{"id":3215,"date":"2005-05-31T07:39:07","date_gmt":"2005-05-31T07:39:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3215"},"modified":"2020-06-19T07:41:31","modified_gmt":"2020-06-19T07:41:31","slug":"preparando-para-o-impacto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/05\/31\/preparando-para-o-impacto\/","title":{"rendered":"Preparando para o impacto"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 4 de Julho de 2005, a nave &#8220;Deep Impact&#8221; da NASA ir\u00e1 visitar o Cometa 9P\/Tempel 1. Ir\u00e1 lan\u00e7ar uma sonda com 370 kg que dever\u00e1 produzir uma cratera na superf\u00edcie do cometa e uma pluma de g\u00e1s, poeira e material ejectado.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora possam ser enviadas imagens do impacto quase em tempo real pela &#8220;Deep Impact&#8221; e pela sua companheira suicida, t\u00eam ambas uma capacidade remota limitada.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/ES_VLT-comet-Tempel_30May05_L.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>Imagem do Cometa 9P\/Tempel 1 tirada na noite de 4\/5 de Maio com um telesc\u00f3pio do ESO.<br>Cr\u00e9dito: ESO <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A nave-m\u00e3e ir\u00e1 observar o impacto a uma dist\u00e2ncia de 500 km, e depois virar-se para estudar o outro lado do n\u00facleo. No entanto, a maioria das observa\u00e7\u00f5es do evento ser\u00e3o levadas a cabo por outras sondas e c\u00e1 na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esta raz\u00e3o, uma rede mundial de observadores, tanto profissionais como amadores, fazem parte do projecto &#8220;Deep Impact&#8221;. Dentro da rede global de telesc\u00f3pios terrestres e espaciais com lugar marcado para este evento astron\u00f3mico sem precedentes, a Europa desempenha um papel crucial.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas sondas da ESA, a ca\u00e7adora de cometas Rosetta e o seu observat\u00f3rio espacial XMM-Newton, em conjunto com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, ir\u00e3o monitorizar o cometa antes do evento, o pr\u00f3prio impacto, e depois.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/Science\/9_hzdeepspace.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/9_hzdeepspace_L.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da sonda Rosetta.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/AOES Medialab  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As instala\u00e7\u00f5es do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile ir\u00e3o tornar o evento numa grande campanha de observa\u00e7\u00e3o. A esta\u00e7\u00e3o terrestre \u00f3ptica da ESA em Tenerife, Espanha, ir\u00e1 tamb\u00e9m estar atenta ao impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>A sonda Rosetta est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o espacial mais privilegiada para ver este acontecimento \u00fanico, e ser\u00e1 capaz de monitorizar o cometa continuamente ao longo de um grande per\u00edodo de tempo. \u00c9 prov\u00e1vel que a Rosetta seja um dos observat\u00f3rios chave deste evento, devido ao seu conjunto de poderosos e sens\u00edveis instrumentos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia &#8220;Deep Impact&#8221; ser\u00e1 a primeira oportunidade para estudar a crosta e o interior de um cometa. Dado que o material dentro do n\u00facleo se encontra no seu estado original ou &#8220;puro&#8221;, espera-se que revele novas informa\u00e7\u00f5es acerca dos primeiros est\u00e1gios do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Providenciar\u00e1 tamb\u00e9m aos cientistas novos dados acerca da f\u00edsica da forma\u00e7\u00e3o de crateras, e por isso proporcionar uma melhor compreens\u00e3o sobre o registo de crateras em cometas e outros corpos do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado cient\u00edfico da experi\u00eancia depende altamente das observa\u00e7\u00f5es antes e depois do impacto. \u00c9 por isso necess\u00e1rio descobrir o m\u00e1ximo poss\u00edvel sobre o cometa, tal como o tamanho, albedo (reflectividade) e per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/VLT_400.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption>O Very Large Telescope (VLT) em Cerro Paranal, Chile.<br>Cr\u00e9dito: ESO<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 essencial ter um bom conjunto de observa\u00e7\u00f5es antes do impacto para distinguir claramente entre os efeitos da colis\u00e3o e a actividade natural do cometa.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao nosso conhecimento actualmente limitado da estrutura destas &#8220;bolas-de-neve&#8221; sujas, n\u00e3o se sabe qual o efeito que o impacto ir\u00e1 ter. Alguns cientistas prev\u00eam a ejec\u00e7\u00e3o de uma pluma e a cria\u00e7\u00e3o de uma cratera com o tamanho de um est\u00e1dio de futebol. Outros pensam que o cometa &#8220;engolir\u00e1&#8221; a sonda suicida sem qualquer efeito vis\u00edvel, e ainda que o cometa se ir\u00e1 fragmentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para preparar este evento, j\u00e1 h\u00e1 alguns meses que duas equipas de astr\u00f3nomos t\u00eam usado os telesc\u00f3pios do ESO para monitorizar o pr\u00e9-impacto, tirando imagens e espectros do cometa, tanto no vis\u00edvel como em comprimentos de onda no infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas equipas fazem observa\u00e7\u00f5es regularmente uma vez por m\u00eas, usando os telesc\u00f3pios NTT (New Technology Telescope) de 3.6 ou de 3.5 metros em La Silla.<\/p>\n\n\n\n<p>Os telesc\u00f3pios do ESO ir\u00e3o tamb\u00e9m ser utilizados em observa\u00e7\u00f5es do p\u00f3s-impacto. Logo que o cometa se torne vis\u00edvel posteriormente a partir do Chile, todos os telesc\u00f3pios principais do ESO &#8211; as quatro unidades do VLT em Paranal, bem como os telesc\u00f3pios NTT e os ESO\/MPG de 2.2m em La Silla &#8211; ir\u00e3o observar o Tempel 1, numa colabora\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima com a ESA e com a equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/deep_impact_target.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/deep_impact_target.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deep Impact:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/deepimpact.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/deepimpact.jpl.nasa.gov\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/deepimpact\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/deepimpact\/main\/index.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Deep_Impact_%28space_mission%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Deep_Impact_%28space_mission%29<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 4 de Julho de 2005, a nave &#8220;Deep Impact&#8221; da NASA ir\u00e1 visitar o Cometa 9P\/Tempel 1. 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