{"id":3582,"date":"2020-10-13T05:31:22","date_gmt":"2020-10-13T05:31:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3582"},"modified":"2020-10-13T05:31:31","modified_gmt":"2020-10-13T05:31:31","slug":"osiris-rex-desvenda-mais-segredos-do-asteroide-bennu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/13\/osiris-rex-desvenda-mais-segredos-do-asteroide-bennu\/","title":{"rendered":"OSIRIS-REx desvenda mais segredos do asteroide Bennu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira miss\u00e3o de envio de amostras de um asteroide da NASA sabe agora muito mais sobre o material que vai recolher daqui a uma semana. Numa cole\u00e7\u00e3o especial de seis artigos publicados a semana passada nas revistas Science e Science Advances, os cientistas da miss\u00e3o OSIRIS-REx apresentam novas descobertas sobre o material \u00e0 superf\u00edcie do asteroide Bennu, caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e hist\u00f3ria din\u00e2mica. Tamb\u00e9m suspeitam que a amostra de Bennu, a ser entregue, possa ser diferente de tudo o que temos na cole\u00e7\u00e3o de meteoritos c\u00e1 na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas descobertas completam os requisitos cient\u00edficos de pr\u00e9-recolha de amostras da miss\u00e3o OSIRIS-REx e fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre os exemplares que os cientistas v\u00e3o estudar durante as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos artigos, liderado por Amy Simon do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, mostra que o material org\u00e2nico, portador de carbono, est\u00e1 espalhado \u00e0 superf\u00edcie do asteroide, incluindo no local principal de amostragem, chamado Nightingale, onde a OSIRIS-REx vai fazer a sua primeira tentativa de recolha de amostras no dia 20 de outubro. Estas descobertas indicam que os minerais hidratados e material org\u00e2nico provavelmente estar\u00e3o presentes na amostra recolhida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta mat\u00e9ria org\u00e2nica pode conter carbono numa forma encontrada frequentemente na biologia ou em compostos associados \u00e0 biologia. Os cientistas est\u00e3o a planear experi\u00eancias detalhadas com estas mol\u00e9culas org\u00e2nicas e esperam que a amostra enviada ajude a responder a quest\u00f5es complexas sobre as origens da \u00e1gua e da vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A abund\u00e2ncia de material contendo carbono \u00e9 um grande triunfo cient\u00edfico para a miss\u00e3o. Agora estamos otimistas de que iremos recolher e enviar uma amostra com material org\u00e2nico &#8211; um objetivo central da miss\u00e3o OSIRIS-REx,&#8221; disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona em Tucson, EUA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/rvATTfO.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/rvATTfO.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Durante o outono de 2019, a nave OSIRIS-REx da NASA capturou esta imagem, que mostra um dos pedregulhos de Bennu com um brilhante veio que parece ser feito de carbonato. A imagem dentro do c\u00edrculo (em baixo \u00e0 direita) mostra uma amplia\u00e7\u00e3o do veio.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores desta cole\u00e7\u00e3o especial de artigos tamb\u00e9m determinaram que os minerais carbonatados constituem algumas das caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas do asteroide. Os minerais carbonatados s\u00e3o &#8220;precipitados&#8221; frequentemente de sistemas hidrotermais que cont\u00eam \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono. Uma s\u00e9rie de pedregulhos de Bennu t\u00eam veios brilhantes que parecem ser feitos de carbonato &#8211; alguns dos quais est\u00e3o localizados perto da cratera Nightingale, o que significa que os carbonatos podem estar presentes na amostra enviada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dos carbonatos encontrados em Bennu foi liderado por Hannah Kaplan, de Goddard. Estas descobertas permitiam aos cientistas teorizar que o asteroide parente de Bennu provavelmente tinha um sistema hidrotermal extenso, onde a \u00e1gua interagia e alterava a rocha. Embora este corpo original tenha sido destru\u00eddo h\u00e1 muito tempo, estamos a ver aqui evid\u00eancias do aspeto desse asteroide &#8211; nos seus fragmentos remanescentes que constituem Bennu. Alguns destes veios de carbonato nas rochas de Bennu medem at\u00e9 alguns metros de comprimento e v\u00e1rios cent\u00edmetros de espessura, validando que um sistema hidrotermal \u00e0 escala do asteroide estava presente no corpo parente de Bennu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas fizeram outra descoberta not\u00e1vel no local Nightingale: o seu reg\u00f3lito foi recentemente exposto ao hostil ambiente espacial, o que significa que a miss\u00e3o ir\u00e1 recolher e enviar parte do material mais pristino do asteroide. Nightingale faz parte de uma popula\u00e7\u00e3o de crateras jovens, espectralmente avermelhadas, identificadas num estudo liderado por Dani DellaGiustina da Universidade do Arizona. As &#8220;cores&#8221; de Bennu (varia\u00e7\u00f5es na inclina\u00e7\u00e3o do espectro de comprimento de onda vis\u00edvel) s\u00e3o muito mais diversas do que o inicialmente previsto. Esta diversidade resulta de uma combina\u00e7\u00e3o de diferentes materiais herdados do &#8220;pai&#8221; de Bennu e diferentes dura\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o ao ambiente espacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas deste artigo s\u00e3o um marco importante num debate em andamento na comunidade cient\u00edfica planet\u00e1ria &#8211; como \u00e9 que os asteroides primitivos como Bennu mudam espectralmente \u00e0 medida que s\u00e3o expostos aos processos de &#8220;intemp\u00e9rie espacial&#8221;, como o bombardeio por raios c\u00f3smicos e o vento solar. Apesar de Bennu parecer bastante escuro a olho nu, os autores ilustram a diversidade da superf\u00edcie de Bennu usando renderiza\u00e7\u00f5es a cores falsas de dados multiespectrais recolhidos pela c\u00e2mara MapCam. O material mais fresco em Bennu, como aquele encontrado no local Nightingale, \u00e9 espectralmente mais vermelho do que a m\u00e9dia e, portanto, aparece vermelho nestas imagens. O material da superf\u00edcie torna-se azul vivo quando \u00e9 exposto ao clima espacial por um per\u00edodo interm\u00e9dio de tempo. \u00c0 medida que o material da superf\u00edcie continua a sofrer desgaste por longos per\u00edodos de tempo, finalmente torna-se mais claro em todos os comprimentos de onda, tornando-se num azul menos intenso &#8211; a cor espectral m\u00e9dia de Bennu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo de DellaGiustina et al. tamb\u00e9m distingue dois tipos principais de pedregulhos na superf\u00edcie de Bennu: escuros e \u00e1speros, e (menos comuns) brilhantes e macios. Os diferentes tipos podem ter sido formados a diferentes profundidades no corpo parente de Bennu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o s\u00f3 os tipos de rocha diferem visualmente, como tamb\u00e9m t\u00eam as suas pr\u00f3prias propriedades f\u00edsicas \u00fanicas. O artigo liderado por Ben Rozitis da The Open University, no Reino Unido, mostra que as rochas escuras s\u00e3o mais fracas e mais porosas, ao passo que as rochas brilhantes s\u00e3o mais fortes e menos porosas. Os pedregulhos brilhantes tamb\u00e9m hospedam os carbonatos identificados por Kaplan e pela sua equipa, sugerindo que a precipita\u00e7\u00e3o de minerais carbonatados atrav\u00e9s de fissuras e espa\u00e7os porosos pode ser respons\u00e1vel pela sua maior resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, ambos os tipos de rochas s\u00e3o mais fracos do que os cientistas esperavam. Rozitis e colegas suspeitam que os pedregulhos escuros de Bennu (os mais fracos, mais porosos e mais comuns) n\u00e3o sobreviveriam \u00e0 viagem pela atmosfera da Terra. Portanto, \u00e9 prov\u00e1vel que as amostras enviadas do asteroide Bennu forne\u00e7am um elo perdido para os cientistas, j\u00e1 que este tipo de material n\u00e3o est\u00e1 atualmente representado nas cole\u00e7\u00f5es de meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bennu \u00e9 uma &#8220;pilha de entulho&#8221; em forma de diamante flutuando no espa\u00e7o, mas \u00e9 mais do que aparenta ser. Os dados obtidos pelo instrumento OLA (OSIRIS-REx Laser Altimeter) &#8211; um instrumento cient\u00edfico contribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Espacial Canadiana &#8211; permitiram que a equipa da miss\u00e3o desenvolvesse um modelo digital 3D do asteroide que, com uma resolu\u00e7\u00e3o de 20 cm, tem uma precis\u00e3o e detalhes sem precedentes. Neste artigo cient\u00edfico, liderado por Michael Daly da Universidade de York, os cientistas explicam como a an\u00e1lise detalhada da forma do asteroide revelou montes semelhantes a cristas em Bennu que se estendem de um polo ao outro, mas que s\u00e3o suficientemente subtis para serem facilmente perdidos a olho nu. A sua presen\u00e7a j\u00e1 tinha sido sugerida antes, mas as suas extens\u00f5es polo-a-polo s\u00f3 se tornaram claras quando os hemisf\u00e9rios norte e sul foram separados nos dados do OLA para efeitos de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo digital do terreno tamb\u00e9m mostra que os hemisf\u00e9rios norte e sul de Bennu t\u00eam formas diferentes. O hemisf\u00e9rio sul parece ser mais macio e redondo, o que os cientistas pensam ser o resultado de material solto que ficou preso nos v\u00e1rios pedregulhos grandes da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/color_profile_final02-2-011.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"443\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tVrnyr8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3583\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tVrnyr8.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tVrnyr8-300x135.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/tVrnyr8-768x345.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>A miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA criou estas imagens usando composi\u00e7\u00f5es de cores falsas RGB do asteroide Bennu. Um mapa 2D e imagens obtidas pela nave foram sobrepostas num modelo da forma do asteroide para criar estas composi\u00e7\u00f5es. Aqui, o terreno espectralmente m\u00e9dio e mais azul do que a m\u00e9dia aparece azul, as superf\u00edcies que s\u00e3o mais avermelhadas do que a m\u00e9dia aparecem vermelhas. As \u00e1reas verdes correspondem a zonas com o mineral piroxena, que provavelmente veio de um asteroide diferente, Vesta. As \u00e1reas pretas perto dos polos indicam aus\u00eancia de dados.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro artigo da cole\u00e7\u00e3o especial, liderado por Daniel Scheeres da Universidade do Colorado em Boulder, examina o campo gravitacional de Bennu, que foi determinado pelo rastreamento das trajet\u00f3rias da espa\u00e7onave OSIRIS-REx e das part\u00edculas que s\u00e3o naturalmente ejetadas da superf\u00edcie de Bennu. A utiliza\u00e7\u00e3o das part\u00edculas como sondas de gravidade \u00e9 fortuito. Antes da descoberta da eje\u00e7\u00e3o de part\u00edculas em Bennu em 2019, a equipa estava preocupada em mapear o campo gravitacional com a precis\u00e3o necess\u00e1ria usando apenas dados de rastreamento da sonda. O fornecimento natural de dezenas de &#8220;minissondas&#8221; de gravidade permitiu \u00e0 equipa exceder amplamente os seus requisitos e obter uma vis\u00e3o sem precedentes do interior do asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O campo gravitacional reconstru\u00eddo mostra que o interior de Bennu n\u00e3o \u00e9 uniforme. Ao inv\u00e9s, existem zonas interiores com material mais denso e menos denso. \u00c9 como se houvesse um vazio no seu centro, dentro do qual pud\u00e9ssemos colocar alguns campos de futebol. Al\u00e9m disso, a protuber\u00e2ncia no equador de Bennu \u00e9 subdensa, sugerindo que a rota\u00e7\u00e3o de Bennu est\u00e1 a fazer crescer este material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as seis publica\u00e7\u00f5es da cole\u00e7\u00e3o especial usam conjuntos de dados globais e locais recolhidos pela nave OSIRIS-REX de fevereiro a outubro de 2019. A cole\u00e7\u00e3o especial ressalta que as miss\u00f5es de envio de amostras como a OSIRIS-REx s\u00e3o essenciais para compreender totalmente a hist\u00f3ria e evolu\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o est\u00e1 a uma semana de cumprir o seu maior objetivo &#8211; recolher um peda\u00e7o de um asteroide pristino, hidratado e rico em carbono. A OSIRIS-REx partir\u00e1 de Bennu em 2021 e entregar\u00e1 a amostra \u00e0 Terra no dia 24 de setembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tour of Asteroid Bennu\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QunVAWABQSc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2002\/osiris-rex-unlocks-more-secrets-from-asteroid-bennu\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.swri.org\/press-release\/nasa-osiris-rex-asteroid-bennu-surface-collection\" target=\"_blank\">\/\/ SwRI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.colorado.edu\/today\/2020\/10\/08\/scientists-peer-inside-asteroid\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Colorado (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/news.nau.edu\/asteroid-bennu\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Norte do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2020\/10\/07\/science.abc3522\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2020\/10\/07\/science.abc3557\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2020\/10\/07\/science.abc3660\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/6\/41\/eabd3649\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (Science Advances)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/6\/41\/eabc3699\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #5 (Science Advances)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/6\/41\/eabc3350\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #6 (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/10\/nasa-mission-about-capture-carbon-rich-dust-former-water-world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2020-10\/aaft-nff100520.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/osiris-rex-oldest-rocks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/asteroid-bennu-formation-history-osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/water-once-flowed-across-the-rocks-of-asteroid-bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/the-complex-history-of-asteroid-bennu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2256626-asteroid-bennu-was-once-part-of-a-space-rock-with-flowing-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/asteroid-bennu-brittle-boulders-easier-sample-collection-nasa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-10-osiris-rex-mission-history-asteroid-bennu.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/10\/nasa-osiris-rex-finds-asteroid-bennu-contains-ingredients-for-life\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">National Geographic<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/bennu-water-mystery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=101955;orb=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira miss\u00e3o de envio de amostras de um asteroide da NASA sabe agora muito mais sobre o material que vai recolher daqui a uma semana. 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