{"id":3425,"date":"2020-08-18T05:29:47","date_gmt":"2020-08-18T05:29:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3425"},"modified":"2020-08-18T05:29:57","modified_gmt":"2020-08-18T05:29:57","slug":"hubble-ajuda-a-resolver-o-misterio-do-escurecimento-de-betelgeuse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/08\/18\/hubble-ajuda-a-resolver-o-misterio-do-escurecimento-de-betelgeuse\/","title":{"rendered":"Hubble ajuda a resolver o mist\u00e9rio do escurecimento de Betelgeuse"},"content":{"rendered":"\n<p>Novas observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA sugerem que o escurecimento inesperado da estrela supergigante Betelgeuse foi provavelmente provocado por uma imensa quantidade de material quente ejetado para o espa\u00e7o, formando uma nuvem de poeira que bloqueou a luz estelar proveniente da superf\u00edcie de Betelgeuse.<\/p>\n\n\n\n<p>Betelgeuse \u00e9 uma estrela supergigante vermelha envelhecida que aumentou de tamanho como resultado de mudan\u00e7as evolutivas complexas nos processos de fus\u00e3o nuclear no seu n\u00facleo. A estrela \u00e9 t\u00e3o grande que se substitu\u00edssemos o Sol no centro do nosso Sistema Solar, a sua superf\u00edcie externa estender-se-ia para l\u00e1 da \u00f3rbita de J\u00fapiter. O fen\u00f3meno sem precedentes do grande escurecimento de Betelgeuse, eventualmente percet\u00edvel at\u00e9 mesmo a olho nu, come\u00e7ou em outubro de 2019. Em meados de fevereiro de 2020, o brilho desta estrela monstruosa tinha ca\u00eddo por mais de um factor de tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic2014a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"699\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/8JsN2zG.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3426\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/8JsN2zG.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/8JsN2zG-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/8JsN2zG-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Novas observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA sugerem que o escurecimento inesperado da estrela supergigante Betelgeuse foi provavelmente provocado por uma imensa quantidade de material quente ejetado para o espa\u00e7o, formando uma nuvem de poeira que bloqueou a luz estelar proveniente da superf\u00edcie de Betelgeuse. Esta impress\u00e3o de artista foi criada usando uma imagem de Betelgeuse obtida no final de 2019, obtida com o instrumento SPHERE acoplado ao VLT (Very Large Telescope) do ESO.<br>Cr\u00e9dito: ESO, ESA\/Hubble, M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Este escurecimento repentino confundiu os astr\u00f3nomos, que procuraram desenvolver teorias para explicar a mudan\u00e7a abrupta. Gra\u00e7as \u00e0s novas observa\u00e7\u00f5es do Hubble, uma equipa de investigadores sugere agora que se formou uma nuvem de poeira quando o plasma superquente foi libertado de uma ressurg\u00eancia de uma grande c\u00e9lula de convec\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie da estrela e passou pela atmosfera quente para as camadas externas mais frias, onde arrefeceu e formou poeira. A nuvem resultante bloqueou a luz de aproximadamente um-quarto da superf\u00edcie da estrela, come\u00e7ando no final de 2019. Em abril de 2020, a estrela havia regressado ao seu brilho normal.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios meses de observa\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas no ultravioleta de Betelgeuse pelo Hubble, come\u00e7ando em janeiro de 2019, produziram uma linha temporal perspicaz que levou ao escurecimento da estrela. Estas observa\u00e7\u00f5es forneceram novas e importantes pistas para o mecanismo por tr\u00e1s da queda de brilho. O Hubble viu um material denso e aquecido movendo-se pela atmosfera da estrela em setembro, outubro e novembro de 2019. Ent\u00e3o, em dezembro, v\u00e1rios telesc\u00f3pios terrestres observaram a estrela a diminuir de brilho no seu hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o Hubble, vimos o material \u00e0 medida que deixava a superf\u00edcie vis\u00edvel da estrela e se movia pela atmosfera, antes de formar poeira que fez a estrela parecer ficar mais escura,&#8221; disse Andrea Dupree, diretora associada do Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica. &#8220;Pudemos ver o efeito de uma regi\u00e3o densa e quente, na parte sudeste da estrela, movendo-se para fora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este material era duas a quatro vezes mais luminoso do que o brilho normal da estrela,&#8221; continuou. &#8220;E ent\u00e3o, cerca de um m\u00eas depois, o hemisf\u00e9rio sul de Betelgeuse escureceu visivelmente \u00e0 medida que estrela ficava mais fraca. Pensamos que \u00e9 poss\u00edvel que uma nuvem escura tenha resultado do fluxo que o Hubble detetou. Apenas o Hubble nos d\u00e1 esta evid\u00eancia do que levou ao escurecimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p2044a-f-3930x1748.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/dJLQp3C.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o com quatro paineis mostra como a regi\u00e3o sul da estrela supergigante vermelha Betelgeuse pode ter subitamente ficado menos brilhante durante v\u00e1rios meses durante o final de 2019 e o in\u00edcio de 2020. Nos primeiros dois paineis, como visto no ultravioleta pelo Hubble, uma bolha quente e brilhante de plasma \u00e9 ejetado da emerg\u00eancia de uma grande c\u00e9lula de convec\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie da estrela. No terceiro painel, o fluxo de g\u00e1s expelido expande-se rapidamente para fora. Arrefece para formar uma nuvem enorme e obscurante de gr\u00e3os de poeira. O \u00faltimo painel revela a enorme nuvem de poeira a bloquear a luz (a partir da perspetiva da Terra) de um-quarto da superf\u00edcie estelar.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e E. Wheatley (STScI) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipa come\u00e7ou a usar o Hubble no in\u00edcio do ano passado para analisar a estrela massiva. As suas observa\u00e7\u00f5es fazem parte de um estudo do Hubble de tr\u00eas anos para monitorizar varia\u00e7\u00f5es na atmosfera externa da estrela. A sensibilidade do telesc\u00f3pio \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta permitiu aos investigadores analisar as camadas acima da superf\u00edcie da estrela, que s\u00e3o t\u00e3o quentes que emitem principalmente na regi\u00e3o ultravioleta do espectro e n\u00e3o s\u00e3o vistas no vis\u00edvel. Estas camadas s\u00e3o aquecidas parcialmente pelas turbulentas c\u00e9lulas de convec\u00e7\u00e3o da estrela que borbulham para a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A resolu\u00e7\u00e3o espacial de uma superf\u00edcie estelar s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em casos favor\u00e1veis e apenas com o melhor equipamento dispon\u00edvel,&#8221; disse Klaus Strassmeier, do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam, Alemanha. &#8220;Nesse sentido, Betelgeuse e o Hubble foram feitos um para o outro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os espectros do Hubble, obtidos no in\u00edcio e no final de 2019 e em 2020, sondaram a atmosfera externa da estrela medindo linhas espectrais do magn\u00e9sio ionizado. De setembro a novembro de 2019, os investigadores mediram material que passava da superf\u00edcie da estrela para a sua atmosfera externa. Este material quente e denso continuou a viajar al\u00e9m da superf\u00edcie vis\u00edvel de Betelgeuse, alcan\u00e7ando milh\u00f5es de quil\u00f3metros da estrela. A essa dist\u00e2ncia, o material arrefeceu o suficiente para formar poeira, disseram os cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 consistente com as observa\u00e7\u00f5es no ultravioleta do Hubble em fevereiro de 2020, que mostraram que o comportamento da atmosfera externa da estrela voltou ao normal, embora no vis\u00edvel ainda estava mais t\u00e9nue.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/rqCWhwZ.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption> Esta \u00e9 a primeira imagem direta de uma estrela que n\u00e3o o Sol, obtida com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Chamada Alpha Orionis, ou Betelgeuse, \u00e9 uma estrela supergigante vermelha que marca o ombro da constela\u00e7\u00e3o de inverno de Orionte, o Ca\u00e7ador.<br>A imagem do Hubble revela uma enorme atmosfera ultravioleta com uma misteriosa mancha quente na superf\u00edcie do monstro estelar. A enorme mancha brilhante, que tem muitas centenas de vezes o di\u00e2metro do Sol, \u00e9 pelo menos 2000 K mais quente do que a superf\u00edcie da estrela.<br>Cr\u00e9dito: Andrea Dupree (Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica), Ronald Gilliland (STScI), NASA e ESA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora Dupree n\u00e3o saiba a causa do surto, pensa que foi auxiliado pelo ciclo de pulsa\u00e7\u00e3o da estrela, que continuou normalmente durante o evento, conforme registado por observa\u00e7\u00f5es no vis\u00edvel. Strassmeier usou um telesc\u00f3pio automatizado do Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica chamado STELLA (STELLar Activity) para medir as mudan\u00e7as na velocidade do g\u00e1s na superf\u00edcie da estrela \u00e0 medida que subia e descia durante o ciclo de pulsa\u00e7\u00e3o. A estrela estava a expandir-se no seu ciclo ao mesmo tempo que a c\u00e9lula convectiva ressurgia. A pulsa\u00e7\u00e3o ondulando para fora de Betelgeuse pode ter ajudado a impulsionar o plasma que flu\u00eda pela atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>A supergigante vermelha est\u00e1 destinada a terminar a sua vida numa explos\u00e3o de supernova e alguns astr\u00f3nomos acham que o escurecimento repentino pode ser um evento pr\u00e9-supernova. A estrela est\u00e1 relativamente perto, a cerca de 725 anos-luz de dist\u00e2ncia, de modo que o evento de escurecimento teria acontecido por volta do ano 1300, j\u00e1 que a sua luz est\u00e1 agora a alcan\u00e7ar a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Dupree e seus colaboradores ter\u00e3o outra chance de observar a estrela com o Hubble no final de agosto ou in\u00edcio de setembro. De momento, Betelgeuse encontra-se no c\u00e9u diurno, demasiado perto do Sol para observa\u00e7\u00f5es com o Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.spacetelescope.org\/news\/heic2014\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/hubble-finds-that-betelgeuses-mysterious-dimming-is-due-to-a-traumatic-outburst\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/science\/mysterious-dimming-of-betelgeuse\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Leibniz para Astrof\u00edsica em Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/2020-17\" target=\"_blank\">\/\/ Centro Harvard-Smithsonian para Astrof\u00edsica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/aba516\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2008.04945\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/betelgeuse-red-giant-dimming-star-eruption.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2020\/08\/14\/hubble-offers-explanation-for-dramatic-dimming-of-betelgeuse\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-08-hubble-betelgeuse-mysterious-dimming-due.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/betelgeuses-early-2020-dimming-explained\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/08\/14\/world\/betelgeuse-star-mystery-hubble-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA sugerem que o escurecimento inesperado da estrela supergigante Betelgeuse foi provavelmente provocado por uma imensa quantidade de material quente ejetado para o espa\u00e7o, formando uma nuvem de poeira que bloqueou a luz estelar proveniente da superf\u00edcie de Betelgeuse. 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