{"id":3477,"date":"2020-09-08T05:23:38","date_gmt":"2020-09-08T05:23:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3477"},"modified":"2020-09-08T05:23:49","modified_gmt":"2020-09-08T05:23:49","slug":"novas-observacoes-mostram-disco-de-formacao-planetaria-desfeito-pelas-suas-tres-estrelas-centrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/09\/08\/novas-observacoes-mostram-disco-de-formacao-planetaria-desfeito-pelas-suas-tres-estrelas-centrais\/","title":{"rendered":"Novas observa\u00e7\u00f5es mostram disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria desfeito pelas suas tr\u00eas estrelas centrais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou a primeira evid\u00eancia direta de que grupos de estrelas podem desfazer os seus discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, deixando-os distorcidos e com an\u00e9is inclinados. Este novo trabalho de investiga\u00e7\u00e3o sugere que planetas ex\u00f3ticos, talvez parecidos a Tatooine do filme &#8220;Star Wars&#8221;, se podem formar em an\u00e9is inclinados em discos distorcidos em torno de estrelas m\u00faltiplas. Estes resultados foram obtidos gra\u00e7as a observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e com o ALMA (Atacama large Millimeter\/submillimeter Array).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso Sistema Solar \u00e9 notavelmente plano, com os planetas a orbitar todos no mesmo plano. No entanto, este n\u00e3o \u00e9 sempre o caso, especialmente em discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria situados em torno de estrelas m\u00faltiplas, tal como acontece com o objeto deste novo estudo: GW Orionis. Este sistema, situado a cerca de 1300 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na constela\u00e7\u00e3o de Orionte, tem tr\u00eas estrelas e um disco partido deformado que as circunda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2014a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"360\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/YD5UoPY.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3478\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/YD5UoPY.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/YD5UoPY-300x154.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, e do instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, foram obtidas imagens de GW Orionis, um sistema estelar triplo com uma regi\u00e3o interna peculiar. As novas observa\u00e7\u00f5es revelaram que este objeto possui um disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria distorcido com um anel desalinhado. Em particular, a imagem obtida pelo SPHERE (\u00e0 direita) permitiu aos astr\u00f3nomos observar pela primeira vez a sombra que este anel lan\u00e7a sobre o resto do disco, o que ajudou a determinar a forma tridimensional do anel e do disco em geral. A imagem da esquerda mostra uma impress\u00e3o art\u00edstica da regi\u00e3o interna do disco, incluindo o anel, baseada na forma tridimensional reconstru\u00edda pela equipa.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada, Exeter\/Kraus et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas imagens revelam um caso extremo onde o disco n\u00e3o \u00e9 de modo nenhum plano, mas sim distorcido e com um anel desalinhado que se separou do disco,&#8221; explica Stefan Kraus, professor de astrof\u00edsica na Universidade de Exeter no Reino Unido, que liderou este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o publicado a semana passada na revista Science. O anel desalinhado situa-se na parte interna do disco, pr\u00f3ximo das tr\u00eas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este trabalho revela tamb\u00e9m que o anel interior cont\u00e9m 30 massas terrestres de poeira, o que pode ser suficiente para formar planetas. &#8220;Qualquer planeta que se forme no seio do anel desalinhado ir\u00e1 orbitar as estrelas em \u00f3rbitas muito obl\u00edquas. Prevemos descobrir muitos planetas em \u00f3rbitas obl\u00edquas bastante separadas em futuras campanhas de obten\u00e7\u00e3o de imagens de planetas, por exemplo com o ELT,&#8221; diz Alexander Kreplin, membro da equipa da Universidade de Exeter, referindo-se ao Extremely Large Telescope do ESO, previsto para come\u00e7ar a trabalhar em meados desta d\u00e9cada. O facto de mais de metade das estrelas no c\u00e9u nascer com uma ou mais companheiras, gera expectativas interessantes: a poss\u00edvel exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o desconhecida de exoplanetas que orbitam as suas estrelas em \u00f3rbitas muito inclinadas e distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para chegar a estas conclus\u00f5es, a equipa observou GW Orionis durante 11 anos. A campanha come\u00e7ou em 2008 com o instrumento AMBER e posteriormente com o GRAVITY, ambos montados no Interfer\u00f3metro do VLT do ESO, o qual combina a radia\u00e7\u00e3o recolhida por diferentes telesc\u00f3pios do VLT. Estes instrumentos foram utilizados para estudar a dan\u00e7a gravitacional das tr\u00eas estrelas do sistema e mapear as suas \u00f3rbitas. &#8220;Descobrimos que as tr\u00eas estrelas n\u00e3o orbitam no mesmo plano, mas t\u00eam as suas \u00f3rbitas desalinhadas relativamente umas \u00e0s outras e relativamente ao disco,&#8221; explica Alison Young, tamb\u00e9m membro da equipa das Universidades de Exeter e Leicester.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2014b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/VV6U7im.jpghttps:\/\/i.imgur.com\/VV6U7im.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, e do instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, foram obtidas imagens de GW Orionis, um sistema estelar triplo com uma regi\u00e3o interna peculiar. Contrariamente aos discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria planos que observamos em torno de muitas estrelas, GW Orionis apresenta um disco distorcido, deformado pelos movimentos das tr\u00eas estrelas no seu centro. A imagem ALMA (\u00e0 esquerda) mostra a estrutura anelar do disco, com o anel mais interior separado do resto do disco. As observa\u00e7\u00f5es SPHERE (\u00e0 direita) permitiram aos astr\u00f3nomos observar pela primeira vez a sombra que este anel lan\u00e7a sobre o resto do disco, o que tornou poss\u00edvel reconstruir a sua forma distorcida.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), ESO\/Exeter\/Kraus et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas observaram tamb\u00e9m este sistema com o instrumento SPHERE, montado no VLT, e com o ALMA, do qual o ESO \u00e9 um parceiro, tendo conseguido obter imagens do anel interior, o que confirmou o seu desalinhamento. O SPHERE do ESO tamb\u00e9m lhes permitiu ver pela primeira vez a sombra que este anel lan\u00e7a no resto do disco, o que ajudou a determinar a forma tridimensional do anel e do disco em geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa internacional, que inclui investigadores do Reino Unido, B\u00e9lgica, Chile, Fran\u00e7a e Estados Unidos, combinou seguidamente as suas observa\u00e7\u00f5es exaustivas com simula\u00e7\u00f5es de computador para compreender o que tinha acontecido ao sistema. Pela primeira vez, foi poss\u00edvel fazer a liga\u00e7\u00e3o de forma inequ\u00edvoca entre os desalinhamentos observados e o &#8220;efeito te\u00f3rico de disco desfeito&#8221;, o que sugere que a atra\u00e7\u00e3o gravitacional conflituosa das estrelas nos diferentes planos pode efetivamente distorcer e partir os discos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es mostraram que o desalinhamento das \u00f3rbitas das tr\u00eas estrelas pode fazer com que o disco que as rodeia se parta em an\u00e9is distintos, o que \u00e9 exatamente o que vemos nestas observa\u00e7\u00f5es. A forma observada do anel interior corresponde tamb\u00e9m \u00e0s previs\u00f5es de simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas de como o disco se parte nestas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2014c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/JMNq2QU.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, e do instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, foram obtidas imagens de GW Orionis, um sistema estelar triplo com uma regi\u00e3o interna peculiar. Contrariamente aos discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria planos que observamos em torno de muitas estrelas, GW Orionis apresenta um disco distorcido, deformado pelos movimentos das tr\u00eas estrelas no seu centro. Esta imagem composta mostra ambas as observa\u00e7\u00f5es, ALMA e SPHERE, do disco. A imagem ALMA mostra a estrutura anelar do disco, com o anel mais interior (parte do qual vis\u00edvel como um ponto alongado mesmo no centro da imagem) separado do resto do disco. As observa\u00e7\u00f5es SPHERE permitiram aos astr\u00f3nomos observar pela primeira vez a sombra que este anel lan\u00e7a sobre o resto do disco, o que tornou poss\u00edvel reconstruir a sua forma distorcida.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Exeter\/Kraus et al., ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, outra equipa, que estudou o mesmo sistema com o aux\u00edlio do ALMA, pensa que \u00e9 necess\u00e1rio outro ingrediente para explicar este sistema. &#8220;Pensamos que \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a de um planeta entre estes an\u00e9is para explicar porque \u00e9 que o disco se partiu,&#8221; diz Jiaqing Bi da Universidade Victoria no Canad\u00e1, que liderou um estudo sobre GW Orionis publicado em maio deste ano na revista da especialidade The Astrophysical Journal. Esta equipa identificou tr\u00eas an\u00e9is de poeira nas observa\u00e7\u00f5es ALMA, com o anel mais exterior a ser o maior alguma vez observado em discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observa\u00e7\u00f5es futuras com o ELT do ESO e outros telesc\u00f3pios poder\u00e3o ajudar os astr\u00f3nomos a desvendar completamente a natureza de GW Orionis e a revelar planetas jovens em forma\u00e7\u00e3o em torno das suas tr\u00eas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 229  Light : Planet-forming DiscTorn Apart by its Three Central Stars\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KRqJoZapRcI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2014\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/alma-discovers-misaligned-rings-in-planet-forming-disk-around-triple-stars\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.exeter.ac.uk\/news\/homepage\/title_813291_en.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Exeter (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/369\/6508\/1233\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2014\/eso2014a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/gw-orionis-triple-star-system-tears-apart-disk.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/a-planet-forming-disc-torn-apart\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-09-planet-forming-disc-torn-central-stars.htmlhttps:\/\/phys.org\/news\/2020-09-planet-forming-disc-torn-central-stars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/grupos-de-estrelas-podem-desfazer-discos-de-formacao-planetaria-e-criar-planetas-exoticos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO TeK<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GW Orionis:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=HD+244138\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GW_Orionis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos encontrou a primeira evid\u00eancia direta de que grupos de estrelas podem desfazer os seus discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, deixando-os distorcidos e com an\u00e9is inclinados. 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