{"id":3335,"date":"2020-07-17T05:16:41","date_gmt":"2020-07-17T05:16:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3335"},"modified":"2020-07-17T05:16:51","modified_gmt":"2020-07-17T05:16:51","slug":"explosao-termonuclear-lanca-sobrevivente-de-supernova-a-alta-velocidade-pela-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/07\/17\/explosao-termonuclear-lanca-sobrevivente-de-supernova-a-alta-velocidade-pela-via-lactea\/","title":{"rendered":"Explos\u00e3o termonuclear lan\u00e7a sobrevivente de supernova a alta velocidade pela Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/b1jdx0B.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"709\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/b1jdx0B-1024x709.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3336\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/b1jdx0B-1024x709.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/b1jdx0B-300x208.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/b1jdx0B-768x532.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/b1jdx0B-110x75.jpg 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O material expelido pela supernova vai ao in\u00edcio expandir-se muito depressa, mas depois diminui gradualmente, formando uma bolha gigante e intricada de g\u00e1s quente e incandescente. Eventualmente, os restos carbonizados da an\u00e3 branca que explodiu v\u00e3o ultrapassar estas camadas gasosas e acelerar\u00e1 a sua viagem pela Gal\u00e1xia.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Mark Garlick<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com um novo estudo pela Universidade de Warwick, uma estrela an\u00e3 branca expulsou-se ela pr\u00f3pria da sua \u00f3rbita com outra estrela numa &#8220;supernova parcial&#8221; e est\u00e1 agora a viajar pela nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto abre a possibilidade de muitos outros sobreviventes de supernovas viajarem sem serem descobertos pela Via L\u00e1ctea, bem como outros tipos de supernovas que ocorrem noutras gal\u00e1xias que os astr\u00f3nomos nunca viram antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Descrita dia 15 de julho na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a investiga\u00e7\u00e3o analisou uma an\u00e3 branca que se descobriu anteriormente ter uma composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica invulgar. Revela que a estrela pertencia muito provavelmente a um bin\u00e1rio e que sobreviveu \u00e0 sua explos\u00e3o de supernova, que a enviou e \u00e0 sua companheira a &#8220;voar&#8221; pela Via L\u00e1ctea em dire\u00e7\u00f5es opostas.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s brancas s\u00e3o os n\u00facleos remanescentes de gigantes vermelhas, depois destas estrelas morrerem e libertarem as suas camadas externas, arrefecendo ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos. A maioria das an\u00e3s brancas t\u00eam atmosferas compostas quase inteiramente de hidrog\u00e9nio ou h\u00e9lio, com evid\u00eancias ocasionais de carbono ou oxig\u00e9nio extra\u00eddos do n\u00facleo da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta estrela, designada SDSS J1240+6710 e descoberta em 2015, parecia n\u00e3o conter hidrog\u00e9nio nem h\u00e9lio, composta ao inv\u00e9s por uma mistura invulgar de oxig\u00e9nio, n\u00e9on, magn\u00e9sio e sil\u00edcio. Usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, os cientistas tamb\u00e9m identificaram carbono, s\u00f3dio e alum\u00ednio na atmosfera da estrela, todos produzidos nas primeiras rea\u00e7\u00f5es termonucleares de uma supernova.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 uma clara aus\u00eancia do que \u00e9 conhecido como o &#8220;grupo de ferro&#8221; dos elementos ferro, n\u00edquel, cromo e mangan\u00eas. Estes elementos mais pesados s\u00e3o normalmente &#8220;cozidos&#8221; a partir dos mais leves e s\u00e3o caracter\u00edsticos das supernovas termonucleares. A aus\u00eancia de elementos do grupo de ferro na estrela SDSS J1240+6710 sugere que a estrela passou apenas por uma supernova parcial antes que a queima nuclear terminasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas foram capazes de medir a velocidade da an\u00e3 branca e descobriram que viaja a 900.000 km\/h. Tamb\u00e9m possui uma massa particularmente baixa para uma an\u00e3 branca &#8211; apenas 40% da massa do nosso Sol &#8211; o que seria consistente com a perda de massa de uma supernova parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Boris Gaensicke, autor principal do artigo cient\u00edfico e do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, Reino Unido, disse: &#8220;Esta estrela \u00e9 \u00fanica porque possui todas as principais caracter\u00edsticas de uma an\u00e3 branca, mas tem uma velocidade muito alta e abund\u00e2ncias invulgares que n\u00e3o fazem sentido quando combinadas com a sua baixa massa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem uma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que \u00e9 a impress\u00e3o digital da queima nuclear, uma massa baixa e uma velocidade muito alta: todos estes factos implicam que deve ter vindo de algum tipo de sistema bin\u00e1rio \u00edntimo e deve ter sido submetida a igni\u00e7\u00e3o termonuclear. Teria sido um tipo de supernova, mas um tipo que nunca vimos antes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas teorizam que a supernova perturbou a \u00f3rbita da an\u00e3 branca com a sua parceira quando ejetou muito abruptamente uma grande propor\u00e7\u00e3o da sua massa. Ambas as estrelas teriam sido transportadas em dire\u00e7\u00f5es opostas, \u00e0 sua velocidade orbital, numa esp\u00e9cie de manobra de fisga. Isto explicaria a alta velocidade da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Gaensicke acrescenta: &#8220;Se pertencia a um bin\u00e1rio \u00edntimo e sofreu igni\u00e7\u00e3o termonuclear, ejetando grande parte da sua massa, ter\u00edamos as condi\u00e7\u00f5es para produzir uma an\u00e3 branca de baixa massa e de a fazer voar para longe com a sua velocidade orbital.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As supernovas termonucleares mais bem estudadas s\u00e3o as do &#8220;Tipo Ia&#8221;, que levaram \u00e0 descoberta da energia escura, e agora s\u00e3o rotineiramente usadas para mapear a estrutura do Universo. Mas existem evid\u00eancias crescentes de que as supernovas termonucleares podem ocorrer sob condi\u00e7\u00f5es muito diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>SDSS J1240+6710 pode ser a sobrevivente de um tipo de supernova que ainda n\u00e3o foi &#8220;apanhada em flagrante&#8221;. Sem o n\u00edquel radioativo que alimenta o brilho duradouro das supernovas do Tipo Ia, a explos\u00e3o que lan\u00e7ou SDSS J1240+6710 pela Gal\u00e1xia teria sido um breve flash de luz dif\u00edcil de descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Gaensicke acrescenta: &#8220;O estudo das supernovas termonucleares \u00e9 um campo imenso e h\u00e1 uma grande quantidade de esfor\u00e7os observacionais para encontrar supernovas noutras gal\u00e1xias. A dificuldade \u00e9 que vemos a estrela quando explode, mas \u00e9 muito dif\u00edcil conhecer as propriedades da estrela antes de explodir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos agora a descobrir que existem diferentes tipos de an\u00e3s brancas que sobrevivem \u00e0s supernovas sob diferentes condi\u00e7\u00f5es e, usando as composi\u00e7\u00f5es, massas e velocidades que possuem, podemos descobrir a que tipo de supernova foram submetidas. H\u00e1 claramente um &#8216;jardim zool\u00f3gico&#8217; inteiro por a\u00ed. O estudo das sobreviventes de supernovas na nossa Via L\u00e1ctea vai ajudar a entender as mir\u00edades de supernovas que vemos nas outras gal\u00e1xias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor S.O. Kepler da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, quem originalmente descobriu esta estrela, disse: &#8220;O facto de uma an\u00e3 branca de baixa massa ter passado por queima de carbono \u00e9 um testemunho dos efeitos da evolu\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria e dos seus efeitos sobre a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do Universo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Robert Raddi, da Universidade Polit\u00e9cnica da Catalunha, Espanha, que realizou a an\u00e1lise cinem\u00e1tica, disse: &#8220;Mais uma vez, a sinergia entre a astrometria muito precisa do Gaia e a an\u00e1lise espectrosc\u00f3pica ajudou a restringir as propriedades impressionantes de uma an\u00e3 branca \u00fanica, que provavelmente se formou numa supernova termonuclear e foi ejetada a alta velocidade como consequ\u00eancia da explos\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/thermonuclear_blast_sends\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/mnras\/staa1761\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/partial-supernova-white-dwarf-blasts-across-milky-way.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2020-07-blast-star-hurtling-milky.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-53415294\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SDSS J1240+6710:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/SDSS_J1240+6710\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/science\/objects\/dwarfs2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/guide-to-scientists\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar os dados do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/60036-gaia-data-release-2-virtual-reality-resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recursos VR<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O material expelido pela supernova vai ao in\u00edcio expandir-se muito depressa, mas depois diminui gradualmente, formando uma bolha gigante e intricada de g\u00e1s quente e incandescente. 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