{"id":3221,"date":"2005-06-07T07:44:28","date_gmt":"2005-06-07T07:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3221"},"modified":"2020-06-19T07:46:24","modified_gmt":"2020-06-19T07:46:24","slug":"cometas-podem-confundir-cacadores-de-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/06\/07\/cometas-podem-confundir-cacadores-de-planetas\/","title":{"rendered":"Cometas podem confundir ca\u00e7adores de planetas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n\nMiss\u00f5es espaciais em busca de outras Terras podem ver planetas onde eles n\u00e3o existem. \u00c0 primeira vista, tais planetas seriam indistingu\u00edveis de cometas orbitando a mesma estrela, mesmo tendo um tamanho min\u00fasculo quando comparados com os planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cometas s\u00e3o &#8220;bolas-de-neve&#8221; sujas de rocha e gelo que podem variar entre 1 e 20 km de comprimento. A maioria dos astr\u00f3nomos assume que, dado o seu pequeno tamanho, \u00e9 imposs\u00edvel observar estes objectos em torno de outras estrelas. N\u00e3o \u00e9 bem assim, diz Mike Jura da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e-media\/img\/4c\/35292.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e-media\/img\/4c\/i_screenimage_32588.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Darwin ser\u00e1 constitu\u00edda por seis telesc\u00f3pios que analisam as atmosferas de planetas do tipo da Terra.<br>Cr\u00e9dito: ESA  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que um cometa se aproxima do Sol, a sua cauda comet\u00e1ria pode esticar-se at\u00e9 50 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, reflectindo a luz solar e tendo um brilho fantasmag\u00f3rico no c\u00e9u nocturno. Jura afirma que, tendo em conta que a imensa dist\u00e2ncia da Terra significaria que a cauda de um cometa extrasolar n\u00e3o teria a forma alongada, seria \u00e0 mesma observado a partir da Terra como um ponto de luz. Os seus c\u00e1lculos mostram que um grande cometa, como por exemplo o Hale-Bopp, que nos fez uma visita em 1997, aparecia duas vezes mais brilhante que um planeta do tamanho da Terra orbitando a mesma estrela. &#8220;N\u00e3o existe nada de contencioso acerca desta matem\u00e1tica, mas o resultado \u00e9 surpreendente&#8221;, diz Jura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E dado que ningu\u00e9m sabe se os cometas do nosso Sistema Solar s\u00e3o t\u00edpicos, \u00e9 poss\u00edvel que os cometas extra-solares apare\u00e7am at\u00e9 ainda mais brilhantes. As caudas dos nossos cometas t\u00eam gr\u00e3os maiores que o p\u00f3 interestelar. Se um cometa em torno de uma estrela tiver gr\u00e3os de poeira do mesmo tamanho dos do espa\u00e7o interestelar, a cauda espalharia mais luz e poderia aparecer cem vezes maior que um planeta do tamanho da Terra, dando a impress\u00e3o de ser um planeta gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Malcolm Fridlund, cientista da miss\u00e3o da ESA, Darwin, com o objectivo de encontrar planetas extrasolares, concorda que o achado de Jura levanta preocupa\u00e7\u00f5es. &#8220;Isto \u00e9 muito interessante,&#8221; acrescenta. &#8220;Iremos utilizar estas ideias nas nossas an\u00e1lises de como planeamos confirmar as nossas detec\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele diz que analisando a luz reflectida dos potenciais planetas a diferentes comprimentos de onda pode resolver a quest\u00e3o, dado que uma atmosfera planet\u00e1ria absorve certos comprimentos de onda e os cometas n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas concorda que ser\u00e3o necess\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es mais longas para identificar os planetas sem uma atmosfera. &#8220;Planeamos observar cada sistema tr\u00eas vezes durante a miss\u00e3o de cinco anos do Darwin,&#8221; adianta. &#8220;Nesse tempo, os cometas ir\u00e3o mudar de brilho e mover-se para \u00f3rbitas altamente el\u00edpticas, o que n\u00e3o acontecer\u00e1 com os planetas. Por isso penso que n\u00e3o dever\u00e1 haver grande confus\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cometas com o tamanho do Hale-Bopp atravessam o nosso Sistema Solar uma vez por s\u00e9culo. Sendo assim, a miss\u00e3o Darwin dever\u00e1 apenas esperar ver um ou dois exo-cometas em cada v\u00e1rias centenas de estrelas, a n\u00e3o ser que encontre uma estrela apanhada numa chuva comet\u00e1ria. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel que isto aconte\u00e7a,&#8221; diz Jura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darwin tem lan\u00e7amento previsto para 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Artigo de Mike Jura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/arxiv.org\/PS_cache\/astro-ph\/pdf\/0505\/0505484.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/arxiv.org\/PS_cache\/astro-ph\/pdf\/0505\/0505484.pdf<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.ucla.edu\/~jura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.astro.ucla.edu\/~jura\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Darwin:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=28\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=28<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Darwin_%28ESA%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Darwin_%28ESA%29<\/a><br><a href=\"http:\/\/ast.star.rl.ac.uk\/darwin\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/ast.star.rl.ac.uk\/darwin\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miss\u00f5es espaciais em busca de outras Terras podem ver planetas onde eles n\u00e3o existem. \u00c0 primeira vista, tais planetas seriam indistingu\u00edveis de cometas orbitando a mesma estrela, mesmo tendo um tamanho min\u00fasculo quando comparados com os planetas. 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