{"id":3338,"date":"2020-07-17T05:27:56","date_gmt":"2020-07-17T05:27:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3338"},"modified":"2020-07-17T05:28:07","modified_gmt":"2020-07-17T05:28:07","slug":"as-primeiras-imagens-da-solar-orbiter-revelam-fogueiras-no-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/07\/17\/as-primeiras-imagens-da-solar-orbiter-revelam-fogueiras-no-sol\/","title":{"rendered":"As primeiras imagens da Solar Orbiter revelam &#8220;fogueiras&#8221; no Sol"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1018\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars-1024x1018.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3339\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars-1024x1018.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars-150x150.png 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars-300x298.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars-768x763.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da sonda Solar Orbiter da ESA obteve esta imagem no dia 30 de maio de 2020. Mostra o aspeto do Sol a um comprimento de onda de 17 nan\u00f3metros, que fica na regi\u00e3o ultravioleta extrema do espectro eletromagn\u00e9tico. As imagens neste comprimento de onda revelam a atmosfera superior do Sol, a coroa, com uma temperatura de aproximadamente 1 milh\u00e3o de graus Celsius. O EUI captura imagens do disco total do Sol usando o telesc\u00f3pio FSI (Full Sun Imager), bem como imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o com o telesc\u00f3pio HRIEUV.<br>No dia 30 de maio, a Solar Orbiter estava mais ou menos a metade da dist\u00e2ncia Terra-Sol, o que significa que estava mais perto do Sol do que qualquer outro telesc\u00f3pio solar alguma vez esteve. Isto permitiu que o EUI visse caracter\u00edsticas na coroa solar com apenas 400 km de di\u00e2metro. Ao longo da miss\u00e3o, a Solar Orbiter vai ficar mais perto do Sol e isto aumentar\u00e1 o poder de imagem do instrumento por um factor de dois na aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. Ainda assim, mesmo antes desta maior aproxima\u00e7\u00e3o, as imagens j\u00e1 obtidas revelam um conjunto de loops, manchas brilhantes e escuras, filamentos m\u00f3veis. Uma caracter\u00edstica omnipresente da superf\u00edcie solar, revelada pela primeira vez nestas imagens, foi apelidada de &#8220;fogueiras&#8221;. S\u00e3o erup\u00e7\u00f5es em miniatura que podem estar a contribuir para as altas temperaturas da coroa solar e para a origem do vento solar. A cor nesta imagem foi acrescentada artificialmente porque o comprimento de onda original detetado pelo instrumento \u00e9 invis\u00edvel ao olho humano.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa EUI (ESA &amp; NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD\/WRC, ROB, UCL\/MSSL<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As primeiras imagens da Solar Orbiter, uma nova miss\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o do Sol da ESA e da NASA, revelaram explos\u00f5es solares em miniatura omnipresentes, apelidadas de &#8220;fogueiras&#8221;, perto da superf\u00edcie da nossa estrela mais pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os cientistas por tr\u00e1s da miss\u00e3o, a observa\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos que n\u00e3o eram antes vis\u00edveis em detalhe, sugere o enorme potencial da Solar Orbiter, que acabou de terminar a sua fase inicial de verifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica conhecida como comissionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas s\u00e3o apenas as primeiras imagens e j\u00e1 podemos ver novos fen\u00f3menos interessantes,&#8221; diz Daniel M\u00fcller, Cientista do Projeto Solar Orbiter da ESA. &#8220;N\u00e3o esper\u00e1vamos resultados t\u00e3o bons desde o in\u00edcio. Tamb\u00e9m podemos ver como os nossos dez instrumentos cient\u00edficos se complementam, fornecendo uma imagem hol\u00edstica do Sol e do ambiente circundante.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter, lan\u00e7ada no dia 10 de fevereiro de 2020, transporta seis instrumentos de sensoriamento remoto, ou telesc\u00f3pios, que retratam o Sol e seus arredores e quatro instrumentos in situ que monitorizam o ambiente em torno da aeronave. Ao comparar os dados de ambos os conjuntos de instrumentos, os cientistas obter\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o do vento solar, o fluxo de part\u00edculas carregadas do Sol que influencia todo o Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspeto \u00fanico da miss\u00e3o Solar Orbiter \u00e9 que nenhuma outra aeronave conseguiu capturar imagens da superf\u00edcie do Sol a uma dist\u00e2ncia t\u00e3o pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imagens mais pr\u00f3ximas do Sol revelam novos fen\u00f3menos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_s_first_view_of_the_sun\/22133039-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_s_first_view_of_the_sun\/22133039-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_s_first_view_of_the_Sun_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da sonda Solar Orbiter da ESA obteve estas imagens no dia 30 de maio de 2020. Mostram o aspeto do Sol a um comprimento de onda de 17 nan\u00f3metros, que fica na regi\u00e3o ultravioleta extrema do espectro eletromagn\u00e9tico. As imagens neste comprimento de onda revelam a atmosfera superior do Sol, a coroa, com uma temperatura de aproximadamente 1 milh\u00e3o de graus Celsius. O EUI captura imagens do disco total do Sol usando o telesc\u00f3pio FSI (Full Sun Imager), bem como imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o com o telesc\u00f3pio HRIEUV.<br>No dia 30 de maio, a Solar Orbiter estava mais ou menos a metade da dist\u00e2ncia Terra-Sol, o que significa que estava mais perto do Sol do que qualquer outro telesc\u00f3pio solar alguma vez esteve. Isto permitiu que o EUI visse caracter\u00edsticas na coroa solar com apenas 400 km de di\u00e2metro. Ao longo da miss\u00e3o, a Solar Orbiter vai ficar mais perto do Sol e isto aumentar\u00e1 o poder de imagem do instrumento por um factor de dois na aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima.<br>Ainda assim, mesmo antes desta maior aproxima\u00e7\u00e3o, as imagens j\u00e1 obtidas revelam um conjunto de loops, manchas brilhantes e escuras, filamentos m\u00f3veis. Uma caracter\u00edstica omnipresente da superf\u00edcie solar, revelada pela primeira vez nestas imagens, foi apelidada de &#8220;fogueiras&#8221;. S\u00e3o erup\u00e7\u00f5es em miniatura que podem estar a contribuir para as altas temperaturas da coroa solar e para a origem do vento solar.<br>A cor nestas imagens foi acrescentada artificialmente porque o comprimento de onda original detetado pelo instrumento \u00e9 invis\u00edvel ao olho humano.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa EUI (ESA &amp; NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD\/WRC, ROB, UCL\/MSSL <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As fogueiras, mostradas no primeiro conjunto de imagens, foram capturadas pelo EUI (Extreme Ultraviolet Imager) do primeiro peri\u00e9lio da Solar Orbiter, o ponto na sua \u00f3rbita el\u00edptica mais pr\u00f3ximo do Sol. Naquele momento, a sonda estava a apenas 77 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, cerca da metade da dist\u00e2ncia entre a Terra e a estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As fogueiras s\u00e3o parentes pequenos das explos\u00f5es solares que podemos observar a partir da Terra, milh\u00f5es ou milhares de milh\u00f5es de vezes menores,&#8221; diz David Berghmans, do Observat\u00f3rio Real da B\u00e9lgica, Investigador Principal do Instrumento EUI, que captura imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o das camadas inferiores da atmosfera do Sol, conhecida como coroa solar. &#8220;O Sol pode parecer pac\u00edfico \u00e0 primeira vista, mas quando olhamos em detalhe, podemos ver essas labaredas em miniatura em todos os lugares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas ainda n\u00e3o sabem se as fogueiras s\u00e3o apenas pequenas vers\u00f5es de grandes explos\u00f5es ou se s\u00e3o movidas por diferentes mecanismos. J\u00e1 existem, no entanto, teorias de que estas explos\u00f5es em miniatura poderiam estar a contribuir para um dos fen\u00f3menos mais misteriosos do Sol, o aquecimento coronal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desvendar os mist\u00e9rios do Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_spots_campfires_on_the_sun_annotated\/22133164-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_spots_campfires_on_the_Sun_annotated.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_spots_campfires_on_the_sun_annotated\/22133164-1-eng-GB\/Solar_Orbiter_spots_campfires_on_the_Sun_annotated_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagem de alta resolu\u00e7\u00e3o obtida com o instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da Solar Orbiter da ESA, obtida com o telesc\u00f3pio HRIEUV no dia 30 de maio de 2020. O c\u00edrculo no canto inferior direito indica o tamanho da Terra para efeitos de escala. A seta aponta para uma das caracter\u00edsticas omnipresentes da superf\u00edcie solar, chamadas &#8220;fogueiras&#8221; e revelada pela primeira vez gra\u00e7as a estas imagens.<br>No dia 30 de maio, a Solar Orbiter estava mais ou menos a metade da dist\u00e2ncia Terra-Sol, o que significa que estava mais perto do Sol do que qualquer outro telesc\u00f3pio solar alguma vez esteve.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa EUI (ESA &amp; NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD\/WRC, ROB, UCL\/MSSL<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas fogueiras s\u00e3o totalmente insignificantes mas, ao somar os seus efeitos em todo o Sol, estas podem ser a contribui\u00e7\u00e3o dominante para o aquecimento da coroa solar,&#8221; diz Fr\u00e9d\u00e9ric Auch\u00e8re, do Instituto de Astrof\u00edsica Espacial, Fran\u00e7a, Investigador Principal do EUI.<\/p>\n\n\n\n<p>A coroa solar \u00e9 a camada mais externa da atmosfera do Sol que se estende milh\u00f5es de quil\u00f3metros para o espa\u00e7o sideral. A sua temperatura \u00e9 superior a um milh\u00e3o de graus Celsius, o que \u00e9 uma ordem de magnitude mais quente que a superf\u00edcie do Sol, uns &#8220;refrescantes&#8221; 5500\u00b0C. Ap\u00f3s muitas d\u00e9cadas de estudos, os mecanismos f\u00edsicos que aquecem a coroa ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente compreendidos, mas identific\u00e1-los \u00e9 considerado o &#8220;santo graal&#8221; da f\u00edsica solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Obviamente \u00e9 prematuro dizer, mas esperamos que, ao ligar estas observa\u00e7\u00f5es com as medi\u00e7\u00f5es dos nossos outros instrumentos que &#8216;sentem&#8217; o vento solar ao passar na aeronave, possamos eventualmente responder a alguns destes mist\u00e9rios,&#8221; diz Yannis Zouganelis, Cientista Adjunto do Projeto Solar Orbiter da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observar o lado mais distante do Sol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O PHI (Polarimetric and Helioseismic Imager) \u00e9 outro instrumento de ponta a bordo da Solar Orbiter. Faz medi\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o das linhas do campo magn\u00e9tico na superf\u00edcie do sol. Foi projetado para monitorizar regi\u00f5es ativas do Sol, \u00e1reas com campos magn\u00e9ticos especialmente fortes, que podem dar origem a explos\u00f5es solares.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante as explos\u00f5es solares, o Sol liberta rajadas de part\u00edculas energ\u00e9ticas que aumentam o vento solar que emana constantemente da estrela para o espa\u00e7o circundante. Quando estas part\u00edculas interagem com a magnetosfera da Terra, podem causar tempestades magn\u00e9ticas que podem atrapalhar as redes de telecomunica\u00e7\u00f5es e as redes de energia no solo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/the_sun_and_its_magnetic_properties\/22136075-3-eng-GB\/The_Sun_and_its_magnetic_properties.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/the_sun_and_its_magnetic_properties\/22136075-3-eng-GB\/The_Sun_and_its_magnetic_properties_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> O instrumento PHI (Polarimetric and Helioseismic Imager) na sonda Solar Orbiter da ESA mede o campo magn\u00e9tico perto da superf\u00edcie do Sol e permite a investiga\u00e7\u00e3o do interior do Sol gra\u00e7as \u00e0 t\u00e9cnica de heliosismologia. Nestas imagens, o PHI revela a quantidade de informa\u00e7\u00e3o que pode desvendar.<br>A imagem do canto superior esquerdo foi obtida no dia 18 de junho de 2020 usando o Telesc\u00f3pio Full Disk do PHI. Mostra o Sol como observado a olho nu. Atualmente a nossa estrela est\u00e1 magneticamente calma, o que significa que n\u00e3o existem manchas vis\u00edveis. Isto n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existem campos magn\u00e9ticos entrela\u00e7ando a superf\u00edcie e a atmosfera solar.<br>A imagem em baixo e \u00e0 esquerda foi obtida no dia 28 de maio de 2020 com o telesc\u00f3pio High Resolution do PHI. \u00c9 um magnetograma que cobre uma \u00e1rea com aproximadamente 200.000 km x 200.000 km na superf\u00edcie solar. As pequenas estruturas aqui vistas s\u00e3o regi\u00f5es magn\u00e9ticas tanto com polaridades norte como sul, algumas com v\u00e1rios milhares de quil\u00f3metros.<br>A imagem em baixo e \u00e0 direita mostra uma extrapola\u00e7\u00e3o da linhas do campo magn\u00e9tico emanadas das estruturas magn\u00e9ticas na atmosfera solar superior, que o telesc\u00f3pio EUI observa.<br>A imagem em cima e \u00e0 direita mostra o aspeto vis\u00edvel desta regi\u00e3o da superf\u00edcie do Sol. O padr\u00e3o de granula\u00e7\u00e3o representa fluxos para cima e para baixo de g\u00e1s eletricamente carregado, conhecido como plasma, que ocorre sob a superf\u00edcie vis\u00edvel do Sol.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa PHI\/ESA &amp; NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Neste momento, estamos na parte do ciclo solar de 11 anos quando o Sol est\u00e1 muito tranquilo,&#8221; diz Sami Solanki, Diretor do Instituto Max Planck de Investiga\u00e7\u00e3o de Sistemas Solares em G\u00f6ttingen, Alemanha, e Investigador Principal do PHI. &#8220;Mas como a Solar Orbiter est\u00e1 num \u00e2ngulo diferente do Sol e da Terra, podemos ver uma regi\u00e3o ativa que n\u00e3o era observ\u00e1vel da Terra. Esta \u00e9 a primeira vez. Nunca fomos capazes de medir o campo magn\u00e9tico na parte de tr\u00e1s do sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os magnetogramas, que mostram como a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico solar varia atrav\u00e9s da superf\u00edcie do Sol, podem ser comparados com as medi\u00e7\u00f5es dos instrumentos in situ.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O instrumento PHI est\u00e1 a medir o campo magn\u00e9tico na superf\u00edcie, vemos estruturas na coroa do Sol com o EUI, mas tamb\u00e9m tentamos inferir as linhas do campo magn\u00e9tico que saem para o meio interplanet\u00e1rio, onde est\u00e1 a Solar Orbiter,&#8221; diz Jose Carlos del Toro Iniesta, Investigador Principal do PHI, do Instituto de Astrof\u00edsica da Andaluzia, Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apanhar o vento solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/combining_remote-sensing_and_in_situ_measurements\/22135950-3-eng-GB\/Combining_remote-sensing_and_in_situ_measurements.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/combining_remote-sensing_and_in_situ_measurements\/22135950-3-eng-GB\/Combining_remote-sensing_and_in_situ_measurements_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A Solar Orbiter transporta seis instrumentos de sensoriamento remoto, ou telesc\u00f3pios, que retratam o Sol e seus arredores e quatro instrumentos in situ que monitorizam o ambiente em torno da aeronave. O vento solar \u00e9 um fluxo impulsionado magneticamente de part\u00edculas da atmosfera externa do Sol, a coroa. As part\u00edculas s\u00e3o \u00e1tomos e eletr\u00f5es carregados eletricamente que comp\u00f5em o que os f\u00edsicos chamam de plasma. Ao comparar os dados de ambos os conjuntos de instrumentos, os cientistas obter\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o do vento solar, o fluxo de part\u00edculas carregadas do Sol que influencia todo o Sistema Solar.<br>O infogr\u00e1fico mostra uma imagem do disco solar obtido com o instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) , juntamente com dados do instrumento SPICE (Spectral Investigation of the Coronal Environment) e do instrumento in situ SWA (Solar Wind Analyser).<br>A imagem e os gr\u00e1ficos \u00e0 direita da imagem do EUI mostram o primeiro espectro capturado no dia 21 de abril de 2020 pelo SPICE. A imagem mostra a distribui\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o dos i\u00f5es de carbono nesta pequena regi\u00e3o da atmosfera do Sol a temperaturas de aproximadamente 50.000 K. O gr\u00e1fico mostram o espectro ultravioleta, revelando uma gama ampla de \u00e1tomos ionizados, incluindo hidrog\u00e9nio, carbono, n\u00e9on, oxig\u00e9nio e ferro, que podem ser identificados a partir da sua &#8220;impress\u00e3o digital&#8221; \u00fanica no espectro. Estes i\u00f5es s\u00e3o formados a temperaturas de 10.000 a um milh\u00e3o Kelvin.<br>O gr\u00e1fico na parte de baixo da imagem mostra as primeiras medi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas feitas com o HIS (Heavy Ion Sensor) do SWA, que amostra o vento solar em torno da nave. Os dados foram obtidos no dia 11 de maio de 2020. O sensor \u00e9 capaz de determinar, entre outras caracter\u00edsticas, a propor\u00e7\u00e3o da energia de uma part\u00edcula em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua carga, e a sua velocidade ao longo de uma dist\u00e2ncia conhecida dentro do instrumento, tendo em conta o tempo que demora para percorrer essa dist\u00e2ncia.<br>Estes dados foram apresentados no gr\u00e1fico ao longo das curvas te\u00f3ricas dos i\u00f5es esperados, que s\u00e3o coloridos de acordo com os i\u00f5es na legenda. As regi\u00f5es coloridas representam o n\u00famero de part\u00edculas (amarelo significa muitas part\u00edculas, azul significa poucas) entrando no instrumento com cada caracter\u00edstica e indica assim a abund\u00e2ncia relativa no vento solar que passa pela sonda.<br>Atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o com medi\u00e7\u00f5es da composi\u00e7\u00e3o coronal pelo SPICE, estes dados do SWA-HIS v\u00e3o suportar o estabelecer da liga\u00e7\u00e3o entre o vento solar que passa pela nave e a sua regi\u00e3o fonte espec\u00edfica no Sol.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter\/Equipa SPICE; Equipa SWA; Equipa EUI \/ ESA &amp; NASA <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os quatro instrumentos in situ na Solar Orbiter caracterizam as linhas do campo magn\u00e9tico e o vento solar \u00e0 medida que passam na aeronave.<\/p>\n\n\n\n<p>Christopher Owen, do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias Espaciais Mullard da University College London e Investigador Principal do Solar Wind Analyser in situ, acrescenta: &#8220;Atrav\u00e9s destas informa\u00e7\u00f5es, podemos estimar em que fra\u00e7\u00e3o do Sol uma parte espec\u00edfica do vento solar foi emitida e, em seguida, usar o conjunto completo de instrumentos da miss\u00e3o para revelar e entender os processos f\u00edsicos que operam nas diferentes regi\u00f5es do Sol que levam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de ventos solares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos todos realmente empolgados com estas primeiras imagens &#8211; mas este \u00e9 apenas o come\u00e7o,&#8221; acrescenta Daniel. &#8220;A Solar Orbiter iniciou um grande circuito pelo Sistema Solar interno e aproximar-se-\u00e1 muito do Sol em menos de dois anos. Por fim, chegar\u00e1 a 42 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, o que representa quase um-quarto da dist\u00e2ncia do Sol \u00e0 Terra.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os primeiros dados j\u00e1 demonstram o poder por tr\u00e1s de uma colabora\u00e7\u00e3o bem-sucedida entre ag\u00eancias espaciais e a utilidade de um conjunto diversificado de imagens para desvendar alguns dos mist\u00e9rios do Sol,&#8221; comenta Holly Gilbert, Diretora da Divis\u00e3o de Ci\u00eancias Heliof\u00edsicas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Cientista do Projeto Solar Orbiter da NASA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_first_images_and_measurements\/22134184-2-eng-GB\/Solar_Orbiter_first_images_and_measurements.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2020\/07\/solar_orbiter_first_images_and_measurements\/22134184-2-eng-GB\/Solar_Orbiter_first_images_and_measurements_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> A Solar Orbiter da ESA transporta um conjunto de dez instrumentos que trabalham em conjunto para fornecer uma imagem coerente da atividade solar e como essa atividade se propaga pelo Sistema Solar, incluindo part\u00edculas que constitutem o vento solar.<br>Os instrumentos est\u00e3o agrupados em duas fam\u00edlias: instrumentos in situ e de sensoriamento remoto. Este gr\u00e1fico resume as primeiras imagens e dados recolhidos por todos os instrumentos \u00e0 medida que a miss\u00e3o completava a sua fase de comissionamento. Algumas s\u00e3o as primeiras imagens dos instrumentos, obtidas entre maio e junho de 2020.<br>Os instrumentos de sensoriamento remoto observam diretamente o Sol, ou ligeiramente para o lado para ver a superf\u00edcie do Sol e a sua atmosfera externa, a coroa, enquanto os instrumentos in situ medem o vento solar enquanto este passa pela nave.<br>O EUI (Extreme Ultraviolet Imager) fornece imagens da transi\u00e7\u00e3o da parte inferior da atmosfera do Solar at\u00e9 \u00e0 base da coroa solar.<br>O coron\u00f3grafo Metis bloqueia a luz da superf\u00edcie solar, para que se veja a mais t\u00e9nue atmosfera externa do Sol, ou coroa.<br>O SWA (Solar Wind Analyser) caracteriza as propriedades principais do vento solar, incluindo as propriedades das suas part\u00edculas como densidade, velocidade e temperatura.<br>O instrumento SPICE (Spectral Imaging of the Coronal Environment) estuda a coroa vista em frente do disco do Sol.<br>O instrumento EPD (Energetic Particle Detector) mede a composi\u00e7\u00e3o, cronologia e outras propriedades das part\u00edculas energ\u00e9ticas das erup\u00e7\u00f5es solares.<br>O MAG (Magnetometer) mede o campo magn\u00e9tico no vento solar enquanto passa pela nave espacial.<br>O PHI (Polarimetric and Helioseismic Imager) mede o campo magn\u00e9tico na superf\u00edcie solar e permite a investiga\u00e7\u00e3o do interior do Sol via a t\u00e9cnica de heliosismologia.<br>O STIX (X-ray Spectrometer\/Telescope) estuda as emiss\u00f5es solares em raios-X, que s\u00e3o emitidas principalmente por eletr\u00f5es acelerados e proemin\u00eancias solares.<br>O instrumento SoloHI (Heliospheric Imager) fotografa perturba\u00e7\u00f5es no vento solar permitindo que as erup\u00e7\u00f5es gigantes conhecidas como eje\u00e7\u00f5es de massa coronal sejam rastreadas \u00e0 medida que entram erup\u00e7\u00e3o no Sol.<br>O instrumento RPW (Radio and Plasma Waves) mede os campos magn\u00e9ticos e el\u00e9tricos para determinar as ondu\u00e7\u00f5es e as suas intera\u00e7\u00f5es com as part\u00edculas carregadas do vento solar.<br>Cr\u00e9dito: Solar Orbiter (ESA &amp; NASA) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Solar Orbiter \u00e9 uma miss\u00e3o espacial de colabora\u00e7\u00e3o internacional entre a ESA e a NASA. Dezanove Estados membros da ESA (\u00c1ustria, B\u00e9lgica, Rep\u00fablica Checa, Dinamarca, Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Alemanha, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Pol\u00f3nia, Portugal, Espanha, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a e Reino Unido), bem como a NASA, contribu\u00edram para a carga cient\u00edfica e\/ou a aeronave. O sat\u00e9lite foi constru\u00eddo pela contratante principal Airbus Defense and Space, no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Closer than ever: Solar Orbiter\u2019s first views of the Sun\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8pvg0cgsEyA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Solar_Orbiter\/Solar_Orbiter_s_first_images_reveal_campfires_on_the_Sun\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2020\/solar-orbiter-returns-first-data-snaps-closest-pictures-of-the-sun\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/15159523\/0716-aero-061986-closer-than-ever-before-solar-orbiter-s-first-images-of-the-sun\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/european-solar-orbiter-closest-ever-images-sun\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/campfires-on-sun-solar-orbiter-first-photos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2249193-closest-images-ever-taken-of-the-sun-show-campfires-near-its-surface\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-07-close-ups-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-53429054\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/07\/16\/world\/solar-orbiter-first-closest-images-sun-campfires-scn-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/noticias\/ciencia\/artigos\/embargo-fogueiras-solares-e-uma-visao-do-lado-oculto-do-sol-o-que-revelam-as-primeiras-imagens-da-solar-orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO Tek<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/sunearth\/spaceweather\/index.html\" target=\"_blank\">Tempestades solares e clima espacial &#8211; FAQ (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solar Orbiter:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/solar-orbiter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/solar-orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da sonda Solar Orbiter da ESA obteve esta imagem no dia 30 de maio de 2020. Mostra o aspeto do Sol a um comprimento de onda de 17 nan\u00f3metros, que fica na regi\u00e3o ultravioleta extrema do espectro eletromagn\u00e9tico. As imagens neste comprimento de onda revelam a atmosfera &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,9,16],"tags":[124,686],"class_list":["post-3338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-sol","tag-solar-orbiter"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3340,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3338\/revisions\/3340"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}