{"id":3199,"date":"2005-05-17T07:26:42","date_gmt":"2005-05-17T07:26:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3199"},"modified":"2020-06-19T07:28:49","modified_gmt":"2020-06-19T07:28:49","slug":"primeiro-mosaico-completo-da-superficie-de-tita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/05\/17\/primeiro-mosaico-completo-da-superficie-de-tita\/","title":{"rendered":"Primeiro mosaico completo da superf\u00edcie de Tit\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que as grandes quantidades de dados recolhidos pela sonda da ESA Huygens durante a descida em Tit\u00e3 est\u00e3o a ser processados, novas imagens deste mundo fascinante ficam dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa do DISR (Descent Imager Spectral Radiometer) produziu agora o primeiro mosaico &#8216;estereogr\u00e1fico&#8217; e &#8216;gnom\u00f3nico&#8217;. Usando t\u00e9cnicas especiais de projec\u00e7\u00e3o de imagem, a equipa combinou uma s\u00e9rie de fotos capturadas pela Huygens enquanto girava no seu eixo a uma altitude de cerca de 20 km.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/cassini_huygens\/Titan_Low_Altitude_Horizon_15Apr_3K_big_ster_H.jpe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/Titan_Low_Altitude_Horizon_15Apr_3K_big_ster_L,0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Projec\u00e7\u00e3o estereogr\u00e1fica de imagens do DISR da sonda Huygens.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/JPL\/Universidade do Arizona <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DISR a bordo da Huygens tirou uma s\u00e9rie de fotografias da superf\u00edcie cada vez mais pr\u00f3xima em conjuntos de tr\u00eas, ou &#8216;tripletos&#8217;, \u00e0 medida que descia pela atmosfera de Tit\u00e3 no passado dia 14 de Janeiro. As imagens enviadas sobrep\u00f5em-se parcialmente, devido \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da sonda durante a descida e tamb\u00e9m devido \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o entre os campos de vis\u00e3o das diferentes c\u00e2maras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas do DISR est\u00e3o a estudar estas imagens em busca de parecen\u00e7as, tais como as caracter\u00edsticas f\u00edsicas comuns a mais que uma imagem, e est\u00e3o a construir mosaicos, tal como um puzzle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem muitas maneiras de converter objectos tri-dimensionais em duas dimens\u00f5es. Diferentes tipos de projec\u00e7\u00f5es para mapas ou fotografias s\u00e3o capazes de representar realisticamente coisas como o tamanho, \u00e1rea, dist\u00e2ncias e perspectiva. Um tipo particular de proje\u00e7c\u00e3o usado para esferas em duas dimens\u00f5es (por exemplo em alguns mapas da Terra ou da esfera celeste) \u00e9 a projec\u00e7\u00e3o &#8216;estereogr\u00e1fica&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma projec\u00e7\u00e3o &#8216;gnom\u00f3nica&#8217; foi tamb\u00e9m produzida, e esta tende a fazer a superf\u00edcie parecer lisa. Este tipo de projec\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente utilizado em mapas usados por navegadores ou aviadores na determina\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia m\u00ednima entre dois pontos. No entanto existe uma grande quantidade de distor\u00e7\u00e3o da escala nos limites exteriores das projec\u00e7\u00f5es gnom\u00f3nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa vista estereogr\u00e1fica, como por exemplo atrav\u00e9s de uma lente &#8216;olho-de-peixe&#8217;, as brilhantes \u00e1reas a Norte (topo da imagem) e a Oeste est\u00e3o cobertas por linhas escuras que parecem ser canais de escoamento. Estes dirigem-se para baixo, at\u00e9 ao que parece ser uma linha costeira com deltas de rios e barras de areia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interpreta\u00e7\u00e3o actual destas linhas \u00e9 que s\u00e3o cortadas por fluxos de metano l\u00edquido. Alguns t\u00eam sido produzidos pelo excesso de precipita\u00e7\u00e3o, criando uma densa rede de estreitos canais e caracter\u00edsticas com acentuados \u00e2ngulos de bifurca\u00e7\u00e3o. Outros podem ter sido produzidos por drenagem ou por fluxos sub-superficiais, dando forma aos pequenos e atarracados canais que se ligam em \u00e2ngulos de 90 graus.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/cassini_huygens\/Titan_Very_Low_Altitude_Gnomin_500M_Apr15_gnom_H.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/Titan_Very_Low_Altitude_Gnomin_500M_Apr15_gnom_L,0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Projec\u00e7\u00e3o gnom\u00f3nica de imagens do DISR da sonda Huygens.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/JPL\/Universidade do Arizona  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O maior destes canais situa-se na posi\u00e7\u00e3o das 12 horas a partir de um bocado de costa e expande-se para a esquerda. O maior dos canais de drenagem come\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o das 9 horas e continua em linha recta para cima e para a esquerda. O grande e largo corredor a Oeste mesmo por baixo do canal de drenagem parece ser um grande canal de fluxo que desagua nas plan\u00edcies do leito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u00e1reas brilhantes a Nordeste e a Este parecem ser cumes de cascalho gelado que s\u00e3o um pouco mais altos que as plan\u00edcies em redor, e pensa-se que o local de aterragem da sonda tenha sido mesmo a Sudoeste da figura semi-circular. As \u00e1reas claras e escuras para Sul s\u00e3o ainda de natureza desconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na projec\u00e7\u00e3o gnom\u00f3nica, o local de aterragem aproxima-se e as caracteristicas da superf\u00edcie tornam-se mais detalhadas. O Norte est\u00e1 no topo da imagem. A partir do canto inferior esquerdo at\u00e9 ao superior direito encontra-se um cume de rochedos de gelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que atrasem a maioria do fluxo de Oeste e que provoquem a acumula\u00e7\u00e3o do fluido na parte Noroeste da imagem, causando a sedimenta\u00e7\u00e3o do material escuro. A inflitra\u00e7\u00e3o entre estes rochedos corta os sedimentos em canais \u00e0 medida que o fluido continua para Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/cassini\/whycassini\/titan-mosaic-051305.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/cassini\/whycassini\/titan-mosaic-051305.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/i-newswire.com\/pr20349.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/i-newswire.com\/pr20349.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news4092.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.physorg.com\/news4092.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/mosaic_titan_surface.html?1352005\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/mosaic_titan_surface.html?1352005<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sonda Huygens:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Cassini-Huygens\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Cassini-Huygens\/index.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Huygens_probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Huygens_probe<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00e1rios tipos de projec\u00e7\u00f5es:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Map_projection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Map_projection<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projec\u00e7\u00e3o estereogr\u00e1fica:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stereographic_projection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stereographic_projection<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projec\u00e7\u00e3o gnom\u00f3nica:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gnomonic_projection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gnomonic_projection<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 medida que as grandes quantidades de dados recolhidos pela sonda da ESA Huygens durante a descida em Tit\u00e3 est\u00e3o a ser processados, novas imagens deste mundo fascinante ficam dispon\u00edveis. A equipa do DISR (Descent Imager Spectral Radiometer) produziu agora o primeiro mosaico &#8216;estereogr\u00e1fico&#8217; e &#8216;gnom\u00f3nico&#8217;. Usando t\u00e9cnicas especiais de projec\u00e7\u00e3o de imagem, a equipa &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[137,138,186],"class_list":["post-3199","post","type-post","status-publish","format-standard","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-cassini","tag-saturno","tag-tita"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3199"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3199\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3200,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3199\/revisions\/3200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}