{"id":3213,"date":"2005-05-31T07:37:32","date_gmt":"2005-05-31T07:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3213"},"modified":"2020-06-19T07:38:36","modified_gmt":"2020-06-19T07:38:36","slug":"andromeda-e-3-vezes-maior-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/05\/31\/andromeda-e-3-vezes-maior-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Andr\u00f3meda \u00e9 3 vezes maior do que se pensava"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabemos menos do que pens\u00e1vamos acerca do nosso vizinho gal\u00e1ctico mais pr\u00f3ximo. Um mapa dos sub\u00farbios da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda mostra que o seu disco de estrelas \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que o medido anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda \u00e9 uma gal\u00e1xia espiral em tudo semelhante \u00e0 nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea. Embora existam gal\u00e1xias an\u00e3s mais pr\u00f3ximas de M31, esta \u00e9 a maior gal\u00e1xia vizinha &#8211; a cerca de 2 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Um ano-luz \u00e9 a dist\u00e2ncia que a esta percorre num ano, cerca de 10 bili\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um c\u00e9u moderadamente escuro, Andr\u00f3meda pode ser vista a olho nu como uma grande mancha enevoada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Scott Chapman, do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia, apresentou os seus resultados duma pesquisa sobre os movimentos estelares de Andr\u00f3meda no 206.\u00ba Encontro da Sociedade Astron\u00f3mica Americana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que fiz\u00e9mos foi medir a velocidade radial das estrelas nas regi\u00f5es exteriores &#8211; basicamente, qu\u00e3o depressa se aproximavam ou se afastavam de n\u00f3s,&#8221; disse Chapman durante uma confer\u00eancia de imprensa ontem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chapman foi um dos astr\u00f3nomos na equipa, que usou o telesc\u00f3pio Keck para medir as velocidades de 5,000 estrelas nos arredores de Andr\u00f3meda. Ficaram surpresos quando descobriram que estas estrelas estavam na realidade a rodar como se fossem parte do disco da gal\u00e1xia. Esperava-se que as suas traject\u00f3rias fossem aleat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontrar todas estas estrelas numa rota\u00e7\u00e3o ordenada era provavelmente a \u00faltima hip\u00f3tese que algu\u00e9m se lembraria,&#8221; disse Chapman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A implica\u00e7\u00e3o deste novo facto, \u00e9 que o disco situa-se agora nos 220,000 anos-luz de di\u00e2metro, em vez das anteriores estimativas de 70,000 ou 80,000 anos-luz. No nosso c\u00e9u, isto significa que Andr\u00f3meda estica-se a um comprimento aparente de 12 Luas Cheias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A periferia de Andr\u00f3meda \u00e9 t\u00e9nue &#8211; representa cerca de 10% da luz da gal\u00e1xia. No entanto, existem milh\u00f5es de estrelas presumivelmente orbitando esta regi\u00e3o exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar componentes separados da gal\u00e1xia, podemos tentar perceber como M31 cresceu com o passar do tempo. Pensa-se que a regi\u00e3o central da espiral tenha sido formada primeiro, com o disco de rota\u00e7\u00e3o vindo depois. O tipo e \u00f3rbita das estrelas em certas regi\u00f5es, indica uma esp\u00e9cie de registo f\u00f3ssil da sua hist\u00f3ria evolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00f3meda \u00e9 um &#8220;laborat\u00f3rio ideal&#8221; devido a estar t\u00e3o perto, mesmo estando fora da nossa gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil estudar esta evolu\u00e7\u00e3o na nossa Via L\u00e1ctea porque nos encontramos mesmo no meio dela,&#8221; disse Chapman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E este laborat\u00f3rio est\u00e1 cheio de puzzles. Al\u00e9m do novo tamanho de M31, os cientistas arduamente se questionam sobre o facto das estrelas exteriores estarem agrupadas em 20 amontoados identific\u00e1veis. Isto poder\u00e1 implicar que se formaram a partir de fus\u00f5es de gal\u00e1xias mais pequenas com a principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas os discos de rota\u00e7\u00e3o e grupos n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis nos modelos de forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A descoberta deste disco gigante ser\u00e1 dif\u00edcil de conciliar com as simula\u00e7\u00f5es computacionais de gal\u00e1xias em forma\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Rodrigo Ibata do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico de Estrasburgo. &#8220;Simplesmente n\u00e3o se formam discos rotacionais gigantes a partir da acre\u00e7\u00e3o de fragmentos de pequenas gal\u00e1xias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chapman disse que se uma jun\u00e7\u00e3o for a explica\u00e7\u00e3o correcta, ter\u00e1 de ter ocorrido relativamente h\u00e1 pouco tempo &#8211; dentro dos \u00faltimos 200 milh\u00f5es de anos. De outra maneira, os grupos deveriam ter simplesmente se desfragmentado. Podemos, por isso, estar a observar o nosso grande vizinho gal\u00e1ctico num momento raro da sua hist\u00f3ria &#8211; ap\u00f3s ter consumido uma das suas pequenas gal\u00e1xias companheiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Press release:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/pr.caltech.edu\/media\/Press_Releases\/PR12703.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/pr.caltech.edu\/media\/Press_Releases\/PR12703.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/andromeda_3_times_larger.html?3052005\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/andromeda_3_times_larger.html?3052005<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/newsArticle.jhtml?type=scienceNews&amp;storyID=8643726\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.reuters.com\/newsArticle.jhtml?type=scienceNews&amp;storyID=8643726<\/a><br><a href=\"http:\/\/abcnews.go.com\/Technology\/wireStory?id=803978\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/abcnews.go.com\/Technology\/wireStory?id=803978<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news4310.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.physorg.com\/news4310.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Scott C. Chapman:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/~schapman\/m31.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.astro.caltech.edu\/~schapman\/m31.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/~schapman\/halo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.astro.caltech.edu\/%7Eschapman\/halo.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos menos do que pens\u00e1vamos acerca do nosso vizinho gal\u00e1ctico mais pr\u00f3ximo. Um mapa dos sub\u00farbios da gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda mostra que o seu disco de estrelas \u00e9 tr\u00eas vezes maior do que o medido anteriormente. A gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda \u00e9 uma gal\u00e1xia espiral em tudo semelhante \u00e0 nossa pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea. 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