{"id":3416,"date":"2020-08-14T05:29:05","date_gmt":"2020-08-14T05:29:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3416"},"modified":"2020-08-14T05:29:16","modified_gmt":"2020-08-14T05:29:16","slug":"alma-observa-a-galaxia-mais-distante-parecida-com-a-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/08\/14\/alma-observa-a-galaxia-mais-distante-parecida-com-a-via-lactea\/","title":{"rendered":"ALMA observa a gal\u00e1xia mais distante parecida com a Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2013a.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/dNbVKaG.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3417\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/dNbVKaG.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/dNbVKaG-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia muito distante e consequentemente muito jovem, bastante parecida com a nossa Via L\u00e1ctea. Esta gal\u00e1xia, SPT0418-47, sofre do efeito de lente gravitacional devido \u00e0 exist\u00eancia de uma gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima de n\u00f3s alinhada com ela, aparecendo-nos no c\u00e9u como um anel de luz quase perfeito.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Rizzo et al.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) do qual o ESO \u00e9 parceiro, os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia muito distante e consequentemente muito jovem, bastante parecida com a nossa Via L\u00e1ctea. A gal\u00e1xia encontra-se t\u00e3o afastada que a sua luz demorou mais de 12 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s. Estamos por isso a observ\u00e1-la tal como era quando o Universo tinha apenas 1,4 mil milh\u00f5es de anos. Surpreendentemente, esta gal\u00e1xia mostra-se tamb\u00e9m pouco ca\u00f3tica, o que contradiz as teorias que apontam para que todas as gal\u00e1xias no Universo primordial sejam turbulentas e inst\u00e1veis. Esta descoberta inesperada desafia a nossa compreens\u00e3o de como \u00e9 que as gal\u00e1xias se formam, dando-nos pistas sobre o passado do nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este resultado constitui um enorme avan\u00e7o na \u00e1rea da forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias, mostrando que as estruturas que observamos em gal\u00e1xias espirais pr\u00f3ximas e na nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea j\u00e1 existiam h\u00e1 12 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s,&#8221; disse Francesca Rizzo, estudante de doutoramento no Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica, Alemanha, e l\u00edder deste trabalho de investiga\u00e7\u00e3o publicado anteontem na revista Nature. Apesar de n\u00e3o apresentar bra\u00e7os em espiral, a gal\u00e1xia que os astr\u00f3nomos estudaram (SPT0418-47) possui, no entanto e pelo menos, duas estruturas t\u00edpicas da nossa Via L\u00e1ctea: um disco em rota\u00e7\u00e3o e um bojo \u2014 um enorme grupo de estrelas aglomeradas de forma muito compacta em torno do centro gal\u00e1ctico. Trata-se da primeira vez que um bojo \u00e9 visto t\u00e3o cedo na hist\u00f3ria do Universo, fazendo de SPT0418-47 a gal\u00e1xia semelhante \u00e0 Via L\u00e1ctea mais distante observada at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A grande surpresa foi descobrir que esta gal\u00e1xia \u00e9 de facto muito semelhante a gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, contrariamente a todas as expetativas baseadas em modelos e observa\u00e7\u00f5es anteriores menos detalhadas,&#8221; diz o coautor Fillippo Fraternali do Instituto Astron\u00f3mico Kapteyn da Universidade de Groningen, Holanda. No Universo primordial, as gal\u00e1xias jovens est\u00e3o ainda no processo de forma\u00e7\u00e3o, por isso os investigadores esperavam que se mostrassem ca\u00f3ticas e sem estruturas distintas t\u00edpicas de gal\u00e1xias mais maduras como a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2013b.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/amrTPPf.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia muito distante e consequentemente muito jovem, bastante parecida com a nossa Via L\u00e1ctea. Esta gal\u00e1xia, SPT0418-47, sofre do efeito de lente gravitacional devido \u00e0 exist\u00eancia de uma gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima de n\u00f3s alinhada com ela, aparecendo-nos no c\u00e9u como um anel de luz quase perfeito. A equipa de investigadores reconstruiu a verdadeira forma da gal\u00e1xia long\u00ednqua, que podemos ver nesta imagem, e o movimento do seu g\u00e1s a partir dos dados ALMA, usando uma nova t\u00e9cnica de modelo de computador.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Rizzo et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 fundamental estudar gal\u00e1xias distantes como SPT0418-47 para compreendermos como \u00e9 que as gal\u00e1xias se formam e evoluem. Esta gal\u00e1xia encontra-se t\u00e3o afastada de n\u00f3s que a observamos quando o Universo tinha apenas 10% da sua idade atual, ou seja, a sua luz demorou 12 mil milh\u00f5es de anos a chegar \u00e0 Terra. Ao estudar este objeto, estamos a olhar para tr\u00e1s no tempo, para uma \u00e9poca em que estas gal\u00e1xias beb\u00e9s come\u00e7avam a desenvolver-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que estas gal\u00e1xias se encontram t\u00e3o distantes, obter observa\u00e7\u00f5es detalhadas, mesmo com os telesc\u00f3pios mais potentes, \u00e9 quase imposs\u00edvel j\u00e1 que nos aparecem muito pequenas e t\u00e9nues. A equipa superou este obst\u00e1culo ao usar uma gal\u00e1xia pr\u00f3xima como uma lente poderosa \u2014 um efeito conhecido por lente gravitacional \u2014 o que permitiu ao ALMA observar um passado distante com um detalhe sem precedentes. Neste efeito, a atra\u00e7\u00e3o gravitacional da gal\u00e1xia pr\u00f3xima distorce e curva a luz da gal\u00e1xia distante, fazendo com que esta nos apare\u00e7a deformada, mas bastante ampliada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia long\u00ednqua gravitacionalmente distorcida e ampliada aparece-nos sob a forma de um anel de luz quase perfeito situado em torno da gal\u00e1xia pr\u00f3xima, o que ocorre devido ao alinhamento quase exato entre estes dois objetos. A equipa de investigadores reconstruiu a verdadeira forma da gal\u00e1xia long\u00ednqua e o movimento do seu g\u00e1s a partir dos dados ALMA, usando uma nova t\u00e9cnica de modelo de computador. &#8220;Quando vi pela primeira vez a imagem reconstru\u00edda de SPT0418-47 quase que n\u00e3o podia acreditar: era como uma arca do tesouro a abrir-se,&#8221; comenta Rizzo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que descobrimos era bastante intrigante; apesar de estar a formar estrelas a uma taxa elevada e, consequentemente, ser um local de processos altamente energ\u00e9ticos, SPT0418-47 \u00e9 a gal\u00e1xia de disco mais bem ordenada que alguma vez observ\u00e1mos no Universo primordial,&#8221; explica a coautora Simona Vegetti, tamb\u00e9m do Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica. &#8220;Este resultado \u00e9 bastante inesperado e tem implica\u00e7\u00f5es importantes na forma como pensamos que as gal\u00e1xias evoluem.&#8221; Contudo, os astr\u00f3nomos referem que, apesar de SPT0418-47 ter um disco e outras estruturas semelhantes \u00e0s gal\u00e1xias espirais que vemos atualmente, esta gal\u00e1xia evoluir\u00e1 muito provavelmente para uma gal\u00e1xia muito diferente da Via L\u00e1ctea, juntando-se \u00e0 classe das gal\u00e1xias el\u00edpticas, outro tipo de gal\u00e1xias que, juntamente com as espirais, existe no Universo atual.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2013c.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/E5023qT.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia muito distante e consequentemente muito jovem, bastante parecida com a nossa Via L\u00e1ctea. Esta gal\u00e1xia, SPT0418-47, sofre do efeito de lente gravitacional devido \u00e0 exist\u00eancia de uma gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima de n\u00f3s alinhada com ela, aparecendo-nos no c\u00e9u como um anel de luz quase perfeito (\u00e0 esquerda). A equipa de investigadores reconstruiu a verdadeira forma da gal\u00e1xia long\u00ednqua e o movimento do seu g\u00e1s (\u00e0 direita) a partir dos dados ALMA, usando uma nova t\u00e9cnica de modelo de computador. As observa\u00e7\u00f5es indicam que SPT0418-47 \u00e9 uma gal\u00e1xia de disco com um bojo central, estando a mat\u00e9ria a rodar em torno do seu centro. O g\u00e1s que se afasta de n\u00f3s est\u00e1 assinalado a vermelho, enquanto o g\u00e1s que se aproxima do observador est\u00e1 a azul.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Rizzo et al. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta inesperada sugere que o Universo primordial pode n\u00e3o ser t\u00e3o ca\u00f3tico como se pensava, levantando muitas quest\u00f5es sobre como \u00e9 que uma gal\u00e1xia t\u00e3o bem ordenada se pode ter formada t\u00e3o cedo ap\u00f3s o Big Bang. Esta descoberta do ALMA vem no seguimento de uma descoberta anterior anunciada em maio de um disco massivo em rota\u00e7\u00e3o observado a uma dist\u00e2ncia semelhante. SPT0418-47 observa-se, no entanto, com muito mais detalhe, gra\u00e7as ao efeito de lente gravitacional, e possui um bojo juntamente com o disco, o que a torna muito mais similar \u00e0 nossa Via L\u00e1ctea atual do que o objeto estudado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos futuros, incluindo com o ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, tentar\u00e3o descobrir qu\u00e3o t\u00edpicas s\u00e3o estas gal\u00e1xias de disco &#8220;beb\u00e9s&#8221; e se s\u00e3o normalmente menos ca\u00f3ticas do que o previsto, o que abrir\u00e1 novos caminhos que permitir\u00e3o aos astr\u00f3nomos descobrir como \u00e9 que as gal\u00e1xias evoluem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ESOcast 228 Light: ALMA Sees MostDistant Milky Way Look-alike\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8kW9LCr6_PA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2013\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-sees-most-distant-milky-way-look-alike\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-020-2572-6\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2013\/eso2013a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/08\/astronomers-spy-milky-way-galaxy-very-early-universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-08-alma-distant-milky-look-alike.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2020\/08\/200812115304.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2251569-ancient-serene-galaxy-suggests-the-early-universe-was-eerily-calm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/a-surprisingly-milky-way-like-galaxy-has-been-spotted-in-the-early-universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/tvi24.iol.pt\/tecnologia\/astronomia\/astronomos-descobrem-galaxia-bebe-semelhante-a-via-lactea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tvi24<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/encontrada-a-galaxia-mais-distante-parecida-com-a-via-lactea\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO TEK<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia muito distante e consequentemente muito jovem, bastante parecida com a nossa Via L\u00e1ctea. 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