{"id":3237,"date":"2005-06-24T08:00:30","date_gmt":"2005-06-24T08:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3237"},"modified":"2020-06-19T08:02:07","modified_gmt":"2020-06-19T08:02:07","slug":"a-cintura-de-kuiper-de-fomalhaut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/06\/24\/a-cintura-de-kuiper-de-fomalhaut\/","title":{"rendered":"A &#8220;Cintura de Kuiper&#8221; de Fomalhaut"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novas observa\u00e7\u00f5es de uma estrela, suspeita de ter um planeta, providenciam as at\u00e9 agora mais importantes provas da exist\u00eancia do jovem mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao inv\u00e9s de avistar um planeta, no entanto, os astr\u00f3nomos fotografaram a estranha forma anular de poeira que rodeia a estrela. Estes assumem que um planeta ainda n\u00e3o observado esculpiu este arranjo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrela, Fomalhaut, \u00e9 a 17.\u00ba mais brilhante do c\u00e9u nocturno e \u00e9 facilmente observ\u00e1vel \u00e0 vista desarmada. \u00c9 uma estrela relativamente jovem, ainda envolta na poeira do seu nascimento. Situa-se a cerca de 25 anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/2005\/10\/images\/a\/formats\/web_print.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/2005\/10\/images\/a\/formats\/web.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> \u00a0Imagem registada pelo Hubble do anel em torno de Fomalhaut.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, P. Kalas e J. Graham (Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley) e M. Clampin (NASA\/GSFC)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2002, astr\u00f3nomos anunciaram que tinham descoberto distor\u00e7\u00f5es no anel de poeiras de Fomalhaut e calcularam que um planeta com o tamanho de Saturno deveria estar a orbit\u00e1-la. As observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m indicavam que o anel estava de certa maneira \u00abdesligado\u00bb da estrela, o que sugeria a presen\u00e7a de um planeta, mas esta especula\u00e7\u00e3o foi parcialmente baseada em modelos computacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova vis\u00e3o \u00f3ptica, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, revela as dimens\u00f5es exactas do \u00abdonut\u00bb que resta da forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O anel de poeira n\u00e3o est\u00e1 centrado na estrela, como seria de esperar se a gravidade da mesma o tivesse esculpido. Ao inv\u00e9s, o centro est\u00e1 a 2.3 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros (15 vezes a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol) da estrela. De acordo com os cientistas, isto suporta a teoria da exist\u00eancia de um planeta rebocando o anel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas novas imagens do Hubble confirmam as hip\u00f3teses que prop\u00f5em que um planeta est\u00e1 perturbando o anel,&#8221; disse Paul Kalas da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kalas e seus colegas assumem que o misterioso objecto \u00e9 um planeta e n\u00e3o algo maior, tal como uma t\u00e9nue estrela falhada conhecida como an\u00e3 castanha, pois dizem que o Hubble teria detectado uma an\u00e3 castanha directamente a partir das observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 importante pois o sistema de Fomalhaut assemelha-se ao nosso Sistema Solar quando tinha apenas cerca de 200 milh\u00f5es de anos (tem agora 4.6 mil milh\u00f5es de anos). Os astr\u00f3nomos t\u00eam um modelo te\u00f3rico para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, mas \u00e9 apenas ao observar os jovens sistemas estelares que podem confirmar se os processos decorreram como esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O anel em torno de Fomalhaut parece-se com a Cintura de Kuiper do nosso Sistema Solar, uma regi\u00e3o de objectos comet\u00e1rios para l\u00e1 de Neptuno. Os astr\u00f3nomos pensam que \u00e0 medida que os planetas, aster\u00f3ides e cometas se desenvolviam a partir da poeira, grande parte do material ou seria atra\u00eddo para a estrela ou seria ent\u00e3o expulso para um anel de detritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Importante \u00e9 tamb\u00e9m a teoria que diz que a regi\u00e3o pr\u00f3xima de uma rec\u00e9m-nascida estrela, tal como a localiza\u00e7\u00e3o da Terra, \u00e9 despojada de \u00e1gua nos primeiros anos de um sistema estelar. Algum do material gelado que se desenvolve mais longe \u00e9, no entanto, atra\u00eddo para dentro depois da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, trazendo a preciosa \u00e1gua gelada para os jovens planetas, providenciando os ingredientes para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora confiantes que tal processo fabrique condi\u00e7\u00f5es para a biologia na Terra, os cientistas est\u00e3o ansiosos por aprender se este esquema \u00e9 ou n\u00e3o comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble deu-nos mais pistas sugerindo um planeta. O limite interior do anel \u00e9 mais bem definido que o exterior, consistente com os modelos computacionais de um planeta varrendo material da mesma maneira que um limpa-neves. A largura do anel, medido agora em cerca de 3.7 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros, \u00e9 tamb\u00e9m o que seria de esperar se fosse modelado por um planeta rec\u00e9m-nascido. Sem um planeta para suster o material, o anel seria mais largo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00abtomar conta\u00bb do anel \u00e9 em tudo similar ao que vemos nos an\u00e9is de Saturno, que est\u00e3o confinados \u00e0 influ\u00eancia gravitacional de luas, disse Kalas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se bem que seja muito parecido ao nosso Sistema Solar, a configura\u00e7\u00e3o de Fomalhaut tamb\u00e9m \u00e9 diferente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Enquanto que o anel de Fomalhaut \u00e9 an\u00e1logo \u00e0 Cintura de Kuiper, o seu di\u00e2metro \u00e9 quatro vezes maior&#8221;. Isto sugere que &#8220;nem todos os sistemas planet\u00e1rios se formem e evoluam da mesma maneira.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos dos outros 150 (aproximadamente) planetas extrasolares descobertos at\u00e9 \u00e0 data orbitam incrivelmente perto da suas estrelas. Em alguns sistemas, mundos com o tamanho de J\u00fapiter orbitam uma estrela em apenas poucos dias. Outros planetas t\u00eam percursos altamente exc\u00eantricos em torno das suas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas est\u00e3o detalhadas na edi\u00e7\u00e3o de 23 de Junho da revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/extrasolar_planet_reshapes_ring.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/extrasolar_planet_reshapes_ring.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/skyandtelescope.com\/news\/article_1533_1.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/skyandtelescope.com\/news\/article_1533_1.asp<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7564--hubble-spies-lord-of-the-stellar-rings.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7564&#8211;hubble-spies-lord-of-the-stellar-rings.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/newscenter\/newsdesk\/archive\/releases\/2005\/10\/text\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/hubblesite.org\/newscenter\/newsdesk\/archive\/releases\/2005\/10\/text\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news4685.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.physorg.com\/news4685.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2005\/06\/050622135546.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2005\/06\/050622135546.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Anima\u00e7\u00e3o do disco de detritos de Fomalhaut (em formato&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.apple.com\/quicktime\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quicktime<\/a>):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/2005\/10\/videos\/c\/formats\/low_quicktime.mov\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/2005\/10\/videos\/c\/formats\/low_quicktime.mov<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais sobre Fomalhaut:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.disksite.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.disksite.com\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fomalhaut\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fomalhaut<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/hubblesite.org\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/hubble.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/hubble.nasa.gov<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.spacetelescope.org\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas observa\u00e7\u00f5es de uma estrela, suspeita de ter um planeta, providenciam as at\u00e9 agora mais importantes provas da exist\u00eancia do jovem mundo. 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