{"id":3461,"date":"2020-09-01T05:21:44","date_gmt":"2020-09-01T05:21:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3461"},"modified":"2020-09-01T05:21:56","modified_gmt":"2020-09-01T05:21:56","slug":"hubble-mapeia-halo-gigante-em-torno-da-galaxia-de-andromeda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/09\/01\/hubble-mapeia-halo-gigante-em-torno-da-galaxia-de-andromeda\/","title":{"rendered":"Hubble mapeia halo gigante em torno da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/N1MdaXD.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3462\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/N1MdaXD.jpg 1999w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o halo gasoso da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda se pudesse ser visto a olho nu. A uma dist\u00e2ncia de 2,5 milh\u00f5es de anos-luz, a majestosa gal\u00e1xia espiral de Andr\u00f3meda est\u00e1 t\u00e3o perto de n\u00f3s que a gal\u00e1xia aparece como uma mancha de luz em forma de charuto no c\u00e9u de outono. Se o seu halo gasoso pudesse ser visto a olho nu, teria cerca de tr\u00eas vezes a largura da Ursa Maior. Seria facilmente a maior caracter\u00edstica do c\u00e9u noturno (sem contar com a Via L\u00e1ctea).<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, J. DePasquale e E. Wheatley (STScI), e Z. Levay (imagem de fundo)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Num estudo importante, cientistas usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA mapearam o imenso inv\u00f3lucro de g\u00e1s, chamado halo, em torno da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, a nossa grande vizinha gal\u00e1ctica mais pr\u00f3xima. Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir que este halo t\u00e9nue e quase invis\u00edvel de plasma difuso se estende por 1,3 milh\u00f5es de anos-luz a partir da gal\u00e1xia &#8211; cerca de metade do caminho at\u00e9 \u00e0 nossa Via L\u00e1ctea &#8211; e at\u00e9 2 milh\u00f5es de anos-luz em algumas dire\u00e7\u00f5es. Isto significa que o halo de Andr\u00f3meda j\u00e1 est\u00e1 a bater no halo da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m descobriram que o halo tem uma estrutura em camadas, com duas camadas principais de g\u00e1s aninhadas e distintas. Este \u00e9 o estudo mais compreensivo de um halo em torno de uma gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Compreender os enormes halos de g\u00e1s em torno das gal\u00e1xias \u00e9 imensamente importante,&#8221; explicou a coinvestigadora Samantha Berek da Universidade de Yale em New Haven, no estado norte-americano de Connecticut. &#8220;Este reservat\u00f3rio de g\u00e1s cont\u00e9m combust\u00edvel para a futura forma\u00e7\u00e3o estelar dentro da gal\u00e1xia, bem como fluxos de eventos como supernovas. Est\u00e1 cheio de pistas sobre a evolu\u00e7\u00e3o passada e futura da gal\u00e1xia, e finalmente podemos estud\u00e1-lo em grande detalhe no nosso vizinho gal\u00e1ctico mais pr\u00f3ximo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Descobrimos que a &#8216;concha&#8217; interna que se estende por cerca de meio milh\u00e3o de anos-luz \u00e9 muito mais complexa e din\u00e2mica,&#8221; explicou o l\u00edder do estudo Nicolas Lehner, da Universidade de Notre Dame em Indiana, EUA. &#8220;A &#8216;concha&#8217; interna \u00e9 mais lisa e mais quente. Esta diferen\u00e7a \u00e9 um resultado prov\u00e1vel do impacto da atividade de supernovas no disco da gal\u00e1xia afetando mais diretamente o halo interno.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma assinatura desta atividade \u00e9 a descoberta da equipa de uma grande quantidade de elementos pesados no halo gasoso de Andr\u00f3meda. Os elementos mais pesados s\u00e3o &#8220;cozidos&#8221; nos interiores das estrelas e, em seguida, ejetados para o espa\u00e7o &#8211; \u00e0s vezes violentamente quando uma estrela morre. O halo \u00e9 ent\u00e3o contaminado com este material de explos\u00f5es estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>A gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, tamb\u00e9m conhecida como M31, \u00e9 uma espiral majestosa com talvez at\u00e9 1 bili\u00e3o de estrelas e compar\u00e1vel em tamanho \u00e0 nossa Via L\u00e1ctea. A uma dist\u00e2ncia de 2,5 milh\u00f5es de anos-luz, est\u00e1 t\u00e3o perto de n\u00f3s que a gal\u00e1xia aparece como uma mancha de luz em forma de charuto no c\u00e9u de outono. Se o seu halo gasoso pudesse ser visto a olho nu, teria cerca de tr\u00eas vezes a largura da Ursa Maior. Seria facilmente a maior caracter\u00edstica do c\u00e9u noturno (sem contar com a Via L\u00e1ctea).<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de um programa chamado Projeto AMIGA (Absorption Map of Ionized Gas in Andromeda), o estudo examinou a luz de 43 quasares &#8211; os n\u00facleos brilhantes e muito distantes de gal\u00e1xias ativas alimentadas por buracos negros &#8211; localizados muito al\u00e9m de Andr\u00f3meda. Os quasares est\u00e3o espalhados por tr\u00e1s do halo, permitindo que os cientistas investiguem v\u00e1rias regi\u00f5es. Olhando atrav\u00e9s do halo para a luz dos quasares, a equipa observou como essa luz \u00e9 absorvida pelo halo de M31 e como essa absor\u00e7\u00e3o muda em diferentes regi\u00f5es. O imenso halo de Andr\u00f3meda \u00e9 composto por g\u00e1s ionizado e muito rarefeito que n\u00e3o emite radia\u00e7\u00e3o facilmente detet\u00e1vel. Portanto, rastrear a absor\u00e7\u00e3o de luz proveniente de uma fonte de fundo \u00e9 a melhor maneira de estudar este material.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p2046a-f-3000x2400.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/LG3qsgN.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a posi\u00e7\u00e3o dos 43 quasares que os cientistas usaram para estudar o halo gasoso de Andr\u00f3meda. Estes quasares &#8211; os n\u00facleos brilhantes e muito distantes de gal\u00e1xias ativas alimentadas por buracos negros &#8211; est\u00e3o espalhados por tr\u00e1s do halo, permitindo que os cientistas investiguem v\u00e1rias regi\u00f5es. Olhando atrav\u00e9s do halo para a luz dos quasares, a equipa observou como essa luz \u00e9 absorvida pelo halo de M31 e como essa absor\u00e7\u00e3o muda em diferentes regi\u00f5es. Ao rastrear a absor\u00e7\u00e3o da luz oriunda destes quasares de fundo, os cientistas s\u00e3o capazes de estudar o material do halo.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e E. Wheatley (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os investigadores usaram a capacidade \u00fanica do COS (Cosmic Origins Spectrograph) do Hubble para estudar a luz ultravioleta dos quasares. A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta \u00e9 absorvida pela atmosfera da Terra, o que torna imposs\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o com telesc\u00f3pios terrestres. A equipa usou o COS para detetar carbono, sil\u00edcio e oxig\u00e9nio ionizados. Um \u00e1tomo torna-se ionizado quando a radia\u00e7\u00e3o lhe retira um ou mais eletr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O halo de Andr\u00f3meda j\u00e1 foi estudado pela equipa de Lehner. Em 2015, descobriram que o halo de Andr\u00f3meda \u00e9 grande e massivo. Mas havia poucos ind\u00edcios da sua complexidade; agora, foi mapeado em maior detalhe, levando a que o seu tamanho e massa sejam determinados com muito mais precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Anteriormente, havia muito pouca informa\u00e7\u00e3o &#8211; somente seis quasares &#8211; at\u00e9 1 milh\u00e3o de anos-luz da gal\u00e1xia. Este novo programa fornece muito mais informa\u00e7\u00f5es sobre esta regi\u00e3o interna do halo de Andr\u00f3meda,&#8221; explicou o coinvestigador J. Christopher Howk, tamb\u00e9m de Notre Dame. &#8220;O estudo do g\u00e1s dentro deste raio \u00e9 importante, pois representa uma esp\u00e9cie de esfera de influ\u00eancia gravitacional para Andr\u00f3meda.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Como vivemos dentro da Via L\u00e1ctea, os cientistas n\u00e3o conseguem interpretar facilmente a assinatura do halo da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia. No entanto, pensam que os halos de Andr\u00f3meda e da Via L\u00e1ctea devem ser muito semelhantes. As duas gal\u00e1xias est\u00e3o em rota de colis\u00e3o para formar uma gal\u00e1xia el\u00edptica gigante e o seu processo de fus\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio daqui a mais ou menos 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas estudaram halos gasosos de gal\u00e1xias mais distantes, mas essas gal\u00e1xias s\u00e3o muito mais pequenas no c\u00e9u, o que significa que o n\u00famero de quasares de fundo brilhantes o suficiente, necess\u00e1rios para o estudo do halo, \u00e9 geralmente apenas um por gal\u00e1xia. A informa\u00e7\u00e3o espacial \u00e9, portanto, essencialmente perdida. Gra\u00e7as \u00e0 proximidade com a Terra, o halo gasoso de Andr\u00f3meda mostra-se gigante no c\u00e9u, permitindo uma amostragem muito mais extensa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 realmente uma experi\u00eancia \u00fanica porque apenas com Andr\u00f3meda possu\u00edmos informa\u00e7\u00f5es sobre o seu halo, ao longo de n\u00e3o apenas um ou duas linhas de vis\u00e3o, mas de mais de 40,&#8221; explicou Lehner. &#8220;Isto \u00e9 revolucion\u00e1rio para a captura da complexidade do halo de uma gal\u00e1xia al\u00e9m da nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, Andr\u00f3meda \u00e9 a \u00fanica gal\u00e1xia no Universo para a qual esta experi\u00eancia pode ser feita agora, e apenas com o Hubble. Somente com um futuro telesc\u00f3pio espacial ultravioleta os cientistas ser\u00e3o capazes de realizar rotineiramente este tipo de experi\u00eancia para outras gal\u00e1xias que n\u00e3o as aproximadamente 30 gal\u00e1xias que comp\u00f5em o Grupo Local.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Portanto, o Projeto AMIGA tamb\u00e9m nos deu uma vis\u00e3o do futuro,&#8221; disse Lehner.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas da equipa foram publicadas na edi\u00e7\u00e3o de 27 de agosto da revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/hubble-maps-giant-halo-around-andromeda-galaxy\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.3847\/1538-4357\/aba49c\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda (M31):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Andromeda_Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quasar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Quasar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o halo gasoso da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda se pudesse ser visto a olho nu. 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