{"id":3181,"date":"2005-04-19T06:39:04","date_gmt":"2005-04-19T06:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3181"},"modified":"2020-06-19T06:40:55","modified_gmt":"2020-06-19T06:40:55","slug":"sedna-revela-mais-segredos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/04\/19\/sedna-revela-mais-segredos\/","title":{"rendered":"Sedna revela mais segredos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo estudo, o distante planet\u00f3ide Sedna parece estar coberto por uma camada \u00ablamacenta\u00bb parecida com alcatr\u00e3o que d\u00e1 o distinto tom avermelhado ao objecto. As descobertas sugerem que a escura crosta foi &#8220;cozinhada&#8221; pelo Sol e permaneceu intocada por outros objectos durante milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sedna parece ter quase o tamanho de Plut\u00e3o, tendo sido descoberto em Novembro de 2003. \u00c9 o objecto mais distante j\u00e1 observado no Sistema Solar e viaja numa traject\u00f3ria alongada que se estica entre 74 e 900 vezes a dist\u00e2ncia entre o Sol e a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos t\u00eam tentado explicar a raz\u00e3o de tal extrema \u00f3rbita, mas muitos acreditam que uma estrela passando pelo Sol h\u00e1 cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s puxou o planet\u00f3ide para a sua \u00f3rbita actual. Agora, observa\u00e7\u00f5es pela mesma equipa que descobriu Sedna sugerem que o objecto desde a\u00ed levou uma vida bastante calma, at\u00e9 mon\u00f3tona. Estudos no infravermelho pelo Observat\u00f3rio Gemini no Hawaii mostram que a sua superf\u00edcie cont\u00e9m pouco metano gelado, descoberto em quantidades significativas em Plut\u00e3o, e pouca \u00e1gua gelada, vista na lua de Plut\u00e3o, Caronte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chad Trujillo, o l\u00edder da equipa do Observat\u00f3rio Gemini, diz que as colis\u00f5es com outros objectos podem ter ajudado a exp\u00f4r os interiores gelados de Plut\u00e3o e Caronte, e acredita que a aus\u00eancia das mesmas poder\u00e1 explicar a falta de gelo na superf\u00edcie de Sedna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sedna, que \u00e9 provavelmente constitu\u00eddo por uma mistura igual de gelo e rocha, pode estar coberto por mais ou menos um metro de uma camada viscosa de hidrocarbonetos. Esta \u00e9 produzida quando a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol e as part\u00edculas carregadas alteram as liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre os \u00e1tomos no gelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ficamos com este grande emaranhado de liga\u00e7\u00f5es de hidrog\u00e9nio, que torna a superf\u00edcie escura como o asfalto ou como alcatr\u00e3o,&#8221; observa. Um processo semelhante ocorre no objecto com 200 quil\u00f3metros de di\u00e2metro chamado Pholus, que se situa perto de Saturno e \u00e9 tamb\u00e9m muito avermelhado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/files\/docman\/websplash\/websplash2005-6\/SednascapeFINAL.tif\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.gemini.edu\/images\/stories\/websplash\/websplash2005-6\/hp_big.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Outra impress\u00e3o de artista do que poder\u00e1 ser Sedna, t\u00e3o longe no nosso Sistema Solar.<br>Cr\u00e9dito: Jon Lomberg <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Scott Gaudi, um astr\u00f3nomo do Centro para Astrof\u00edsica Harvard-Smithsonian em Cambridge, Massachusetts, EUA, diz que a nova pesquisa suporta as anteriores teorias que mostram que Sedna evoluiu num ambiente mais distante e menos populado que o de Plut\u00e3o e Caronte. &#8220;Talvez a sua \u00f3rbita tenha sido alterada muito cedo e viveu a\u00ed durante este tempo todo,&#8221; acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas Gaudi descobriu recentemente que, pelo menos de uma maneira, Sedna parece mais convencional do que se pensava. Quando Sedna foi descoberto, os astr\u00f3nomos usaram um telesc\u00f3pio com 1.3 metros para observar o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o do planet\u00f3ide, concluindo que rodava uma vez em cada 20 dias &#8211; um per\u00edodo rotacional anormalmente lento a que atribuiram \u00e0s for\u00e7as gravitacionais de uma lua. Mas em Mar\u00e7o de 2004, o mist\u00e9rio ficou ainda mais complicado quando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble n\u00e3o detectou nenhum sat\u00e9lite em torno de Sedna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, Gaudi e seus colegas registaram mais de 140 imagens de Sedna com um telesc\u00f3pio de 6.5 metros e descobriram que na realidade completa uma rota\u00e7\u00e3o a cada 10 horas. &#8220;A maioria dos objectos do Sistema Solar rodam com per\u00edodos de mais ou menos 10 horas, por isso est\u00e1 bem dentro do que esper\u00e1vamos,&#8221; diz Gaudi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo por Trujillo e seus colegas ir\u00e1 ser publicado numa futura edi\u00e7\u00e3o do &#8220;Astrophysical Journal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Links:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/press\/pr0510.html\" target=\"_blank\">http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/press\/pr0510.html<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=126\" target=\"_blank\">http:\/\/www.gemini.edu\/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=126<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=16644\" target=\"_blank\">http:\/\/www.spaceref.com\/news\/viewpr.html?pid=16644<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news3718.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.physorg.com\/news3718.html<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/sedna_untouched_millions.html?1342005\" target=\"_blank\">http:\/\/www.universetoday.com\/am\/publish\/sedna_untouched_millions.html?1342005<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Chad Trujillo, Caltech:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gps.caltech.edu\/~chad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.gps.caltech.edu\/~chad\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Scott Gaudi, Centro para Astrof\u00edsica Harvard-Smithsonian:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/~sgaudi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/~sgaudi\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sedna:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gps.caltech.edu\/~mbrown\/sedna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.gps.caltech.edu\/~mbrown\/sedna\/<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nineplanets.org\/sedna.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.nineplanets.org\/sedna.html<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/90377_Sedna\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/90377_Sedna<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pholus:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/5145_Pholus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/5145_Pholus<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.daviddarling.info\/encyclopedia\/P\/Pholus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.daviddarling.info\/encyclopedia\/P\/Pholus.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo, o distante planet\u00f3ide Sedna parece estar coberto por uma camada \u00ablamacenta\u00bb parecida com alcatr\u00e3o que d\u00e1 o distinto tom avermelhado ao objecto. 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