe do grupo de trabalho sobre a teoria de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria do Instituto Max Planck para Astronomia, explica: &#8220;Estas simula\u00e7\u00f5es apoiam a investiga\u00e7\u00e3o de sistemas exoplanet\u00e1rios, j\u00e1 que planetas como os J\u00fapiteres frios requerem muito tempo para orbitar a sua estrela-m\u00e3e em \u00f3rbitas largas&#8221;. Isto torna dif\u00edcil encontr\u00e1-los por meio de observa\u00e7\u00e3o, de modo que a busca por exoplanetas n\u00e3o reflete de forma realista a composi\u00e7\u00e3o real dos sistemas planet\u00e1rios. \u00c9 mais prov\u00e1vel que os astr\u00f3nomos encontrem planetas de grande massa em \u00f3rbitas pr\u00f3ximas em torno de estrelas de baixa massa. &#8220;As simula\u00e7\u00f5es, por outro lado, s\u00e3o, em princ\u00edpio, independentes destas limita\u00e7\u00f5es,&#8221; acrescenta Klahr.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observa\u00e7\u00f5es e simula\u00e7\u00f5es n\u00e3o correspondem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s quer\u00edamos verificar uma descoberta surpreendente ap\u00f3s as observa\u00e7\u00f5es feitas nos \u00faltimos anos de que os sistemas planet\u00e1rios com um J\u00fapiter frio quase sempre cont\u00eam uma super-Terra&#8221;, diz Schlecker. Por outro lado, cerca de 30% de todos os sistemas planet\u00e1rios nos quais as super-Terras se formam tamb\u00e9m parecem ter um J\u00fapiter frio. Seria plaus\u00edvel esperar que os planetas massivos s\u00e3o mais propensos a perturbar os sistemas planet\u00e1rios durante a sua forma\u00e7\u00e3o de tal forma que a forma\u00e7\u00e3o de outros planetas saia prejudicada. No entanto, estes J\u00fapiteres frios parecem estar suficientemente distantes do interior, de modo que a sua influ\u00eancia no desenvolvimento parece ser bastante pequena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a avalia\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios simulados n\u00e3o p\u00f4de confirmar esta tend\u00eancia. Apenas um-ter\u00e7o de todos os J\u00fapiteres frios estava acompanhado por pelo menos uma super-Terra. Em adi\u00e7\u00e3o, os astr\u00f3nomos encontraram um J\u00fapiter frio em apenas 10% de todos os sistemas planet\u00e1rios sint\u00e9ticos com super-Terras. Assim, as simula\u00e7\u00f5es mostram que as super-Terras e os J\u00fapiteres frios s\u00e3o apenas um pouco mais prov\u00e1veis de ocorrerem juntos num sistema planet\u00e1rio do que se aparecessem sozinhos. Os cientistas atribuem este resultado a v\u00e1rios motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explica\u00e7\u00e3o tem a ver com o ritmo a que os planetas gasosos gradualmente migram para dentro. A teoria da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria parece prever ritmos mais altos do que o observado, levando a uma maior acumula\u00e7\u00e3o de gigantes gasosos nas \u00f3rbitas interm\u00e9dias de dist\u00e2ncia. Nas simula\u00e7\u00f5es, estes &#8220;J\u00fapiteres amenos&#8221; interferem com as \u00f3rbitas interiores e fazem com que mais super-Terras sejam ejetadas ou mesmo colidam em colis\u00f5es gigantescas. Com uma tend\u00eancia um pouco inferior \u00e0 dos planetas gasosos simulados migrarem, permaneceriam mais das super-Terras, o que seria mais compat\u00edvel com as observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Simula\u00e7\u00f5es preveem descobertas futuras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, as observa\u00e7\u00f5es apenas distinguem aproximadamente entre os diferentes tipos de super-Terras, porque a sua caracteriza\u00e7\u00e3o exata exigiria medi\u00e7\u00f5es precisas que dificilmente s\u00e3o poss\u00edveis com os instrumentos de hoje. No entanto, nas simula\u00e7\u00f5es do grupo de Berna-Heidelberg, isto \u00e9 alcan\u00e7ado tra\u00e7ando o caminho de um planeta dentro do disco protoplanet\u00e1rio e dos seus encontros com outros planetas. &#8220;Descobrimos um excesso significativo de sistemas planet\u00e1rios contendo um J\u00fapiter frio e pelo menos uma super-Terra seca, isto \u00e9, com pouca \u00e1gua ou gelo, e no m\u00e1ximo uma fina atmosfera,&#8221; observa Schlecker. Uma compara\u00e7\u00e3o com dados observacionais \u00e9 dif\u00edcil, porque dos aproximadamente 3200 sistemas planet\u00e1rios conhecidos at\u00e9 \u00e0 data, apenas 24 foram comprovados como compar\u00e1veis a tal constela\u00e7\u00e3o (termo utilizado no sentido figurado). No entanto, os resultados dispon\u00edveis est\u00e3o de acordo. Por outro lado, dificilmente existem sistemas planet\u00e1rios onde super-Terras com uma alta propor\u00e7\u00e3o de gelo e um J\u00fapiter frio podem ser encontrados simultaneamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/15438003\/mpia_2020_schlecker_scenario_en-1601309397.jpg?t=eyJkb19ub3RfdHJhbnNmb3JtIjp0cnVlLCJvYmpfaWQiOjE1NDM4MDAzfQ==--eab688ff9171c932e0f3bef2834c9937767d0ea0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mpia.de\/5521603\/original-1602261691.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6ODAwLCJoZWlnaHQiOjYwMCwib2JqX2lkIjo1NTIxNjAzfQ==--a4adf81664a0539ba0d0b3c50fdc147ab18b07c9\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Diagrama esquem\u00e1tico dos cen\u00e1rios de como, segundo as simula\u00e7\u00f5es analisadas, as super-Terras geladas (a) ou as super-Terras rochosas (pobres em gelo) se formam juntamente com um J\u00fapiter frio (b). A massa do disco protoplanet\u00e1rio determina o resultado.<br>Cr\u00e9dito: Schlecker et al.\/Instituto Max Planck para Astronomia <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nestes achados, os astr\u00f3nomos deste estudo desenvolveram um cen\u00e1rio que poderia explicar a forma\u00e7\u00e3o destes tipos bastante diferentes de sistemas planet\u00e1rios. Como as simula\u00e7\u00f5es mostram, a constela\u00e7\u00e3o final \u00e9 determinada principalmente pela massa do disco protoplanet\u00e1rio, ou seja, a quantidade de material dispon\u00edvel para a acre\u00e7\u00e3o de planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em discos com massa m\u00e9dia, n\u00e3o h\u00e1 material suficiente para a regi\u00e3o interior, mais quente, produzir super-Terras. Ao mesmo tempo, a quantidade \u00e9 tamb\u00e9m muito pequena nas regi\u00f5es exteriores para l\u00e1 da &#8220;linha de neve&#8221;, onde a \u00e1gua est\u00e1 presente na forma gelada e a propor\u00e7\u00e3o de peda\u00e7os de gelo \u00e9 bastante grande, para formar planetas massivos como J\u00fapiter. Em vez disso, o material a\u00ed condensa-se em super-Terras com uma alta propor\u00e7\u00e3o de gelo e com um inv\u00f3lucro gasoso possivelmente estendido. Estas super-Terras gradualmente migram para dentro. Em contraste, h\u00e1 material suficiente nos discos massivos para formar planetas rochosos semelhantes \u00e0 Terra a dist\u00e2ncias moderadas da estrela central e para formar planetas gigantes frios para l\u00e1 da &#8220;linha de neve&#8221;. Estes planetas rochosos s\u00e3o pobres em gelo e g\u00e1s. Fora da \u00f3rbita do J\u00fapiter frio, podem formar-se super-Terras ricas em gelo, mas a sua migra\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o radial \u00e9 limitada pela influ\u00eancia do gigante gasoso. Portanto, n\u00e3o podem entrar na zona interior quente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A verifica\u00e7\u00e3o da previs\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel dentro de alguns anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel verificar este conceito com telesc\u00f3pios poderosos como o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO ou com o JWST (James Webb Space Telescope). Espera-se que ambos estejam operacionais nesta d\u00e9cada. &#8220;As previs\u00f5es te\u00f3ricas devem ser capazes de falhar diante da experi\u00eancia emp\u00edrica,&#8221; exige Schlecker. &#8220;Com os instrumentos de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, que ser\u00e3o implantados, seremos capazes de testar se o nosso modelo aguenta ou se temos que voltar atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em princ\u00edpio, este resultado tamb\u00e9m pode aplicar-se a planetas rochosos secos, que t\u00eam mais ou menos o tamanho e a massa da Terra. Portanto, pode n\u00e3o ser uma coincid\u00eancia que o Sistema Solar contenha um planeta como J\u00fapiter e tamb\u00e9m a Terra. No entanto, os dispositivos de medi\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis hoje n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis o suficiente para detetar de forma eficaz g\u00e9meos da Terra em grande n\u00famero por meio de observa\u00e7\u00f5es. Por esta raz\u00e3o, os astr\u00f3nomos atualmente ainda devem limitar-se ao estudo dos hom\u00f3logos massivos da Terra. Somente com o ELT e com o JWST podemos esperar progressos nesta dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Compositional links between  warm super-Earths  and cold Jupiters\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FSfBSbWc5xQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.mpia.de\/news\/science\/2020-16-superearth\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Astronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/article?access=doi&amp;doi=10.1051\/0004-6361\/202038554\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2007.05563\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/webbtelescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo internacional de astr\u00f3nomos, liderado por Martin Schlecker do Instituto Max Planck para Astronomia, descobriu que o arranjo de planetas rochosos, gasosos e gelados nos sistemas planet\u00e1rios aparentemente n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio e depende apenas de algumas condi\u00e7\u00f5es iniciais. 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