{"id":3163,"date":"2005-04-01T06:18:18","date_gmt":"2005-04-01T06:18:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3163"},"modified":"2020-06-19T06:23:08","modified_gmt":"2020-06-19T06:23:08","slug":"das-colisoes-de-galaxias-ao-nascimento-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2005\/04\/01\/das-colisoes-de-galaxias-ao-nascimento-estelar\/","title":{"rendered":"Das colis\u00f5es de gal\u00e1xias ao nascimento estelar"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/esamultimedia.esa.int\/images\/Science\/Colliding_Antennae_H.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/Colliding_Antennae_L.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption> Imagem capturada pela c\u00e2mara montada no dispositivo.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL <br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Dados obtidos a partir do ISO, o Observat\u00f3rio de Infravermelho da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), forneceram que as ondas de choque geradas pela colis\u00e3o de gal\u00e1xias excita o g\u00e1s a partir do qual nascem as estrelas. Este resultado tamb\u00e9m fornece pistas importantes relativamente a como o nascimento das primeiras estrelas foi provocado e porque foi crescendo cada vez mais depressa no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o da nossa gal\u00e1xia e de outras, os cientistas descobriram h\u00e1 j\u00e1 muito tempo que as explos\u00f5es de estrelas massivas chamadas supernovas eram respons\u00e1veis por gerar ondas de choque e &#8220;ventos&#8221; que excitam as nuvens moleculares vizinhas. O processo provoca o colapso do g\u00e1s das vizinhan\u00e7as em n\u00facleos densos o que eventualmente leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>A assinatura deste processo \u00e9 a radia\u00e7\u00e3o emitida pelo hidrog\u00e9nio molecular. Quando as mol\u00e9culas de hidrog\u00e9nio est\u00e3o excitadas pelos &#8220;ventos&#8221; da onda de choquem, produzem um tipo de radia\u00e7\u00e3o que pode ser detectada no infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Este tipo de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m observado em lugares onde as gal\u00e1xias colidiram uma com a outra e a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas ocorre a um ritmo muito elevado. At\u00e9 agora, n\u00e3o havia nenhuma imagem que mostrasse claramente o que ocorre quando duas gal\u00e1xias colidem no intervalo de tempo entre a colis\u00e3o e o nascimento das primeiras estrelas jovens.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/ISO_satellite,1.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption> O Observat\u00f3rio ISO.<br>Cr\u00e9dito: ESA <br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O elo em falta foi descoberto no par gal\u00e1ctico da Antena (NGC 4038\/4039) pelos astr\u00f3nomos alem\u00e3es Martin Haas, Rolf Chini do AIRUB Institute em Bochum e por Ulrich Klaas do Instituto Max-Planck para a Astronomia em Heidelberg, que submeteram os resultados para publica\u00e7\u00e3o na revista Astronomy &amp; Astrophysics. Estas duas gal\u00e1xias que est\u00e3o localizadas a 60 milh\u00f5es de anos-luz da Terra na contela\u00e7\u00e3o de Corvo, est\u00e3o actualmente numa fase inicial da colis\u00e3o em determinadas zonas. Os cientistas observaram que a regi\u00e3o das duas gal\u00e1xias que se sobrep\u00f5e \u00e9 muito rica em hidrog\u00e9nio molecular excitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disto, a emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o do hidrog\u00e9nio excitado \u00e9 igualmente distribuida nas zonas norte e sul da sobreposi\u00e7\u00e3o. No entanto, e para espanto dos membros da equipa, existem muito poucas supernovas ou regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar intensa que expliquem este hidrog\u00e9nio molecular excitado. Por este motivo concluem que o hidrog\u00e9nio excitado deve ser devido \u00e0 energia mec\u00e2nica transportada pelas ondas de choque resultantes da colis\u00e3o, o que constitui o elo em falta entre as colis\u00f5es de gal\u00e1xias e a forma\u00e7\u00e3o estelar. A equipa estima que quando este g\u00e1s colapsar para formar estrelas durante o pr\u00f3ximo milh\u00e3o de anos, a gal\u00e1xia da Antena tornar-se-\u00e1 duas vezes mais brilhante no infravermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos acreditam que a forma\u00e7\u00e3o estelar induzida por choques poder\u00e1 ter tido um papel fundamental na evolu\u00e7\u00e3o das proto-gal\u00e1xias no in\u00edcio da exist\u00eancia do Universo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem capturada pela c\u00e2mara montada no dispositivo.Cr\u00e9dito: NASA\/JPL Dados obtidos a partir do ISO, o Observat\u00f3rio de Infravermelho da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), forneceram que as ondas de choque geradas pela colis\u00e3o de gal\u00e1xias excita o g\u00e1s a partir do qual nascem as estrelas. 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