{"id":3211,"date":"2005-05-31T07:35:42","date_gmt":"2005-05-31T07:35:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3211"},"modified":"2020-06-19T07:37:25","modified_gmt":"2020-06-19T07:37:25","slug":"opportunity-descobre-mini-crateras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/05\/31\/opportunity-descobre-mini-crateras\/","title":{"rendered":"Opportunity descobre mini-crateras"},"content":{"rendered":"\n<p>Na Terra, quando pensamos em crateras, associamos logo a imagens de buracos no ch\u00e3o como o enorme&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.meteorcrater.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteor Crater<\/a>&nbsp;no Arizona, antigas caracter\u00edsticas t\u00e3o grandes e imposs\u00edveis de n\u00e3o descobrir, que marcam o local de uma catastr\u00f3fica colis\u00e3o com um aster\u00f3ide ou cometa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as crateras tamb\u00e9m podem ser objectos pequenos, como as duas descobertas recentemente pelo\u00a0<em>rover<\/em>\u00a0Opportunity nas plan\u00edcies de Meridiani em Marte. Ambas t\u00eam menos de 1 cm de profundidade e s\u00e3o claramente vis\u00edveis nas imagens tiradas pelas c\u00e2maras navigacionais do rover.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/images\/content\/113766main_04272005_tinyCrators.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nasa.gov\/images\/content\/113768main_04272005_tinyCrators_th200.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagem das duas crateras encontradas pela Opportunity.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas s\u00e3o as crateras mais pequenas j\u00e1 observadas por qualquer&nbsp;<em>rover<\/em>,&#8221; disse Matt Golombek, um cientista veterano no que diz respeito a Marte que trabalha no JPL da NASA. &#8220;Penso que a cratera mais pequena que vimos em Gusev (onde est\u00e1 o irm\u00e3o g\u00e9meo da Opportunity, Spirit, actualmente a explorar o outro lado de Marte) tinha 40 cent\u00edmetros de largura e encontrava-se numa depress\u00e3o que tinha j\u00e1 sido coberta por areia e sedimentos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A maior das duas crateras descobertas pela Opportunity tem apenas metade deste tamanho, medindo 20 cm em di\u00e2metro e 1 de profundidade. A mais pequena das duas mede 10 cm de tamanho e tem menos de 1 cm de profundidade. A Opportunity tirou fotografias das duas pequenas crateras com as suas c\u00e2maras de navega\u00e7\u00e3o (esquerda e direita), criando uma imagem est\u00e9reo que permitiu aos cientistas medir as suas dist\u00e2ncias e tamanhos.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso planeta, n\u00e3o se encontram pequenas crateras porque s\u00e3o rapidamente cobertas por poeira, terra, ou outros detritos levados pela \u00e1gua ou pelo vento. Em Marte, as crateras s\u00e3o principalmente preenchidas por sedimentos levados pelo vento, embora no passado tamb\u00e9m pudessem ter sido tapadas por lava, gelo, ou \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Dado que estas duas crateras ainda n\u00e3o foram cobertas por areia, embora estejam rodeadas por ondula\u00e7\u00f5es numa plan\u00edcie, poder\u00e3o ser bastante recentes,&#8221; disse Golombek. &#8220;Claro, \u00abrecente\u00bb pode significar qualquer altura desde ontem at\u00e9 h\u00e1 100 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas s\u00e3o crateras de impacto formadas ou por um objecto proveniente do espa\u00e7o, grande o suficiente para ultrapassar a atmosfera marciana, ou por fragmentos rochosos ejectados de uma cratera maior que se formou quando algo colidiu com a superf\u00edcie marciana.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora que penso nisso,&#8221; acrescenta Golombek, &#8220;os tr\u00eas anteriores \u00ablanders\u00bb (a Pathfinder e as duas Viking) n\u00e3o observaram crateras com um tamanho t\u00e3o pequeno. Estas s\u00e3o as crateras mais pequenas observadas at\u00e9 agora em Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/seds.lpl.arizona.edu\/nineplanets\/nineplanets\/mars.html\" target=\"_blank\">http:\/\/seds.lpl.arizona.edu\/nineplanets\/nineplanets\/mars.html<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars\" target=\"_blank\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Rovers<\/em>&nbsp;da NASA em Marte:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/marsrovers.jpl.nasa.gov\/home\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/marsrovers.jpl.nasa.gov\/home\/index.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Exploration_Rover_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Exploration_Rover_Mission<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Terra, quando pensamos em crateras, associamos logo a imagens de buracos no ch\u00e3o como o enorme&nbsp;Meteor Crater&nbsp;no Arizona, antigas caracter\u00edsticas t\u00e3o grandes e imposs\u00edveis de n\u00e3o descobrir, que marcam o local de uma catastr\u00f3fica colis\u00e3o com um aster\u00f3ide ou cometa. 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