{"id":3400,"date":"2020-08-11T05:21:23","date_gmt":"2020-08-11T05:21:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3400"},"modified":"2020-08-11T05:21:34","modified_gmt":"2020-08-11T05:21:34","slug":"caca-aos-ovos-estelares-com-o-alma-rastreando-a-evolucao-de-embriao-a-estrela-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/08\/11\/caca-aos-ovos-estelares-com-o-alma-rastreando-a-evolucao-de-embriao-a-estrela-bebe\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7a aos &#8220;ovos&#8221; estelares com o ALMA: rastreando a evolu\u00e7\u00e3o de embri\u00e3o a estrela beb\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625.jpeg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"457\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625-1024x457.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3401\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625-1024x457.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625-300x134.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625-768x343.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_0537-1-1400x625.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o de uma nuvem de g\u00e1s com n\u00facleos quentes observada com o ALMA.\nCr\u00e9dito: N. Lira &#8211; ALMA (NRAO\/NAOJ\/ESO)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os astr\u00f3nomos fizeram um censo de &#8220;ovos&#8221; estelares na constela\u00e7\u00e3o de Touro e revelaram o seu estado de evolu\u00e7\u00e3o. Este censo ajuda os investigadores a entender como e quando um embri\u00e3o estelar se transforma numa estrela beb\u00e9 no interior de um casulo gasoso. Al\u00e9m disso, a equipa encontrou um fluxo bipolar, um par de correntes de g\u00e1s, que podem ser evid\u00eancias reveladoras de uma estrela verdadeiramente rec\u00e9m-nascida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas formam-se devido \u00e0 contra\u00e7\u00e3o gravitacional de nuvens de g\u00e1s. As partes mais densas das nuvens, chamadas n\u00facleos de nuvens moleculares, s\u00e3o os pr\u00f3prios locais de forma\u00e7\u00e3o estelar e est\u00e3o localizadas principalmente ao longo da Via L\u00e1ctea. A Nuvem Molecular de Touro \u00e9 uma das regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar ativa e j\u00e1 foram apontados para l\u00e1 muitos telesc\u00f3pios. Observa\u00e7\u00f5es anteriores mostram que alguns n\u00facleos s\u00e3o na verdade &#8220;ovos&#8221; estelares antes do nascimento das estrelas, mas outros j\u00e1 t\u00eam no seu interior estrelas infantis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores liderada por Kazuki Tokuda, astr\u00f3nomo da Universidade da Prefeitura de Osaka e do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico Nacional do Jap\u00e3o, utilizou o poder do ALMA para investigar a estrutura interna dos ovos estelares. Observaram 32 n\u00facleos sem estrelas e nove n\u00facleos com protoestrelas beb\u00e9s. Detetaram ondas de r\u00e1dio de todos os nove n\u00facleos com estrelas, mas apenas 12 dos 32 n\u00facleos mostraram um tal sinal. A equipa concluiu que esses 12 ovos desenvolveram estruturas internas, o que mostra que s\u00e3o mais evolu\u00eddos do que os 20 n\u00facleos restantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Taurus_ALMA_Herschel3-680x441.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Taurus_ALMA_Herschel3-680x441.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagem infravermelha de campo largo da Nuvem Molecular de Touro obtida pelo Observat\u00f3rio Espacial Herschel e ovos estelares com o ALMA (inser\u00e7\u00f5es).<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Tokuda et al., ESA\/Herschel <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;De um modo geral, os interfer\u00f3metros de r\u00e1dio que usam muitas antenas, como o ALMA, n\u00e3o s\u00e3o bons para observar objetos sem caracter\u00edsticas como os ovos estelares,&#8221; diz Tokuda. &#8220;Mas nas nossas observa\u00e7\u00f5es, us\u00e1mos apenas propositadamente as antenas de 7 metros do ALMA. Esta rede compacta permite-nos ver objetos com uma estrutura suave, e obtivemos informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura interna dos ovos estelares, exatamente como pretend\u00edamos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aumento do espa\u00e7amento entre as antenas melhora a resolu\u00e7\u00e3o de um interfer\u00f3metro de r\u00e1dio, mas torna dif\u00edcil a dete\u00e7\u00e3o de objetos estendidos. Por outro lado, uma rede compacta tem uma resolu\u00e7\u00e3o mais baixa, mas permite ver objetos estendidos. \u00c9 por isso que a equipa usou a rede compacta de antenas de 7 metros do ALMA, conhecida como Rede Morita, n\u00e3o a rede estendida de antenas de 12 metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles descobriram que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre os dois grupos na densidade do g\u00e1s no centro dos n\u00facleos densos. Assim que a densidade do centro de um n\u00facleo denso excede um determinado limite, cerca de um milh\u00e3o de mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio por cent\u00edmetro c\u00fabico, a autogravidade leva o ovo a transformar-se numa estrela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Antenas-ALMA-179-680x453.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Antenas-ALMA-179-680x453.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Antenas de sete metros do ALMA, que perfazem a rede Morita.<br>Cr\u00e9dito: Sergio Ot\u00e1rola &#8211; ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um censo tamb\u00e9m \u00e9 \u00fatil para encontrar um objeto raro. A equipa percebeu que existe um fluxo bipolar fraco, mas claro, num ovo estelar. O tamanho do fluxo \u00e9 bastante pequeno e nenhuma fonte infravermelha foi identificada no n\u00facleo denso. Estas caracter\u00edsticas combinam bem com as previs\u00f5es te\u00f3ricas de um &#8220;primeiro n\u00facleo hidrost\u00e1tico&#8221;, um objeto de vida curta formado pouco antes do nascimento de uma estrela beb\u00e9. &#8220;J\u00e1 foram identificados noutras regi\u00f5es v\u00e1rios candidatos a primeiro n\u00facleo hidrost\u00e1tico,&#8221; explica Kakeru Fujishiro, membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Esta \u00e9 a primeira identifica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de Touro. \u00c9 um bom alvo para uma observa\u00e7\u00e3o mais extensa no futuro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kengo Tachihara, professor associado da Universidade de Nagoya, menciona o papel dos investigadores japoneses neste estudo. &#8220;Os astr\u00f3nomos japoneses estudaram as estrelas beb\u00e9s e os ovos estelares em Touro usando o radiotelesc\u00f3pio Nagoya de 4 metros e o radiotelesc\u00f3pio Nobeyama de 45 metros desde a d\u00e9cada de 1990. E a rede de 7 metros do ALMA tamb\u00e9m foi desenvolvida pelo Jap\u00e3o. O resultado atual faz parte da culmina\u00e7\u00e3o destes esfor\u00e7os.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Conseguimos ilustrar a hist\u00f3ria do crescimento dos \u00f3vulos estelares at\u00e9 ao nascimento e agora estabelecemos o m\u00e9todo para a investiga\u00e7\u00e3o,&#8221; sumariza Tokuda. &#8220;Esta \u00e9 uma etapa importante a fim de obter uma compreens\u00e3o abrangente da forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/stellar-egg-hunt-with-alma-tracing-evolution-from-embryo-to-baby-star\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ab9ca7\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06361\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06378\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2006.06361\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-08-stellar-egg-almatracing-evolution-embryo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvem Molecular de Touro:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Taurus_Molecular_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representa\u00e7\u00e3o de uma nuvem de g\u00e1s com n\u00facleos quentes observada com o ALMA. 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