{"id":3227,"date":"2005-06-14T07:49:04","date_gmt":"2005-06-14T07:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3227"},"modified":"2020-06-19T07:51:38","modified_gmt":"2020-06-19T07:51:38","slug":"marte-marte-e-mais-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/06\/14\/marte-marte-e-mais-marte\/","title":{"rendered":"Marte, Marte e mais Marte"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 19 de Maio de 2005, o\u00a0<em>rover<\/em>\u00a0Spirit da NASA capturou esta espectacular imagem de um p\u00f4r-do-Sol marciano na cratera Gusev em Marte. Esta vis\u00e3o panor\u00e2mica foi tirada pelas 6:07 da noite no 489.\u00ba dia marciano do rover, ou &#8220;sol&#8221;. Foi ordenado \u00e0 Spirit manter-se acordada um pouco mais para enviar os dados ao\u00a0<em>orbiter<\/em>\u00a0Mars Odyssey. Esta linda fotografia do c\u00e9u foi obtida atrav\u00e9s de filtros 750 nm, 530 nm e 430 nm. Esta combina\u00e7\u00e3o permite fazer imagens em cores falsas semelhantes \u00e0s que o olho humano veria, com as cores apenas um pouco alteradas. Nesta imagem, o tom azul do c\u00e9u por cima do Sol seria-nos vis\u00edvel se l\u00e1 estiv\u00e9ssemos, mas um artefacto da c\u00e2mara infravermelha do rover com esta combina\u00e7\u00e3o de filtros faz com que o c\u00e9u pare\u00e7a mais vermelho longe do p\u00f4r-do-Sol quando comparado com as cores do dia no c\u00e9u marciano. Dado que Marte est\u00e1 mais longe do Sol do que a Terra, a estrela tem apenas dois-ter\u00e7os do tamanho que teria no nosso planeta. O terreno no pano da frente chama-se &#8220;Jibsheet&#8221;, uma caracter\u00edstica que a Spirit tem investigado h\u00e1 j\u00e1 algumas semanas. O ch\u00e3o da cratera Gusev \u00e9 vis\u00edvel \u00e0 dist\u00e2ncia, e o Sol est\u00e1 descendo por tr\u00e1s da muralha da Gusev a uns 80 km.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA07997.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jpl.nasa.gov\/images\/mer\/2005-06-10\/sunset_a489-540-405.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Um espantoso p\u00f4r-do-Sol marciano, visto pelo\u00a0<em>rover<\/em>\u00a0da NASA, Spirit.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/Texas A&amp;M\/Cornell<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Este mosaico \u00e9 outro exemplo de uma cena marciana s\u00fabtil e espantosa, que tamb\u00e9m captura algumas importantes informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Especificamente, as imagens do p\u00f4r-do-Sol e do lusco-fusco s\u00e3o regularmente adquiridas pela equipa cient\u00edfica para determinar at\u00e9 que altura na atmosfera o p\u00f3 marciano se extende, e para procurar nuvens de gelo e de poeira. Outras imagens mostraram que o brilho do lusco-fusco permanece vis\u00edvel, mas cada vez mais t\u00e9nue, at\u00e9 duas horas antes do nascer-do-Sol ou duas horas depois do p\u00f4r-do-Sol. Este grande espa\u00e7o de tempo (quando comparado com o da Terra) \u00e9 provocado pela luz solar espalhada pelo lado nocturno do planeta por poeiras abundantes a altas altitudes. Por vezes estes longos eventos acontecem na Terra quando gr\u00e3os de poeira s\u00e3o expulsos por vulc\u00f5es, que espalham a luz bem alto na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mars Express descobre auroras em Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em outras not\u00edcias, a sonda da ESA, Mars Express, detectou pela primeira vez uma aurora em Marte. Esta aurora \u00e9 de um tipo nunca visto antes no Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00f5es do instrumento SPICAM (Spectroscopy for the Investigations and the Characteristics of the Atmosphere on Mars) feitas a 11 de Agosto de 2004, revelaram emiss\u00f5es de luz agora interpretadas como uma aurora.<\/p>\n\n\n\n<p>As auroras s\u00e3o espect\u00e1culos muitas vezes observados a grandes latitudes na Terra. No nosso planeta, bem como nos gigantes J\u00fapiter, Saturno, Urano e Neptuno, ocorrem nas linhas dos campos magn\u00e9ticos planet\u00e1rios perto dos p\u00f3los, e s\u00e3o produzidas por part\u00edculas carregadas &#8211; electr\u00f5es, prot\u00f5es ou i\u00f5es &#8211; que se precipitam ao longo destas linhas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/marsexpress\/mars_aurora_hi-res.JPG\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/mars_aurora_L.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> \u00c1rea no Hemisf\u00e9rio Sul de Marte onde a Mars Express detectou pela primeira vez uma aurora.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As auroras tamb\u00e9m t\u00eam sido observadas no lado nocturno de V\u00e9nus, um planeta com nenhum campo magn\u00e9tico (planet\u00e1rio) instr\u00ednseco. Ao contr\u00e1rio da Terra e dos planetas gigantes, as auroras venusianas aparecem como manchas brilhantes e difusas de forma e intensidade vari\u00e1veis, por vezes distribu\u00eddas ao longo de todo o disco planet\u00e1rio. Estas auroras s\u00e3o produzidas pelo impacto de electr\u00f5es oriundos do vento solar que se precipitam na atmosfera do lado nocturno do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como V\u00e9nus, Marte \u00e9 um planeta sem nenhum campo magn\u00e9tico intr\u00ednseco. H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s foi sugerido que o fen\u00f3meno auroral poderia tamb\u00e9m existir em Marte. Esta hip\u00f3tese foi refor\u00e7ada pela recente descoberta da Mars Global Surveyor de anomalias magn\u00e9ticas crustais, provavelmente o que resta de um antigo campo magn\u00e9tico planet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A SPICAM detectou emiss\u00f5es de luz no hemisf\u00e9rio Sul de Marte, durante observa\u00e7\u00f5es nocturnas na regi\u00e3o correspondente a 177\u00aa Este e 52\u00aa Sul. O tamanho total da regi\u00e3o de emiss\u00e3o era de cerca de 30 km, possivelmente a 8 km de altura.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta emiss\u00e3o detectada \u00e9 normal durante o dia, mas deve indicar a excita\u00e7\u00e3o de fluxos da alta atmosfera por part\u00edculas carregadas &#8211; provavelmente electr\u00f5es &#8211; se observados durante a noite.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/aurora\/mars_aurora_H.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/mars_aurora_L,0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Gr\u00e1fico da posi\u00e7\u00e3o da aurora, em conjunto com dados magn\u00e9ticos adquiridos pela Mars Global Surveyor.<br>Cr\u00e9dito: NASA, MGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao analisar o mapa das anomalias magn\u00e9ticas crustais compiladas a partir dos dados da Mars Global Surveyor, os cientistas observaram que a regi\u00e3o das emiss\u00f5es correspondem \u00e0 \u00e1rea onde est\u00e1 localizado o mais forte campo magn\u00e9tico. Esta correla\u00e7\u00e3o indica que a origem da emiss\u00e3o de luz \u00e9 na realidade um fluxo de electr\u00f5es que se move ao longo das linhas magn\u00e9ticas da crosta e que excita a alta atmosfera de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es da SPICAM d\u00e3o-nos pela primeira vez um olhar detalhado para o papel que o campo magn\u00e9tico crustal marciano desempenha na produ\u00e7\u00e3o de estruturas magn\u00e9ticas originais em forma de c\u00faspide. Tais estruturas concentram os fluxos de electr\u00f5es em regi\u00f5es mais pequenas da atmosfera marciana. Eventualmente, induzem a forma\u00e7\u00e3o de auroras altamente concentradas cujo mecanismo de forma\u00e7\u00e3o &#8211; uma emiss\u00e3o localizada controlada por anomalias no campo magn\u00e9tico da crosta &#8211; \u00e9 \u00fanico no Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados aparecem na edi\u00e7\u00e3o de 9 de Junho da revista cient\u00edfica Nature.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luz verde para a liberta\u00e7\u00e3o da 2.\u00aa parte da antena MARSIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E, por falar em Mars Express, no seguimento de an\u00e1lises profundas levadas a cabo depois da liberta\u00e7\u00e3o da primeira antena da MARSIS a bordo, a ESA decidiu continuar com a 2.\u00aa parte do processo, a liberta\u00e7\u00e3o da antena com 20 metros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/mars_express_rit2_hires.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/mars_express_L.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Indica\u00e7\u00e3o da segunda antena da MARSIS, prestes a ser libertada.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o ter\u00e1 lugar ainda esta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi necess\u00e1rio um adiamento na liberta\u00e7\u00e3o da segunda antena, devido a problemas com a primeira antena no passado m\u00eas de Maio. Uma das sec\u00e7\u00f5es da antena (a d\u00e9cima) ficou emperrada. Posteriormente, e a partir de testes terrestres, esta avaria foi corrigida, ao exp\u00f4r a sec\u00e7\u00e3o avariada ao Sol. Isto aqueceu as mesmas, que se tornaram rapidamente funcion\u00e1veis. A liberta\u00e7\u00e3o da primeira antena ficou completada a 10 de Maio.<\/p>\n\n\n\n<p>As li\u00e7\u00f5es aprendidas durante esta primeira fase foram utilizadas para correr novas simula\u00e7\u00f5es e determinar um novo cen\u00e1rio de liberta\u00e7\u00e3o para a segunda antena. Este cont\u00e9m uma fase de aquecimento ao Sol, para melhorar as poss\u00edveis condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas de todas as sec\u00e7\u00f5es da antena.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o da terceira antena (7 metros) da MARSIS n\u00e3o \u00e9 considerada cr\u00edtica. Ser\u00e1 comandada uma vez que a equipa de controlo terrestre da ESA tenha re-adquirido o sinal da sonda, seguindo uma sequ\u00eancia de testes para ter a certeza do bom estado de funcionamento e posi\u00e7\u00e3o da segunda antena, como tamb\u00e9m do controlo da nave.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo correr bem, a MARSIS (Mars Express Sub-Surface Radar Altimeter), demorar\u00e1 ainda umas semanas antes de come\u00e7ar a estudar a ionosfera de Marte durante o dia marciano, e a pesquisar por baixo da superf\u00edcie de Marte durante a noite.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas (p\u00f4r-do-Sol marciano):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spaceflightnow.com\/news\/n0506\/12mersunset\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.spaceflightnow.com\/news\/n0506\/12mersunset\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.space.com\/imageoftheday\/image_of_day_050613.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.space.com\/imageoftheday\/image_of_day_050613.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas (aurora em Marte):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/abc.net.au\/science\/news\/stories\/s1389239.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/abc.net.au\/science\/news\/stories\/s1389239.htm<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.innovations-report.com\/html\/reports\/physics_astronomy\/report-45241.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.innovations-report.com\/html\/reports\/physics_astronomy\/report-45241.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.sciscoop.com\/story\/2005\/6\/9\/12491\/74018\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.sciscoop.com\/story\/2005\/6\/9\/12491\/74018<\/a><br><a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/1\/hi\/sci\/tech\/4077816.stm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/news.bbc.co.uk\/1\/hi\/sci\/tech\/4077816.stm<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=17069\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=17069<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7491-unique-aurora-dazzles-spacecraft-over-mars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7491-unique-aurora-dazzles-spacecraft-over-mars.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas (MARSIS):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7485-radar-search-for-martian-water-back-on-track.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.newscientistspace.com\/article\/dn7485-radar-search-for-martian-water-back-on-track.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=17045\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=17045<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.space.com\/missionlaunches\/050608_marsis_express.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.space.com\/missionlaunches\/050608_marsis_express.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/second_boom_set_deploy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/second_boom_set_deploy.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rovers marcianos da NASA:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/marsrovers.jpl.nasa.gov\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/marsrovers.jpl.nasa.gov\/home\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MER\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MER<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mars Express:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Mars_Express\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Mars_Express\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 19 de Maio de 2005, o\u00a0rover\u00a0Spirit da NASA capturou esta espectacular imagem de um p\u00f4r-do-Sol marciano na cratera Gusev em Marte. 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