{"id":3570,"date":"2020-10-09T05:29:56","date_gmt":"2020-10-09T05:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3570"},"modified":"2020-10-09T05:30:06","modified_gmt":"2020-10-09T05:30:06","slug":"estrelas-e-planetas-crescem-juntos-como-irmaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/09\/estrelas-e-planetas-crescem-juntos-como-irmaos\/","title":{"rendered":"Estrelas e planetas crescem juntos como irm\u00e3os"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/15483228\/original-1601891582.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjoxNTQ4MzIyOH0=--8761378990420e8534cf8011cd18e0b390c6dfbd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"625\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-1-1024x625.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3571\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-1-1024x625.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-1-300x183.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-1-768x468.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/original-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os an\u00e9is e divis\u00f5es no disco de poeira de IRS 63, em compara\u00e7\u00e3o com uma figura das \u00f3rbitas do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar \u00e0 mesma escala e orienta\u00e7\u00e3o do disco de IRS 63. As localiza\u00e7\u00f5es dos an\u00e9is s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s posi\u00e7\u00f5es de objetos no nosso Sistema Solar, com o anel mais interior mais ou menos do tamanho da \u00f3rbita de Neptuno e o anel exterior um pouco mais largo do que a \u00f3rbita de Plut\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck F\u00edsica Extraterrestre\/D. Segura-Cox<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma equipa internacional de cientistas liderada por Dominique Segura-Cox do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre na Alemanha teve como alvo a protoestrela IRS 63 com o radiotelesc\u00f3pio ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array). Este sistema est\u00e1 a 470 anos-luz da Terra e encontra-se nas profundezas da nuvem interestelar L1709, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Ofi\u00faco. As protoestrelas t\u00e3o jovens quanto IRS 63 ainda est\u00e3o envoltas num grande e massivo inv\u00f3lucro de g\u00e1s e poeira, e a protoestrela e o seu disco alimentam-se deste reservat\u00f3rio de material.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram previamente detetados an\u00e9is de poeira, em grande n\u00famero, em sistemas com mais de 1 milh\u00e3o de anos, depois das protoestrelas terminarem de reunir a maior parte da sua massa. IRS 63 \u00e9 diferente: com menos de 500.000 anos, tem menos de metade da idade de outras estrelas jovens com an\u00e9is de poeira e a protoestrela ainda crescer\u00e1 significativamente de massa. &#8220;Os an\u00e9is do disco em torno de IRS 63 s\u00e3o t\u00e3o jovens,&#8221; enfatiza Segura-Cox. &#8220;Costum\u00e1vamos pensar que as estrelas entravam primeiro na idade adulta e depois \u00e9 que eram as m\u00e3es dos planetas, planetas estes que surgiam mais tarde. Mas agora vemos que as protoestrelas e os planetas crescem e evoluem juntos desde os primeiros tempos, como irm\u00e3os.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os planetas enfrentam alguns obst\u00e1culos s\u00e9rios durante os seus est\u00e1gios iniciais de forma\u00e7\u00e3o. Eles precisam de crescer a partir de min\u00fasculas part\u00edculas de poeira, mais pequenas que o t\u00edpico p\u00f3 das nossas casas aqui na Terra. &#8220;Os an\u00e9is no disco de IRS 63 s\u00e3o enormes amontoados de poeira, prontos para se combinarem em planetas,&#8221; observa a coautora Anika Schmiedeke do mesmo instituto. No entanto, mesmo depois da poeira se aglomerar para formar um embri\u00e3o planet\u00e1rio, o planeta ainda em forma\u00e7\u00e3o pode desaparecer espiralando para dentro, sendo consumido pela protoestrela central. Se os planetas come\u00e7arem a formar-se muito cedo e a grandes dist\u00e2ncias da protoestrela, podem melhor sobreviver a este processo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/15482607\/original-1601907786.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjoxNTQ4MjYwN30=--72b1878247ecd35e32335655aad54737ab9db246\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mpg.de\/15482607\/original-1601907786.jpg?t=eyJ3aWR0aCI6MTIwMCwib2JqX2lkIjoxNTQ4MjYwN30=--72b1878247ecd35e32335655aad54737ab9db246\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> A densa regi\u00e3o L1709 na Nuvem Molecular de Ofi\u00faco, mapeada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Herschel, que rodeia e alimenta material \u00e0 muito mais pequena protoestrela IRS 63 e ao seu disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (posi\u00e7\u00e3o assinalada pela cruz preta).<br>Cr\u00e9dito: Instituto Max Planck F\u00edsica Extraterrestre\/D. Segura-Cox, dados do Herschel da ESA\/Herschel\/SPIRE\/PACS\/D. Arzoumanian <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipa de investigadores descobriu que existem cerca de 0,5 massas de J\u00fapiter de poeira no jovem disco de IRS 63 a mais de 20 UA do seu centro (uma dist\u00e2ncia id\u00eantica \u00e0 \u00f3rbita de \u00darano no nosso Sistema Solar). Isto sem contar com a quantidade de g\u00e1s, que pode totalizar at\u00e9 100 vezes mais material. S\u00e3o necess\u00e1rias pelo menos 0,03 massas de J\u00fapiter de material s\u00f3lido para formar um n\u00facleo planet\u00e1rio que ir\u00e1 acretar g\u00e1s de forma eficiente e crescer para formar um planeta gigante gasoso. Jaime Pineda, membro da equipa e tamb\u00e9m do Instituto Max Planck para F\u00edsica Extraterrestre, acrescenta: &#8220;Estes resultados mostram que devemos concentrar-nos nos sistemas mais jovens para entender verdadeiramente a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria&#8221;. Por exemplo, h\u00e1 cada vez mais evid\u00eancias de que J\u00fapiter pode realmente ter-se formado muito mais longe no Sistema Solar, para l\u00e1 da \u00f3rbita de Neptuno, e depois migrado para dentro at\u00e9 \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o atual. Da mesma forma, a poeira em torno de IRS 63 mostra que h\u00e1 material suficiente, longe da protoestrela, e num est\u00e1gio jovem o suficiente, para que este an\u00e1logo do Sistema Solar forme planetas do mesmo modo que se suspeita que J\u00fapiter se tenha formado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O tamanho do disco \u00e9 muito semelhante ao do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar&#8221;, explica Segura-Cox. &#8220;At\u00e9 a massa da protoestrela \u00e9 um pouco menor que a do nosso Sol. O estudo destes discos jovens, formadores de planetas, em torno de protoestrelas, pode dar-nos importantes informa\u00e7\u00f5es sobre as nossas pr\u00f3prias origens.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/15481384\/stars-and-planets-grow-up-together-as-siblings\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-020-2779-6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Nuvem Molecular de Ofi\u00faco:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rho_Ophiuchi_cloud_complex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os an\u00e9is e divis\u00f5es no disco de poeira de IRS 63, em compara\u00e7\u00e3o com uma figura das \u00f3rbitas do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar \u00e0 mesma escala e orienta\u00e7\u00e3o do disco de IRS 63. As localiza\u00e7\u00f5es dos an\u00e9is s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s posi\u00e7\u00f5es de objetos no nosso Sistema Solar, com o anel mais interior mais ou menos &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,72,1],"tags":[305,306,166,332,289],"class_list":["post-3570","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-exoplanetas","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-disco-protoplanetario","tag-eso","tag-formacao-estelar","tag-formacao-planetaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3570","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3570"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3570\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3572,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3570\/revisions\/3572"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}