{"id":3312,"date":"2020-07-10T05:22:14","date_gmt":"2020-07-10T05:22:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3312"},"modified":"2020-07-10T05:22:25","modified_gmt":"2020-07-10T05:22:25","slug":"a-abundancia-de-metais-raros-aponta-para-uma-estrela-companheira-desaparecida-da-supernova-cassiopeia-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2020\/07\/10\/a-abundancia-de-metais-raros-aponta-para-uma-estrela-companheira-desaparecida-da-supernova-cassiopeia-a\/","title":{"rendered":"A abund\u00e2ncia de metais raros aponta para uma estrela companheira desaparecida da supernova Cassiopeia A"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"733\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/casa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3313\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/casa.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/casa-300x255.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/casa-768x652.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><figcaption>O remanescente de supernova Cassiopeia A, fotografado pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA. C\u00e1lculos por cientistas do insituto RIKEN, com base em dados do Chandra, indicam que a estrela progenitora tinha uma companheira, que ainda n\u00e3o foi observada. <br>Cr\u00e9dito: NASA\/CXC\/SAO<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise espectrosc\u00f3pica por astrof\u00edsicos do instituto RIKEN (Jap\u00e3o) sugere que a estrela massiva que explodiu para formar a supernova conhecida como Cassiopeia A provavelmente tinha uma estrela companheira que ainda n\u00e3o foi descoberta. Isto dar\u00e1 um novo impulso aos esfor\u00e7os para localizar a companheira.<\/p>\n\n\n\n<p>As supernovas est\u00e3o entre os eventos mais violentos do Universo. Ocorrem quando uma estrela massiva esgota o seu reservat\u00f3rio de combust\u00edvel e o seu n\u00facleo colapsa sob a enorme atra\u00e7\u00e3o gravitacional da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenham sido apresentadas teorias que expliquem os processos envolvidos, ainda precisam de ser corroboradas por observa\u00e7\u00f5es. &#8220;Os mecanismos de explos\u00e3o de estrelas massivas s\u00e3o um problema de longa data na astrof\u00edsica,&#8221; observa Toshiki Sato, do Laborat\u00f3rio de Astrof\u00edsica de Alta Energia do RIKEN. &#8220;Temos cen\u00e1rios te\u00f3ricos, mas gostar\u00edamos de confirm\u00e1-los com observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Um importante par\u00e2metro no estudo da evolu\u00e7\u00e3o das estrelas \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o de elementos mais pesados para o elemento mais leve, hidrog\u00e9nio &#8211; uma propor\u00e7\u00e3o conhecida como metalicidade. Pouco depois do Big Bang, havia apenas tr\u00eas elementos: hidrog\u00e9nio, h\u00e9lio e l\u00edtio. Mas a cada gera\u00e7\u00e3o sucessiva de estrelas, os elementos mais pesados tornaram-se mais abundantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A metalicidade inicial de uma estrela \u00e9 um factor importante na determina\u00e7\u00e3o do seu destino. &#8220;A metalicidade inicial afeta a maneira como uma estrela morre,&#8221; diz Sato. &#8220;Portanto, \u00e9 muito importante investigar a metalicidade inicial para entender como uma estrela explodiu.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, Sato e seus colegas determinaram pela primeira vez a metalicidade inicial de Cassiopeia A. Fizeram-no combinando dados de 13 observa\u00e7\u00f5es da supernova pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA ao longo dos \u00faltimos 18 anos para encontrar a propor\u00e7\u00e3o do elemento mangan\u00eas em rela\u00e7\u00e3o ao cromo no momento da explos\u00e3o. A partir deste r\u00e1cio, estimaram que a metalicidade inicial de Cassiopeia A era menor do que a do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Cassiopeia A \u00e9 conhecida por ser uma supernova de inv\u00f3lucro despojado porque a sua camada externa de hidrog\u00e9nio foi arrancada. Mas a baixa metalicidade inicial implica que o vento estelar teria sido demasiado fraco para remover a camada de hidrog\u00e9nio. A \u00fanica explica\u00e7\u00e3o que resta \u00e9 que foi removida por uma estrela companheira &#8211; uma descoberta surpreendente, j\u00e1 que at\u00e9 ao momento n\u00e3o foi encontrada nenhum ind\u00edcio de uma estrela companheira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A raz\u00e3o pela qual nunca foi observada pode ser porque \u00e9 um objeto compacto e fraco, como um buraco negro, uma estrela de neutr\u00f5es ou uma an\u00e3 branca,&#8221; diz Sato. &#8220;Este achado, portanto, fornece uma nova dire\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o da origem de Cassiopeia A. Esperamos que isto leve a um avan\u00e7o significativo na compreens\u00e3o do mecanismo das explos\u00f5es de supernova.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.riken.jp\/en\/news_pubs\/research_news\/rr\/20200703_1\/index.html\" target=\"_blank\">\/\/ RIKEN (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.3847\/1538-4357\/ab822a\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2003.08922\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Cassiopeia A:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cassiopeia_A\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Remanescente de supernova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova_remnant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O remanescente de supernova Cassiopeia A, fotografado pelo Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA. 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