{"id":3353,"date":"2020-07-24T05:27:55","date_gmt":"2020-07-24T05:27:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3353"},"modified":"2020-07-24T05:28:04","modified_gmt":"2020-07-24T05:28:04","slug":"redescoberta-de-mundo-perdido-e-um-passo-em-frente-para-encontrar-planetas-habitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/07\/24\/redescoberta-de-mundo-perdido-e-um-passo-em-frente-para-encontrar-planetas-habitaveis\/","title":{"rendered":"Redescoberta de mundo &#8220;perdido&#8221; \u00e9 um passo em frente para encontrar planetas habit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/Kle1Y6z.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z-1024x678.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3354\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z-300x199.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z-768x509.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kle1Y6z.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O NGTS (Next-Generation Transit Survey) situado no Deserto do Atacama, no Chile.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A redescoberta de um planeta perdido poder\u00e1 pavimentar o caminho para a dete\u00e7\u00e3o de um mundo dentro da zona habit\u00e1vel de um sistema solar distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta, do tamanho e massa de Saturno com uma \u00f3rbita de 35 dias, est\u00e1 entre centenas de mundos &#8220;perdidos&#8221; onde astr\u00f3nomos da Universidade de Warwick est\u00e3o a utilizar um novo m\u00e9todo para rastrear e caracterizar na esperan\u00e7a de encontrar planetas mais frios como aqueles no nosso Sistema Solar, e at\u00e9 planetas potencialmente habit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relatado na revista The Astrophysical Journal Letters, o planeta chamado NGTS-11b orbita uma estrela a 620 anos-luz de dist\u00e2ncia e est\u00e1 localizado cinco vezes mais perto da sua estrela do que a Terra do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta foi originalmente descoberto por um levantamento exoplanet\u00e1rio em 2018 usando dados do telesc\u00f3pio TESS da NASA. O TESS usa o m\u00e9todo de tr\u00e2nsito para avistar planetas, procurando a luz reveladora da estrela que indica que um objeto passou entre o telesc\u00f3pio e a estrela. No entanto, o TESS apenas analisa sec\u00e7\u00f5es do c\u00e9u durante 27 dias. Isto significa que muitos dos planetas de per\u00edodo maior apenas transitam uma vez nos dados do TESS. A equipa liderada pela Universidade de Warwick acompanhou um destes planetas &#8220;perdidos&#8221; usando os telesc\u00f3pios NGTS (Next-Generation Transit Survey) no Chile e observou a estrela durante setenta e nove noites, eventualmente avistando o planeta a transitar pela segunda vez quase um ano ap\u00f3s o primeiro tr\u00e2nsito detetado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Samuel Gill do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;Ao perseguir o segundo tr\u00e2nsito, encontr\u00e1mos um planeta de per\u00edodo mais longo. Esperamos que seja a primeira de muitas descobertas levando a per\u00edodos mais longos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas s\u00e3o raras, mas importantes, pois permitem-nos encontrar planetas com per\u00edodos mais longos do que outros astr\u00f3nomos est\u00e3o a encontrar. Planetas com per\u00edodos mais longos s\u00e3o mais frios, mais parecidos com os planetas do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;NGTS-11b tem uma temperatura de apenas 160\u00ba C &#8211; mais frio que Merc\u00fario e V\u00e9nus. Embora ainda seja quente demais para suportar vida como a conhecemos, est\u00e1 mais perto da zona habit\u00e1vel do que muitos planetas descobertos anteriormente, que normalmente t\u00eam temperaturas acima dos 1000\u00ba C.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A zona habit\u00e1vel refere-se \u00e0 gama de \u00f3rbitas que permitem que um planeta ou lua suporte \u00e1gua l\u00edquida: demasiado perto da sua estrela e ser\u00e1 demasiado quente, mas muito distante e ser\u00e1 demasiado frio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Daniel Bayliss, coautor do estudo e tamb\u00e9m da Universidade de Warwick, explicou: &#8220;Este planeta est\u00e1 numa \u00f3rbita de 35 dias, o que \u00e9 um per\u00edodo muito mais longo do que normalmente encontramos. \u00c9 excitante ver a zona habit\u00e1vel quase ao nosso alcance.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Pete Wheatley, tamb\u00e9m coautor e da mesma universidade, acrescenta: &#8220;O tr\u00e2nsito original apareceu apenas uma vez nos dados do TESS, e foi o trabalho de detetive da nossa equipa que nos permitiu encontr\u00e1-lo novamente um ano depois com o NGTS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O NGTS possui doze telesc\u00f3pios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, o que significa que podemos monitorizar v\u00e1rias estrelas por meses a fio, \u00e0 procura de planetas perdidos. A diminui\u00e7\u00e3o de brilho durante o tr\u00e2nsito corresponde apenas a 1% e ocorre apenas uma vez a cada 35 dias, colocando-o de fora do alcance de outros telesc\u00f3pios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Gill acrescenta: &#8220;Existem centenas de tr\u00e2nsitos \u00fanicos detetados pelo TESS que vamos estar a monitorizar usando este m\u00e9todo. Isto permitir\u00e1 descobrir exoplanetas mais frios de todos os tamanhos, incluindo planetas mais parecidos com os do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Alguns ser\u00e3o pequenos planetas rochosos na zona habit\u00e1vel, frios o suficiente para hospedar oceanos de \u00e1gua l\u00edquida e potencialmente vida extraterrestre.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/lost_worlds_rediscovery\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.3847\/2041-8213\/ab9eb9\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2005.00006\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGTS-11b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/ngts-11_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGTS (Next-Generation Transit Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ngtransits.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/ngts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Next-Generation_Transit_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O NGTS (Next-Generation Transit Survey) situado no Deserto do Atacama, no Chile.Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick A redescoberta de um planeta perdido poder\u00e1 pavimentar o caminho para a dete\u00e7\u00e3o de um mundo dentro da zona habit\u00e1vel de um sistema solar distante. O planeta, do tamanho e massa de Saturno com uma \u00f3rbita de 35 dias, est\u00e1 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3354,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,853,876,309],"class_list":["post-3353","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-ngts","tag-ngts-11b","tag-tess"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3353"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3353\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3355,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3353\/revisions\/3355"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}