{"id":3419,"date":"2020-08-18T05:25:38","date_gmt":"2020-08-18T05:25:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3419"},"modified":"2020-08-18T05:25:47","modified_gmt":"2020-08-18T05:25:47","slug":"como-as-estrelas-se-formam-nas-galaxias-mais-pequenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/08\/18\/como-as-estrelas-se-formam-nas-galaxias-mais-pequenas\/","title":{"rendered":"Como as estrelas se formam nas gal\u00e1xias mais pequenas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/www.lunduniversity.lu.se\/drimage\/920\/517\/7520\/potw1838a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"920\" height=\"518\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/potw1838a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3420\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/potw1838a.jpg 920w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/potw1838a-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/potw1838a-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/a><figcaption>A gal\u00e1xia an\u00e3 da F\u00e9nix recebe o seu nome da constela\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio sul onde est\u00e1 localizada. A an\u00e3 da F\u00e9nix \u00e9 \u00fanica no sentido de que n\u00e3o pode ser classificada de acordo com o esquema normal das gal\u00e1xias an\u00e3s; embora a sua forma a rotule como uma gal\u00e1xia an\u00e3 esferoidal &#8211; que n\u00e3o cont\u00eam g\u00e1s suficiente para produzir novas estrelas &#8211; estudos mostraram que a gal\u00e1xia tem uma nuvem de g\u00e1s associada nas proximidades, sugerindo forma\u00e7\u00e3o estelar recente, e uma popula\u00e7\u00e3o de estrelas azuis jovens, apesar da sua massa extremamente baixa.<br>Cr\u00e9dito: ESO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o de como as pequenas gal\u00e1xias an\u00e3s sustentaram a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas ao longo do Universo h\u00e1 muito tempo que confunde os astr\u00f3nomos de todo o planeta. Agora, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o internacional descobriu que pequenas gal\u00e1xias dormentes podem acumular g\u00e1s lentamente ao longo de muitos milhares de milh\u00f5es de anos. Quando este g\u00e1s repentinamente entra em colapso sob o seu pr\u00f3prio peso, podem surgir novas estrelas. O novo trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem cerca de 2 bili\u00f5es (2&#215;10<sup>12<\/sup>) de gal\u00e1xias no nosso Universo e, enquanto a nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, cont\u00e9m entre 200 e 400 mil milh\u00f5es de estrelas, as gal\u00e1xias pequenas cont\u00eam apenas dezenas de milhares a alguns milhares de milh\u00f5es. O modo como as estrelas se formam nestas gal\u00e1xias min\u00fasculas est\u00e1 envolto em mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o da Universidade de Lund, Su\u00e9cia, estabeleceu que as gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o capazes de permanecer dormentes durante v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de anos antes de come\u00e7ar a formar estrelas novamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estima-se que estas gal\u00e1xias an\u00e3s pararam de formar estrelas h\u00e1 cerca de 12 mil milh\u00f5es de anos. O nosso estudo mostra que isto pode ser uma paragem tempor\u00e1ria,&#8221; diz Martin Rey, astrof\u00edsico da Universidade de Lund e l\u00edder do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio de simula\u00e7\u00f5es de computador de alta resolu\u00e7\u00e3o, os investigadores demonstram que a forma\u00e7\u00e3o de estrelas em gal\u00e1xias an\u00e3s termina como resultado do aquecimento e ioniza\u00e7\u00e3o da luz forte de estrelas rec\u00e9m-nascidas por todo o Universo. As explos\u00f5es das chamadas an\u00e3s brancas &#8211; estrelas pequenas e t\u00e9nues produzidas do n\u00facleo que permanece quando estrelas de tamanho normal morrem &#8211; contribuem ainda mais na preven\u00e7\u00e3o do processo de forma\u00e7\u00e3o estelar em gal\u00e1xias an\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas simula\u00e7\u00f5es mostram que as gal\u00e1xias an\u00e3s s\u00e3o capazes de acumular combust\u00edvel na forma de g\u00e1s, que eventualmente se condensa e d\u00e1 origem a estrelas. Isto explica a forma\u00e7\u00e3o estelar observada em gal\u00e1xias an\u00e3s t\u00e9nues, que h\u00e1 muito intriga os astr\u00f3nomos,&#8221; explica Rey.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es de computador usadas pelos investigadores no estudo s\u00e3o extremamente demoradas: cada simula\u00e7\u00e3o leva at\u00e9 dois meses e requer o equivalente a 40 port\u00e1teis operando 24 horas por dia. O trabalho continua com o desenvolvimento de m\u00e9todos para explicar melhor os processos por tr\u00e1s da forma\u00e7\u00e3o de estrelas nas gal\u00e1xias mais pequenas do nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao aprofundar a nossa compreens\u00e3o sobre este assunto, ganhamos novos conhecimentos sobre a modelagem de processos astrof\u00edsicos, como explos\u00f5es de estrelas, bem como o aquecimento e arrefecimento de g\u00e1s c\u00f3smico. Al\u00e9m disso, est\u00e3o em andamento trabalhos adicionais para prever quantas destas an\u00e3s formadoras de estrelas existem no nosso Universo, e quantas podem ser descobertas por telesc\u00f3pios astron\u00f3micos,&#8221; conclui Rey.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.lunduniversity.lu.se\/article\/how-stars-form-smallest-galaxies\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Lund (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/new-insights-star-formation-smallest-galaxies\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/497\/2\/1508\/5879786\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/08\/200812144106.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-08-insights-star-formation-smallest-galaxies.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias an\u00e3s:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dwarf_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gal\u00e1xia an\u00e3 da F\u00e9nix recebe o seu nome da constela\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio sul onde est\u00e1 localizada. 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