{"id":3553,"date":"2020-10-06T05:38:34","date_gmt":"2020-10-06T05:38:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3553"},"modified":"2020-10-06T05:38:45","modified_gmt":"2020-10-06T05:38:45","slug":"estrelas-de-rapida-rotacao-no-centro-da-via-lactea-podem-ter-migrado-da-periferia-da-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/10\/06\/estrelas-de-rapida-rotacao-no-centro-da-via-lactea-podem-ter-migrado-da-periferia-da-galaxia\/","title":{"rendered":"Estrelas de r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o no centro da Via L\u00e1ctea podem ter migrado da periferia da Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"\n<p>Num artigo cient\u00edfico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, uma equipa internacional de astrof\u00edsicos, incluindo cientistas da Universidade de Surrey, relata como descobriram um grupo de estrelas com caracter\u00edsticas diferentes das suas vizinhas encontradas no Enxame Estelar Nuclear da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>Um enxame estelar nuclear \u00e9 um aglomerado de estrelas muito denso e de alta luminosidade perto do centro de massa de uma gal\u00e1xia. Geralmente encontram-se em gal\u00e1xias de baixa massa onde os buracos negros supermassivos n\u00e3o est\u00e3o presentes. E geralmente n\u00e3o existem em gal\u00e1xias com buracos negros supermassivos. No entanto, algumas gal\u00e1xias podem conter as duas categorias de objetos no n\u00facleo gal\u00e1ctico, e a Via L\u00e1ctea \u00e9 um desses exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa usou simula\u00e7\u00f5es de computador de alta resolu\u00e7\u00e3o e de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para explicar como este grupo de estrelas pobres em metais e de r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o veio a estar localizado no centro da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/28642\/full_jpg.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/web_print-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3554\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/web_print-819x1024.jpg 819w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/web_print-240x300.jpg 240w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/web_print-768x960.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/web_print.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/a><figcaption>Perscrutando o cora\u00e7\u00e3o profundo da Via L\u00e1ctea, o Hubble revela uma tape\u00e7aria rica de mais de meio milh\u00e3o de estrelas. \u00c0 excep\u00e7\u00e3o de algumas estrelas azuis, no plano da frente, as estrelas fazem parte do Enxame Nuclear Estelar da Via L\u00e1ctea, o enxame de estrelas mais massivo e mais denso da nossa Gal\u00e1xia. T\u00e3o cheio de estrelas, \u00e9 equivalente a ter um milh\u00e3o de s\u00f3is amontoados no volume de espa\u00e7o entre n\u00f3s e a nossa vizinha estelar mais pr\u00f3xima, Alpha Centauri, a 4,3 anos-luz de dist\u00e2ncia. Bem no centro da nossa Gal\u00e1xia, este enxame estelar rodeia o buraco negro supermassivo da Via L\u00e1ctea, que tem cerca de 4 milh\u00f5es de vezes a massa do nosso Sol. Esta imagem, que abrange 50 anos-luz, \u00e9 um mosaico composto por nove imagens separadas obtidas pelo instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble. O centro de Via L\u00e1ctea est\u00e1 localizado a 27.000 anos-luz de dist\u00e2ncia. Esta &#8220;tempestade&#8221; de estrelas \u00e9 apenas a ponta do iceberg: os astr\u00f3nomos estimam que cerca de 10 milh\u00f5es de estrelas neste enxame sejam demasiado t\u00e9nues para ser capturadas na imagem. <br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, e Equipa do Legado Hubble (STScI\/AURA); Reconhecimento: T. Do e A. Ghez (UCLA), e V. Bajaj (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os seus c\u00e1lculos descobriram que \u00e9 prov\u00e1vel que este grupo de estrelas seja um remanescente da migra\u00e7\u00e3o de um enorme enxame estelar que se formou a alguns anos-luz de dist\u00e2ncia do centro da Via L\u00e1ctea. Alternativamente, embora n\u00e3o seja t\u00e3o prov\u00e1vel quanto o cen\u00e1rio do enxame, a equipa tamb\u00e9m observou que o grupo de estrelas pode ter tido origem numa gal\u00e1xia an\u00e3 localizada a 320.000 anos-luz do Centro Gal\u00e1ctico.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as evid\u00eancias apontam para um evento de acre\u00e7\u00e3o que aconteceu h\u00e1 3-5 mil milh\u00f5es de anos, durante o qual um grande enxame migrou em dire\u00e7\u00e3o ao centro da Via L\u00e1ctea e foi perturbado pelas fortes for\u00e7as de mar\u00e9 do Enxame Estelar Nuclear, regi\u00e3o esta com uma densidade estelar alta. As estrelas do enxame foram depositadas na regi\u00e3o e foram descobertas com base nas suas velocidades peculiares e baixo teor de metal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. Alessia Gualandris, professora de f\u00edsica da Universidade de Surrey, acrescentou: &#8220;Esta descoberta pode ser a &#8216;arma fumegante&#8217; de que a Via L\u00e1ctea tem vindo a acumular enxames estelares de gal\u00e1xias an\u00e3s ao longo da sua vida. O seu passado foi muito mais ativo do que pens\u00e1vamos anteriormente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Tuan Do, professor assistente da UCLA (Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles), disse: &#8220;\u00c9 not\u00e1vel como estas novas observa\u00e7\u00f5es do Enxame Estelar Nuclear podem revelar tanto sobre a hist\u00f3ria de toda a Gal\u00e1xia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Manuel Arca-Sedda, do Instituto de C\u00e1lculo Astron\u00f3mico, em Heidelberg, Alemanha, concluiu: &#8220;Uma estreita colabora\u00e7\u00e3o entre observadores e te\u00f3ricos foi fundamental neste estudo. A combina\u00e7\u00e3o de novas observa\u00e7\u00f5es requintadas com modelos de computador de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o permitiu-nos descobrir o local de nascimento destas estrelas peculiares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.surrey.ac.uk\/news\/fast-rotating-stars-centre-milky-way-could-have-migrated-outskirts-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Surrey (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abb246\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.02335\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abb245\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.02328\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galactic_Center#Stellar_population\" target=\"_blank\">Popula\u00e7\u00e3o estelar do Centro Gal\u00e1ctico (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enxame Nuclear Estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nuclear_star_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num artigo cient\u00edfico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, uma equipa internacional de astrof\u00edsicos, incluindo cientistas da Universidade de Surrey, relata como descobriram um grupo de estrelas com caracter\u00edsticas diferentes das suas vizinhas encontradas no Enxame Estelar Nuclear da Via L\u00e1ctea. 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