{"id":3523,"date":"2020-09-25T05:36:27","date_gmt":"2020-09-25T05:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3523"},"modified":"2020-09-25T05:36:35","modified_gmt":"2020-09-25T05:36:35","slug":"o-primeiro-neptuno-ultra-quente-ltt-9779b-e-um-dos-planetas-mais-improvaveis-da-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/09\/25\/o-primeiro-neptuno-ultra-quente-ltt-9779b-e-um-dos-planetas-mais-improvaveis-da-natureza\/","title":{"rendered":"O primeiro &#8220;Neptuno Ultra-Quente&#8221;, LTT 9779b, \u00e9 um dos planetas mais improv\u00e1veis da natureza"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/hjU0LuD.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"615\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/hjU0LuD-1024x615.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3524\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/hjU0LuD-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/hjU0LuD-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/hjU0LuD-768x461.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/hjU0LuD.jpg 1144w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do Neptuno Ultra-Quente.<br>Cr\u00e9dito: Ricardo Ramirez<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, incluindo um grupo da Universidade de Warwick, descobriu o primeiro planeta &#8220;Neptuno Ultra-Quente&#8221; em \u00f3rbita da estrela pr\u00f3xima LTT 9779.<\/p>\n\n\n\n<p>O exoplaneta orbita t\u00e3o perto da sua estrela que o seu ano dura apenas 19 horas, o que significa que a radia\u00e7\u00e3o estelar aquece o planeta a mais de 1700 graus Celsius.<\/p>\n\n\n\n<p>A estas temperaturas, os elementos pesados como o ferro podem ser ionizados na atmosfera e as mol\u00e9culas desassociadas, fornecendo um laborat\u00f3rio \u00fanico para estudar a qu\u00edmica de planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o mundo tenha o dobro da massa de Neptuno, \u00e9 tamb\u00e9m ligeiramente maior e tem uma densidade semelhante. Portanto, LTT 9779b deve ter um n\u00facleo enorme com cerca de 28 massas terrestres e uma atmosfera que representa cerca de 9% da massa planet\u00e1ria total.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema propriamente dito tem aproximadamente metade da idade do Sol, com 2 mil milh\u00f5es de anos, e dada a intensa radia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o seria de esperar que um planeta parecido com Neptuno mantivesse a sua atmosfera por tanto tempo, fornecendo um quebra-cabe\u00e7as intrigante para resolver; como \u00e9 que surgiu um sistema t\u00e3o improv\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>LTT 9779 \u00e9 uma estrela parecida com o Sol localizada a uma dist\u00e2ncia de 260 anos-luz, perto em termos astron\u00f3micos. \u00c9 super-rica em metais, tendo na sua atmosfera o dobro do ferro do que o Sol. Este pode ser um indicador chave de que o planeta era originalmente um gigante gasoso muito maior, j\u00e1 que estes corpos se formam preferencialmente perto de estrelas com as maiores abund\u00e2ncias de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>As indica\u00e7\u00f5es iniciais da exist\u00eancia do planeta foram feitas usando o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), como parte da sua miss\u00e3o para descobrir pequenos planetas em tr\u00e2nsito orbitando estrelas brilhantes e nas proximidades por todo o c\u00e9u. Estes tr\u00e2nsitos s\u00e3o encontrados quando um planeta passa diretamente em frente da sua estrela hospedeira, bloqueando parte da luz estelar, e a quantidade de luz bloqueada revela o tamanho do companheiro. Mundos como estes, uma vez totalmente confirmados, podem permitir que os astr\u00f3nomos investiguem as suas atmosferas, proporcionando uma compreens\u00e3o mais profunda dos processos de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O sinal de tr\u00e2nsito foi rapidamente confirmado no in\u00edcio de novembro de 2018 como proveniente de um corpo de massa planet\u00e1ria, usando observa\u00e7\u00f5es obtidas com o instrumento HARPS (High Accuracy Radial-velocity Planet Searcher), acoplado ao telesc\u00f3pio de 3,6 metros no Observat\u00f3rio de la Silla do ESO no norte do Chile. O HARPS usa o efeito Doppler para medir as massas de planetas e caracter\u00edsticas orbitais como o per\u00edodo. Quando s\u00e3o encontrados objetos em tr\u00e2nsito, as medi\u00e7\u00f5es Doppler podem ser organizadas para confirmar a natureza planet\u00e1ria de uma maneira eficiente. No caso de LTT 9779b, a equipa conseguiu confirmar a exist\u00eancia do planeta ap\u00f3s apenas uma semana de observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Universidade de Warwick \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o l\u00edder do cons\u00f3rcio NGTS (Next-Generation Transit Survey), cujos telesc\u00f3pios no Paranal, Chile, fizeram observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento para ajudar a confirmar a descoberta do planeta. O Dr. George King, do Departamento de F\u00edsica, trabalhou na an\u00e1lise dos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse: &#8220;Fic\u00e1mos muito satisfeitos quando os nossos telesc\u00f3pios NGTS confirmaram o sinal de tr\u00e2nsito deste novo planeta emocionante. A queda no brilho \u00e9 de apenas dois d\u00e9cimos de um por cento, e muito poucos telesc\u00f3pios s\u00e3o capazes de fazer medi\u00e7\u00f5es t\u00e3o precisas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor James Jenkins do Departamento de Astronomia da Universidade do Chile, que liderou a equipa, acrescentou: &#8220;A descoberta de LTT 9779b, t\u00e3o cedo na miss\u00e3o do TESS, foi uma surpresa completa: uma aposta que valeu a pena. A maioria dos eventos de tr\u00e2nsito com per\u00edodos inferiores a um dia tendem a ser falsos positivos, normalmente estrelas bin\u00e1rias eclipsantes de fundo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>LTT 9779b \u00e9 de facto raro, existindo numa regi\u00e3o esparsamente povoada do espa\u00e7o param\u00e9trico planet\u00e1rio. &#8220;O planeta existe no que \u00e9 conhecido como o &#8216;Deserto de Neptuno&#8217;, uma regi\u00e3o desprovida de planetas quando olhamos para a popula\u00e7\u00e3o de massas e tamanhos planet\u00e1rios. Embora os gigantes gelados pare\u00e7am ser um subproduto bastante comum do processo de forma\u00e7\u00e3o de planetas, este n\u00e3o \u00e9 o caso muito perto das suas estrelas. N\u00f3s pensamos que estes planetas perdem a sua atmosfera ao longo do tempo c\u00f3smico, transformando-se no que chamamos de Planetas de Per\u00edodo Ultracurto,&#8221; explicou Jenkins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos do Dr. King confirmaram que LTT 9779b deveria ter despojado a sua atmosfera atrav\u00e9s de um processo chamado fotoevapora\u00e7\u00e3o. Ele salientou: &#8220;os intensos raios-X e raios ultravioleta da jovem estrela-m\u00e3e ter\u00e3o aquecido a atmosfera superior do planeta e devem ter levado os gases atmosf\u00e9ricos para o espa\u00e7o&#8221;. Por outro lado, os c\u00e1lculos do Dr. King mostraram que n\u00e3o havia aquecimento de raios-X suficiente para LTT 9779b ter come\u00e7ado como um gigante gasoso muito mais massivo. &#8220;A fotoevapora\u00e7\u00e3o deveria ter resultado numa rocha nua ou num gigante gasoso,&#8221; explicou. &#8220;O que significa que deve haver algo novo e invulgar que temos de tentar explicar no que toca \u00e0 hist\u00f3ria deste planeta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Jenkins observou: &#8220;Os modelos de estrutura planet\u00e1ria dizem-nos que o planeta \u00e9 um mundo dominado por um n\u00facleo gigante mas, crucialmente, deve haver duas a tr\u00eas massas terrestres de g\u00e1s atmosf\u00e9rico. Mas se a estrela \u00e9 t\u00e3o velha, porque \u00e9 que existe uma atmosfera sequer? Bem, se LTT 9779b come\u00e7ou a vida como um gigante gasoso, ent\u00e3o um processo chamado Fluxo do L\u00f3bulo de Roche poderia ter transferido quantidades significativas de g\u00e1s atmosf\u00e9rico para a estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Fluxo do L\u00f3bulo de Roche \u00e9 um processo pelo qual um planeta chega t\u00e3o perto da sua estrela que a gravidade mais forte da estrela pode capturar as camadas externas do planeta, fazendo com que sejam transferidas para a estrela e, assim, diminuindo significativamente a massa do planeta. Os modelos preveem resultados semelhantes aos do sistema LTT 9779, mas tamb\u00e9m requerem alguns ajustes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m pode ser que LTT 9779b tenha chegado \u00e0 sua \u00f3rbita atual bastante tarde e, portanto, n\u00e3o tenha tido tempo para ficar sem atmosfera. As colis\u00f5es com outros planetas no sistema podem t\u00ea-lo jogado na dire\u00e7\u00e3o da estrela. Na verdade, por ser um mundo t\u00e3o \u00fanico e raro, podem ser plaus\u00edveis cen\u00e1rios mais ex\u00f3ticos,&#8221; acrescentou Jenkins.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o planeta parece ter uma atmosfera significativa e dado que orbita uma estrela relativamente brilhante, estudos futuros da atmosfera planet\u00e1ria podem desvendar alguns dos mist\u00e9rios relacionados com a forma\u00e7\u00e3o deste g\u00e9nero de exoplanetas, como evoluem e os detalhes da sua composi\u00e7\u00e3o. Jenkins concluiu: &#8220;O planeta \u00e9 muito quente, o que motiva a busca por elementos mais pesados do que o hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, juntamente com n\u00facleos at\u00f3micos ionizados. \u00c9 preocupante pensar que este &#8216;planeta improv\u00e1vel&#8217; \u00e9 provavelmente t\u00e3o raro que n\u00e3o encontraremos outro laborat\u00f3rio igual para estudar em detalhe a natureza dos Neptunos Ultra-Quentes. Portanto, devemos extrair cada grama de conhecimento que pudermos deste diamante em bruto, observando-o com instrumentos espaciais e no solo ao longo dos pr\u00f3ximos anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/the_first_ultra\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.uchile.cl\/noticias\/168706\/astronomos-descubren-nuevo-tipo-de-planeta-con-un-ano-que-dura-19-hrs\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Chile (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-1142-z\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/first-ultrahot-neptune-exoplanet-discovery-tess\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-first-ultra-hot-neptune-has-been-discovered-orbiting-a-sun-like-star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-09-ultra-hot-neptune-ltt-9779b-nature.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/descoberto-novo-tipo-planeta-no-deserto-neptuniano-um-ano-dura-19-horas-348307\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZAP.aeiou<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LTT 9779b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/ltt_9779_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio La Silla:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/lasilla\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/La_Silla_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NGTS (Next-Generation Transit Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ngtransits.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/ngts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Next-Generation_Transit_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o de artista do Neptuno Ultra-Quente.Cr\u00e9dito: Ricardo Ramirez Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, incluindo um grupo da Universidade de Warwick, descobriu o primeiro planeta 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