{"id":3520,"date":"2020-09-25T05:34:19","date_gmt":"2020-09-25T05:34:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3520"},"modified":"2020-09-25T05:34:30","modified_gmt":"2020-09-25T05:34:30","slug":"asteroide-bennu-tem-pedacos-de-vesta-a-sua-superficie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/09\/25\/asteroide-bennu-tem-pedacos-de-vesta-a-sua-superficie\/","title":{"rendered":"Asteroide Bennu tem peda\u00e7os de Vesta \u00e0 sua superf\u00edcie"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Incrivelmente, de acordo com a sonda OSIRIS-REx da NASA, parece que alguns peda\u00e7os do asteroide Vesta acabaram no asteroide Bennu. O novo resultado lan\u00e7a luz sobre a intrincada dan\u00e7a orbital dos asteroides e sobre a origem violenta de Bennu, que \u00e9 um asteroide &#8220;pilha de entulho&#8221; que coalesceu a partir dos fragmentos de uma colis\u00e3o massiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontr\u00e1mos seis rochas que variam entre 1,5 e 4,3 metros espalhadas pelo hemisf\u00e9rio sul de Bennu e perto do equador,&#8221; disse Daniella DellGiustina do Laborat\u00f3rio Lunar e Planet\u00e1rio da Universidade do Arizona, Tucson, EUA. &#8220;Estes pedregulhos s\u00e3o muito mais brilhantes do que o resto de Bennu e combinam com o material de Vesta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/orex_vesta_press_release_graphic.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"491\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/UUUOnCQ.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3521\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/UUUOnCQ.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/UUUOnCQ-300x150.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/UUUOnCQ-768x383.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/UUUOnCQ-660x330.png 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Durante a primavera de 2019, a sonda OSIRIS-REx da NASA capturou estas imagens, que mostram fragmentos do asteroide Vesta presentes \u00e0 superf\u00edcie do asteroide Bennu. Os pedregulhos brilhantes (com o c\u00edrculo \u00e0 volta) t\u00eam material rico em piroxenas de Vesta. Parte deste material brilhante parece ser rochas individuais (esquerda), enquanto outros parecem ser partes de rochas maiores (direita).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A nossa hip\u00f3tese principal \u00e9 que Bennu herdou este material do seu asteroide parental depois de um &#8216;vestoide&#8217; (um fragmento de Vesta) o ter atingido,&#8221; disse Hannah Kaplan do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Ent\u00e3o, quando o asteroide parental foi catastroficamente perturbado, uma parte dos seus detritos acumularam-se sob a sua pr\u00f3pria gravidade para formar Bennu, incluindo parte das piroxenas de Vesta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DellaGiustina e Kaplan s\u00e3o os autores principais de um artigo sobre esta investiga\u00e7\u00e3o, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 21 de setembro da revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pedregulhos invulgares em Bennu chamaram a aten\u00e7\u00e3o da equipa pela primeira vez em imagens da OCAMS (OSIRIS-REx Camera Suite) da nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer). Pareciam extremamente brilhantes, alguns quase dez vezes mais brilhantes do que outras rochas nas proximidades. Analisaram a luz dos pedregulhos usando o instrumento OVIRS (OSIRIS-REx Visible and Infrared Spectrometer) para obter pistas sobre a sua composi\u00e7\u00e3o. Um espectr\u00f3metro separa a luz nas suas cores componentes. Dado que os elementos e os compostos t\u00eam padr\u00f5es distintos de assinaturas claras e escuras ao longo de uma gama de cores, estes podem ser identificados usando este tipo de instrumento. A assinatura dos pedregulhos era caracter\u00edstica do mineral piroxena, semelhante ao que \u00e9 visto em Vesta e nos vestoides, asteroides mais pequenos que s\u00e3o fragmentos expelidos de Vesta quando sofreu impactos significativos de asteroides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro, \u00e9 poss\u00edvel que as rochas se tenham formado no asteroide parental de Bennu, mas a equipa pensa que isto \u00e9 improv\u00e1vel com base no modo como as piroxenas se formam normalmente. Este mineral normalmente forma-se quando o material rochoso derrete a altas temperaturas. No entanto, a maior parte de Bennu \u00e9 composta por rochas contendo minerais com \u00e1gua, de modo Bennu (e o seu parente) n\u00e3o deve ter passado por fases de altas temperaturas. Em seguida, a equipa considerou o aquecimento localizado, talvez devido a um impacto. Um impacto necess\u00e1rio para derreter material suficiente e criar grandes rochas de piroxenas seria t\u00e3o significativo que teria destru\u00eddo o corpo parental de Bennu. Portanto, a equipa descartou estes cen\u00e1rios e, ao inv\u00e9s, considerou outros asteroides ricos em piroxenas que podem ter implantado este material em Bennu ou no seu corpo parente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Meteorites From Vesta Found on Asteroid Bennu\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RRDObFMY9ak?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es revelam que n\u00e3o \u00e9 invulgar um asteroide ter material de outro asteroide &#8220;espirrado&#8221; \u00e0 sua superf\u00edcie. Os exemplos incluem material escuro nas paredes de crateras vistas pela sonda Dawn em Vesta, uma rocha negra vista pela nave Hayabusa no asteroide Itokawa e, mais recentemente, material de asteroides do tipo S observados pela Hayabusa2 no asteroide Ryugu. Isto indica que muitos asteroides est\u00e3o a participar numa dan\u00e7a orbital complexa que \u00e0s vezes resulta em misturas c\u00f3smicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que os asteroides se movem pelo Sistema Solar, as suas \u00f3rbitas podem ser alteradas de v\u00e1rias maneiras, incluindo a atra\u00e7\u00e3o gravitacional de planetas e de outros objetos, impactos de meteoroides e at\u00e9 mesmo a leve press\u00e3o da luz solar. O novo resultado ajuda a definir a complexa jornada que Bennu e outros asteroides tra\u00e7aram pelo Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base na sua \u00f3rbita, v\u00e1rios estudos indicam que Bennu foi entregue da regi\u00e3o interior da cintura de asteroides por meio de uma via gravitacional bem conhecida que pode levar objetos da cintura principal interior at\u00e9 \u00f3rbitas pr\u00f3ximas da Terra. Existem duas fam\u00edlias de asteroides da cintura principal interna (Polana e Eulalia) que se parecem com Bennu: escuros e ricos em carbono, o que as torna prov\u00e1veis candidatas ao parente de Bennu. Da mesma forma, a forma\u00e7\u00e3o dos vestoides est\u00e1 ligada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das bacias de impacto Veneneia e Rheasilvia em Vesta, h\u00e1 cerca de 2 mil milh\u00f5es e mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, respetivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estudos futuros de fam\u00edlias de asteroides, bem como da origem de Bennu, dever\u00e3o reconciliar a presen\u00e7a de material semelhante ao de Vesta, bem como a aparente falta de outros tipos pertencentes a outros asteroides. Estamos ansiosos pela entrega da amostra, que esperan\u00e7osamente cont\u00e9m peda\u00e7os destes tipos de rochas intrigantes,&#8221; disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx da Universidade Estatal do Arizona em Tucson. &#8220;Esta restri\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais convincente dada a descoberta de material do tipo S no asteroide Ryugu. Esta diferen\u00e7a mostra o valor de estudar v\u00e1rios asteroides por todo o Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sonda far\u00e1 a sua primeira tentativa de recolher amostras de Bennu em outubro e entreg\u00e1-las-\u00e1 \u00e0 Terra em 2023 para uma an\u00e1lise detalhada. A equipa da miss\u00e3o examinou de perto quatro potenciais locais de recolha de amostras em Bennu para determinar o seu valor cient\u00edfico e de seguran\u00e7a antes de fazer uma sele\u00e7\u00e3o final em dezembro de 2019. A equipa de DellaGiustina e de Kaplan pensa que podem encontrar peda\u00e7os mais pequenos de Vesta em imagens destes estudos mais \u00edntimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/bennu-vesta-meteorites\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-1195-z\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=101955;orb=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vesta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/4_Vesta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rheasilvia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rheasilvia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Veneneia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Veneneia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/V-type_asteroid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vestoide (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroides da fam\u00edlia Polana e Eulalia:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nysa_family\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/142_Polana\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">142 Polana (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/495_Eulalia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">495 Eulalia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Piroxenas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pyroxene\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Dawn:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/dawn.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/dawn\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dawn_Mission\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incrivelmente, de acordo com a sonda OSIRIS-REx da NASA, parece que alguns peda\u00e7os do asteroide Vesta acabaram no asteroide Bennu. 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