{"id":3496,"date":"2020-09-15T05:38:29","date_gmt":"2020-09-15T05:38:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3496"},"modified":"2020-09-15T05:38:41","modified_gmt":"2020-09-15T05:38:41","slug":"novos-dados-do-hubble-sugerem-que-falta-um-ingrediente-nas-teorias-atuais-da-materia-escura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/09\/15\/novos-dados-do-hubble-sugerem-que-falta-um-ingrediente-nas-teorias-atuais-da-materia-escura\/","title":{"rendered":"Novos dados do Hubble sugerem que falta um ingrediente nas teorias atuais da mat\u00e9ria escura"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic2016a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/7zr880f.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3497\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/7zr880f.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/7zr880f-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA mostra o enxame gal\u00e1ctico massivo MACSJ 1206. Embebidas dentro do enxame est\u00e3o imagens distorcidas de gal\u00e1xias distante no plano de fundo, vistas como arcos e caracter\u00edsticas desfocadas. Estas distor\u00e7\u00f5es s\u00e3o provocadas pela mat\u00e9ria escura no enxame, cuja gravidade curva e amplia a luz de gal\u00e1xias mais long\u00ednquas, um efeito denominado lente gravitacional. Este fen\u00f3meno permite que os astr\u00f3nomos estudem gal\u00e1xias remotas que, de outra maneira, seriam demasiado t\u00e9nues para observar. Sobrepostas \u00e0 imagem, concentra\u00e7\u00f5es a pequena escala de mat\u00e9ria escura (representadas nesta impress\u00e3o de artista a azul). A mat\u00e9ria escura \u00e9 a &#8220;cola&#8221; invis\u00edvel que mant\u00e9m estrelas juntas numa gal\u00e1xia e constitui a maior parte da mat\u00e9ria no Universo. Estes halos azuis refletem o modo como a mat\u00e9ria escura do enxame gal\u00e1ctico est\u00e1 distribu\u00edda, revelada pelos novos resultados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Isto foi alcan\u00e7ado por uma equipa de astr\u00f3nomos que media a quantidade de lentes gravitacionais.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, G. Caminha (Universidade de Groninga), M. Meneghetti (Observat\u00f3rio de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancia Espacial de Bolonha), P. Natarajan (Universidade de Yale), equipa CLASH e M. Kornmesser (ESA\/Hubble)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA e do VLT (Very Large Telescope) do ESO no Chile descobriram que algo pode estar a faltar \u00e0s teorias de como a mat\u00e9ria escura se comporta. Este ingrediente ausente pode explicar a raz\u00e3o porque os investigadores descobriram uma discrep\u00e2ncia inesperada entre observa\u00e7\u00f5es de concentra\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria escura numa amostra de enxames de gal\u00e1xias massivas e simula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de computador de como a mat\u00e9ria escura deve estar distribu\u00edda nos enxames. Os novos achados indicam que algumas concentra\u00e7\u00f5es em pequena escala de mat\u00e9ria escura produzem efeitos de lente que s\u00e3o 10 vezes mais fortes do que o esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mat\u00e9ria escura \u00e9 a &#8220;cola&#8221; invis\u00edvel que mant\u00e9m estrelas, poeira e g\u00e1s juntos numa gal\u00e1xia. Esta subst\u00e2ncia misteriosa constitui a maior parte da massa de uma gal\u00e1xia e forma a base da estrutura em grande escala do nosso Universo. Dado que a mat\u00e9ria escura n\u00e3o emite, absorve ou reflete luz, a sua presen\u00e7a s\u00f3 \u00e9 conhecida por meio da sua atra\u00e7\u00e3o gravitacional sobre a mat\u00e9ria vis\u00edvel no espa\u00e7o. Os astr\u00f3nomos e f\u00edsicos ainda est\u00e3o a tentar definir o que \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os enxames gal\u00e1cticos, as estruturas mais massivas e recentemente &#8220;montadas&#8221; do Universo, s\u00e3o tamb\u00e9m os maiores reposit\u00f3rios de mat\u00e9ria escura. Os enxames s\u00e3o compostos de membros individuais mantidos juntos em grande parte pela gravidade da mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os enxames de gal\u00e1xias s\u00e3o laborat\u00f3rios ideais para estudar se as simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas do Universo, atualmente dispon\u00edveis, reproduzem bem o que podemos inferir das lentes gravitacionais,&#8221; disse Massimo Meneghetti do INAF &#8211; Observat\u00f3rio de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancia Espacial de Bolonha, It\u00e1lia, autor principal do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fizemos muitos testes com os dados deste estudo, e temos a certeza de que esta incompatibilidade indica que algum ingrediente f\u00edsico est\u00e1 a faltar nas simula\u00e7\u00f5es ou no nosso entendimento da natureza da mat\u00e9ria escura,&#8221; acrescentou Meneghetti.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic2016b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/VQdyHBb.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA mostra o enxame gal\u00e1ctico massivo MACSJ 1206. Embebidas dentro do enxame est\u00e3o imagens distorcidas de gal\u00e1xias distante no plano de fundo, vistas como arcos e caracter\u00edsticas desfocadas. Estas distor\u00e7\u00f5es s\u00e3o provocadas pela mat\u00e9ria escura no enxame, cuja gravidade curva e amplia a luz de gal\u00e1xias mais long\u00ednquas, um efeito denominado lente gravitacional. Este fen\u00f3meno permite que os astr\u00f3nomos estudem gal\u00e1xias remotas que, de outra maneira, seriam demasiado t\u00e9nues para observar.<br>Os astr\u00f3nomos mediram a quantidade de lentes gravitacionais provocadas por este enxame para produzir um mapa detalhado da distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura. A mat\u00e9ria escura \u00e9 a &#8220;cola&#8221; invis\u00edvel que mant\u00e9m estrelas juntas numa gal\u00e1xia e constitui a maior parte da mat\u00e9ria no Universo.<br>A imagem do Hubble \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es vis\u00edveis e infravermelhas obtidas em 2011 pelas c\u00e2maras ACS e WFC3.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, G. Caminha (Universidade de Groninga), M. Meneghetti (Observat\u00f3rio de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancia Espacial de Bolonha), P. Natarajan (Universidade de Yale) e equipa CLASH <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 uma caracter\u00edstica do Universo real que simplesmente n\u00e3o estamos a capturar nos nossos modelos te\u00f3ricos atuais&#8221; acrescentou Priyamvada Natarajan, da Universidade de Yale em Connecticut, EUA, uma das te\u00f3ricas seniores da equipa. &#8220;Isto pode sinalizar uma lacuna na nossa compreens\u00e3o atual da natureza da mat\u00e9ria escura e das suas propriedades, j\u00e1 que estes dados primorosos permitiram-nos sondar a distribui\u00e7\u00e3o detalhada da mat\u00e9ria escura \u00e0s escalas mais pequenas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura em enxames \u00e9 mapeada medindo a curvatura da luz &#8211; o efeito de lente gravitacional &#8211; que produzem. A gravidade da mat\u00e9ria escura concentrada em enxames amplia e distorce a luz de objetos de fundo distantes. Este efeito produz distor\u00e7\u00f5es nas formas das gal\u00e1xias de fundo que aparecem nas imagens dos enxames. As lentes gravitacionais tamb\u00e9m podem frequentemente produzir imagens m\u00faltiplas da mesma gal\u00e1xia distante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Makes Unexpected Dark Matter Discovery\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Rwhv38BVjUM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto maior a concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura num enxame, mais dram\u00e1tico ser\u00e1 o seu efeito de distor\u00e7\u00e3o da luz. A presen\u00e7a de aglomerados de mat\u00e9ria escura em menor escala, associados a gal\u00e1xias individuais dos enxames, aumenta o n\u00edvel de distor\u00e7\u00f5es. Em certo sentido, o enxame gal\u00e1ctico atua como uma lente de grande escala que possui muitas lentes mais pequenas embutidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens n\u00edtidas do Hubble foram obtidas pela WFC3 (Wide Field Camera 3) e pela ACS (Advanced Camera for Surveys). Juntamente com os espectros do VLT do ESO, a equipa produziu um mapa de mat\u00e9ria escura preciso e de alta fidelidade. Ao medir as distor\u00e7\u00f5es das lentes, os astr\u00f3nomos puderam rastrear a quantidade e distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura. Os tr\u00eas enxames de gal\u00e1xias estudados, MACS J1206.2-0847, MACS J0416.1-2403 e Abell S1063, faziam parte de dois levantamentos do Hubble: o programa Frontier Fields e o programa CLASH (Cluster Lensing And Supernova survey with Hubble).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para surpresa da equipa, al\u00e9m dos arcos dram\u00e1ticos e caracter\u00edsticas alongadas de gal\u00e1xias distantes produzidas pelas lentes gravitacionais de cada enxame, as imagens do Hubble tamb\u00e9m revelaram um n\u00famero inesperado de arcos de menor escala e imagens distorcidas aninhadas perto do n\u00facleo de cada enxame, onde as gal\u00e1xias mais massivas residem. Os investigadores pensam que as lentes aninhadas s\u00e3o produzidas pela gravidade de concentra\u00e7\u00f5es densas de mat\u00e9ria dentro de cada gal\u00e1xia individual dos enxames. Observa\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas subsequentes mediram a velocidade das estrelas em \u00f3rbita de v\u00e1rias gal\u00e1xias dos enxames para determinar as suas massas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic1615a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/l461Gd3.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Abell S1063, um enxame gal\u00e1ctico, observado pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA como parte do programa Frontier Fields. A grande massa do enxame atua como uma lupa c\u00f3smica e amplia gal\u00e1xias de fundo ainda mais distantes, de modo que tornam-se brilhantes o suficiente para o Hubble observar.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J. Lotz (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os dados do Hubble e do VLT forneceram uma sinergia excelente,&#8221; partilhou o membro da equipa Piero Rosati da Universit\u00e0 degli Studi di Ferrara em It\u00e1lia, que liderou a campanha espectrosc\u00f3pica. &#8220;Fomos capazes de associar as gal\u00e1xias a cada enxame e de estimar as suas dist\u00e2ncias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A velocidade das estrelas deu-nos uma estimativa da massa de cada gal\u00e1xia individual, incluindo a quantidade de mat\u00e9ria escura,&#8221; acrescentou o membro da equipa Pietro Bergamini do INAF &#8211; Observat\u00f3rio de Astrof\u00edsica e Ci\u00eancia Espacial em Bolonha, It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Combinando imagens do Hubble e espectroscopia do VLT, os astr\u00f3nomos conseguiram identificar dezenas de gal\u00e1xias de fundo com m\u00faltiplas imagens e lentes. Isto permitiu que &#8220;montassem&#8221; um mapa bem calibrado e de alta resolu\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de massa da mat\u00e9ria escura em cada enxame.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa comparou os mapas de mat\u00e9ria escura com amostras simuladas de enxames de gal\u00e1xias com massas semelhantes, localizados aproximadamente \u00e0s mesmas dist\u00e2ncias. Os enxames no modelo de computador n\u00e3o mostraram nenhum n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura \u00e0s escalas mais pequenas &#8211; as escalas associadas a gal\u00e1xias individuais dos enxames.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Sheds Light on Small-Scale Concentrations of Dark Matter\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OS1XBvJY9fg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os resultados destas an\u00e1lises demonstram ainda mais como as observa\u00e7\u00f5es e simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas andam de m\u00e3os dadas,&#8221; disse Elena Rasia, membro da equipa e do INAF &#8211; Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico de Trieste, It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas avan\u00e7adas, podemos igualar a qualidade das observa\u00e7\u00f5es analisadas no nosso artigo, permitindo compara\u00e7\u00f5es detalhadas como nunca antes,&#8221; acrescentou Stefano Borgani da Universit\u00e0 degli Studi di Trieste, It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos, incluindo os desta equipa, esperam continuar a investigar a mat\u00e9ria escura e os seus mist\u00e9rios para finalmente descobrir a sua natureza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Animation of gravitational lensing (artist&#039;s impression)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fO0jO_a9uLA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/news\/heic2016\/\" target=\"_blank\">\/\/ Hubble\/ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/hubble-observations-suggest-a-missing-ingredient-in-dark-matter-theories\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/369\/6509\/1347\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2009.04471\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/fO0jO_a9uLA\" target=\"_blank\"><\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/hubble-images-reveal-dark-matter-problem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/hubble-telescope-finds-superdense-dark-matter-clusters.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astronomy\/spacewatch-theories-tested-but-no-aliens\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-09-hubble-ingredient-current-dark-theories.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/09\/11\/world\/dark-matter-theories-hubble-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2020\/09\/dark-matter-models-get-most-of-the-universe-right-but-fail-in-the-details\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ars Technica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames gal\u00e1cticos:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_groups_and_clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MACS J0416.1-2403:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MACS_J0416.1-2403\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta imagem pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA mostra o enxame gal\u00e1ctico massivo MACSJ 1206. 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