{"id":3183,"date":"2005-04-22T06:41:02","date_gmt":"2005-04-22T06:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3183"},"modified":"2020-06-19T06:42:30","modified_gmt":"2020-06-19T06:42:30","slug":"spitzer-deteta-cintura-de-asteroides-extrasolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/04\/22\/spitzer-deteta-cintura-de-asteroides-extrasolar\/","title":{"rendered":"Spitzer deteta cintura de asteroides extrasolar"},"content":{"rendered":"\n<p>Onde quer que exista um planeta do tipo terrestre, \u00e9 bastante poss\u00edvel que existam tamb\u00e9m aster\u00f3ides. Agora os astr\u00f3nomos descobriram evid\u00eancias de uma cintura de aster\u00f3ides em torno de um sistema estelar semelhante ao nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos anteriores detectaram cinturas de aster\u00f3ides em torno de estrelas, mas esta nova colec\u00e7\u00e3o de rochedos espaciais tem uma conforma\u00e7\u00e3o que se assemelha ao nosso Sistema Solar, como foi anunciado na quarta-feira passada por uma equipa de astr\u00f3nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os aster\u00f3ides do Sistema Solar s\u00e3o detritos da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Estes objectos n\u00e3o cresceram o suficiente para possuir um estatuto planet\u00e1rio e outros resultaram de colis\u00f5es ocorridas nesse processo de forma\u00e7\u00e3o quando o Sistema Solar era mais ca\u00f3tico. Estas colis\u00f5es s\u00e3o ali\u00e1s a chave te\u00f3rica da nova descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p>As colis\u00f5es de aster\u00f3ides criam imensas poeiras. O Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA foi usado para detectar um espesso bra\u00e7o de poeira em torno de uma estrela chamada HD 69830, localizada a 41 anos-luz da Terra. Os cientistas acreditam que esta poeira assinala uma cintura de aster\u00f3ides na qual grandes colis\u00f5es ocorrem a intervalos de cerca de 1,000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso Sistema Solar, grandes colis\u00f5es como a que extinguiu os dinossauros ocorrem a cada 100 milh\u00f5es de anos, o que significa que nesse sistema estelar haver\u00e1 muito mais aster\u00f3ides que no nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados foram enviados para publica\u00e7\u00e3o na revista&nbsp;<em>Astrophysical Journal<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema HD 69830 n\u00e3o \u00e9 exactamente um g\u00e9meo do Sistema Solar. Enquanto a cintura de aster\u00f3ides do Sistema Solar se encontra entre Marte e J\u00fapiter, em HD 69830 a cintura de aster\u00f3ides encontra-se numa regi\u00e3o equivalente \u00e0 orbita da Terra ou eventualmente um pouco mais pr\u00f3xima. A cintura de aster\u00f3ides de HD 69830 cont\u00e9m cerca de 25 vezes mais mat\u00e9ria. Se existir um planeta em \u00f3rbita em torno da estrela, o seu c\u00e9u ter\u00e1 uma banda de luz semelhante \u00e0 luz zodiacal, s\u00f3 que cerca de 1,000 vezes mais brilhante.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem no entanto diversas semelhan\u00e7as, pois em ambos os sistemas um grande planeta guarda o exterior da cintura de aster\u00f3ides.<\/p>\n\n\n\n<p>A actual tecnologia n\u00e3o permite detectar planetas do tipo terrestre em torno de estrelas tipo Sol, o que torna este estudo interessante para ca\u00e7adores de planetas. Os aster\u00f3ides s\u00e3o os tijolos que sobraram da constru\u00e7\u00e3o dos planetas do tipo rochoso, pelo que embora n\u00e3o possam ser estudados directamente, \u00e9 poss\u00edvel analisar os seus f\u00f3sseis de poeiras restantes.<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es n\u00e3o revelam se h\u00e1 planetas em torno de HD 69830. Numa teleconfer\u00eancia da NASA, os investigadores disseram que era poss\u00edvel existir um planeta frio e rochoso. No entanto, um planeta deste tipo teria uma zona de ocorr\u00eancia mais pr\u00f3xima da estrela do que a Terra, o que faz com que provavelmente n\u00e3o seja habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a possibilidade de esta cintura de poeiras (presumida como cintura de aster\u00f3ides) ser a cauda de um cometa da dimens\u00e3o de Plut\u00e3o. Esta teoria de um supercometa \u00e9 uma especula\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada pelos cientistas, que dizem necessitar de mais observa\u00e7\u00f5es (j\u00e1 marcadas) com o Telec\u00f3pio Espacial Spitzer e com outros no solo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Press Release:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/Media\/releases\/ssc2005-10\/release.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/Media\/releases\/ssc2005-10\/release.shtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Journal of Astrophysics(em que se fala desta observa\u00e7\u00e3o remetendo-a para publica\u00e7\u00e3o futura):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/alpaca.as.arizona.edu\/~trilling\/chas1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/alpaca.as.arizona.edu\/~trilling\/chas1.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onde quer que exista um planeta do tipo terrestre, \u00e9 bastante poss\u00edvel que existam tamb\u00e9m aster\u00f3ides. 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